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	<title>Entropia ! &#187; velha midia</title>
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		<title>Nota de falecimento</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jul 2011 14:48:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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<h2>Acaba de falecer o <strong>CAPITALISMO</strong>!</h2>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/07/debitousa.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-689" style="margin: 5px;" title="debitousa" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/07/debitousa.jpg" alt="" width="360" height="668" /></a>Rituais de magia branca de olhos azuis e amarela de olhos puxados ainda tentarão dar sobrevida ao defunto inutilmente. Seus comparsas, a mídia golpista (<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pig">PIG</a>) tentarão ocultar o cadáver, mas a sociedade conectada, o quinto poder, irão mostrar a todos onde esta o corpo fétido. O establishment irá negar enfáticamente sua culpa no assassinato:</p>
<p>- Foram os emergentes!</p>
<p>- Foram os emergentes!</p>
<p>Eles dirão na mais manjada estratégia Maquiavélica, afinal o Inferno são os outros ja dizia Sartre.</p>
<p>Seus orfãos, os Bancos e Mega Corporações irão tentar, através do legado da privataria promovida pelo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Neoliberalismo">neoliberalismo,</a> instalar o &#8220;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Neocolonialismo">neocolonialismo</a>&#8220;, tentando extrair vorazmente da turma de baixo suas riquezas. Entretanto o povo de baixo já não é mais tão subserviente ao império, e a queda 2.0 da nobreza colocará o mundo de cabeça para baixo.</p>
<p>O <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Capitalismo_cognitivo">capitalismo cognitivo</a>, onde as pessoas são o centro e não o dinheiro, vazara de baixo para cima, trocando o &#8220;sistema operacional&#8221; da sociedade como prefetizou <a href="http://www.amazon.com/gp/product/0812978501/ref=as_li_tf_tl?ie=UTF8&amp;tag=flashbrasil&amp;linkCode=as2&amp;camp=217145&amp;creative=399369&amp;creativeASIN=0812978501">Rushkoff</a><img style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="http://www.assoc-amazon.com/e/ir?t=flashbrasil&amp;l=as2&amp;o=1&amp;a=0812978501&amp;camp=217145&amp;creative=399369" alt="" width="1" height="1" border="0" />, e veremos uma profunda e gratificante mudança na sociedade, onde o pensar e agir coletivo é a normalidade como bem diz <a href="http://www.amazon.com/gp/product/0143114948/ref=as_li_tf_tl?ie=UTF8&amp;tag=flashbrasil&amp;linkCode=as2&amp;camp=217145&amp;creative=399369&amp;creativeASIN=0143114948">Shirky</a>.</p>
<hr />
<p>A nota acima foi inspirada pelo <a href="http://www.wtfnoway.com/">infográfico da divida americana</a>, que mostra a divida total de 114,5 trilhões de dolares. Segundo o infográfico, um cidadão médio levaria 92 anos para acumular U$ 1 milhão, logo seriam necessário que 114.500.000 de americanos trabalhem 92 anos para pagar a dívida. Como a estimativa de vida do Americano esta em 78 anos, uma regra de três simples nos leva ao número de 135.051.282 cidadãos, o que equivale a quase 44% da população daquele país. Some-se a isto a crise que assola a Europa, onde a dívida impagável da <a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100506/not_imp547649,0.php">Grécia é apenas a ponta do Iceberg</a> e veremos um quadro dantesco.</p>
<p>Thomas Greco em seu livro &#8220;<a href="http://www.amazon.com/gp/product/1603580786/ref=as_li_tf_tl?ie=UTF8&amp;tag=flashbrasil&amp;linkCode=as2&amp;camp=217145&amp;creative=399369&amp;creativeASIN=1603580786">The End of Money and the Future of Civilization</a><img style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="http://www.assoc-amazon.com/e/ir?t=flashbrasil&amp;l=as2&amp;o=1&amp;a=1603580786&amp;camp=217145&amp;creative=399369" alt="" width="1" height="1" border="0" />&#8221; ja preconizava isto, afinal o capitalismo vive de endividamento, somos todos endividados e não prosperos como nos fazem crer. Estamos sempre trocando de dívidas, e isto leva a um ponto onde o endividamento se torna uma escala logarítmica, que tende ao infinito, promovendo uma verdadeiro &#8220;stall&#8221;.</p>
<p>Então prepare-se vamos entrar em uma grande turbulência, a aeronave vai cair, mas muitos sobreviverão&#8230;</p>
<p>Nota: Depois de publicar este texto aos sete ventos sem me certificar do valor da dívida americana, fui informado que ela é de U$ 15 trilhões e fui averiguar e vi que na verdade 114,5 trilhões de dolares é o valor emprestado a descoberto pelos bancos americanos, o que na prática acaba dando no mesmo. A figura acima mostra dois &#8220;edificios ao lado da estatua da liberdade, o menor é equivalente à pilha de cédulas de U$ 100,00 da dívida americana e o maior que o World Trade Center é o total do empréstimo à descoberto dos bancos americanos.</p>
</div>
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		<title>Orwell &amp; Huxley um ensaio distópico</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Apr 2011 20:59:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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<blockquote><p>Uma Distopia ou Antiutopia é o pensamento, a filosofia ou o processo discursivo baseado numa ficção cujo valor representa a antítese da utópica ou promove a vivência em uma &#8220;utopia negativa&#8221;. São geralmente caracterizadas pelo totalitarismo, autoritarismo bem como um opressivo controle da sociedade. Nelas, caem-se as cortinas, e a sociedade mostra-se corruptível; as normas criadas para o bem comum mostram-se flexíveis. Assim, a tecnologia é usada como ferramenta de controle, seja do Estado, de instituições ou mesmo de corporações.</p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Distopia">Wikipédia </a></p>
</blockquote>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/04/paleofuture.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-639" title="paleofuture" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/04/paleofuture.jpg" alt="" width="800" height="622" /></a></p>
<p>Nos meus tempos de criança costumava viajar no tempo assistindo às  séries espetaculares de ficção, nos anos 60 e 70 era o que tinha de mais  comum: Perdidos no Espaço, Viagem ao Centro da Terra, Terra de Gigantes  dentre outros. Nasci na década que o homem foi à lua e assisti junto  com minha família a transmissão ao vivo desta façanha, sempre fui <a href="../2006/01/02/o-moleque-chato/">fascinado pelo futuro</a>, pelo espetáculo da evolução e pelo avanço da tecnologia. O blog <a href="http://www.paleofuture.com/">Paleo Future</a> me remete àqueles tempos, onde a visão futurística nunca se  concretizou. Sempre curti ficção científica, mas ela sempre erra, é  muito difícil prever o futuro, afinal o futuro não é feito apenas por  idéias e conceitos, a sociedade é o grande determinante deste futuro,  quem poderia imaginar um smartphone há dez anos? Quem poderia imaginar a  Internet atual há dez anos? Eu tenho ousado imaginar como viveremos  daqui há vinte anos, <a href="http://pt.scribd.com/doc/20095761/2030-Rascunho-do-capitulo-1">estou escrevendo uma ficção</a>,  mas só o tempo irá me dizer se estava certo. Imagine então autores de  1932 e 1949 escrevendo sobre o futuro, devem ter errado feio!  Infelizmente não é o que parece. Em 1932 <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Aldous_Huxley">Aldous Huxley</a> escreveu a distopia “Admirável Mundo Novo” e em 1949 <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/George_orwell">George Orwell</a> escreveu “1984″.</p>
<p>Huxley descreve um mundo futurista com um país transcontinental, onde  os indivíduos são todos de proveta e manipulados geneticamente para que  se encaixem em determinada casta e nela permaneça satisfeito por toda  vida. No mundo de Aldous, a luxuria e o prazer são extremamente  estimulados e não existem vínculos afetivos, que são combatidos com o  estimulo à busca individual pela auto-realização. Neste mundo  hipotético, vive-se para o consumo e o prazer. Depressões e pensamentos  “negativos”, inclusive os de solidariedade, são combatidos com drogas de  consumo livre e estimulado. Em Admirável Mundo Novo, existem países que  não foram “civilizados” onde sua sociedade, dita selvagem, constrói  famílias e vínculos afetivos de forma natural, os sentimentos de  solidariedade, família e pertinência são muito comuns no mundo dos  selvagens.</p>
