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	<title>Entropia ! &#187; nova midia</title>
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		<title>2012 tempo de transição</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Mar 2012 21:24:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2012/03/1153288_52572910.jpg"><img class=" wp-image-784 alignleft" style="margin: 5px;" title="1153288_52572910" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2012/03/1153288_52572910-744x1024.jpg" alt="" width="246" height="338" /></a>Estamos em 2012, o mundo acaba agora no dia 21 de dezembro, aproveite! O mundo já acabou tantas vezes nos últimos anos que a cada “fim do mundo” ficamos mais céticos, já foram<a href="http://www.bible.ca/pre-date-setters.htm"> 242 previsões furadas</a> desde o inicio dos tempos. Só de 1999 à 2012 tivemos 42, mas se tudo der errado os profetas ainda estão prevendo o fim do mundo para 2016, 2043 ou 2047&#8230; Vai que um dia alguém acerta!</p>
<p>Expectativas alarmistas sempre são um bom negócio, tem gente por ai fazendo bunkers e arcas para sobreviver ao fim do mundo, quantos não estão faturando muito com este novo fim do mundo? Lembra do bug do milênio e quanto a industria de TI faturou com o mito no final dos anos 90?</p>
<p>Previsões furadas a parte, o ano de 2012 carrega em torno de si uma aura de mudança, um importante conjunto de fatos e eventos que de uma forma ou de outra fará dele um ano marcante, um ano de transição, ou como diz a sabedoria Chinesa um ponto de mutação.</p>
<blockquote><p>“Ao término de um período de decadência sobrevém o ponto de mutação. A luz poderosa que fora banida ressurge. Há movimento, mas este não é gerado pela força&#8230; O movimento é natural, surge espontaneamente. Por esta razão, a transformação do antigo torna-se fácil. O velho é descartado, e o novo é introduzido. Ambas as medidas se harmonizam com o tempo, não resultando dai, portanto, nenhum dano”</p>
<p>I Ching.</p></blockquote>
<p>O ano de 2012 é realmente o ponto de transição, não a transição completa, mas o início irreversível dela, são a conjunção de vários fatores e eventos que juntos estão configurando esta mudança, a briga entre o novo e o velho existe há anos, e os mundos já estão em colisão desde o início do século como bem descreveu Nemo Nox em seu clássico <a href="http://www.burburinho.com/20060422.html">Mundos em Colisão</a>. No texto Nemo apresenta dois mundos: Planeta Alpha, onde a população desfruta de um ambiente de comunicação aberta e colaborativa; e o Planeta Ômega, onde as corporações têm controle quase absoluto sobre a informação que circula entre os habitantes, toda ela levando uma etiqueta com o preço de compra e as rígidas instruções de uso. O interessante de toda esta metáfora do “Mundos em Colisão” é que na verdade os dois mundos são um só.</p>
<p>O advento da Internet foi tão rápido e intenso que nós, os imigrantes digitais, fomos obrigados à adotar metáforas para entender e explica-lo: mundo real x mundo virtual. Uma dicotomia que fundamentou todo o debate desde 1994. Esta dicotomia sustentou leviandades, sustentou imbecilidades e pavimentou uma enorme gama de abobrinhas propaladas pelos neoludistas. O problema maior é quando estes neoludistas são políticos ou juristas, o preconceito pode causar desastres enormes como o famoso embate “Cicarelli x Youtube”, ou projetos de lei estúpidos como o AI5digital, SOPA, Hadopi e Sinde, só para citar alguns.</p>
<p>Medo e o preconceito são ingrediente de qualquer mudança, assim como a esperança e indignação, temos de admitir que a Internet teve um catalizador poderoso, pois as mudanças vistas nos últimos anos foram profundas e intensas. Este catalizador foi a comunicação, quem detê a comunicação, detém o poder, e a comunicação em rede além de poderosa é extremamente democrática, permitindo a todos fazerem parte de uma extensa rede não só de comunicação, mas também de construção cognitiva de conhecimento, uma vez que a Internet não é volátil.</p>
<p>Na edição 26 da Espírito Livre escrevi um artigo intitulado “<a title="A singularidade das multidões" href="http://entropia.blog.br/2011/08/31/a-singularidade-das-multidoes/">A singularidade das multidões</a>” onde desenvolvo a tese de que a tão falada singularidade tecnológica não se dará através do avanço da inteligência artificial, e sim da inteligência coletiva; e não serão as máquinas que dominarão o mundo e sim os nativos digitais.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2012/03/1186822_92570711.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-785" title="1186822_92570711" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2012/03/1186822_92570711.jpg" alt="" width="640" height="459" /></a></p>
<p>Mas o que esta em jogo em 2012? Desde 2008 o mundo vem assistindo à uma crise de dimensões apocalípticas, diversos países do hemisfério norte estão com altas taxas de desemprego, e com grave recessão. O Brasil foi o último país a entrar na crise e o primeiro a sair, mas os países afetados pela crise estão caminhando de forma assustadora para uma espécie de neocolonialismo baseado em copyright, ou seja, estão super valorizando a questão do combate à pirataria e proteção da propriedade intelectual e direito autoral. SOPA, ACTA, HADOPI, Sinde e o famigerado AI5digital são exemplos claros de tentativas de controle da rede em nome deste movimento neocolonial. Os argumentos anteriores: combate ao ciberterrorismo, cibercrime e pedofilia estão perdendo força, mas no final das contas, o objetivo principal é controlar a Internet. Mas porque?</p>
<p>Em 2012 a Internet comercial completará 18 anos e junto com ela milhares de nativos digitais irão atingir a maioridade, mas quem são eles? Esta imprevisibilidade pode ser um dos motivos, quem lembra dos<a href="http://blogs.estadao.com.br/link/etnografo-esta-a-caca-de-quem-ja-nasceu/"> etnógrafos enviados à Campus Party pela Intel em 2009</a>, estavam lá para pesquisar o comportamento dos nativos digitais, dos conectados. Creio que ainda não chegaram a uma conclusão de fato, pois a metodologia da etnografia em tempos digitais ainda esta em discussão. Sem dúvida alguma eles são diferente de nós os imigrantes digitais, sem a necessidade de transitar na dicotomia real x virtual, eles conseguem vivenciar a questão de que a Internet naturalizou e é tudo uma coisa só, a Internet faz parte do seu ecossistema. Certamente eles lidam melhor com as interações e construções em rede, eles pensam em rede, é como se nos fôssemos um programa rodando em linguagem interpretada e eles em linguagem compilada, estão revolucionando tudo, um perigo para o establishment!</p>
<p>É preciso adicionar um elemento a esta discussão, nem todo jovem de até 18 anos é um nativo digital, o letramento digital faz parte da sua construção, e este gap esta sendo reduzido em países que já perceberam que o seu maior ativo futuro esta justamente nos nativos digitais. Enquanto o Brasil esta ampliando este gap com seu PNBL neoliberal a R$ 35, com uma franquia de 300 MB por mês, e a sua pálida e inócua Secretaria Interministerial de Inclusão Digital; A India por exemplo esta ofertando à sua população banda larga à R$ 9,00 e Tablets a R$ 90,00!</p>
<p>A pesquisa “<a href="http://www.hivos.net/Hivos-Knowledge-Programme/Themes/Digital-Natives-with-a-Cause">Digital Alternatives</a>”, do Instituto Hivos, quebra alguns dogmas criados em torno do nativo digital, mostrando que existe uma grande pluralidade nesta parcela da sociedade, enterrando de vez as possíveis conclusões dos etnógrafos ai de cima. Todos os sinais apontam para um cenário muito bom, a pesquisa “<a href="http://osonhobrasileiro.com.br/">O Sonho Brasileiro</a>”, realizada com jovens de 18 a 24 anos, mostra alguns detalhes interessantes: 89% sentem orgulho em ser Brasileiro, 71% usam a Internet para fazer política e 75% pensam em fazer algo para o coletivo.</p>
<p>O debate amplia quando olhado por outros ângulos, entre 5 a 10% da população mundial será composta por este novo adulto já neste ano, e a maior concentração se dará nos países de terceiro mundo, quase a metade da população destes países esta abaixo de 18 anos. Enquanto nos países do primeiro mundo, a população esta envelhecendo e tende a ser mais conservadora, nos países do terceiro mundo, elas estão mais jovens e tendem a ser mais progressistas. Isto costura um cenário curioso, pois se de fato a “singularidade das multidões” ocorrer, ela será mais intensa justamente nos países de terceiro mundo.</p>
