<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Entropia ! &#187; marketing</title>
	<atom:link href="http://entropia.blog.br/tag/marketing/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://entropia.blog.br</link>
	<description>Porque o estado natural de tudo é o caos</description>
	<lastBuildDate>Thu, 08 Dec 2011 16:02:40 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
		<item>
		<title>A singularidade das multidões</title>
		<link>http://entropia.blog.br/2011/08/31/a-singularidade-das-multidoes/</link>
		<comments>http://entropia.blog.br/2011/08/31/a-singularidade-das-multidoes/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 31 Aug 2011 03:19:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Cibercultura]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Economia 2.0]]></category>
		<category><![CDATA[Exercício futurista]]></category>
		<category><![CDATA[mantras da irracionalidade]]></category>
		<category><![CDATA[Politica 2.0]]></category>
		<category><![CDATA[blogosfera]]></category>
		<category><![CDATA[ciberativismo]]></category>
		<category><![CDATA[cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[cluetrain]]></category>
		<category><![CDATA[consumidor 2.0]]></category>
		<category><![CDATA[economia 2.0]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência coletiva]]></category>
		<category><![CDATA[marketing]]></category>
		<category><![CDATA[midias sociais]]></category>
		<category><![CDATA[nova midia]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[reflexoes]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://entropia.blog.br/?p=710</guid>
		<description><![CDATA[ <p>multidão (latim multitudo, -inis) s. f.</p> Grande número de pessoas (ou de coisas). Aglomeração; montão. Povo; populacho; turba. <p>Ao pensarmos em multidão imaginamos o caos, desorganização, confusão, contra produção. Assim foi por muitos anos no espaço da racionalidade. Práticas educacionais e corporativas buscaram na padronização o caminho para o progresso, alinhados à cultura da [...]
Related posts:<ol>
<li><a href='http://entropia.blog.br/2011/04/14/orwell-huxley-um-ensaio-distopico/' rel='bookmark' title='Orwell &amp; Huxley um ensaio distópico'>Orwell &#038; Huxley um ensaio distópico</a></li>
<li><a href='http://entropia.blog.br/2011/06/25/a-internet-sob-cerco-os-hackers-nao-sao-o-perigo-real/' rel='bookmark' title='A Internet sob cerco, os hackers não são o perigo real'>A Internet sob cerco, os hackers não são o perigo real</a></li>
<li><a href='http://entropia.blog.br/2011/07/22/nota-de-falecimento/' rel='bookmark' title='Nota de falecimento'>Nota de falecimento</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_mustard" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fentropia.blog.br%252F2011%252F08%252F31%252Fa-singularidade-das-multidoes%252F%22%2C%20%22shorturl%22%3A%20%22http%3A%2F%2Fbit.ly%2Fr0tR9D%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22A%20singularidade%20das%20multid%C3%B5es%22%20%7D);"></div>
<blockquote><p><span style="font-size: small;"><em><strong>multidão</strong></em></span><span style="font-size: x-small;"><em> (latim multitudo, -inis) s. f.</em></span></p>
<ol>
<li><span style="font-size: x-small;"><em>Grande número de pessoas (ou de coisas).</em></span></li>
<li><span style="font-size: x-small;"><em>Aglomeração; montão.</em></span></li>
<li><span style="font-size: x-small;"><em>Povo; populacho; turba.</em></span></li>
</ol>
</blockquote>
<p>Ao pensarmos em multidão imaginamos o caos, desorganização, confusão, contra produção. Assim foi por muitos anos no espaço da racionalidade. Práticas educacionais e corporativas buscaram na padronização o caminho para o progresso, alinhados à cultura da produção em massa da Revolução Industrial. Até mesmo o lema da nossa bandeira: Ordem e Progresso; parece nos remeter a esta lógica, uma lógica profundamente entremeada nos valores e princípios da sociedade do século XX. Praticamente uma verdade absoluta e intangível que serviu de base para a construção das estruturas sociais e organizacionais até então conhecidas: Hierarquia vertical, comando em cascata, broadcasting e o gênio solitário.</p>