<p>Em 1984 o mundo futurístico também é compostos por países  transcontinentais, e o cenário é de total vigilantismo e totalitarismo.  Todas as residências são vigiadas pela “teletela” que pela descrição se  assemelha à uma TV que também transmite audio e video à uma central, livros e a  escrita privada eram proibidos. Ao contrário do cenário de Huxley, o de  Orwell prevê a manutenção da estrutura familiar, e coíbe veemente a  luxuria e o prazer. No mundo de Orwell todos trabalham pelo coletivo e  em sua maioria são funcionários do Estado. O lazer é coletivo, cidadãos  são praticamente obrigados a frequentarem clubes públicos, da mesma forma  que são obrigados à assistirem os discursos do “Grande Irmão”, que  parece ser um personagem criado para representar o lider supremo, mas  que ninguém nunca viu o rosto. Assim como a vida não tem valor algum na  distopia de Huxley, na de Orwell ela além de não ter valor, corre o  risco de nunca ter existido, pois o Ministério da Verdade, tem  por função apagar os registros históricos em todos os meios, de pessoas e  fatos que possam colocar o regime do Grande Irmão em risco.</p>
<p>Se analisarmos pela ótica econômica, o mundo de Huxley é o pior  cenário do capitalismo, enquanto que o mundo de Orwell o pior do  socialismo. Mas o que mais impressiona nas duas distopias, é sua  aderência ao cenário socio-cultural do século XXI, seguindo a máxima de  “Tostines” não saberemos dizer que Huxley e Orwell acertaram suas visões  ou se foram seguidos como quem segue uma cartilha.</p>
<p>No século XXI, ou melhor na sociedade pós-moderna, o capitalismo  segue em franca atividade, apesar da crise de 2008, por conta do  consumismo insano, que leva a sociedade a ver no consumo seu maior  objetivo de vida, quase uma religião. As pessoas são avaliadas por seus  padrões de consumo e o processo de obsolescência programada e percebida  criam constantemente signos e indicadores que acabam expondo quem esta  ou não dentro destes padrões.  O sistema financeiro  sustenta a vida  útil deste sistema perverso, adicionando novos entrantes sempre que  necessários.</p>
<p>Neste sistema que corrompe e aprisiona, seus participantes lembram os  hamsters que giram as rodas em suas gaiolas na expectativa de  encontrarem o seu final, tal como a maldição de Sisifo. Presos neste  sistema, pouco tempo sobra para os valores realmente importantes da  vida. Nossos filhos ainda não são produzidos em escala industrial como  na distopia de Huxley, mas os prisioneiros do consumismo estão sempre  terceirizando o afeto e educação de seus filhos, e de quebra estão  minando os laços afetivos, que passam a ser substituídos por laços de  consumo. Troca-se o afeto pelos presentes, estamos ensinando desde cedo a  nossos filhos que o consumo é ainda mais importante que as relações  cosanguineas, e que fazer girar a roda de Sisifo é a tarefa mais  importante de todas, custe o que custar! Não sei dizer se o alto índice  de divórcios se deve ao rompimento com valores conservadores ou se hoje  também tratamos nossos pares como produtos.</p>
<p>Constatar que nossa sociedade trata pessoas como bens de consumo, e  laços afetivos estão cada vez mais enfraquecidos, potencializados por  relações hedonicamente fúteis e luxuriosas, nos leva a pintar um cenário  muito parecido com o de Huxley, quanto mais se adicionarmos o estilo de  vida citado nos parágrafos anteriores.</p>
<p>Paradoxalmente, o capitalismo tido como o grande paladino que iria  salvar a humanidade do totalitarismo do socialismo, tem se tornado cada  vez mais um regime totalitário, mas como isto pode acontecer?</p>
<p>Estamos presenciando hoje em dia o surgimento de um quinto poder, o  do e-Cidadão, que vem a somar-se aos três poderes do Estado e o poder  das corporações. Os poderes do Estado estão limitados às fronteiras  geográficas das nações, por outro lado as corporações estão se tornando  gigantes transnacionais, e não só isto, estão crescendo tanto  verticalmente como horizontalmente, transformando-se em oligopólios. Se  levarmos em conta que das 100 maiores economias do planeta, 51 são  corporações, não temos mais dúvidas de que elas estão se tornando muito  mais poderosas que as nações, sobrepujando de forma cruel os três  poderes do Estado.</p>
<p>Felizmente estamos assistindo nesta primeira década do século XXI, o  surgimento de forças transnacionais de cidadãos conectados, que estão  derrubando ditaduras e promovendo mudanças substanciais dentro de suas  nações. Finalmente um poder que poderá se opor ao poder das corporações!  Enquanto o capitalismo é tido por Bauman como um parasita que corroí a  sociedade, quero concluir que a sociedade organizada e conectada, a  e-Cidadania, transformou-se no parasita que corroí o capitalismo. Estas  duas forças, ou blocos de poder são transnacionais e eficientes, ou  seja, a globalização social parece ter se dado de forma mais rápida e  eficiente do que a globalização econômica, e pior, se deu de forma  descontrolada, fugiu ao controle do establishment.</p>
<p>Não podemos nos esquecer da globalização politica, da criação de  grandes blocos como o surgido na Europa, que parece ser uma forma dos  três poderes do Estado ganharem força e transnacionalidade, mas que vem  dando claros sinais de que não vai muito bem. Estamos querendo  homogenizar o que não pode ser homogenizado, a diversidade é saudável em  qualquer sistema. Mas de qualquer modo esta tendência de formação de  blocos transnacionais nos remete às duas distopias, e faz sentido,  quanto menos interlocutores são necessários, mais fácil é a negociação.</p>
<p>Este cenário promete ficar ainda pior, pois vários especialistas  estão prevendo o crescimento ainda maior das corporações, que tenderão a  se tornar “mega corporações”, e com isto poderão ter um poder  praticamente ilimitado. Mas existe o poder da e-Cidadania para  contrapor-se a isto, a sociedade conectada esta compartilhando  conhecimento, arte, entretenimento, e até mesmo amor e compaixão sem a  necessidade do intermediário, ou não? Redes sociais também são  corporações e para piorar o cenário, os servidores raiz de DNS da  Internet estão subordinados à OMC!</p>
<p>Estamos sendo manipulados, estão nos dando linha como uma pipa que  sobe ao sabor dos ventos ascendentes? O poder corporativo poderá de uma  hora para outra apertar um botão e desconectar os e-cidadãos? De que  lado estão as corporações online, e de quem é o conteúdo que produzimos e  publicamos online nestas redes sociais?</p>
<p>Estamos caminhando para um novo totalitarismo, o totalitarismo do  capital, e o poder corporativo sabe que desarticular a e-cidadania não é  tão simples como mandar desligar os servidores raiz. Por esta razão  cria-se, com a ajuda laborosa da mídia mainstream. o momento Hobbesiano  com o objetivo claro de fazer crer que a Internet é um espaço sem lei,  para forçar o Estado a criar formas de controla-lo. O poder corporativo  só não mandou desligar a Internet porque assim como a sociedade ele  também depende dela, e depende de um rígido sistema de controle de  propriedade intelectual e industrial para impedir que os e-cidadãos  deixem de ser seus parasitas e volte a parasita-los livremente.</p>
<p>Pelo exposto nos temos de tomar algumas atitudes essenciais para evitar que sejamos cooptados por um novo regime totalitarista.</p>
<ul>
<li>Nos politizarmos 	mais, nos preocuparmos com as questões de nossa sociedade;</li>
<li>Aumentar a 	influência da sociedade civil na governança da rede;</li>
<li>Nos aliarmos os 	poderes do Estado;</li>
<li>Desconstruir 	incansavelmente o momento hobbesiano;</li>
<li>Pensar e construir 	alternativas para uma Internet;</li>
<li>Pensar local e 	agir global;</li>
<li>Repensar nossa 	relação com o consumo;</li>
<li>Pensar e novas 	formas de organização social.</li>
</ul>
<p>Créditos: A imagem foi obtida no <a href="http://www.paleofuture.com/">Paleo Future</a></p>