<p>As mudanças provocadas pela Internet estão sendo tão intensas e profundas que o próprio <a href="http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1028692-nao-ha-nada-que-nao-seja-afetado-pela-internet-diz-media-lab.shtml">MidiaLab ressalta</a> que não há nada que não seja afetado por ela, os intermediários entraram em crise, todos eles desde os partidos, sindicatos e até as grandes corporações. Crises precedem grandes mudanças, este ano veremos uma luta declarada, diferente da luta velada de outrora, contra a liberdade na rede, e uma outra ainda mais intensa no sentido contrário contando cada vez com a Inteligência das multidões, que vença o melhor!</p>
<p>Texto publicado originalmente para a revista <a href="http://www.revista.espiritolivre.org/lancada-edicao-n-33-da-revista-espirito-livre">Espirito Livre edição 33</a> de dezembro de 2011</p>
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		<title>A singularidade das multidões</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Aug 2011 03:19:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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<blockquote><p><span style="font-size: small;"><em><strong>multidão</strong></em></span><span style="font-size: x-small;"><em> (latim multitudo, -inis) s. f.</em></span></p>
<ol>
<li><span style="font-size: x-small;"><em>Grande número de pessoas (ou de coisas).</em></span></li>
<li><span style="font-size: x-small;"><em>Aglomeração; montão.</em></span></li>
<li><span style="font-size: x-small;"><em>Povo; populacho; turba.</em></span></li>
</ol>
</blockquote>
<p>Ao pensarmos em multidão imaginamos o caos, desorganização, confusão, contra produção. Assim foi por muitos anos no espaço da racionalidade. Práticas educacionais e corporativas buscaram na padronização o caminho para o progresso, alinhados à cultura da produção em massa da Revolução Industrial. Até mesmo o lema da nossa bandeira: Ordem e Progresso; parece nos remeter a esta lógica, uma lógica profundamente entremeada nos valores e princípios da sociedade do século XX. Praticamente uma verdade absoluta e intangível que serviu de base para a construção das estruturas sociais e organizacionais até então conhecidas: Hierarquia vertical, comando em cascata, broadcasting e o gênio solitário.</p>
<div id="attachment_713" class="wp-caption aligncenter" style="width: 730px"><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/08/multidao.jpg"><img class="size-full wp-image-713" title="multidao" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/08/multidao.jpg" alt="" width="720" height="356" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Afonso Lima</p></div>
<p>No final do século XX, os EUA abriram a Internet à humanidade, até então uma infra-estrutura tecnológica em rede que servia para a comunicação e armazenamento de dados entre acadêmicos e militares. <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tim_Berners-Lee">Tim Berners-Lee</a> adicionou à esta camada uma nova camada de comunicação, a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Www">WWW</a>. A apropriação da <a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=6287">WWW livre</a> e a consolidação dos conceitos de usabilidade e acessibilidade, pavimentaram o que hoje chamamos de web 2.0. Se observarmos “fora da caixa”, tudo que evoluiu na verdade configurou na redução da curva de aprendizagem, e consequentemente facilitou enormemente o acesso, tornando as camadas tecnológicas da rede invisíveis. A partir dai a Internet transformou-se em uma rede de pessoas, iniciando um processo sem retorno de profundas mudanças em todas as esferas da sociedade.</p>
<h2>Crowdsourcing, as multidões fazendo acontecer</h2>
<p>O Software Livre é sem dúvida nenhuma o caso mais notável de crowdsourcing. É uma construção caótica de software, com uma organização sem lideres, e sem hierarquias, jogando por terra valores e princípios “inegociáveis” do século passado. Muitos ainda não entendem como é possível produzir desta forma, outros tantos nunca irão entender, pois teriam de destituir-se de velhos e sedimentados princípios e valores, e muita gente não esta disposta à isto. Ainda são do tempo do “Em time que esta ganhando não se mexe”, azar o deles? Não, esta resistência à mudança tem sido a mola mestra do <a href="http://va.mu/DtV">ACTA</a> e outras práticas daninhas à rede como o <a href="http://meganao.wordpress.com/o-mega-nao/o-que-combatemos/">AI5 digital</a>. Estes <a href="http://entropia.blog.br/2010/04/23/acta-e-o-tripe-do-atraso/">neoludistas</a> enxergam a Internet como uma ameaça, e nós como uma oportunidade única. <strong>Estamos em rota de colisão</strong>.</p>
<p>A nosso favor estão as pessoas de mente aberta, como o Rob McEwen CEO da <a href="http://va.mu/Dtc">GoldCorp</a>, uma mina de ouro Canadense, que em 1999 estava à beira da falência. Depois de encantar-se pelo espírito livre e desbravador do Linux, que ele assistiu em uma conferência no MIT. Apesar de seus funcionários e especialista dizerem que não era mais possível extrair ouro da mina, ele acreditou que alguém poderia ter a solução. McEwen criou o concurso <a href="http://www.goldcorp.com/_resources/news_releases/2002/02-18-02.pdf: 503918www.goldcorp.com/_resources/news_releases/2002/02-18-02.pdf">Goldcorp Challenge</a>, que prometia distribuir U$575.000 aos que tivessem as melhores idéias para extrair ouro. Rob compartilhou dados secretos, como plantas, mapas, estudos e tudo mais que fosse necessário. O resultado do concurso foi fantástico, além da economia, equivalente a três anos de funcionamento, foram identificados 110 pontos de extração, e metade deles jamais haviam sido identificados pela Empresa. A GoldCorp pulou de um faturamento de U$ 100 milhões por ano para U$ 2 bilhões.</p>
<p>O caso da GoldCorp é emblemático porque é um caso que os analógicos entendem, é um exemplo incontestável do poder das multidões. Outros casos interessantes estão se construindo à nossa volta, como os diversos projetos de crowdfunding, onde indivíduos investem e decidem coletivamente como o capital será aplicado. A Wikipedia é outro caso fantástico, bem como as próprias redes sociais, elas não são nada sem nossa participação, sem nos o Facebook, Orkut, Youtube e outros não seriam nada, apenas uma boa idéia. E o mais incrível e que continuamos a agregar valor à estas redes, pois não visamos o retorno material, nossas motivações são outras. O documentário <a href="http://va.mu/DtM">Us Now</a> nos mostra vários casos de crowdsourcing, até mesmo um time de futebol, o <a href="http://va.mu/Dtj">Ebbsfleet united</a>, com mais de 30 mil donos e técnicos que decidem de forma colaborativa até mesmo a escalação do time. Us Now também mostra exemplos de auto-organização que apontam para novas formas de governo, de democracia participativa.</p>
<p>Na esfera do governo, temos projetos inovadores no Brasil, como as consultas públicas do <a href="http://va.mu/Dtl">Marco Civil da Internet</a> , <a href="http://va.mu/Dtn">Reforma da Lei de Direito Autoral</a> e outras. Estas consultas foram feitas de forma livre à população pela Internet, um caso digno de registro de crowdsourcing no processo legislativo. Por falar em processo legislativo, temos também no Brasil o <a href="http://edemocracia.camara.gov.br/">e-Democracia</a>, uma rede social ligada à <a href="http://www.camara.gov.br">Câmara dos Deputados</a>, que permite discutir temas em destaques e propor novos temas para debate. Ainda não temos nenhum projeto de colaboração como o <a href="http://va.mu/Dtz">Challenge</a> Americano, onde diferentes órgãos do governo, apresentam problemas à sociedade e recompensam financeiramente àqueles que apresentam as melhores soluções.</p>
<p>O <a href="http://www.crowdsourcing.org/">Crowdsourcing.org</a>  é uma rede social especializada no crowdsourcing, e identifica basicamente sete grupos de estudo do tema:</p>
<ul>