<div id="attachment_713" class="wp-caption aligncenter" style="width: 730px"><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/08/multidao.jpg"><img class="size-full wp-image-713" title="multidao" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/08/multidao.jpg" alt="" width="720" height="356" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Afonso Lima</p></div>
<p>No final do século XX, os EUA abriram a Internet à humanidade, até então uma infra-estrutura tecnológica em rede que servia para a comunicação e armazenamento de dados entre acadêmicos e militares. <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tim_Berners-Lee">Tim Berners-Lee</a> adicionou à esta camada uma nova camada de comunicação, a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Www">WWW</a>. A apropriação da <a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=6287">WWW livre</a> e a consolidação dos conceitos de usabilidade e acessibilidade, pavimentaram o que hoje chamamos de web 2.0. Se observarmos “fora da caixa”, tudo que evoluiu na verdade configurou na redução da curva de aprendizagem, e consequentemente facilitou enormemente o acesso, tornando as camadas tecnológicas da rede invisíveis. A partir dai a Internet transformou-se em uma rede de pessoas, iniciando um processo sem retorno de profundas mudanças em todas as esferas da sociedade.</p>
<h2>Crowdsourcing, as multidões fazendo acontecer</h2>
<p>O Software Livre é sem dúvida nenhuma o caso mais notável de crowdsourcing. É uma construção caótica de software, com uma organização sem lideres, e sem hierarquias, jogando por terra valores e princípios “inegociáveis” do século passado. Muitos ainda não entendem como é possível produzir desta forma, outros tantos nunca irão entender, pois teriam de destituir-se de velhos e sedimentados princípios e valores, e muita gente não esta disposta à isto. Ainda são do tempo do “Em time que esta ganhando não se mexe”, azar o deles? Não, esta resistência à mudança tem sido a mola mestra do <a href="http://va.mu/DtV">ACTA</a> e outras práticas daninhas à rede como o <a href="http://meganao.wordpress.com/o-mega-nao/o-que-combatemos/">AI5 digital</a>. Estes <a href="http://entropia.blog.br/2010/04/23/acta-e-o-tripe-do-atraso/">neoludistas</a> enxergam a Internet como uma ameaça, e nós como uma oportunidade única. <strong>Estamos em rota de colisão</strong>.</p>
<p>A nosso favor estão as pessoas de mente aberta, como o Rob McEwen CEO da <a href="http://va.mu/Dtc">GoldCorp</a>, uma mina de ouro Canadense, que em 1999 estava à beira da falência. Depois de encantar-se pelo espírito livre e desbravador do Linux, que ele assistiu em uma conferência no MIT. Apesar de seus funcionários e especialista dizerem que não era mais possível extrair ouro da mina, ele acreditou que alguém poderia ter a solução. McEwen criou o concurso <a href="http://www.goldcorp.com/_resources/news_releases/2002/02-18-02.pdf: 503918www.goldcorp.com/_resources/news_releases/2002/02-18-02.pdf">Goldcorp Challenge</a>, que prometia distribuir U$575.000 aos que tivessem as melhores idéias para extrair ouro. Rob compartilhou dados secretos, como plantas, mapas, estudos e tudo mais que fosse necessário. O resultado do concurso foi fantástico, além da economia, equivalente a três anos de funcionamento, foram identificados 110 pontos de extração, e metade deles jamais haviam sido identificados pela Empresa. A GoldCorp pulou de um faturamento de U$ 100 milhões por ano para U$ 2 bilhões.</p>