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		<title>A Cauda Longa do Jornalismo</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Feb 2011 09:45:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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<p>Esta é uma atualização de um artigo meu <a href="http://www.jornalistasdaweb.com.br/index.php?pag=displayConteudo&amp;idConteudoTipo=2&amp;idConteudo=3118#">publicado no Jornalistas da Web</a> em 2008.</p>
<p>É curioso como a humanidade tende a tratar transições e evoluções de  forma apocalíptica. Foi assim com a chegada do rádio, da TV, e não  poderia ser diferente com a Internet. O tema ficou em &#8220;banho maria&#8221; por  alguns anos, pois além de não haver uma penetração considerável, ainda  não haviam soluções que dessem margem ao jornalismo colaborativo, ou  melhor, ao <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Crowdsourcing" target="_blank">jornalismo crowdsourcing</a>.  Os anos se passaram, e a população conectada cresceu de forma  surpreendente. Nos Estados Unidos, 95% dos jovens estão conectados. No  Brasil, praticamente 50% da população acessa a Internet. Este  crescimento associado a ferramentas como blogs, microblogging,  fotoblogs, videoblogs, mapas, mashups e tudo isto potencializado pela  computação cada vez mais ubiqua, deu espaço a um novo jornalismo, ao  jornalismo crowdsourcing. E conseqüentemente ao interminável debate  entre o jornalismo tradicional e o jornalismo crowdsourcing. O primeiro  argumenta que o segundo é imaturo, e este, que o jornalismo tradicional é  jurássico.</p>
<p>É uma comparação impossível, é preciso levar em  consideração que uma grande mudança nas relações pessoais e econômicas  foi provocada pela Internet. Esta mudança foi sistematizada por <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Chris_Anderson_%28writer%29" target="_blank">Chris Anderson</a>, em seu best seller &#8220;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Cauda_Longa" target="_blank">A Cauda Longa</a>&#8220;.  A Internet possibilitou uma capilaridade nunca antes vista, atingindo  nichos renegados e muitas vezes totalmente desconhecidos. A principio, o  estudo de Anderson provocou surpresa, mostrando a todos que a cauda  longa é maior do que o mainstream, e engorda cada vez mais por conta  daqueles que viviam no mainstream e agora podem se juntar às suas  tribos. É preciso levar em conta que a imprensa tradicional esta focando  no mainstream, e que a imprensa social está focando na cauda longa.</p>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/01/imagem_artigo_caudalonga1.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-574" title="imagem_artigo_caudalonga1" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/01/imagem_artigo_caudalonga1.gif" alt="" width="470" height="301" /></a></p>
<p>É  como se os leitores de fanzines habitassem a cauda longa, e os leitores  dos grande jornais, a cabeça da cauda, o mainstream, e isto não quer  dizer que esta relação seja excludente. Na prática, a capilaridade da  Internet permitiu conectar nichos com interesses similares, formando os  meganichos, que habitam o inicio da cauda, próximo ao mainstream. Quanto  maior o nicho, mais genérica a informação. A tendência do crescimento  dos meganichos, tanto em quantidades, como em tamanho, provoca dois  movimentos na cauda: ela engorda e se alonga. Engorda por conta  crescimento dos meganichos, e se alonga por conta dos novos nichos que  surgem.</p>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/01/imagem_artigo_caudalonga2.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-575" title="imagem_artigo_caudalonga2" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/01/imagem_artigo_caudalonga2.gif" alt="" width="470" height="301" /></a></p>
<p>Existe  um outro elemento importante, que é a informação. Abundante no  ciberespaço, é o catalizador da evolução. O crowdsourcing é a  personificação desta evolução. O cidadão conectado tem pressa, muita  pressa. A <a href="http://entropia.blog.br/2007/12/16/a-instantaneidade-o-crowdsourcing-e-o-jornalismo-social/">instantaneidade</a> é o resultado, ele quer saber agora, o que  acontece agora, quer interagir com a noticia. O Jornalismo cidadão é  visto como ruído pelo público mainstream, mas é extremamente eficiente  para seus apreciadores, e isto a velha mídia precisa entender e estudar.</p>
<p><strong>A questão da confiabilidade</strong></p>
<p>Constantemente  a credibilidade do jornalismo social é posta em xeque, os veículos  tradicionais defendem que somente eles estão aptos a noticiarem com  credibilidade, e que o jornalismo social não é confiável. Trata-se de  uma meia verdade, uma vez que os veículos tradicionais cometem  verdadeiras gafes, como o caso do &#8220;<a href="http://a8000.blogspot.com/2007/09/homem-diminui-dedo-para-usar-iphone.html" target="_blank">Homem diminui o dedo para usar o iPhone</a>&#8220;, noticiado pelo <a href="http://www.estadao.com.br/" target="_blank">Estadão</a>.  A confiabilidade do jornalismo social é diretamente proporcional ao  número de fontes, ou a credibilidade conquistada por algumas delas. Um  grande número de fontes permite ao leitor avaliar por amostragem o que é  ou não confiável, e assim construir a sua percepção de confiabilidade  de algumas fontes. Muitos blogs publicam matérias de alta qualidade e  confiabilidade, uma vez que, para alguns, o blog é uma fonte de status  e/ou receita, e o leitor é o seu mais valioso ativo.</p>
<p>Em termos de número de fontes, velocidade e interação, o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Micro-blogging" target="_blank">microblogging</a> revelou-se um grande aliado do jornalismo social, e o <a href="http://twitter.com/caribe" target="_blank">Twitter</a> é de longe a mais popular ferramenta de microblogging. O caso do  incêndio na Califórnia foi notório, mas não o único coberto via Twitter.  A grande &#8220;sacada&#8221; é que em microblogging o texto é limitado a 140  caracteres e o <a href="http://boo-box.com/link/aff:submarinoid/uid:128026/tags:celular" target="_blank">celular</a> é uma potencial ferramenta jornalística. Textos via SMS para o Twitter, fotos e vídeos via email para o <a href="http://www.flickr.com/photos/buzzmakers" target="_blank">Flickr</a> e <a href="http://www.youtube.com/jccaribe" target="_blank">YouTube</a> respectivamente e, na outra ponta, temos a noticia em qualquer dispositivo. É o verdadeiro crowdsourcing jornalístico.</p>
<p><strong>Conectando os dois mundos</strong></p>
<p>Existem diversos projetos com o objetivo de conectar os dois mundos. O mais notório deles é o <a href="http://international.ohmynews.com/" target="_blank">OhmyNews</a>, um jornal colaborativo com &#8220;cara&#8221; de jornal. Outro projeto bem interessante é o <a href="http://paper.li/caribe" target="_blank">Paper.li</a>, que produz um jornal diário automático com base no que você e quem você segue tuitam, ou listas ou ainda tags específicas. Tem também o <a href="http://tabbloid.com/" target="_blank">Tabbloid</a> que produzr um Jornal em PDF de acordo com feeds específicos. No Brasil, temos o próprio Jornalistas da Web, o <a href="http://www.jornaldedebates.com.br/" target="_blank">Jornal de Debates</a> e as redes de blogs que estão se formando, numa tendência a universalizar o jornalismo crowdsourcing.</p>
<p>&nbsp;</p>

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		<title>Mantras da irracionalidade &#8211; direito autoral</title>
		<link>http://entropia.blog.br/2010/12/30/mantras-da-irracionalidade-direito-autoral/</link>
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		<pubDate>Thu, 30 Dec 2010 03:58:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Economia 2.0]]></category>
		<category><![CDATA[mantras da irracionalidade]]></category>
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<p>Você já parou para pensar sobre o direito autoral e a propriedade intelectual? Bom eu venho pensando muito a respeito há anos, e tenho chegado à conclusões surpreendentes, verdadeiras aberrações que são aceitas e replicadas pela sociedade como verdadeiros <a href="http://entropia.blog.br/2009/01/10/mantras-da-irracionalidade/">mantras da irracionalidade</a>, aqueles mantras que foram imputados em sua mente por muito tempo, pela grande e dominadora mídia, e hoje você os repete sem pensar e com toda convicção. Você não os repete?  Ótimo, então vamos à algumas provocações:</p>