<li>Crowdfounding – Financiamento coletivo;</li>
<li>Cloud Labor (Trabalho em nuvem) – Aproveitamento de grupos virtuais de trabalho, disponíveis sob demanada para a realização de tarefas e projetos;</li>
<li>Collective Creativity (Criatividade coletiva) – Uso de grupos de talentos para desenvolvimento original de arte, design, mídia e conteúdo;</li>
<li>Open Innovation (Inovação aberta) – Uso de fontes externas à entidade ou grupo para gerar, desenvolver e implementar ideias;</li>
<li>Collective Knowledge (Conhecimento coletivo) – Desenvolvimento de células de conhecimento e informação a partir de grupos distribuidos de colaboradores;</li>
<li>Community Building (Construção de comunidades) – Desenvolvimento de comunidades através de grupos que compartilhem das mesmas paixões;</li>
<li>Civic Engagement (Engajamento cívico) &#8211; As ações coletivas que tratem de questões de interesse público.</li>
</ul>
<p>Como vemos, ainda estamos começando a usar o poder das multidões, as pessoas estão começando a entender que juntas possuem um poder ilimitado, que não dependem dos intermediários e representantes. Governos e corporações também estão entendendo&#8230;</p>
<h2>Individuo coletivo</h2>
<p>Nos meus tempos de criança acreditávamos na figura do gênio solitário, filmes e desenhos animados nos mostravam cientistas isolados do mundo e acompanhados de um assistente burro, uma bela metáfora. É impressionante, mas hoje em dia muita gente ainda acredita no gênio solitário, tivemos nossas subjetividades subjugadas como sempre. Felizmente o mito do gênio solitário esta sendo derrubado nos tempos digitais do século XXI, avise aos &#8220;analógicos&#8221; da sociedade! Scott Berkun, ex-engenheiro da Microsoft, em seu livro &#8220;<a href="http://www.amazon.com/gp/product/1449389627/ref=as_li_tf_tl?ie=UTF8&amp;tag=flashbrasil&amp;linkCode=as2&amp;camp=217145&amp;creative=399369&amp;creativeASIN=1449389627">The Myths of Innovation</a>&#8221; joga este conceito por água abaixo, e de quebra ainda enterra a idéia de que grande inovações vieram por epifania. Berkun explora uma questão muito importante, e que nos simplesmente sublimamos: Não estamos sozinhos, o ser humano é um ser social. Seja qual forma as idéias irão tomar, se produto material, imaterial ou bem cultural, elas são da coletividade. As idéias são construídas em coletividade, o &#8220;dono&#8221; dela tem sido aquele que consegue sistematiza-las ou utiliza-la para um propósito específico. O legado do século passado ainda insiste no fato de que as idéias são do primeiro a registrar a sua patente.</p>
<p>Somos parte da multidão, somos construtores da subjetividade coletiva, assim como nossa subjetividade é produto desta construção. Para ser mais correto, podemos afirmar que somos prosumidores de nos mesmos e ao mesmo tempo de todos nossos peers, que também são nossos prosumidores. No século passado isto era entendido pelo provérbio que dizia que “o homem é produto do meio”, mas o meio mudou, e o provérbio mostrou-se incompleto. Hoje podemos dizer que “o homem é produto do meio e o meio é produto do homem”, isto num ciclo crescente de construção cognitiva e coletiva do conhecimento. Quanto mais conectada a sociedade, mas visíveis ficam velhos conceitos que estão sendo subjugados, estamos quebrando velhas regras com uma voracidade incrível. Hoje entendemos que somos feitos de células, e a nossa “alma” de colaboração. É preciso entender que somos todos “eu” coletivo, que carregamos em nos um pouco de cada um, e vice versa.. Isto vale para tudo, saber, negócios, política e informação, ninguém é alguém sozinho. É preciso entender que o conhecimento pertence à sociedade, e que esta, e somente esta, tem a capacidade e o direito de transforma-lo de forma nunca antes imaginada na história da humanidade.</p>
<h2>Os seis graus que nos separam</h2>
<p>O importante fator das profundas e definitivas mudanças que estamos passando em nossa sociedade é o fato de estarmos novamente conectados em rede, novamente porque muito provavelmente estivemos conectados em rede quando ainda selvagens. A natureza irracional e burra esta repleta de exemplos de estruturas em rede, colméias, formigueiros, movimentos dos mares, planetas, e até mesmo nossa estrutura celular e neural! O homem civilizado cometeu um grande equivoco ao confundir a seletividade evolutiva com a organização estrutural das diversas sociedades, aprendemos equivocadamente que necessitamos de uma estrutura de poder vertical, poucos pensam e muitos executam, mais uma bela metáfora do capitalismo. Estão sempre buscando lideres em tudo&#8230;</p>
<p>Albert-László Barabási é um estudioso de redes, matemático, sistematizou esta estrutura e conseguiu provar matematicamente a teoria dos seis graus de separação. Segundo Barabási, apesar de seremos milhões conectados em rede, estamos de fato, distantes de qualquer outro por apenas seis pessoas. Barabási explica que as estruturas de redes são complexas e os hubs são indispensáveis ao funcionamento destas estruturas. Hubs por exemplo são indivíduos com alto capital social, ou sites e serviços populares. Os hubs são atalhos entre os milhões de nós da rede, de qualquer rede.</p>
<p>Fritjof Capra, compila no livro “<a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/62024/teia+da+vida,+a&amp;franq=128026">A Teia da Vida</a>”, várias contribuições da física, da matemática e da biologia para a compreensão dos sistemas vivos e, especialmente, de seu padrão básico de organização. Capra identifica a rede como esse padrão comum a todos os organismos vivos. “Onde quer que encontremos sistemas vivos – organismos, partes de organismos ou comunidades de organismos – podemos observar que seus componentes estão arranjados a maneira de rede. Sempre que olhamos para a vida, olhamos para redes. (&#8230;) O padrão da vida, poderíamos dizer, é um padrão de rede capaz de auto-organização&#8221;. Em seu livro “<a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/253089/conexoes+ocultas,+as:+ciencia+para+uma+vida+sustentavel&amp;franq=128026">As Conexões Ocultas</a>”, Capra tenta aplicar os princípios apresentados em “A Teia da Vida” na análise de fenômenos sociais – como o capitalismo global, a sociedade da informação, a biotecnologia e os movimentos contra-hegemônicos da sociedade civil.</p>
<h2>A singularidade será das multidões</h2>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/08/matrix-800x600.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-720" style="margin: 5px;" title="matrix-800x600" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/08/matrix-800x600-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Conforme a Wikipedia, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Singularidade_tecnol%C3%B3gica">singularidade tecnológica</a> é a denominação dada a um evento histórico previsto para o futuro, no qual a humanidade atravessará um estágio de colossal avanço tecnológico em um curtíssimo espaço de tempo. Vários cientistas, entre eles Vernor Vinge e Raymond Kurzweil, e também alguns filósofos afirmam que a singularidade tecnológica é um evento histórico de importância semelhante ao aparecimento da inteligência humana na Terra. Ainda não existe consenso sobre quais seriam os agentes responsáveis pela singularidade tecnológica, alguns acreditam que ela decorrerá naturalmente, como conseqüência dos acelerados avanços científicos. Outros acreditam que o surgimento iminente de supercomputadores dotados da chamada superinteligência será a base de tais avanços.</p>