<p>O caso da GoldCorp é emblemático porque é um caso que os analógicos entendem, é um exemplo incontestável do poder das multidões. Outros casos interessantes estão se construindo à nossa volta, como os diversos projetos de crowdfunding, onde indivíduos investem e decidem coletivamente como o capital será aplicado. A Wikipedia é outro caso fantástico, bem como as próprias redes sociais, elas não são nada sem nossa participação, sem nos o Facebook, Orkut, Youtube e outros não seriam nada, apenas uma boa idéia. E o mais incrível e que continuamos a agregar valor à estas redes, pois não visamos o retorno material, nossas motivações são outras. O documentário <a href="http://va.mu/DtM">Us Now</a> nos mostra vários casos de crowdsourcing, até mesmo um time de futebol, o <a href="http://va.mu/Dtj">Ebbsfleet united</a>, com mais de 30 mil donos e técnicos que decidem de forma colaborativa até mesmo a escalação do time. Us Now também mostra exemplos de auto-organização que apontam para novas formas de governo, de democracia participativa.</p>
<p>Na esfera do governo, temos projetos inovadores no Brasil, como as consultas públicas do <a href="http://va.mu/Dtl">Marco Civil da Internet</a> , <a href="http://va.mu/Dtn">Reforma da Lei de Direito Autoral</a> e outras. Estas consultas foram feitas de forma livre à população pela Internet, um caso digno de registro de crowdsourcing no processo legislativo. Por falar em processo legislativo, temos também no Brasil o <a href="http://edemocracia.camara.gov.br/">e-Democracia</a>, uma rede social ligada à <a href="http://www.camara.gov.br">Câmara dos Deputados</a>, que permite discutir temas em destaques e propor novos temas para debate. Ainda não temos nenhum projeto de colaboração como o <a href="http://va.mu/Dtz">Challenge</a> Americano, onde diferentes órgãos do governo, apresentam problemas à sociedade e recompensam financeiramente àqueles que apresentam as melhores soluções.</p>
<p>O <a href="http://www.crowdsourcing.org/">Crowdsourcing.org</a>  é uma rede social especializada no crowdsourcing, e identifica basicamente sete grupos de estudo do tema:</p>
<ul>
<li>Crowdfounding – Financiamento coletivo;</li>
<li>Cloud Labor (Trabalho em nuvem) – Aproveitamento de grupos virtuais de trabalho, disponíveis sob demanada para a realização de tarefas e projetos;</li>
<li>Collective Creativity (Criatividade coletiva) – Uso de grupos de talentos para desenvolvimento original de arte, design, mídia e conteúdo;</li>
<li>Open Innovation (Inovação aberta) – Uso de fontes externas à entidade ou grupo para gerar, desenvolver e implementar ideias;</li>
<li>Collective Knowledge (Conhecimento coletivo) – Desenvolvimento de células de conhecimento e informação a partir de grupos distribuidos de colaboradores;</li>
<li>Community Building (Construção de comunidades) – Desenvolvimento de comunidades através de grupos que compartilhem das mesmas paixões;</li>
<li>Civic Engagement (Engajamento cívico) &#8211; As ações coletivas que tratem de questões de interesse público.</li>
</ul>
<p>Como vemos, ainda estamos começando a usar o poder das multidões, as pessoas estão começando a entender que juntas possuem um poder ilimitado, que não dependem dos intermediários e representantes. Governos e corporações também estão entendendo&#8230;</p>
<h2>Individuo coletivo</h2>
<p>Nos meus tempos de criança acreditávamos na figura do gênio solitário, filmes e desenhos animados nos mostravam cientistas isolados do mundo e acompanhados de um assistente burro, uma bela metáfora. É impressionante, mas hoje em dia muita gente ainda acredita no gênio solitário, tivemos nossas subjetividades subjugadas como sempre. Felizmente o mito do gênio solitário esta sendo derrubado nos tempos digitais do século XXI, avise aos &#8220;analógicos&#8221; da sociedade! Scott Berkun, ex-engenheiro da Microsoft, em seu livro &#8220;<a href="http://www.amazon.com/gp/product/1449389627/ref=as_li_tf_tl?ie=UTF8&amp;tag=flashbrasil&amp;linkCode=as2&amp;camp=217145&amp;creative=399369&amp;creativeASIN=1449389627">The Myths of Innovation</a>&#8221; joga este conceito por água abaixo, e de quebra ainda enterra a idéia de que grande inovações vieram por epifania. Berkun explora uma questão muito importante, e que nos simplesmente sublimamos: Não estamos sozinhos, o ser humano é um ser social. Seja qual forma as idéias irão tomar, se produto material, imaterial ou bem cultural, elas são da coletividade. As idéias são construídas em coletividade, o &#8220;dono&#8221; dela tem sido aquele que consegue sistematiza-las ou utiliza-la para um propósito específico. O legado do século passado ainda insiste no fato de que as idéias são do primeiro a registrar a sua patente.</p>