<ul>
<li>Se um acadêmico não é remunerado permanentemente por uma Tese, porque o autor de um livro tem de ser?</li>
<li>Se um publicitário não é remunerado permanentemente por uma peça que criou, porque o produtor de cinema tem de ser?</li>
<li>Se um engenheiro não é permanentemente remunerado por um projeto que ele fez, porque o musico tem de ser?</li>
</ul>
<p>Quando um engenheiro faz um projeto, ele assina a responsabilidade por ele, seja este engenheiro independente, funcionário ou responsável por uma Empresa. Este projeto tem um preço que é ditado por um mercado e é pago na forma combinada apenas uma vez. E por toda vida, este engenheiro pode ser responsabilizado por algum dano que seja comprovado como falha de projeto, e isto pode ter custos indetermináveis. Por outro lado, o músico não tem este risco enorme, afinal qual a chance de sua música provocar dano à alguém? Se ele não falar mal de ninguém e nem criar polêmica com a letra e não copiar outro músico, o risco é zero. Quando acaba um projeto o engenheiro já tem de estar fazendo outro, a vida dele é fazer projetos, ele se remunera por um projeto atrás do outro, até que chega ao fim de sua carreira. A partir dai ele vai ter de viver com suas economias, e sua pensão do INSS, e se foi previdente, da sua previdência privada. Com o músico é diferente, ele tem todos estes direitos do engenheiro e ainda tem a chance de criar &#8220;projetos&#8221; que irão sustenta-lo e a sua familia por muitos anos. Entendemos que cada música é um projeto, ou cada CD, e suas músicas proporcionam renda através de shows e da venda de CDs e faixas avulsas, mas não é só isto, tem mais!</p>
<p>Temos no caso da música o ECAD, que é uma entidade que fiscaliza e taxa qualquer estabelecimento que ouse tocar música! Não sei se existe transparência nesta arrecadação e nem se tem garantia de que todos os músicos serão remunerados de forma justa. Para mim o ECAD é uma aberração socialmente aceita, os estabelecimentos estão divulgando a música e ainda pagam por isto! Mas imaginemos se tivesse um ECAD na engenharia. Ele iria avaliar uma obra e cobraria uma taxa pela provável utilização dos projetos, ou seja, cada vez que um projeto fosse consultado, la estaria o ECAD da engenharia cobrando mais um níquel, acharíamos isto normal?</p>
<p>Acadêmicos investem anos de suas vidas em estudos e pesquisas, produzem teses e mais teses que são largamente utilizadas pela sociedade e industria de modo geral, algumas destas teses se transformam em livros, mas é a excessão e não a regra. Os resultados das pesquisas são utilizados em benefício da sociedade, são de fatos uteis em todas as esferas da humanidade, seja na economia, na saúde, educação, poder público, e etc.. A remuneração do acadêmico em geral vem das universidades, e de bolsas de pesquisa, e quando se aposentam tem o mesmo destino do engenheiro que citei logo acima. Quanto ao ECAD da academia, bom imagine você mesmo&#8230;</p>
<p>Mas e os autores de livros, bom assim como os músicos e pintores eles possuem o dom da arte, autores trabalham bem para escrever livros, não posso negar, mas nem todos os autores são realmente autores de seus livros, mas isto é outro papo. Por este livro o autor recebe a remuneração da sua venda, e também de palestras e eventos que participa. E quando se aposenta tem os mesmos direitos do engenheiro e do acadêmico, e ainda recebe os direitos por seus livros por muitos anos. Ainda bem que não tem ECAD dos livros, mas ja tem gente pensando em criar algo parecido e cobrar uma taxa das copiadoras&#8230;</p>
<p>Bom não vamos falar de publicitários e cineastas, seria mais um parágrafo comparando laranjas com maças, e daria mais trabalho para a minha conclusão, então vamos falar dos pintores de arte.</p>
<p>O pintor de arte ganha dinheiro vendendo suas obras, a atendendo à pedidos especiais, e ganha uma remuneração do &#8220;ECAD&#8221; dos pintores cada vez que alguém admira suas obras&#8230; ué? Não é assim não? Mas pô! Pintor não é artista? Porque este preconceito?</p>
<p>Bom que tem o músico e o autor de livro que o engenheiro, acadêmico e pintores de arte não tem? Vamos dar um tempo para você pensar&#8230;. pensou?</p>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/12/divisaogravadoras.gif"><img class="size-full wp-image-524 alignleft" title="divisaogravadoras" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/12/divisaogravadoras.gif" alt="" width="350" height="329" /></a><br />
Uma indústria intermediadora! Afinal lançar livros e discos tem um alto custo e demanda uma forte estratégia de marketing, por isto que os intermediários ficam com pelo menos 90% da arrecadação. Isto se justificava no século passado, antes do advento da Internet. Nos anos 80 os equipamentos e a produção de um disco eram impossíveis às pequenas bandas e livros tinham altos custos de diagramação e impressão.</p>
<p>Hoje pequenos estúdios que custam menos de R$ 100,00 a hora podem produzir CDs com ótima qualidade e temos a Internet para divulgar o trabalho, então para que precisamos das gravadoras? Nos não precisamos, quem precisa são os dinossauros, os músicos desconectados, os músicos da antiga. É importante lembrar que se você tem mais de 16 anos, então você é um imigrante digital, e para ser entendido precisa falar com os dois mundos.</p>
<p>Gravadoras são poderosas, movimentam verdadeiras fortunas, segundo o relatório mais recente da <a href="http://www.abpd.org.br">APBD</a>, no ano passado (2009) o mercado movimentou R$ 358.432 milhões com a venda de música nos formatos físicos (CD, DVD e Blu-ray) e formatos digitais (via Internet e telefonia móvel), e registrou um crescimento de 159,4% das vendas digitais via Internet, e ainda reclamam. E segundo a <a href="http://www.ifpi.org">IFPI</a>, neste mesmo ano o mercado fonográfico girou U$ 140 bilhões, ou quase 5% do PIB Brasileiro no mesmo período, e ainda culpam a pirataria por não arrecadarem mais, <a href="http://www.lazermusica.com/blog/2009-11-24/numeros-que-nao-convem-as-gravadoras">pois sim</a>&#8230;</p>
<p>Com este dinheiro todo eles tem um poder gigantesco e esta é a unica explicação para esta diferença entre o tratamento dos nossos atores aqui citados, mas afinal estamos aqui defendendo o direito autoral pô! Como assim? Olha aquele disco ali em cima, o suposto direito autoral que falamos é na verdade o direito do intermediário sobre os direitos do autor, e este em muitos casos não tem nem o direito de reproduzir suas próprias músicas, o <a href="http://oteatromagico.mus.br/">Teatro Mágico</a> que o diga&#8230;</p>
<p>Pois é e olha que eu ainda não entrei na questão da propriedade intelectual! E nem vou. Para isto pretendo fazer outro texto educativo como este, por enquanto vamos jogar pedras no meu blog, que venham os comentários!</p>
<p>&nbsp;</p>

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		<title>Chega de trololó! Vamos aos fatos e Dilma na cabeça!</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Oct 2010 19:50:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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<p>Interessante infográfico feito pelo <a href="http://ilustrebob.com.br/2010/10/lula-vs-fhc/">Designer Bruno O. Barros</a>, ele  mostra de forma simples, consistente e objetiva as grandes diferenças de  feitos dos governos FCH+Serra X Lula + Dilma.</p>
<p><a href="http://ilustrebob.com.br/2010/10/lula-vs-fhc/"><br />
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Via @<a href="http://twitter.com/ilustrebob">IlustreBOB</a></p>

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		<title>Desculpe, mas eu te enganei este tempo todo&#8230;</title>
		<link>http://entropia.blog.br/2010/09/30/desculpe-mas-eu-te-enganei-este-tempo-todo/</link>
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		<pubDate>Thu, 30 Sep 2010 05:03:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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<p>Quem não perde o chão com uma confissão destas? Dá logo um frio na barriga, a testa começa a transpirar, as mãos ficam geladas, a respiração forte e o coração parece querer sair pela boca. A expressão de incredulidade se mistura com a do ódio, o chão desaparece e você sai juntando os cacos, porque suas convicções acabaram de se despedaçar.</p>
