Uma panorâmica do BlogcampES

João Carlos Caribé | Ativismo, Cibercultura, Comportamento, Eventos | domingo, agosto 23rd, 2009

Em primeiro lugar foi uma gratificante oportunidade poder participar do Blogcamp ES, agradeço ao convite do Thalles, que acreditem, somente no meio da noite de quinta, já com todo mundo na “lama” é que eu saquei que era o mesmo Thalles que participou da organização do Mega Não em Vitória. Também agradeço ao gente finissima Fabio Malini e a elétrica Emily. Tive o prazer de conhecer pessoas bastante interessantes, conversar com muita gente inteligente e bonita. Fiquei fascinado com a história de vida da Carla Coutinho, virei fã da menina. Me tornei o sétimo leitor do blog da Gabi Dornelas, me contagiei com o bom humor irradiante do Raphael Mendes, mais um bem sucedido pró blogger que conheci. Também conheci o Marcos Eduardo, que espero não ter acho o meu style fat 80’s demodê :). Na “lama” conheci ainda mais gente bacana, é que sou péssimo para guardar nomes, mas ela se lembra que na “lama” ficou na segunda cadeira do meu lado, e confirmou a minha identidade secreta: Sim eu sou o Caribé. Teve ainda a jovem menina do lado da Gabi.

No sábado tive a satisfação de acordar e olhar o mar pela janela, com os raios de sol perfurando as poucas nuvens, uma visão estimulante. Me supreendi ao fazer o checkout no Best Western Pier Vitória Hotel, o primeiro de dezenas de hoteis onde me hospedei que não existe a presunção da culpa, ou seja, ninguém fica te enrolando na recepção enquanto um funcionário vai no apartamento ver se você não roubou nada, até mesmo para o frigobar a atendente pergunta: O que o senhor consumiu? Uau! Ninguém foi la olhar se eu estava mentindo!

No BlogCamp

Na minha participação com o imprescindível Henrique Antoun, no painel Blogs e Ciberativismo, comecei com uma breve história na Internet, e entramos a fundo no assunto. A quantidade de participantes e a qualidade dos comentários transformou um painel Blogs e Ciberativismo numa irresistivel desconferência que só terminou as 13h porque o Antoun tinha de ir e eu acabei indo junto para o Rio. No painel diversas frases foram twittadas e falamos de um monte de coisas que tinham um monte de links, bom então seguem os links:

Mantras da Irracionalidade:

Mito midiático da gripe suína

Teses, teorias e manifestos

Blogs, redes, coletivos e bookmarks

Videos e livros citados

  • Video - Fahrenheit 11 de setembro (Indispensável)
  • Video - Fahrenheit 451 (distopia)
  • Video - Obrigado por fumar (Nao lembro quem citou)
  • Video - Muito Alem do cidadão Kane
  • Video - A Revolução não será televisionada
  • Video - A Corporação (The Corporation)
  • Livro - 1984 - George Orwell
  • Livro - Admiravel mundo novo - Aldous Huxley
  • Periódico - Feed-se Democracia

Por enquanto é isto, recomendo a leitura dos links para quem deseja se aprofundar mais no tema, e para aqueles que pretendem fazer seus TCCs e Teses baseado no tema, se precisar de ajuda é só falar.

Send post as PDF to PDF | PDF Creator | PDF Converter

Manifesto da Cultura Livre

João Carlos Caribé | Ativismo, Cibercultura, Comportamento, Economia 2.0 | domingo, agosto 16th, 2009

Tomei a liberdade de fazer uma tradução à “toque de caixa” do Manifesto da Cultura Livre, publicado originalmente pelo coletivo Free Culture, como segue:

A missão do movimento da Cultura Livre é construir uma estrutura participativa para a sociedade e para a cultura, de baixo para cima, ao contrário da estrutura proprietária, fechada, de cima para baixo. Através da forma democratica da tecnologia digital e da internet, podemos disponibilizar ferramentaas para criação, distribuição, comunicação e colaboração, ensinando e aprendendo através da mão da pessoa comum - e através da verdadeiramente ativa , informada e conectada cidadania: injustiça e opressão serão lentamente eliminadas do planeta.