<p>Somos parte da multidão, somos construtores da subjetividade coletiva, assim como nossa subjetividade é produto desta construção. Para ser mais correto, podemos afirmar que somos prosumidores de nos mesmos e ao mesmo tempo de todos nossos peers, que também são nossos prosumidores. No século passado isto era entendido pelo provérbio que dizia que “o homem é produto do meio”, mas o meio mudou, e o provérbio mostrou-se incompleto. Hoje podemos dizer que “o homem é produto do meio e o meio é produto do homem”, isto num ciclo crescente de construção cognitiva e coletiva do conhecimento. Quanto mais conectada a sociedade, mas visíveis ficam velhos conceitos que estão sendo subjugados, estamos quebrando velhas regras com uma voracidade incrível. Hoje entendemos que somos feitos de células, e a nossa “alma” de colaboração. É preciso entender que somos todos “eu” coletivo, que carregamos em nos um pouco de cada um, e vice versa.. Isto vale para tudo, saber, negócios, política e informação, ninguém é alguém sozinho. É preciso entender que o conhecimento pertence à sociedade, e que esta, e somente esta, tem a capacidade e o direito de transforma-lo de forma nunca antes imaginada na história da humanidade.</p>
<h2>Os seis graus que nos separam</h2>
<p>O importante fator das profundas e definitivas mudanças que estamos passando em nossa sociedade é o fato de estarmos novamente conectados em rede, novamente porque muito provavelmente estivemos conectados em rede quando ainda selvagens. A natureza irracional e burra esta repleta de exemplos de estruturas em rede, colméias, formigueiros, movimentos dos mares, planetas, e até mesmo nossa estrutura celular e neural! O homem civilizado cometeu um grande equivoco ao confundir a seletividade evolutiva com a organização estrutural das diversas sociedades, aprendemos equivocadamente que necessitamos de uma estrutura de poder vertical, poucos pensam e muitos executam, mais uma bela metáfora do capitalismo. Estão sempre buscando lideres em tudo&#8230;</p>
<p>Albert-László Barabási é um estudioso de redes, matemático, sistematizou esta estrutura e conseguiu provar matematicamente a teoria dos seis graus de separação. Segundo Barabási, apesar de seremos milhões conectados em rede, estamos de fato, distantes de qualquer outro por apenas seis pessoas. Barabási explica que as estruturas de redes são complexas e os hubs são indispensáveis ao funcionamento destas estruturas. Hubs por exemplo são indivíduos com alto capital social, ou sites e serviços populares. Os hubs são atalhos entre os milhões de nós da rede, de qualquer rede.</p>
<p>Fritjof Capra, compila no livro “<a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/62024/teia+da+vida,+a&amp;franq=128026">A Teia da Vida</a>”, várias contribuições da física, da matemática e da biologia para a compreensão dos sistemas vivos e, especialmente, de seu padrão básico de organização. Capra identifica a rede como esse padrão comum a todos os organismos vivos. “Onde quer que encontremos sistemas vivos – organismos, partes de organismos ou comunidades de organismos – podemos observar que seus componentes estão arranjados a maneira de rede. Sempre que olhamos para a vida, olhamos para redes. (&#8230;) O padrão da vida, poderíamos dizer, é um padrão de rede capaz de auto-organização&#8221;. Em seu livro “<a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/253089/conexoes+ocultas,+as:+ciencia+para+uma+vida+sustentavel&amp;franq=128026">As Conexões Ocultas</a>”, Capra tenta aplicar os princípios apresentados em “A Teia da Vida” na análise de fenômenos sociais – como o capitalismo global, a sociedade da informação, a biotecnologia e os movimentos contra-hegemônicos da sociedade civil.</p>