<p>Na minha opinião a singularidade não será tecnologia, e sim das multidões, quanto maior a penetração da Internet na sociedade e quanto mais intensa for apropriação do crowdsourcing, mais rapidamente teremos as mudanças. Estas mudanças tenderão a ser de forma exponencial, não significa que mais um participante produza um incremento unitário, mas sim que este incremento leve em conta que o crowdsourcing é um processo retro-alimentando. Desta forma, nesta equação temos de considerar o que já fora construído e o potencial agregador e construtor do novo player, considerando inclusive seu capital social. Capital social este determinado em função da rede de relacionamento e do poder interativo e comunicacional deste indivíduo. <strong>Esta singularidade se dará na intensa construção cognitiva e coletiva do saber, potencializando ao máximo o conceito da <a href="http://www.assoc-amazon.com/e/ir?t=flashbrasil&amp;l=as2&amp;o=1&amp;a=0738202614&amp;camp=217145&amp;creative=399369">Inteligência Coletiva</a> sistematizado pelo filósofo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pierre_L%C3%A9vy">Pierre Levy</a>.</strong> Este fenômeno se dará possivelmente no momento em que a geração digital atingir a maturidade. Esta geração terá todos os conjuntos de afinadades, dogmas e valores para o processo pleno da construção e uso da Inteligência Coletiva, caracteristicas estas que nos imigrantes digitais não temos e nunca teremos, mas teremos o privilégio de vislumbrar o nascimento de uma nova sociedade infinitamente mais inteligente que a nossa, e profundamente interconectada, mudando radicalmente o mundo que conhecemos.</p>
<p>Uma vez entendido isto, podemos imaginar o tamanho do poder que a sociedade conectada poderá vir a ter, numa matriz dos poderes instituídos, este seria o quinto poder. Hoje temos os três poderes do Estado: Executivo, Legislativo e Judiciário que são poderes locais, e o quarto poder que é o corporativo que é enorme e transnacional e atualmente exerce uma enorme força sobre os Estados. Se levarmos em conta de que das 100 maiores economias do mundo, 51 são <a href="http://va.mu/C5g">corporações</a>. Dá para sentir o tamanho da força do quarto poder, eles simplesmente são mais poderosos que as nações. Entretanto o poder das corporações é avaliado em função do capitalismo, e da cultura da escassez. <a href="http://www.rushkoff.com/">Douglas Rushkoff</a> avalia que o capitalismo é na verdade o “sistema operacional” da sociedade, e que assim como ele no passado substituiu o “sistema operacional” vigente, nada impede que ele venha a ser substituído em breve, e a minha tese da singularidade das multidões prevê isto como citado no parágrafo anterior. Thomas Greco, em seu livro “<a href="http://www.assoc-amazon.com/e/ir?t=flashbrasil&amp;l=as2&amp;o=1&amp;a=1603580786&amp;camp=217145&amp;creative=399369">The end of money and the future of civilization</a>” coloca mais lenha na fogueira, mostrando que o modelo capitalista é auto-destrutivo e insustentável e que a partir da crise de 2008, a coisa só tende a piorar. Greco aponta na direção que estamos tomando. Mas o que virá depois do capitalismo? Segundo o Professor Giuseppe Cocco o que esta se construindo é o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Capitalismo_cognitivo">Capitalismo Cognitivo</a>, uma forma de capitalismo que tem o conhecimento e a informação como principais riquezas e valoriza as competências cognitivas e relacionais.</p>
<p>Mesmo antes da troca do “sistema operacional” da sociedade, veremos o quinto poder chegar a um patamar de igualdade ao quarto. Se configurarem as previsões, as mudanças serão profundas e alavancarão o quinto poder como o maior poder da sociedade, ou seja, a própria sociedade conectada será o seu maior poder. Temos movimentos políticos e sociais acontecendo pelas multidões conectadas, o <a title="Ajude o Mega Não conquistar o Prêmio FRIDA" href="http://meganao.wordpress.com">Mega Não</a> e o Ficha Limpa no Brasil, 15-M na Espanha, o Stop Acta a nível mundial e troca de poder no Egito só para citar alguns. Os sinais estão por ai, e os envolvidos estão cientes e tomando suas providências, eles tem pressa. Em 2012 teremos a maior idade de uma parcela significativa da geração digital, eles tem pressa, muita pressa.</p>
<p>Texto ampliado e adaptado do que publiquei originalmente na <a href="http://www.revista.espiritolivre.org/?page_id=1296">Revista Espirito Livre numero 26</a>, de maio de 2011</p>

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		<title>A Cauda Longa do Jornalismo</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Feb 2011 09:45:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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<p>Esta é uma atualização de um artigo meu <a href="http://www.jornalistasdaweb.com.br/index.php?pag=displayConteudo&amp;idConteudoTipo=2&amp;idConteudo=3118#">publicado no Jornalistas da Web</a> em 2008.</p>
<p>É curioso como a humanidade tende a tratar transições e evoluções de  forma apocalíptica. Foi assim com a chegada do rádio, da TV, e não  poderia ser diferente com a Internet. O tema ficou em &#8220;banho maria&#8221; por  alguns anos, pois além de não haver uma penetração considerável, ainda  não haviam soluções que dessem margem ao jornalismo colaborativo, ou  melhor, ao <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Crowdsourcing" target="_blank">jornalismo crowdsourcing</a>.  Os anos se passaram, e a população conectada cresceu de forma  surpreendente. Nos Estados Unidos, 95% dos jovens estão conectados. No  Brasil, praticamente 50% da população acessa a Internet. Este  crescimento associado a ferramentas como blogs, microblogging,  fotoblogs, videoblogs, mapas, mashups e tudo isto potencializado pela  computação cada vez mais ubiqua, deu espaço a um novo jornalismo, ao  jornalismo crowdsourcing. E conseqüentemente ao interminável debate  entre o jornalismo tradicional e o jornalismo crowdsourcing. O primeiro  argumenta que o segundo é imaturo, e este, que o jornalismo tradicional é  jurássico.</p>
<p>É uma comparação impossível, é preciso levar em  consideração que uma grande mudança nas relações pessoais e econômicas  foi provocada pela Internet. Esta mudança foi sistematizada por <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Chris_Anderson_%28writer%29" target="_blank">Chris Anderson</a>, em seu best seller &#8220;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Cauda_Longa" target="_blank">A Cauda Longa</a>&#8220;.  A Internet possibilitou uma capilaridade nunca antes vista, atingindo  nichos renegados e muitas vezes totalmente desconhecidos. A principio, o  estudo de Anderson provocou surpresa, mostrando a todos que a cauda  longa é maior do que o mainstream, e engorda cada vez mais por conta  daqueles que viviam no mainstream e agora podem se juntar às suas  tribos. É preciso levar em conta que a imprensa tradicional esta focando  no mainstream, e que a imprensa social está focando na cauda longa.</p>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/01/imagem_artigo_caudalonga1.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-574" title="imagem_artigo_caudalonga1" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/01/imagem_artigo_caudalonga1.gif" alt="" width="470" height="301" /></a></p>
<p>É  como se os leitores de fanzines habitassem a cauda longa, e os leitores  dos grande jornais, a cabeça da cauda, o mainstream, e isto não quer  dizer que esta relação seja excludente. Na prática, a capilaridade da  Internet permitiu conectar nichos com interesses similares, formando os  meganichos, que habitam o inicio da cauda, próximo ao mainstream. Quanto  maior o nicho, mais genérica a informação. A tendência do crescimento  dos meganichos, tanto em quantidades, como em tamanho, provoca dois  movimentos na cauda: ela engorda e se alonga. Engorda por conta  crescimento dos meganichos, e se alonga por conta dos novos nichos que  surgem.</p>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/01/imagem_artigo_caudalonga2.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-575" title="imagem_artigo_caudalonga2" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/01/imagem_artigo_caudalonga2.gif" alt="" width="470" height="301" /></a></p>
<p>Existe  um outro elemento importante, que é a informação. Abundante no  ciberespaço, é o catalizador da evolução. O crowdsourcing é a  personificação desta evolução. O cidadão conectado tem pressa, muita  pressa. A <a href="http://entropia.blog.br/2007/12/16/a-instantaneidade-o-crowdsourcing-e-o-jornalismo-social/">instantaneidade</a> é o resultado, ele quer saber agora, o que  acontece agora, quer interagir com a noticia. O Jornalismo cidadão é  visto como ruído pelo público mainstream, mas é extremamente eficiente  para seus apreciadores, e isto a velha mídia precisa entender e estudar.</p>
<p><strong>A questão da confiabilidade</strong></p>