Nos acreditamos que a Cultura deve ser uma construção participativa de duas mãos, e não meramente  de consumo. Não nos contentaremos em sentar passivamente na frente de um tubo de imagem de midia de mão única. Com a Internet e outros avanços, a tecnologia existe para a criação de novos paradigmas, um deles é que qualquer um pode ser um artista, e qualquer um pode ser bem sucedido baseado em seus méritos e não nas conexões da industria.

Nos negamos a aceitar o futuro do feudalismo digital, onde nos não somos donos dos produtos que compramos, mas nos são meramente garantidos uso limitado enquanto nos pagamos pelo seu uso. Nos devemos parar e inverter a recente e radical expansão dos direitos da propriedade intelectual que ameaçam chegar a um ponto onde se sobreporão a todos os outros direitos do indivíduo e da sociedade.

A liberdade de construir sobre o passado é necessária para a prosperidade da criatividade e da inovação. Nós iremos usar e promover o nosso patrimônio cultural, no domínio público. Faremos, compartilharemos, adaptaremos e promoveremos conteúdo aberto. Iremos ouvir a música livre, apreciar a arte livre, assistir filmes livres, e ler livros livres. Todo o tempo, iremos contribuir, discutir, comentar, criticar, melhorar, improvisar, remixar, modificar, e acrescentar ainda mais ingredientes para a “sopa” da cultura livre.

Ajudaremos todo mundo à entender o valor da nossa abundância cultural, promovendo o software livre a o modelo open source. Vamos resistir à legislação repressiva que ameaça as liberdades civis e impede a inovação. Iremos nos opor aos dispositivos de monitoramento à nivel de hardware que impedirão que os usuários tenham controle de suas próprias máquinas e seus próprios dados.

Não permitiremos que a indústria de conteúdo se agarre à seus obsoletos modelos de distribuição através de uma legislação ruim. Nós seremos participantes ativos em uma cultura livre de conectividade e produção, que se tornou possível como nunca antes pela Internet e tecnologias digitais, e iremos lutar para evitar que este novo potencial seja destruído por empresas e controle legislativo. Se permitirmos que a estrutura participativa, e de baixo para cima, da Internet seja trocada por um serviço de TV a cabo - Se deixarmos que paradigma estabelecido para criação e distribuição se reafirme - Então a janela de oportunidade aberta pela Internet terá sido fechada, e  teremos perdido algo bonito, revolucionário e irrecuperável.

O futuro esta em nossas mãos, devemos construir um movimento tecnológico e cultural para defender o comum digital.

Leia, divulgue, replique, traduza, republique mas não fique ai parado!

Publicado também no Trezentos , Xô Censura e no meu blog no Cultura Digital

Send post as PDF to PDF | PDF Creator | PDF Converter

A espetacularização do combate à pirataria

João Carlos Caribé | Ativismo, Cibercultura, Comportamento, mantras da irracionalidade | quarta-feira, julho 8th, 2009

Confesso que estava torcendo para que o processo movido contra o The Pirate Bay fosse um tiro na água, a industria de intermediação cultural precisava encontrar um freio, mas infelizmente a justiça Sueca considerou os donos do site culpados. Na verdade, conforme Ronaldo Lemos, a decisão aumenta o escopo dos direitos autorais e assim começa a passar por cima de direitos individuais, como a privacidade.

Assim como no caso do Napster, os resultados são muito mais negativos para a Industria de intermediação cultural do que os benefícios diretos de uma ação como esta, mesmo que os valores extorsivos e utópicos cobrados nestas ações fossem exequiveis, ainda sim, a balança penderia contra ela. Na verdade a intenção dos representantes da industria de intermediação cultural não é ressarcir-se do pseudo e majorado prejuizo, e sim a prática secular da execução em praça pública:

Execução em praça pública

Execução em praça pública

O objetivo de FOUCAULT, em Vigiar e Punir[bb], é descrever a história do poder de punir como história da prisão, cuja instituição muda o estilo penal, do suplício do corpo da época medieval para a utilização do tempo no arquipélago carcerário do capitalismo moderno. Assim, demonstrando a natureza política do poder de punir, o suplício do corpo do estilo medieval(roda, fogueira etc.) é um ritual público de dominação pelo terror: o objeto da pena criminal é o corpo do condenado, mas o objetivo da pena criminal é a massa do povo, convocado para testemunhar a vitória do soberano sobre o criminoso, o rebelde que ousou desafiar o poder. O processo medieval é inquisitorial e secreto: uma sucessão de interrogatórios dirigidos para a confissão, sob juramento ou sob tortura, em completa ignorância da acusação e das provas; mas a execução penal é pública, porque o sofrimento do condenado, mensurado para reproduzir a atrocidade do crime, é um ritual político de controle social pelo medo.
Juarez Cirino dos Santos (PDF)

É uma prática repressiva comumente utilizada pela Indústria de intermediação cultural, os “alvos” são criteriosamente escolhidos levando-se em conta o impacto e o potencial de marketing, dentro  desta estratégia a escolha do The Pirate Bay foi perfeita.