<h2>A singularidade será das multidões</h2>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/08/matrix-800x600.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-720" style="margin: 5px;" title="matrix-800x600" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/08/matrix-800x600-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Conforme a Wikipedia, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Singularidade_tecnol%C3%B3gica">singularidade tecnológica</a> é a denominação dada a um evento histórico previsto para o futuro, no qual a humanidade atravessará um estágio de colossal avanço tecnológico em um curtíssimo espaço de tempo. Vários cientistas, entre eles Vernor Vinge e Raymond Kurzweil, e também alguns filósofos afirmam que a singularidade tecnológica é um evento histórico de importância semelhante ao aparecimento da inteligência humana na Terra. Ainda não existe consenso sobre quais seriam os agentes responsáveis pela singularidade tecnológica, alguns acreditam que ela decorrerá naturalmente, como conseqüência dos acelerados avanços científicos. Outros acreditam que o surgimento iminente de supercomputadores dotados da chamada superinteligência será a base de tais avanços.</p>
<p>Na minha opinião a singularidade não será tecnologia, e sim das multidões, quanto maior a penetração da Internet na sociedade e quanto mais intensa for apropriação do crowdsourcing, mais rapidamente teremos as mudanças. Estas mudanças tenderão a ser de forma exponencial, não significa que mais um participante produza um incremento unitário, mas sim que este incremento leve em conta que o crowdsourcing é um processo retro-alimentando. Desta forma, nesta equação temos de considerar o que já fora construído e o potencial agregador e construtor do novo player, considerando inclusive seu capital social. Capital social este determinado em função da rede de relacionamento e do poder interativo e comunicacional deste indivíduo. <strong>Esta singularidade se dará na intensa construção cognitiva e coletiva do saber, potencializando ao máximo o conceito da <a href="http://www.assoc-amazon.com/e/ir?t=flashbrasil&amp;l=as2&amp;o=1&amp;a=0738202614&amp;camp=217145&amp;creative=399369">Inteligência Coletiva</a> sistematizado pelo filósofo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pierre_L%C3%A9vy">Pierre Levy</a>.</strong> Este fenômeno se dará possivelmente no momento em que a geração digital atingir a maturidade. Esta geração terá todos os conjuntos de afinadades, dogmas e valores para o processo pleno da construção e uso da Inteligência Coletiva, caracteristicas estas que nos imigrantes digitais não temos e nunca teremos, mas teremos o privilégio de vislumbrar o nascimento de uma nova sociedade infinitamente mais inteligente que a nossa, e profundamente interconectada, mudando radicalmente o mundo que conhecemos.</p>
<p>Uma vez entendido isto, podemos imaginar o tamanho do poder que a sociedade conectada poderá vir a ter, numa matriz dos poderes instituídos, este seria o quinto poder. Hoje temos os três poderes do Estado: Executivo, Legislativo e Judiciário que são poderes locais, e o quarto poder que é o corporativo que é enorme e transnacional e atualmente exerce uma enorme força sobre os Estados. Se levarmos em conta de que das 100 maiores economias do mundo, 51 são <a href="http://va.mu/C5g">corporações</a>. Dá para sentir o tamanho da força do quarto poder, eles simplesmente são mais poderosos que as nações. Entretanto o poder das corporações é avaliado em função do capitalismo, e da cultura da escassez. <a href="http://www.rushkoff.com/">Douglas Rushkoff</a> avalia que o capitalismo é na verdade o “sistema operacional” da sociedade, e que assim como ele no passado substituiu o “sistema operacional” vigente, nada impede que ele venha a ser substituído em breve, e a minha tese da singularidade das multidões prevê isto como citado no parágrafo anterior. Thomas Greco, em seu livro “<a href="http://www.assoc-amazon.com/e/ir?t=flashbrasil&amp;l=as2&amp;o=1&amp;a=1603580786&amp;camp=217145&amp;creative=399369">The end of money and the future of civilization</a>” coloca mais lenha na fogueira, mostrando que o modelo capitalista é auto-destrutivo e insustentável e que a partir da crise de 2008, a coisa só tende a piorar. Greco aponta na direção que estamos tomando. Mas o que virá depois do capitalismo? Segundo o Professor Giuseppe Cocco o que esta se construindo é o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Capitalismo_cognitivo">Capitalismo Cognitivo</a>, uma forma de capitalismo que tem o conhecimento e a informação como principais riquezas e valoriza as competências cognitivas e relacionais.</p>