<p>Constantemente  a credibilidade do jornalismo social é posta em xeque, os veículos  tradicionais defendem que somente eles estão aptos a noticiarem com  credibilidade, e que o jornalismo social não é confiável. Trata-se de  uma meia verdade, uma vez que os veículos tradicionais cometem  verdadeiras gafes, como o caso do &#8220;<a href="http://a8000.blogspot.com/2007/09/homem-diminui-dedo-para-usar-iphone.html" target="_blank">Homem diminui o dedo para usar o iPhone</a>&#8220;, noticiado pelo <a href="http://www.estadao.com.br/" target="_blank">Estadão</a>.  A confiabilidade do jornalismo social é diretamente proporcional ao  número de fontes, ou a credibilidade conquistada por algumas delas. Um  grande número de fontes permite ao leitor avaliar por amostragem o que é  ou não confiável, e assim construir a sua percepção de confiabilidade  de algumas fontes. Muitos blogs publicam matérias de alta qualidade e  confiabilidade, uma vez que, para alguns, o blog é uma fonte de status  e/ou receita, e o leitor é o seu mais valioso ativo.</p>
<p>Em termos de número de fontes, velocidade e interação, o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Micro-blogging" target="_blank">microblogging</a> revelou-se um grande aliado do jornalismo social, e o <a href="http://twitter.com/caribe" target="_blank">Twitter</a> é de longe a mais popular ferramenta de microblogging. O caso do  incêndio na Califórnia foi notório, mas não o único coberto via Twitter.  A grande &#8220;sacada&#8221; é que em microblogging o texto é limitado a 140  caracteres e o <a href="http://boo-box.com/link/aff:submarinoid/uid:128026/tags:celular" target="_blank">celular</a> é uma potencial ferramenta jornalística. Textos via SMS para o Twitter, fotos e vídeos via email para o <a href="http://www.flickr.com/photos/buzzmakers" target="_blank">Flickr</a> e <a href="http://www.youtube.com/jccaribe" target="_blank">YouTube</a> respectivamente e, na outra ponta, temos a noticia em qualquer dispositivo. É o verdadeiro crowdsourcing jornalístico.</p>
<p><strong>Conectando os dois mundos</strong></p>
<p>Existem diversos projetos com o objetivo de conectar os dois mundos. O mais notório deles é o <a href="http://international.ohmynews.com/" target="_blank">OhmyNews</a>, um jornal colaborativo com &#8220;cara&#8221; de jornal. Outro projeto bem interessante é o <a href="http://paper.li/caribe" target="_blank">Paper.li</a>, que produz um jornal diário automático com base no que você e quem você segue tuitam, ou listas ou ainda tags específicas. Tem também o <a href="http://tabbloid.com/" target="_blank">Tabbloid</a> que produzr um Jornal em PDF de acordo com feeds específicos. No Brasil, temos o próprio Jornalistas da Web, o <a href="http://www.jornaldedebates.com.br/" target="_blank">Jornal de Debates</a> e as redes de blogs que estão se formando, numa tendência a universalizar o jornalismo crowdsourcing.</p>
<p>&nbsp;</p>

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		<title>Mantras da irracionalidade &#8211; direito autoral</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Dec 2010 03:58:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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<p>Você já parou para pensar sobre o direito autoral e a propriedade intelectual? Bom eu venho pensando muito a respeito há anos, e tenho chegado à conclusões surpreendentes, verdadeiras aberrações que são aceitas e replicadas pela sociedade como verdadeiros <a href="http://entropia.blog.br/2009/01/10/mantras-da-irracionalidade/">mantras da irracionalidade</a>, aqueles mantras que foram imputados em sua mente por muito tempo, pela grande e dominadora mídia, e hoje você os repete sem pensar e com toda convicção. Você não os repete?  Ótimo, então vamos à algumas provocações:</p>
<ul>
<li>Se um acadêmico não é remunerado permanentemente por uma Tese, porque o autor de um livro tem de ser?</li>
<li>Se um publicitário não é remunerado permanentemente por uma peça que criou, porque o produtor de cinema tem de ser?</li>
<li>Se um engenheiro não é permanentemente remunerado por um projeto que ele fez, porque o musico tem de ser?</li>
</ul>
<p>Quando um engenheiro faz um projeto, ele assina a responsabilidade por ele, seja este engenheiro independente, funcionário ou responsável por uma Empresa. Este projeto tem um preço que é ditado por um mercado e é pago na forma combinada apenas uma vez. E por toda vida, este engenheiro pode ser responsabilizado por algum dano que seja comprovado como falha de projeto, e isto pode ter custos indetermináveis. Por outro lado, o músico não tem este risco enorme, afinal qual a chance de sua música provocar dano à alguém? Se ele não falar mal de ninguém e nem criar polêmica com a letra e não copiar outro músico, o risco é zero. Quando acaba um projeto o engenheiro já tem de estar fazendo outro, a vida dele é fazer projetos, ele se remunera por um projeto atrás do outro, até que chega ao fim de sua carreira. A partir dai ele vai ter de viver com suas economias, e sua pensão do INSS, e se foi previdente, da sua previdência privada. Com o músico é diferente, ele tem todos estes direitos do engenheiro e ainda tem a chance de criar &#8220;projetos&#8221; que irão sustenta-lo e a sua familia por muitos anos. Entendemos que cada música é um projeto, ou cada CD, e suas músicas proporcionam renda através de shows e da venda de CDs e faixas avulsas, mas não é só isto, tem mais!</p>
<p>Temos no caso da música o ECAD, que é uma entidade que fiscaliza e taxa qualquer estabelecimento que ouse tocar música! Não sei se existe transparência nesta arrecadação e nem se tem garantia de que todos os músicos serão remunerados de forma justa. Para mim o ECAD é uma aberração socialmente aceita, os estabelecimentos estão divulgando a música e ainda pagam por isto! Mas imaginemos se tivesse um ECAD na engenharia. Ele iria avaliar uma obra e cobraria uma taxa pela provável utilização dos projetos, ou seja, cada vez que um projeto fosse consultado, la estaria o ECAD da engenharia cobrando mais um níquel, acharíamos isto normal?</p>
<p>Acadêmicos investem anos de suas vidas em estudos e pesquisas, produzem teses e mais teses que são largamente utilizadas pela sociedade e industria de modo geral, algumas destas teses se transformam em livros, mas é a excessão e não a regra. Os resultados das pesquisas são utilizados em benefício da sociedade, são de fatos uteis em todas as esferas da humanidade, seja na economia, na saúde, educação, poder público, e etc.. A remuneração do acadêmico em geral vem das universidades, e de bolsas de pesquisa, e quando se aposentam tem o mesmo destino do engenheiro que citei logo acima. Quanto ao ECAD da academia, bom imagine você mesmo&#8230;</p>
<p>Mas e os autores de livros, bom assim como os músicos e pintores eles possuem o dom da arte, autores trabalham bem para escrever livros, não posso negar, mas nem todos os autores são realmente autores de seus livros, mas isto é outro papo. Por este livro o autor recebe a remuneração da sua venda, e também de palestras e eventos que participa. E quando se aposenta tem os mesmos direitos do engenheiro e do acadêmico, e ainda recebe os direitos por seus livros por muitos anos. Ainda bem que não tem ECAD dos livros, mas ja tem gente pensando em criar algo parecido e cobrar uma taxa das copiadoras&#8230;</p>
<p>Bom não vamos falar de publicitários e cineastas, seria mais um parágrafo comparando laranjas com maças, e daria mais trabalho para a minha conclusão, então vamos falar dos pintores de arte.</p>
<p>O pintor de arte ganha dinheiro vendendo suas obras, a atendendo à pedidos especiais, e ganha uma remuneração do &#8220;ECAD&#8221; dos pintores cada vez que alguém admira suas obras&#8230; ué? Não é assim não? Mas pô! Pintor não é artista? Porque este preconceito?</p>
<p>Bom que tem o músico e o autor de livro que o engenheiro, acadêmico e pintores de arte não tem? Vamos dar um tempo para você pensar&#8230;. pensou?</p>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/12/divisaogravadoras.gif"><img class="size-full wp-image-524 alignleft" title="divisaogravadoras" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/12/divisaogravadoras.gif" alt="" width="350" height="329" /></a><br />