<p>Se você passa dos trinta, só usa a Internet para funções básicas e costuma pautar suas opiniões pela mídia recomendo que pare de ler este post agora ou prepare seu coração para a revelação que vem a seguir.</p>
<p>Antes do advento da Internet quase todas as informações nos chegavam pela mídia, rádio, TV, jornais e revistas, e alguma informação exclusiva do papo de bar ou de algum amigo bem informado. Não existia comunicação em rede, a maioria das informações nos chegavam via veículos de massa. Nossas escolhas se davam entre poucos veículos, e a diversidade era praticamente nenhuma. Em linha gerais elegíamos nossos veículos de confiança e pronto, não existia como confronta-los para saber se determinada informação era plausível e correta ou não, tinhamos de confiar, éramos da <strong>geração cultura da confiança</strong>.</p>
<p>Para esta geração os assuntos giram em torno dos fatos apresentados pelos veículos da grande mídia, as opiniões sempre dadas por especialistas no tema, e raramente se questionava o grau de conhecimento dos especialistas e a imparcialidade do veículo, a geração da confiança acredita nos seus e pronto. Bastavam que dois veículos de confiança apresentassem a mesma posição à cerca de um tema e pronto, era a verdade absoluta!</p>
<p>Mas o quanto se pode confiar neles de fato? Para isto temos de voltar para o início da década de 60, quando houve o Golpe de 64. Muitos veículos foram úteis para criar um clima favorável ao Golpe, seja por inocência ou por interesse, e muitos veículos e grupos de comunicação cresceram exponencialmente durante a ditadura.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/KxpP5F7NF5g" frameborder="0" allowFullScreen="true"> </iframe></p>
<p>Dentro das estratégias dos golpistas, havia uma necessidade de levar rápida e eficientemente informação e entretenimento à maior parte da população, foi nesta época que foram instaladas o maior número de repetidoras de TV, e enquanto a venda dos aparelhos de TV disparavam o preço do aparelho despencava, a razão manifesta era para a nação torcer na copa da 70. Todos juntos vamos pra frente Brasil&#8230;. Brasil Ame-o ou deixe-o&#8230; Uma festa! mas a motivação latente, aquela que não se percebe de primeira, era manter o povo entretido e (de)informado enquanto as coisas aconteciam no alto comando lá no Planalto Central, e ninguém ouvisse os gritos vindo dos porões da ditadura ou questionasse suas motivações, tudo não passava de um maniqueismo fantasioso bem planejado para a implantação da Ditadura.</p>
<p>A estética sempre foi um fator aliado à confiança, veja por exemplo o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=LQee_J0K4BY">Manifesto porta na cara</a>, quanto melhor a estética maior a confiança, dai a necessidade de estabelecer um padrão de qualidade como nos mostra o documentário <a href="http://video.google.com/videoplay?docid=-570340003958234038#">Muito Além do Cidadão Kane</a>, a manutenção de um padrão de qualidade esta intimamente relacionado à seriedade e confiabilidade. Não vá me dizer que aquela revista semanal em papel couchê com fotos bem feitas, diagramação impecável e infográficos lindos não parece mais confiável que outra publicação feita em papel reciclado e com tinta a base de soja, e é justamente o contrário! Eu não quero dizer que não se tenha de investir na estética, mas é justamente neste caminho que os veículos se distanciam e o problema não é necessariamente a estética e sim a percepção, a relação latente que se tem com ela, e é ai que o Brasileiro entra bem. Esta relação com a estética, entretenimento e informação atuam na nossa subjetividade, é quase um canal subliminar para manipular-nos.</p>
<p>Estas estratégias aliadas a tantas outras que foram apontadas pelos grandes filósofos da comunicação transformaram a comunicação e uma arma, junte isto à <a href="http://www.youtube.com/watch?v=lgmTfPzLl4E">cultura de consumo</a> de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Victor_Lebow">Victor Lebow</a> e presto! Conseguimos tudo, o povo vai estar bem ocupado neste ciclo vazio e irracional e nos do poder podemos nos manter seguros onde estamos.  Se estes detentores do quarto poder tivessem um ataque de sinceridade eles falariam para você: <strong>Desculpe, mas eu te enganei este tempo todo&#8230;</strong></p>
<p>Sinto muito meu amigo, você chamava seu filho, sobrinho ou seja lá quem for de alienado só porque ele ou ela passavam muito tempo frente ao computador, agora vai ter de admitir que alienado era você, afinal acima de tudo também não via nada de errado em passar muito tempo em frente a TV ou lendo jornais coloridos e revistas em papel couchê não é?</p>
<p>Uma nova sociedade esta surgindo com o advento da Internet, esta maldita Internet segundo o <a href="http://entropia.blog.br/2010/04/23/acta-e-o-tripe-do-atraso/">tripé do atraso</a>, esta sociedade conectada não assiste muito TV, não gosta nem de jornais e nem de revistas, mas nem por isto é desinformada, é alias muito mais bem informada que você. Eles nasceram e cresceram no meio de uma tsunami de informação, dentro de uma cultura da abundância e entendem o ciberespaço como uma extensão de sua memória. Esta nova geração lê muito, aprende muito, debate muito, mas tudo na tela, no metaverso, no reverso da lógica e na contramão do passado. Não confiam em nada e nem ninguém, suas relações se dão por muitos laços fracos, suas convicções por muita desconfiança e suas amizades por afinidade ideológica. Como bom espécime da pós modernidade este novo individuo se permite mudar de opinião quantas vezes julgar necessário. A construção de seu conhecimento e sua subjetividade se dá através da comparação, faz uso da inteligência coletiva como se fosse sua, e no fim chegam a uma conclusão que pode mudar mais adiante sem culpas nem ressentimento, eles são a geração da <strong>cultura da desconfiança</strong>.</p>
<p>Por fim, a <a href="http://entropia.blog.br/2007/12/16/a-instantaneidade-o-crowdsourcing-e-o-jornalismo-social/">mídia como conhecemos precisa se reciclar</a>, ela sempre focou na mensagem média para o usuário médio padronizado, mas em tempos de cauda longa o que mais temos é a diversidade, clusters e mais clusters com participantes tão diferentes e ao mesmo tempo tão iguais e igualmente voláteis e nem tão volúveis como se imagina. Se a mídia não se reciclar ela se tornará obsoleta quando a geração da cultura da confiança for maioria, daqui pouco menos de duas décadas&#8230;</p>
<p>&#8212;</p>
<p>Recomendo a leitura do meu artigo: <a href="http://www.revista.espiritolivre.org/?p=625">A matriz de forças da sustentabilidade na página 37 da edição 17 da Espirito Livre</a>.</p>

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		<title>ACTA e o tripé do atraso</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Apr 2010 21:44:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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<p>Os <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Neo-Luddism">neoludistas</a> estão lutando pela manutenção dos valores &#8220;analógicos&#8221;, a industria do copyright briga para ampliar seu poder e a midia tenta a todo custo prorrogar a sua morte já anunciada. Este três grupos atacam compulsivamente seu maior inimigo, que é ao mesmo tempo a maior invenção de todos os tempos: a Internet. Tudo por causa de uma <a href="http://blogcidadao.wordpress.com/2007/10/17/o-incrivel-bicho-papao-tecnologico/">ambição miope</a> que se resume em manter-se na &#8220;zona de conforto&#8221;.</p>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/FrameBreaking-1812.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-369" style="margin: 10px;" title="FrameBreaking-1812" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/FrameBreaking-1812-300x287.jpg" alt="" width="300" height="287" /></a>Os neoludistas não significam uma organização estruturada para manter os &#8220;velhos valores&#8221; em detrimento da tecnologia, é na verdade um conjunto não organizado de pessoas (políticos, juristas, empresários e até mesmo cidadãos comuns)  que possuem um alinhamento ideológico neoludista, e que exercem sua influência e são influenciados com base na <a href="http://blogcidadao.wordpress.com/2007/10/17/o-incrivel-bicho-papao-tecnologico/">ignorância tecnológica</a> intencional ou não. A indústria do copyright vem compulsivamente atirando no próprio pé desde o momento da popularização da Internet, transformando seus consumidores em vitimas do próprio consumo.  Na tentativa de manter seu super ultra lucrativo modelo de negócios, a indústria do copyright procura posicionar-se acima de qualquer mortal estendendo seus tentáculos além dos direitos fundamentais e civis. Enquanto morre de dentro para fora, a midia vem tentando sobreviver num momento em que o jornalismo atinge sua melhor fase, é a implosão anunciada. Esta para se manter viva alinha-se com a indústria do copyright , fornecendo munição para os neoludistas atacarem os conectados que já são maioria no Brasil (<a href="http://www.cetic.br/usuarios/tic/2009-total-brasil/rel-int-01.htm">já que em 2009 eram 45%</a>), isto num ciclo interminável a ponto de não se conseguir saber mais onde tudo começou ou até mesmo quem influencia quem.</p>