<p>Mesmo antes da troca do “sistema operacional” da sociedade, veremos o quinto poder chegar a um patamar de igualdade ao quarto. Se configurarem as previsões, as mudanças serão profundas e alavancarão o quinto poder como o maior poder da sociedade, ou seja, a própria sociedade conectada será o seu maior poder. Temos movimentos políticos e sociais acontecendo pelas multidões conectadas, o <a title="Ajude o Mega Não conquistar o Prêmio FRIDA" href="http://meganao.wordpress.com">Mega Não</a> e o Ficha Limpa no Brasil, 15-M na Espanha, o Stop Acta a nível mundial e troca de poder no Egito só para citar alguns. Os sinais estão por ai, e os envolvidos estão cientes e tomando suas providências, eles tem pressa. Em 2012 teremos a maior idade de uma parcela significativa da geração digital, eles tem pressa, muita pressa.</p>
<p>Texto ampliado e adaptado do que publiquei originalmente na <a href="http://www.revista.espiritolivre.org/?page_id=1296">Revista Espirito Livre numero 26</a>, de maio de 2011</p>

<p>Related posts:<ol>
<li><a href='http://entropia.blog.br/2011/04/14/orwell-huxley-um-ensaio-distopico/' rel='bookmark' title='Orwell &amp; Huxley um ensaio distópico'>Orwell &#038; Huxley um ensaio distópico</a></li>
<li><a href='http://entropia.blog.br/2011/06/25/a-internet-sob-cerco-os-hackers-nao-sao-o-perigo-real/' rel='bookmark' title='A Internet sob cerco, os hackers não são o perigo real'>A Internet sob cerco, os hackers não são o perigo real</a></li>
<li><a href='http://entropia.blog.br/2011/07/22/nota-de-falecimento/' rel='bookmark' title='Nota de falecimento'>Nota de falecimento</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://entropia.blog.br/2011/08/31/a-singularidade-das-multidoes/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>32</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Orwell &amp; Huxley um ensaio distópico</title>
		<link>http://entropia.blog.br/2011/04/14/orwell-huxley-um-ensaio-distopico/</link>
		<comments>http://entropia.blog.br/2011/04/14/orwell-huxley-um-ensaio-distopico/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 14 Apr 2011 20:59:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografando]]></category>
		<category><![CDATA[Cibercultura]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Exercício futurista]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[blogosfera]]></category>
		<category><![CDATA[ciberativismo]]></category>
		<category><![CDATA[cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[cluetrain]]></category>
		<category><![CDATA[consumidor 2.0]]></category>
		<category><![CDATA[consumismo]]></category>
		<category><![CDATA[crowdsourcing]]></category>
		<category><![CDATA[cultura digital]]></category>
		<category><![CDATA[estrategia]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência coletiva]]></category>
		<category><![CDATA[mantras da irracionalidade]]></category>
		<category><![CDATA[marketing]]></category>
		<category><![CDATA[midias sociais]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[velha midia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://entropia.blog.br/?p=257</guid>
		<description><![CDATA[ <p>Uma Distopia ou Antiutopia é o pensamento, a filosofia ou o processo discursivo baseado numa ficção cujo valor representa a antítese da utópica ou promove a vivência em uma &#8220;utopia negativa&#8221;. São geralmente caracterizadas pelo totalitarismo, autoritarismo bem como um opressivo controle da sociedade. Nelas, caem-se as cortinas, e a sociedade mostra-se corruptível; as [...]