Uma indústria intermediadora! Afinal lançar livros e discos tem um alto custo e demanda uma forte estratégia de marketing, por isto que os intermediários ficam com pelo menos 90% da arrecadação. Isto se justificava no século passado, antes do advento da Internet. Nos anos 80 os equipamentos e a produção de um disco eram impossíveis às pequenas bandas e livros tinham altos custos de diagramação e impressão.</p>
<p>Hoje pequenos estúdios que custam menos de R$ 100,00 a hora podem produzir CDs com ótima qualidade e temos a Internet para divulgar o trabalho, então para que precisamos das gravadoras? Nos não precisamos, quem precisa são os dinossauros, os músicos desconectados, os músicos da antiga. É importante lembrar que se você tem mais de 16 anos, então você é um imigrante digital, e para ser entendido precisa falar com os dois mundos.</p>
<p>Gravadoras são poderosas, movimentam verdadeiras fortunas, segundo o relatório mais recente da <a href="http://www.abpd.org.br">APBD</a>, no ano passado (2009) o mercado movimentou R$ 358.432 milhões com a venda de música nos formatos físicos (CD, DVD e Blu-ray) e formatos digitais (via Internet e telefonia móvel), e registrou um crescimento de 159,4% das vendas digitais via Internet, e ainda reclamam. E segundo a <a href="http://www.ifpi.org">IFPI</a>, neste mesmo ano o mercado fonográfico girou U$ 140 bilhões, ou quase 5% do PIB Brasileiro no mesmo período, e ainda culpam a pirataria por não arrecadarem mais, <a href="http://www.lazermusica.com/blog/2009-11-24/numeros-que-nao-convem-as-gravadoras">pois sim</a>&#8230;</p>
<p>Com este dinheiro todo eles tem um poder gigantesco e esta é a unica explicação para esta diferença entre o tratamento dos nossos atores aqui citados, mas afinal estamos aqui defendendo o direito autoral pô! Como assim? Olha aquele disco ali em cima, o suposto direito autoral que falamos é na verdade o direito do intermediário sobre os direitos do autor, e este em muitos casos não tem nem o direito de reproduzir suas próprias músicas, o <a href="http://oteatromagico.mus.br/">Teatro Mágico</a> que o diga&#8230;</p>
<p>Pois é e olha que eu ainda não entrei na questão da propriedade intelectual! E nem vou. Para isto pretendo fazer outro texto educativo como este, por enquanto vamos jogar pedras no meu blog, que venham os comentários!</p>
<p>&nbsp;</p>

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		<title>Chega de trololó! Vamos aos fatos e Dilma na cabeça!</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Oct 2010 19:50:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ <p>Interessante infográfico feito pelo Designer Bruno O. Barros, ele mostra de forma simples, consistente e objetiva as grandes diferenças de feitos dos governos FCH+Serra X Lula + Dilma.</p> <p> Veja o panfleto num tamanho maior! Via @IlustreBOB</p> <p>Related posts: A Internet sob cerco, os hackers não são o perigo real A singularidade das multidões </p>
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<p>Interessante infográfico feito pelo <a href="http://ilustrebob.com.br/2010/10/lula-vs-fhc/">Designer Bruno O. Barros</a>, ele  mostra de forma simples, consistente e objetiva as grandes diferenças de  feitos dos governos FCH+Serra X Lula + Dilma.</p>
<p><a href="http://ilustrebob.com.br/2010/10/lula-vs-fhc/"><br />
<img src="http://ilustrebob.com.br/wp-content/uploads/2010/10/Colocando-na-balan%C3%A7a-low-res.jpg" alt="" width="600" /></a><br />
<a href="http://ilustrebob.com.br/wp-content/uploads/2010/10/Colocando-na-balan%C3%A7a-low-res.jpg">Veja o panfleto num tamanho maior!</a><br />
Via @<a href="http://twitter.com/ilustrebob">IlustreBOB</a></p>

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		<title>Desculpe, mas eu te enganei este tempo todo&#8230;</title>
		<link>http://entropia.blog.br/2010/09/30/desculpe-mas-eu-te-enganei-este-tempo-todo/</link>
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		<pubDate>Thu, 30 Sep 2010 05:03:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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<p>Quem não perde o chão com uma confissão destas? Dá logo um frio na barriga, a testa começa a transpirar, as mãos ficam geladas, a respiração forte e o coração parece querer sair pela boca. A expressão de incredulidade se mistura com a do ódio, o chão desaparece e você sai juntando os cacos, porque suas convicções acabaram de se despedaçar.</p>
<p>Se você passa dos trinta, só usa a Internet para funções básicas e costuma pautar suas opiniões pela mídia recomendo que pare de ler este post agora ou prepare seu coração para a revelação que vem a seguir.</p>
<p>Antes do advento da Internet quase todas as informações nos chegavam pela mídia, rádio, TV, jornais e revistas, e alguma informação exclusiva do papo de bar ou de algum amigo bem informado. Não existia comunicação em rede, a maioria das informações nos chegavam via veículos de massa. Nossas escolhas se davam entre poucos veículos, e a diversidade era praticamente nenhuma. Em linha gerais elegíamos nossos veículos de confiança e pronto, não existia como confronta-los para saber se determinada informação era plausível e correta ou não, tinhamos de confiar, éramos da <strong>geração cultura da confiança</strong>.</p>
<p>Para esta geração os assuntos giram em torno dos fatos apresentados pelos veículos da grande mídia, as opiniões sempre dadas por especialistas no tema, e raramente se questionava o grau de conhecimento dos especialistas e a imparcialidade do veículo, a geração da confiança acredita nos seus e pronto. Bastavam que dois veículos de confiança apresentassem a mesma posição à cerca de um tema e pronto, era a verdade absoluta!</p>
<p>Mas o quanto se pode confiar neles de fato? Para isto temos de voltar para o início da década de 60, quando houve o Golpe de 64. Muitos veículos foram úteis para criar um clima favorável ao Golpe, seja por inocência ou por interesse, e muitos veículos e grupos de comunicação cresceram exponencialmente durante a ditadura.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/KxpP5F7NF5g" frameborder="0" allowFullScreen="true"> </iframe></p>
<p>Dentro das estratégias dos golpistas, havia uma necessidade de levar rápida e eficientemente informação e entretenimento à maior parte da população, foi nesta época que foram instaladas o maior número de repetidoras de TV, e enquanto a venda dos aparelhos de TV disparavam o preço do aparelho despencava, a razão manifesta era para a nação torcer na copa da 70. Todos juntos vamos pra frente Brasil&#8230;. Brasil Ame-o ou deixe-o&#8230; Uma festa! mas a motivação latente, aquela que não se percebe de primeira, era manter o povo entretido e (de)informado enquanto as coisas aconteciam no alto comando lá no Planalto Central, e ninguém ouvisse os gritos vindo dos porões da ditadura ou questionasse suas motivações, tudo não passava de um maniqueismo fantasioso bem planejado para a implantação da Ditadura.</p>
<p>A estética sempre foi um fator aliado à confiança, veja por exemplo o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=LQee_J0K4BY">Manifesto porta na cara</a>, quanto melhor a estética maior a confiança, dai a necessidade de estabelecer um padrão de qualidade como nos mostra o documentário <a href="http://video.google.com/videoplay?docid=-570340003958234038#">Muito Além do Cidadão Kane</a>, a manutenção de um padrão de qualidade esta intimamente relacionado à seriedade e confiabilidade. Não vá me dizer que aquela revista semanal em papel couchê com fotos bem feitas, diagramação impecável e infográficos lindos não parece mais confiável que outra publicação feita em papel reciclado e com tinta a base de soja, e é justamente o contrário! Eu não quero dizer que não se tenha de investir na estética, mas é justamente neste caminho que os veículos se distanciam e o problema não é necessariamente a estética e sim a percepção, a relação latente que se tem com ela, e é ai que o Brasileiro entra bem. Esta relação com a estética, entretenimento e informação atuam na nossa subjetividade, é quase um canal subliminar para manipular-nos.</p>