<p>Os neoludistas, a indústria do copyright e a mídia formam o <strong>tripé do atraso</strong>, uma estrutura poderosa que sustenta o atraso que assola principalmente o terceiro mundo.</p>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/nobredecadente.gif"><img class="size-medium wp-image-368 alignleft" style="margin: 10px;" title="Nobre decadente" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/nobredecadente-300x188.gif" alt="" width="300" height="188" /></a></p>
<p>Pela ótica dos conectados é como se o tripé do atraso fosse o nobre decadente, que ainda se sente provido de poder e credibilidade com base em velhos dogmas e valores que aos poucos vão sendo suplantados, o resultado disto é uma exposição caricata de um ícone do passado. O tripé do atraso recusa-se a adaptar-se aos novos valores, acredita ainda ter poder para muda-los ou ignorá-los, propala um discurso patético que começa a fazer sentido somente para mentes conservadoras do próprio tripé, encerrando o discurso dentro do espaço do emissor retro alimentando-o. O tripé do atraso ainda enxerga as estruturas verticalmente, acredita que eles é quem produzem cultura, e não o povo. Não fazem a menor idéia do que seja a inteligência coletiva, que vem constantemente desmascarando as tentativas manipulatórias da mídia. Ainda pensam que existe alguém por trás disto, e não uma multidão como de fato é. O tripé do atraso ainda enxerga as velhas formas de comunicação, um emissor e muitos receptores, ignoram a comunicação em rede, obviamente porque não enxergam estruturas verticais e ainda buscam lideranças em tudo que combatem.</p>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/caveirapiratas.jpg"><img class="size-medium wp-image-367 alignright" style="margin: 10px;" title="caveirapiratas" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/caveirapiratas-300x244.jpg" alt="" width="300" height="244" /></a></p>
<p>Na prática não podemos subestimar o tripé do atraso, eles são poderosos e não estão tão por fora da cultura digital como imaginamos, a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Convention_on_Cybercrime">Convenção de Budapeste</a>, o <a href="http://meganao.wordpress.com/o-mega-nao/o-que-combatemos/">AI5 digital</a> e o ACTA [<a href="http://diplo.org.br/Dossie-ACTA-para-desvendar-a">1</a>],[<a href="http://www.outraspalavras.net/?p=1098">2</a>],[<a href="http://a2kbrasil.org.br/Texto-do-ACTA-e-publicado-sem-as">3</a>] e [<a href="http://xocensura.wordpress.com/?s=acta">4</a>] são indícios de que eles estão sendo assessorados por quem sabe. Em linhas gerais querem criminalizar a Internet como conhecemos, transformando-nos em criminosos do dia para a noite. Legislações deste tipo darão um tremendo aborrecimento e trarão um terrível atraso e um nível insuportável de controle.</p>
<p>O Ciberativismo da sociedade conectada no Brasil <a href="http://entropia.blog.br/2010/04/14/a-revolucao-nao-esta-sendo-televisionada/">conseguiu paralisar a tramitação do AI5 digital</a>, o Itamarati já se posicionou que não assina convenções de que não participa de sua elaboração, apesar disto, a <a href="http://www.iprofesional.com/notas/96532-La-Argentina-adhiere-a-una-convencion-sobre-ciberdelito.html">Argentina assinou a convenção de Budapeste</a>, mas ainda falta a decisão tramitar no congresso de lá, torceremos para que os ciberativistas Argentinos saibam se mobilizar para bloquear isto.</p>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/noactaselo.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-370" style="margin: 10px;" title="noactaselo" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/noactaselo.gif" alt="" width="170" height="320" /></a>O caráter secreto do ACTA, assim como foi com o AI5 digital no inicio, é um dos fatores mais preocupantes. Pelo que foi divulgado e vazado anteriormente, o ACTA pretende justamente mudar os valores citados acima para alegria dos neoludistas, fazendo voltar tudo como era antes, a figura do intermediário, o controle da produção e a volta da economia da escassez, uma vez que as maliciosas cláusulas do ACTA irão literalmente acabar com o remix, com a criação, e principalmente com a liberdade na rede, senão com a própria rede.</p>
<p>Somos uma das nações mais promissoras em termos de cultura digital, temos um povo criativo, e livres seremos imbativeis, imagina unidos com nossos irmãos latinos, alias já deveríamos ter feito esta união há muito tempo. Temos três trunfos em andamento que temos de participar, pois o <a href="http://culturadigital.br/marcocivil/">Marco Civil</a> servirá de barreira contra o ACTA (temos de corrigir o que precisa ser corrigido), juntamente com a <a href="http://culturadigital.org.br/site/lda">Reforma da Lei de Direito Autoral</a>, e por fim o <a href="http://www.mc.gov.br/plano-nacional-para-banda-larga">Plano nacional de Banda larga</a> irá proporcionar uma intensa aceleração da inclusão e alfabetização digital, facilitando ainda mais nossa resistência.</p>
<p>Formar uma rede popular de resistência ao ACTA esta sendo um grande desafio, esta rede terá de ser muito grande e terá de atravessar fronteiras, acredito que a partir deste momento esta sendo formada a rede mundial de ciberativismo contra o ACTA, vamos mostrar mais uma vez que a globalização social foi muito mais efetiva do que a globalização econômica, e que precisamos cada vez menos de intermediários.  Você pode não estar percebendo ainda, mas estamos caminhando pelo tabuleiro, onde a jogada final irá colocar em xeque o modelo econômico atual, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=OHMvknT_uk4">os sinais já estão por ai</a>, o momento agora é de leitura e debate, vamos entender o que é o ACTA, e agir com Sun Tzu fala em seu livro a arte da guerra: <strong><em>Se você conhecer a si mesmo e a seu inimigo nunca perderá a guerra</em></strong>. A corrida já começou, é a corrida do conhecimento, esta esperando o que?</p>
<p>Este post é uma resposta tardia à convocação para a <a href="http://meganao.wordpress.com/2010/04/20/stop-acta-convocacao-para-blogagem-coletiva/">blogagem coletiva contra o ACTA</a>.</p>
<p>Créditos das fotos</p>
<ul>
<li><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Luddismo">Luddistas &#8211; Wikipedia</a></li>
<li><a href="http://www.gutenberg.org/wiki/Main_Page">Nobres decadentes &#8211; Projeto Gutemberg</a></li>
<li><a href="http://www.sxc.hu/profile/penywise">Caveira pirata &#8211; Dani Simmonds</a></li>
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		<title>Mainstream x mystream e o cauda longa da comunicação</title>
		<link>http://entropia.blog.br/2008/05/19/mainstream-x-mystream-e-o-cauda-longa-da-comunicacao/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 May 2008 14:09:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ <p>A dicotomia nova x velha midia esta tomando ares maniqueistas, e o pior, é uma comparação que não devia nem existir, é como comparar agua e óleo. A velha midia com seu estilo tradicional e corporativo acusa a nova mídia de amadorismo, e esta compara a velha midia com os dinossauros, e por ai [...]