Related posts:<ol>
<li><a href='http://entropia.blog.br/2011/06/25/a-internet-sob-cerco-os-hackers-nao-sao-o-perigo-real/' rel='bookmark' title='A Internet sob cerco, os hackers não são o perigo real'>A Internet sob cerco, os hackers não são o perigo real</a></li>
<li><a href='http://entropia.blog.br/2011/08/31/a-singularidade-das-multidoes/' rel='bookmark' title='A singularidade das multidões'>A singularidade das multidões</a></li>
<li><a href='http://entropia.blog.br/2011/04/20/nao-alimente-os-trolls/' rel='bookmark' title='Não alimente os trolls&#8230;'>Não alimente os trolls&#8230;</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_mustard" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fentropia.blog.br%252F2011%252F04%252F14%252Forwell-huxley-um-ensaio-distopico%252F%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Orwell%20%26%20Huxley%20um%20ensaio%20dist%C3%B3pico%22%20%7D);"></div>
<blockquote><p>Uma Distopia ou Antiutopia é o pensamento, a filosofia ou o processo discursivo baseado numa ficção cujo valor representa a antítese da utópica ou promove a vivência em uma &#8220;utopia negativa&#8221;. São geralmente caracterizadas pelo totalitarismo, autoritarismo bem como um opressivo controle da sociedade. Nelas, caem-se as cortinas, e a sociedade mostra-se corruptível; as normas criadas para o bem comum mostram-se flexíveis. Assim, a tecnologia é usada como ferramenta de controle, seja do Estado, de instituições ou mesmo de corporações.</p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Distopia">Wikipédia </a></p>
</blockquote>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/04/paleofuture.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-639" title="paleofuture" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/04/paleofuture.jpg" alt="" width="800" height="622" /></a></p>
<p>Nos meus tempos de criança costumava viajar no tempo assistindo às  séries espetaculares de ficção, nos anos 60 e 70 era o que tinha de mais  comum: Perdidos no Espaço, Viagem ao Centro da Terra, Terra de Gigantes  dentre outros. Nasci na década que o homem foi à lua e assisti junto  com minha família a transmissão ao vivo desta façanha, sempre fui <a href="../2006/01/02/o-moleque-chato/">fascinado pelo futuro</a>, pelo espetáculo da evolução e pelo avanço da tecnologia. O blog <a href="http://www.paleofuture.com/">Paleo Future</a> me remete àqueles tempos, onde a visão futurística nunca se  concretizou. Sempre curti ficção científica, mas ela sempre erra, é  muito difícil prever o futuro, afinal o futuro não é feito apenas por  idéias e conceitos, a sociedade é o grande determinante deste futuro,  quem poderia imaginar um smartphone há dez anos? Quem poderia imaginar a  Internet atual há dez anos? Eu tenho ousado imaginar como viveremos  daqui há vinte anos, <a href="http://pt.scribd.com/doc/20095761/2030-Rascunho-do-capitulo-1">estou escrevendo uma ficção</a>,  mas só o tempo irá me dizer se estava certo. Imagine então autores de  1932 e 1949 escrevendo sobre o futuro, devem ter errado feio!  Infelizmente não é o que parece. Em 1932 <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Aldous_Huxley">Aldous Huxley</a> escreveu a distopia “Admirável Mundo Novo” e em 1949 <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/George_orwell">George Orwell</a> escreveu “1984″.</p>
<p>Huxley descreve um mundo futurista com um país transcontinental, onde  os indivíduos são todos de proveta e manipulados geneticamente para que  se encaixem em determinada casta e nela permaneça satisfeito por toda  vida. No mundo de Aldous, a luxuria e o prazer são extremamente  estimulados e não existem vínculos afetivos, que são combatidos com o  estimulo à busca individual pela auto-realização. Neste mundo  hipotético, vive-se para o consumo e o prazer. Depressões e pensamentos  “negativos”, inclusive os de solidariedade, são combatidos com drogas de  consumo livre e estimulado. Em Admirável Mundo Novo, existem países que  não foram “civilizados” onde sua sociedade, dita selvagem, constrói  famílias e vínculos afetivos de forma natural, os sentimentos de  solidariedade, família e pertinência são muito comuns no mundo dos  selvagens.</p>