<p>Estas estratégias aliadas a tantas outras que foram apontadas pelos grandes filósofos da comunicação transformaram a comunicação e uma arma, junte isto à <a href="http://www.youtube.com/watch?v=lgmTfPzLl4E">cultura de consumo</a> de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Victor_Lebow">Victor Lebow</a> e presto! Conseguimos tudo, o povo vai estar bem ocupado neste ciclo vazio e irracional e nos do poder podemos nos manter seguros onde estamos.  Se estes detentores do quarto poder tivessem um ataque de sinceridade eles falariam para você: <strong>Desculpe, mas eu te enganei este tempo todo&#8230;</strong></p>
<p>Sinto muito meu amigo, você chamava seu filho, sobrinho ou seja lá quem for de alienado só porque ele ou ela passavam muito tempo frente ao computador, agora vai ter de admitir que alienado era você, afinal acima de tudo também não via nada de errado em passar muito tempo em frente a TV ou lendo jornais coloridos e revistas em papel couchê não é?</p>
<p>Uma nova sociedade esta surgindo com o advento da Internet, esta maldita Internet segundo o <a href="http://entropia.blog.br/2010/04/23/acta-e-o-tripe-do-atraso/">tripé do atraso</a>, esta sociedade conectada não assiste muito TV, não gosta nem de jornais e nem de revistas, mas nem por isto é desinformada, é alias muito mais bem informada que você. Eles nasceram e cresceram no meio de uma tsunami de informação, dentro de uma cultura da abundância e entendem o ciberespaço como uma extensão de sua memória. Esta nova geração lê muito, aprende muito, debate muito, mas tudo na tela, no metaverso, no reverso da lógica e na contramão do passado. Não confiam em nada e nem ninguém, suas relações se dão por muitos laços fracos, suas convicções por muita desconfiança e suas amizades por afinidade ideológica. Como bom espécime da pós modernidade este novo individuo se permite mudar de opinião quantas vezes julgar necessário. A construção de seu conhecimento e sua subjetividade se dá através da comparação, faz uso da inteligência coletiva como se fosse sua, e no fim chegam a uma conclusão que pode mudar mais adiante sem culpas nem ressentimento, eles são a geração da <strong>cultura da desconfiança</strong>.</p>
<p>Por fim, a <a href="http://entropia.blog.br/2007/12/16/a-instantaneidade-o-crowdsourcing-e-o-jornalismo-social/">mídia como conhecemos precisa se reciclar</a>, ela sempre focou na mensagem média para o usuário médio padronizado, mas em tempos de cauda longa o que mais temos é a diversidade, clusters e mais clusters com participantes tão diferentes e ao mesmo tempo tão iguais e igualmente voláteis e nem tão volúveis como se imagina. Se a mídia não se reciclar ela se tornará obsoleta quando a geração da cultura da confiança for maioria, daqui pouco menos de duas décadas&#8230;</p>
<p>&#8212;</p>
<p>Recomendo a leitura do meu artigo: <a href="http://www.revista.espiritolivre.org/?p=625">A matriz de forças da sustentabilidade na página 37 da edição 17 da Espirito Livre</a>.</p>

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		<title>Seu site por R$ 199,90</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Apr 2010 03:22:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_mustard" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fentropia.blog.br%252F2010%252F04%252F07%252Fseu-site-por-r-19990%252F%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Seu%20site%20por%20R%24%20199%2C90%22%20%7D);"></div>
<p>Certo dia, após uma breve leitura dos classificado de Informática, um  determinado empresário decide que esta na hora de ter sua presença na  internet, e liga para um anuncio que lhe chamou a atenção: “<strong>Seu  site por R$ 199,90</strong>“</p>
<blockquote><p>Empresário: &#8211; Alô ?<br />
Empresário: &#8211; De onde fala?<br />
Anunciante: &#8211; Ô tio, é o Marcão, o webdesigner.<br />
Empresário: &#8211; Marcão, eu vi seu anuncio que você promove empresas na  Internet.<br />
Anunciante: &#8211; Ô tiozão é isso mesmo, meu trabalho é bom e barato. Faço  um site irado e ainda divulgo ele pela web.<br />
Empresário: &#8211; E tudo isto por R$ 199,90?<br />
Anunciante: &#8211; Tio, este é o preço justo, mais que isto é um roubo. Estas  empresas  cobram uma grana  porque são mercenárias,  meu serviço é  irado.<br />
Empresário: &#8211; Mas vai ficar bom?<br />
Anunciante: &#8211; Tio, vamos usar tudo que é novidade:  AJAX, XHTML, Flash,  CSS e ainda vamo botá&#8221; um AdSensezinho.<br />
Empresário: &#8211; E vão divulgar?<br />
Anunciante: &#8211; Tio, webmarketing é nois! Tenho 10 milhões de e-mails  cadastrados, a gente avisa a todo mudo do seu site. Vai ser show!<br />
Empresário: &#8211; Ok, tá fechado.</p>
<p>Empresário pensa: &#8211; <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/AJAX_%28programa%C3%A7%C3%A3o%29">AJAX</a> para que? Será que precisa limpar o monitor?</p></blockquote>
<p>Diariamente, empresários mal informados são vitimas destes amadores.  Ferramentas de publicação na internet são cada dia mais interativas e  fáceis de usar, levando ao mercado uma enxurrada de curiosos  despreparados.</p>
<p>Para o mercado profissional isto não é novidade, me lembro dos idos  tempos de formação do <a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=44770">PROMIT</a> em 96, que este problema já existia. Alias o amadorismo é um problema  recorrente em nossa sociedade, já nos habituamos à informalidade, temos  amadores em basicamente todas as áreas. Com certeza ninguém se  submeteria à uma cirurgia com um médico amador, mas constroem casas com  base no know how prático de profissionais de construção, ou consertam  seus carros com o quebra galho da esquina que também faz manutenção no  aquecedor de gás.</p>
<p>Serviços amadores podem dar certo, o paciente pode sobreviver, a casa  pode não cair, o carro e o aquecedor podem não colocar vidas em risco,  mas não deixa de ser uma roleta russa. Para alguns  um risco calculado,  para a maioria pura ignorância.</p>
<p>Por que na hora da presença na internet isto tem de ser diferente?  Alguns podem argumentar que muitos clientes simplesmente não necessitam  de algo além do “site a R$ 199,90″. Pode até ser, mas estamos vivendo  cada vez mais conectados, e os tempos do “web site corporativo estático”  já eram. Hoje é preciso participar, interagir e relacionar. Um site  estático esta condenado à invisibilidade digital, se não possui valor  agregado e não presta nenhum serviço à seus visitantes então é um  natimorto.</p>
<p>Ainda é comum as empresas delegarem assuntos de internet para seus  departamentos de TI, mas existe uma tendência crescente de empresas que  passaram seus assuntos de internet à seus departamentos de marketing. É  preciso encarar um projeto de internet como um investimento, que irá  proporcionar um retorno (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Return_on_Investment">ROI</a>)  de 300% em um ano,  segundo a <a href="http://www.closed-loop-marketing.com/">Closed  Loop Marketing</a>. Obviamente este ROI não é uma afirmativa, e sim uma  probabilidade que tem como  componentes mais importantes quem contrata e  quem é contratado. Internet hoje em dia é assunto do departamento de  marketing das corporações, e deve ser tratado com empresas  especializadas em marketing digital, desta forma um ROI de 300% torna-se  bem plausível.</p>
<p>Segundo a pesquisa “Business to business survey 2007″ da <a href="http://www.enquiroresearch.com/">Enquiro</a>,  83% das empresas usam a Internet para localizar potenciais  fornecedores. Um site bem construído  é “achavel”, “usável”  e  “acessível”, para isto é necessário uma equipe especializada e não mais  um profissional que sozinho produza todo resultado. Gerente de projetos,  Arquiteto de informação, Webdesigner com enfase em webstandards,  webdeveloper com ênfase em aplicações client e server side, Gerente de  Marketing digital com ênfase em SEO, além de outros especialistas formam  uma equipe para desenvolver um projeto de internet de resultados, e  você ainda acha que dá para fazer isto tudo à R$ 199,90 ?</p>

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		<title>Fobia Informacional</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Feb 2009 23:34:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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<p>Trabalho que fiz para a cadeira Gestão, Organização e Recuperação de Midias Digitais da Pós Graduação em Midias Digitais, com base em <a href="http://www.flash-brasil.com.br/?q=techfobia">artigo que publiquei em 2005</a> no Flash Brasil. </p>