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<p>A dicotomia nova x velha midia esta tomando ares maniqueistas, e o pior, é uma comparação que não devia nem existir, é como comparar agua e óleo. A velha midia com seu estilo tradicional e corporativo acusa a nova mídia de amadorismo, e esta compara a velha midia com os dinossauros, e por ai segue um improdutivo desenrolar de alfinetadas. Enquanto a discussão levanta poeira, um importante exercício que citei no meu <a title="Leia o post citado" href="http://entropia.blog.br/2008/04/27/a-constante-nas-organizacoes-modernas-e-a-propria-mudanca/">último post</a> deixa de ser feito: &#8220;<em>Temos de correr o risco de enxergar o que não queremos ver, e com isto ganhar o precioso tempo hábil para nos reconfigurarmos e seguirmos o trem da evolução, para não sermos pegos de surpresa e sermos atropelados por ele.</em>&#8221;</p>
<p>É preciso levar em consideração que uma grande mudança nas relações pessoais e econômicas foi provocada pela internet. Esta mudança foi sistematizada por <a title="Perfil na Wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Chris_Anderson_(writer)">Chris Anderson</a>, em seu best seller &#8220;<a title="A teoria da cauda longa na Wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Long_Tail">A Cauda Longa</a>&#8220;. A internet possibilitou uma capilaridade nunca antes vista, atingindo nichos renegados e muitas vezes totalmente desconhecidos. A principio o estudo de Anderson provocou surpresa, mostrando a todos que a cauda longa é maior do que o mainstream, e engorda cada vez mais por conta daqueles que viviam no mainstream e agora podem se juntar às suas tribos. É preciso levar em conta que a imprensa tradicional esta focando no mainstream, e que a imprensa social na cauda longa.</p>
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<div style="font-size:11px;font-family:tahoma,arial;height:26px;padding-top:2px;"><a href="http://www.slideshare.net/?src=embed"><img src="http://static.slideshare.net/swf/logo_embd.png" style="border:0px none;margin-bottom:-5px" alt="SlideShare"/></a> | <a href="http://www.slideshare.net/buzzmakers/imprensa-tradicional-x-imprensa-social?src=embed" title="View 'Imprensa tradicional x imprensa social' on SlideShare">View</a> | <a href="http://www.slideshare.net/upload?src=embed">Upload your own</a></div>
</div>
<p>Existe um outro elemento importante, que é a informação, abundante no ciberespaço, é o catalizador da evolução. O crowdsourcing é a personificação desta evolução. O cidadão conectado tem pressa, muita pressa, a instantaneidade é o resultado, ele quer saber agora, o que acontece agora, quer interagir com a noticia. O Jornalismo cidadão é visto como ruído pelo público mainstream, mas é extremamente eficiente para seus apreciadores, e isto a velha mídia precisa entender e estudar.</p>
<p>Existem outros elementos, temos de montar um cenário complexo para entender o que acontece e principalmente montar a estratégia para a reconfiguração da mídia tradicional. Eu não acredito que ela vá morrer, acredito sim, que ela em alguns anos não será nada parecida com que vemos hoje em dia.</p>

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		<title>Blogsfera S.A.</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Mar 2008 02:38:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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<p>Toda vez que os representantes da blogosfera brasileira são convidados à participar de um evento para um público tradicional, acontece a mesma coisa, o discurso descamba para um corporativismo &#8220;blogocentrado&#8221;, ou seja, a mensagem fica cheia de ruido e incompreensível para o público em questão. No caso estou estou falando do <a href="http://www.proxxima.com.br">Proxxima 2008</a>, no painel &#8220;O Fenômeno dos Blogs – Chegou a hora de virar mídia?&#8221; o mesmo aconteceu, <a href="http://www.jeffpaiva.com/blog/index.php/archives/281">como descreveu o Jeff Paiva</a>.</p>
<p>Mas o que esta acontecendo? Falta de maturidade da blogosfera brasileira ? Problema de comunicação ? Choque cultural? Acredito que todas as hipóteses são plausíveis, e ainda acrescentaria que a blogosfera é uma &#8220;midia&#8221; extremamente heterogêna e entrópica e principalmente descentralizada.</p>
<p>Alias como eu já falei anteriormente, <a href="http://entropia.blog.br/2008/02/19/campus-party-e-os-mundos-em-colisao/">não é possível comparar a velha midia com a nova midia</a> (<a href="http://entropia.blog.br/2007/09/04/apertem-os-cintos-o-consumidor-mudou/">que alias nem pode ser considerada como midia</a>). Não faz sentido esta comparação, são dois mundos distintos, e se assemelham apenas no objetivo: Cultivar leitores.</p>
<p>Poucos representantes da blogosfera conseguem apresentar um discurso corporativista tradicional de seu blog, quanto mais focado nas expectativas de um público como o da Proxxima 2008. Seus discursos são como eu falei &#8220;blogocentrado&#8221; e a tônica de negócios se dá dentro desta ótica, e o seu modelo de negócios foi apresentado, mas não era isto que o público esperava. Natural, competia ao moderador direcionar e obter as informações que o público desejava.</p>
<p>Seria necessário alinhar o discurso da blogosfera como uma mídia social, eles o são, mas não tangibilizarm isto, e confesso que acho melhor assim. Uma padronização macro da blogosfera seria um desastre, uma utopia, imagine blogs com missão, visão, planejamento estratégico, pauta, etc. Isto mataria a faceta crowdsourcing do <a href="http://entropia.blog.br/2007/12/16/a-instantaneidade-o-crowdsourcing-e-o-jornalismo-social/">jornalismo social</a>, ordenaria a entropia e a blogosfera perderia sua graça e principalmente a sua força.</p>
<p>Por fim, é importante deixar claro que o UGC (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/User-generated_content">User Generated Content</a>) é muito importante, e disseminar uma mensagem de marketing nestas midias sociais é extremamente eficiente, mesmo levando-se em conta que ela é totalmente caótica.</p>

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		<title>Campus Party e os mundos em colisão</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Feb 2008 20:44:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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<p>Confesso que fiquei morrendo de inveja do pessoal que foi ao <a href="http://www.campusparty.com.br/">Campus Party</a>, para me manter informado montei um  <a href="http://twitter.com/cpartybr">live stream</a> no <a href="http://twitter.com/">Twitter</a> usando o <a href="http://twitterfeed.com">TwitterFeed</a>. Vi várias coisas, li diversos posts e fiquei por dentro dos acontecimentos, até dei meus palpites via <a href="http://twitter.com/caribe">twitter</a>, interferindo em tempo real com o que acontecia.</p>