Entretanto esta prática tem surtido cada dia menos efeito, questões como ética e honestidade vem sendo colocadas em xeque por quem deveria dar o exemplo, e como já previa o Manifesto Cluetrain, as pessoas juntas estão ficando mais sabidas que as corporações, e consequentemente menos sujeitas às suas manipulações. As corporações já parecem saber disto, mas como os duendes de Quem mexeu no meu queijo[bb], tentam sobreviver no seu super ultra lucrativo modelo de negócios, que há muito faz água, na esperança de que um dia tudo voltará a ser como antes, nem que eles tenham de dar uma “ajudazinha”.

Curioso mesmo é o tamanho do poder que a Indústria de intermediação cultural possui, poder este que pretende ser ampliado pelo secretissimo ACTA. Mesmo levando-se em conta que quanto maior o mito midiático, maior a subserviência da sociedade e consequentemente maior o poder em combate-lo, ainda assim acho o poder da Industria de intermediação cultural desproporcional.

Na verdade existe um tremendo discurso hipócrita que começa no conceito de direito autoral, enquanto a manipulada sociedade acredita que o pobre músico passará fome se suas músicas forem pirateadas na Internet, o que ocorre é que há muito o pobre músico cedera seus direitos à gravadora. E dependendo do quanto “leonino” é este contrato, o músico deixa de ter qualquer autoridade sobre a sua obra intelectual. Pergunto ai quem é o maior vilão da história?

Na verdade a Industria de Intermediação cultural quer, além dos lucros imorais, é evitar que a sociedade se dê conta de que ela se tornara obsoleta, ou pior, quer na verdade eliminar o seu principal concorrente: Nós mesmos.

Publiquei este artigo também no Xô Censura e no Trezentos

Send post as PDF to PDF | PDF Creator | PDF Converter

O Rio vai dizer um Mega Não ao AI5 digital!

João Carlos Caribé | Ativismo | domingo, junho 28th, 2009

O Xô Censura convida a todos. Acompanhe o ato no Mega Não, fique ligado

* Contra o Projeto de Lei do Senador Azeredo
* Em defesa da liberdade e privacidade na Internet
* Pelo livre compartilhamento e troca de arquivos

O Rio vai dizer um Mega Não!

Dia 01 de julho - 18 horas
Auditório da Associação Brasileira de Imprensa - ABI

R. Araújo Porto Alegre, 71 - Centro - Rio de Janeiro - RJ

Apoio:

Deputado Estadual Alessandro Molon
Deputado Federal Jorge Bittar (licenciado)
Deputado Federal Paulo Teixeira

Convocatória:

Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital - ABCID
Associação Brasileira de Imprensa - ABI
Central Única dos Trabalhadores - CUT
Centro de Ação e Comunicação Comunitária - CENACOC
Coletivo Ciberativismo
Coletivo Digital
Coletivo Intervozes
Conselho Regional de Engenharia do RJ - CREA-RJ
MegaNão!
Projeto Software Livre - Brasil
Setorial de TI do PT do RJ
Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro
Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro - Sintufrj
Sindicato dos Servidores das Justiças Federais no Estado do RJ - Sisejufe
União Estadual dos Estudantes - UEE - RJ
União Nacional dos Estudantes - UNE

Send post as PDF to PDF | PDF Creator | PDF Converter

Ato Público contra o AI-5 digital

João Carlos Caribé | Ativismo, Cibercultura, Eventos, Ta Falado | sexta-feira, maio 8th, 2009

ato-contraai5digital

Acompanhe todas as novidades no Mega Não ! O blog do Meta manifesto. Esta postagem é parte do movimento contra o AI-5 Digital.

Send post as PDF to PDF | PDF Creator | PDF Converter
Próxima Página »