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		<title>Mainstream x mystream e o cauda longa da comunicação</title>
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		<pubDate>Mon, 19 May 2008 14:09:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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<p>A dicotomia nova x velha midia esta tomando ares maniqueistas, e o pior, é uma comparação que não devia nem existir, é como comparar agua e óleo. A velha midia com seu estilo tradicional e corporativo acusa a nova mídia de amadorismo, e esta compara a velha midia com os dinossauros, e por ai segue um improdutivo desenrolar de alfinetadas. Enquanto a discussão levanta poeira, um importante exercício que citei no meu <a title="Leia o post citado" href="http://entropia.blog.br/2008/04/27/a-constante-nas-organizacoes-modernas-e-a-propria-mudanca/">último post</a> deixa de ser feito: &#8220;<em>Temos de correr o risco de enxergar o que não queremos ver, e com isto ganhar o precioso tempo hábil para nos reconfigurarmos e seguirmos o trem da evolução, para não sermos pegos de surpresa e sermos atropelados por ele.</em>&#8221;</p>
<p>É preciso levar em consideração que uma grande mudança nas relações pessoais e econômicas foi provocada pela internet. Esta mudança foi sistematizada por <a title="Perfil na Wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Chris_Anderson_(writer)">Chris Anderson</a>, em seu best seller &#8220;<a title="A teoria da cauda longa na Wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Long_Tail">A Cauda Longa</a>&#8220;. A internet possibilitou uma capilaridade nunca antes vista, atingindo nichos renegados e muitas vezes totalmente desconhecidos. A principio o estudo de Anderson provocou surpresa, mostrando a todos que a cauda longa é maior do que o mainstream, e engorda cada vez mais por conta daqueles que viviam no mainstream e agora podem se juntar às suas tribos. É preciso levar em conta que a imprensa tradicional esta focando no mainstream, e que a imprensa social na cauda longa.</p>
<div style="width:425px;text-align:left" id="__ss_410857"><object style="margin:0px" width="425" height="355"><param name="movie" value="http://static.slideshare.net/swf/ssplayer2.swf?doc=newscamp-1210964463986172-9"/><param name="allowFullScreen" value="true"/><param name="allowScriptAccess" value="always"/><embed src="http://static.slideshare.net/swf/ssplayer2.swf?doc=newscamp-1210964463986172-9" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="355"></embed></object>
<div style="font-size:11px;font-family:tahoma,arial;height:26px;padding-top:2px;"><a href="http://www.slideshare.net/?src=embed"><img src="http://static.slideshare.net/swf/logo_embd.png" style="border:0px none;margin-bottom:-5px" alt="SlideShare"/></a> | <a href="http://www.slideshare.net/buzzmakers/imprensa-tradicional-x-imprensa-social?src=embed" title="View 'Imprensa tradicional x imprensa social' on SlideShare">View</a> | <a href="http://www.slideshare.net/upload?src=embed">Upload your own</a></div>
</div>
<p>Existe um outro elemento importante, que é a informação, abundante no ciberespaço, é o catalizador da evolução. O crowdsourcing é a personificação desta evolução. O cidadão conectado tem pressa, muita pressa, a instantaneidade é o resultado, ele quer saber agora, o que acontece agora, quer interagir com a noticia. O Jornalismo cidadão é visto como ruído pelo público mainstream, mas é extremamente eficiente para seus apreciadores, e isto a velha mídia precisa entender e estudar.</p>
<p>Existem outros elementos, temos de montar um cenário complexo para entender o que acontece e principalmente montar a estratégia para a reconfiguração da mídia tradicional. Eu não acredito que ela vá morrer, acredito sim, que ela em alguns anos não será nada parecida com que vemos hoje em dia.</p>

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		<title>SIVA, o mix de marketing 2.0</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Mar 2008 03:22:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ <p>Uma coisa interessante é que desde que foi implantado por Jerome McCarthy em 1960, o mix de marketing, os 4 Ps, sempre foi o framework mais importante no entendimento do marketing.</p> <p>Isto foi assim até que o artigo &#8220;In the Mix: A Customer-Focused Approach Can Bring the Current Marketing Mix into the 21st Century&#8221; [...]
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<p>Uma coisa interessante é que desde que foi <a href="http://www.administradores.com.br/artigos/_os_4_ps_do_marketing_e_a_sopa_de_letrinhas/21464/">implantado por Jerome McCarthy em 1960</a>, o mix de marketing, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Marketing#Four_Ps">os 4 Ps</a>, sempre foi o framework mais importante no entendimento do marketing.</p>
<p><img src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2008/03/siva4ps.jpg" alt="SIVA e os 4Ps" align="left" hspace="10" vspace="10" />Isto foi assim até que o artigo &#8220;<strong>In the Mix: A Customer-Focused Approach Can Bring the Current Marketing Mix into the 21st Century</strong>&#8221; por <strong>Chekitan S. Dev</strong> e <strong>Don E. Schultz</strong>  saiu na edição de janeiro/fevereiro de 2005 da revista Marketing Management.</p>
<p>Este artigo muda totalmente o paradigma do mix de marketing, que antes era visto da empresa em direção ao mercado alvo, conforme figura ao lado.</p>
<p>No artigo, Schultz e Chekitan, literalmente viram o mix de ponta cabeça, e avaliam a oferta pela ótica do consumidor, e nesta ótica, o que antes eram os 4Ps, viram o SIVA (Solução, Informação, Valor e Acesso).</p>
<p>Para efeito comparativo temos:</p>
<table height="108" width="223">
<tr>
<td><strong> 4 Ps</strong></td>
<td><strong> SIVA</strong></td>
</tr>
<tr>
<td valign="top">Produto</td>
<td valign="top">Solução</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top">Preço</td>
<td valign="top">Valor</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top">Promoção</td>
<td valign="top">Informação</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top">Praça</td>
<td valign="top">Acesso</td>
</tr>
</table>
<h3>SIVA em detalhes</h3>
<ul>
<li><strong>Solução</strong> &#8211; Como a solução é apropriada para solucionar os problemas e necessidades do consumidor?</li>
<li><strong>Informação</strong> &#8211; O consumidor conhece bem sobre a oferta, se sim, através de quem ? Ele sabe o suficiente para permitir ao consumidor fazer uma boa decisão de compras?</li>
<li><strong>Valor</strong> &#8211; O consumdor percebe o valor da transação, quanto ela custa, qual serão os beneficios, o que ele terá de sacrificar, qual será a sua recompensa?</li>
<li><strong>Acesso</strong> &#8211; Onde o consumidor pode encontrar a solução? O quanto facilmente, local ou remotamente ele pode compra-la ou recebe-la via delivery?</li>
</ul>
<h3>SIVA e Marketing 2.0</h3>
<p>Quem esta na internet há pelo menos oito anos deve lembrar que o grande propulsor de tudo que esta acontecendo hoje, que chamamos de web 2.0, comecou com uma grande mudança de paradigma na construção e implementação web.  Em torno de 2001 dois assuntos comecaram a dominar este ambiente: Usabilidade e Acessibilidade. O tema bateu de frente com a questão estética, até então dominante e acabou encaminhando para um entendimento de que o usuário é elemento mais importante na internet. Dai para frente, descobrir que os usuários queriam mais do que simplesmente ser um leitor, foi um pulo.</p>
<p>Quem sabe a classica pergunta de um milhão de dolares: &#8220;Qual o futuro da comunicação e do marketing&#8221; possa comecar a ser respondida? Até então uma incógnita e muitas hipóteses, simplesmente porque existe uma grande possibilidade de estarmos cometendo o erro de avaliar um novo mercado com velhas ferramentas&#8230;</p>

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</ol></p>]]></content:encoded>
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