<p><img src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2008/02/imprensajurrasica.jpg" alt="Imprensa Jurrássica" align="right" hspace="5" vspace="5" />A cobertura do <a href="http://entropia.blog.br/2007/12/16/a-instantaneidade-o-crowdsourcing-e-o-jornalismo-social/">Jornalismo Social</a> foi bem eficiente, permitindo à qualquer um acompanhar ao vivo todo o evento. <a href="http://www.technorati.com/search/campus+party?authority=a4&amp;language=pt">Posts</a>, <a href="http://twitter.com/cpartybr">twitts</a>, <a href="http://br.youtube.com/results?search_query=campus+party&amp;search_type=&amp;search=Pesquisar">videos</a> e <a href="http://www.flickr.com/groups/campuspartybr/">fotos</a> publicados em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Social_media">midias sociais</a> deram o tom, proporcionando-me  uma sensação de estar lá, sem ter saido do home office. Isto não quer dizer que eu não tenha acompanhado algo sobre o Campus Party na mídia tradicional, acompanhei sim, pelo <a href="http://g1.globo.com/Noticias/0,,LTM0-5597-16096,00.html">G1</a>, <a href="http://idgnow.uol.com.br/internet/campus-party/">IDG Now!</a>, e outros que apareciam no meu live stream. Infelizmente percebi que os mais tradicionais da  velha midia estavam mais interessados em retratar o aspecto bizzaro e inusitado do evento, deixando de mostrar o que realmente interessava. Algumas destas reportagens  deixaram transparecer <a href="http://www.bluebus.com.br/show.php?p=2&amp;id=81824">um estereótipo Geek completamente desatualizado no imaginário coletivo de seus autores e editores</a>.</p>
<p>Os campuzeiros fizeram muitas <a href="http://www.brainstorm9.com.br/2008/02/14/campus-party-dinossauro-invade-aquario-dos-jornalistas/">brincadeiras</a> com a imprensa, e até foram hostis vaiando os palestrantes no painel &#8220;<a href="http://willpubli.blogspot.com/2008/02/debatedeira-entre-jornalistas-e.html">A Imprensa e o meio digital</a>&#8220;, quando a blogosfera foi colocada na berlinda. Alias durante todo o evento, os mundos estavam literalmente em colisão, como sabiamente retrata este <a href="http://www.burburinho.com/20060422.html">clássico de Nemo Nox</a>.</p>
<p>E natural que isto aconteça, mas estávamos acostumados com choques culturais à cada geração, à cada dez anos em média, mas agora na era da geração conectada, isto acontece com uma freqüência cada vez maior, e com uma intensidade muito maior, talvez um ano seja um período de tempo muito grande agora.</p>
<p>Eu ja havia decidido que não escreveria sobre o Campus Party, até que vi este <a href="http://www.viuisso.com.br/2008/02/15/quando-a-blogosfera-vira-ruido-e-a-tinta-vira-marrom-ou-rapidas-reflexoes-sobre-o-campus-party/">post do Michel Lent</a>, no inicio pensei que o Michel havia se tornado um dinossauro, sempre o admirei por sua visão de vanguarda, mas o que estava acontecendo? Foi quando eu percebi que na verdade ele soube narrar com perfeição, o que um leigo enxergaria na blogosfera. É  neste dilúvio informacional, que ele chama de ruído, que estamos habituados à nos informar, para isto usamos ferramentas que nos ajudam à enxergar na neblina. Os leitores mais tradicionais, enxergam este ruído e acabam buscando referências do mundo real, que são as mídias tradicionais.</p>
<p>Depois o <a href="http://www.usina.com/rodaeavisa/004959.html">René de Paula Jr, publicou um podcast falando dos erros e riscos da guerra nova x velha mídia</a>. Na percepção dele, não existe motivação para tal, e mesmo se existisse o embate poderia se dar de outra forma, até porque da maneira que vem sendo conduzido a credibilidade da blogosfera pode ser colocada em xeque. René fala da importância de conhecer o &#8220;inimigo&#8221; por dentro, para que se possa ter uma visão desprovida de preconceitos acredito eu. Sun Tzu em seu classico a Arte da Guerra fala algo parecido: &#8220;Conheça  si e seu inimigo e ganhe todas as batalhas&#8221;.</p>
<p>Mas não existe guerra, não existe batalha, nem é possível comparar a Imprensa Tradicional com a Imprensa Social, apesar do objetivo de ambas ser a informação, as motivações, aspirações, e estrutura socio-econômica-organizacional das duas são totalmente diferentes, é como querer comparar cebolas com laranjas.</p>
<p>Mas então porque existe esta hostilidade ? Lembra do <a href="http://www.brainstorm9.com.br/2007/08/09/campanha-do-estadao-contra-os-blogs/">caso Estadão x Blogs</a>?  Foi uma campanha do Estadão que subestimava os blogueiros, onde um macaco &#8220;Bruno&#8221; fazia um blog de economia e outras peças com a mesma tônica. Segundo a Talent, a agência que bolou as campanhas, uma parcela significativa da blogosfera é fútil, o que é verdade, mas as peças não faziam esta distinção e a coisa pegou muito mal.</p>
<p>A repercussão foi tão negativa que o Estadão organizou um debate, debate este que tinha por objetivo comparar cebolas com laranjas, ou seja o corporativismo da mídia tradicional com o crowdsourcing da blogosfera. Ou seja continuaram errando, e de certa forma hostilizaram ainda mais os blogueiros no debate, e a &#8220;lava&#8221; continuou fervendo. Nem mesmo o &#8220;<a href="http://www.pvision.com.br/blog/2007/11/28/estadao-espreme-limao-nos-olhos-dos-usuarios/">Limão</a>&#8220;, projeto do Estadão amenizou este &#8220;ranço&#8221;.</p>
<p>Notáveis representantes da blogosfera acham que esta discussão não vai levar a lugar nenhum. Edney  fala que <a href="http://www.interney.net/?p=9761727">este assunto esta ficando chato</a>, <a href="http://www.interney.net/blogs/inagaki/2008/02/16/campus_party_blogueiros_x_jornalistas_o_/">opinião compartilhada pelo Inagaki</a>, e Jonny Ken mostra que <a href="http://www.jonnyken.com/infoblog/2008/02/16/campus-party-substitua-a-palavra-jornalista-por-blogueiro-e-veja-se-nao-faz-sentido/">a discussão é inocua</a> e quem tem telhado de vidro não deve jogar pedra para o alto.   Mas toda esta confusão acaba sendo requentada por mais preconceitos, como o fato ocorrido com Fugita, que relata um <a href="http://www.techbits.com.br/2008/02/16/campus-party-falhas-falhas-e-falhas/">flagrante de preconceito com a blogosfera</a> na coletiva de imprensa de encerramento do Campus Party.</p>
<p>E quem pensa que os motivos acabaram, então fique atento à <a href="http://www.bluebus.com.br/show.php?p=1&amp;id=81941">nova campanha da Leo Burnet</a> que pode requentar a discussão. Uma coisa importante é que a blogosfera tenha em mente que seus <a href="http://rohitbhargava.typepad.com/weblog/2008/02/blog-marketing.html">blogs são seus alter EGO</a>, e que levar todo tipo de provação à ponta de faca, acaba deixando a blogosfera igual o &#8220;Bobão do play&#8221;,  aquele cara que todo mundo gosta de implicar. Pense nisso&#8230;</p>
<p>20/02/08 &#8211; Saiu um <a href="http://www.edelman.com.br/blog.asp?mes_c=2&amp;ano_c=2008">post bem interessante por Thiane Loureiro no blog da Edelman</a></p>
<p>Referências : Linkadas ao longo do texto e f<a href="http://imasters.uol.com.br/podcast/video/8047/debate_campus_party_blogueiros_x_jornalistas_-_parte_1/"></a>otos: <a href="http://www.flickr.com/photos/radarcultura/">Flickr do  Radar Cultura, editadas e disponíveis na mesma licença<br />
</a></p>

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