<p>Em 1984 o mundo futurístico também é compostos por países  transcontinentais, e o cenário é de total vigilantismo e totalitarismo.  Todas as residências são vigiadas pela “teletela” que pela descrição se  assemelha à uma TV que também transmite audio e video à uma central, livros e a  escrita privada eram proibidos. Ao contrário do cenário de Huxley, o de  Orwell prevê a manutenção da estrutura familiar, e coíbe veemente a  luxuria e o prazer. No mundo de Orwell todos trabalham pelo coletivo e  em sua maioria são funcionários do Estado. O lazer é coletivo, cidadãos  são praticamente obrigados a frequentarem clubes públicos, da mesma forma  que são obrigados à assistirem os discursos do “Grande Irmão”, que  parece ser um personagem criado para representar o lider supremo, mas  que ninguém nunca viu o rosto. Assim como a vida não tem valor algum na  distopia de Huxley, na de Orwell ela além de não ter valor, corre o  risco de nunca ter existido, pois o Ministério da Verdade, tem  por função apagar os registros históricos em todos os meios, de pessoas e  fatos que possam colocar o regime do Grande Irmão em risco.</p>
<p>Se analisarmos pela ótica econômica, o mundo de Huxley é o pior  cenário do capitalismo, enquanto que o mundo de Orwell o pior do  socialismo. Mas o que mais impressiona nas duas distopias, é sua  aderência ao cenário socio-cultural do século XXI, seguindo a máxima de  “Tostines” não saberemos dizer que Huxley e Orwell acertaram suas visões  ou se foram seguidos como quem segue uma cartilha.</p>
<p>No século XXI, ou melhor na sociedade pós-moderna, o capitalismo  segue em franca atividade, apesar da crise de 2008, por conta do  consumismo insano, que leva a sociedade a ver no consumo seu maior  objetivo de vida, quase uma religião. As pessoas são avaliadas por seus  padrões de consumo e o processo de obsolescência programada e percebida  criam constantemente signos e indicadores que acabam expondo quem esta  ou não dentro destes padrões.  O sistema financeiro  sustenta a vida  útil deste sistema perverso, adicionando novos entrantes sempre que  necessários.</p>
<p>Neste sistema que corrompe e aprisiona, seus participantes lembram os  hamsters que giram as rodas em suas gaiolas na expectativa de  encontrarem o seu final, tal como a maldição de Sisifo. Presos neste  sistema, pouco tempo sobra para os valores realmente importantes da  vida. Nossos filhos ainda não são produzidos em escala industrial como  na distopia de Huxley, mas os prisioneiros do consumismo estão sempre  terceirizando o afeto e educação de seus filhos, e de quebra estão  minando os laços afetivos, que passam a ser substituídos por laços de  consumo. Troca-se o afeto pelos presentes, estamos ensinando desde cedo a  nossos filhos que o consumo é ainda mais importante que as relações  cosanguineas, e que fazer girar a roda de Sisifo é a tarefa mais  importante de todas, custe o que custar! Não sei dizer se o alto índice  de divórcios se deve ao rompimento com valores conservadores ou se hoje  também tratamos nossos pares como produtos.</p>
<p>Constatar que nossa sociedade trata pessoas como bens de consumo, e  laços afetivos estão cada vez mais enfraquecidos, potencializados por  relações hedonicamente fúteis e luxuriosas, nos leva a pintar um cenário  muito parecido com o de Huxley, quanto mais se adicionarmos o estilo de  vida citado nos parágrafos anteriores.</p>
<p>Paradoxalmente, o capitalismo tido como o grande paladino que iria  salvar a humanidade do totalitarismo do socialismo, tem se tornado cada  vez mais um regime totalitário, mas como isto pode acontecer?</p>
<p>Estamos presenciando hoje em dia o surgimento de um quinto poder, o  do e-Cidadão, que vem a somar-se aos três poderes do Estado e o poder  das corporações. Os poderes do Estado estão limitados às fronteiras  geográficas das nações, por outro lado as corporações estão se tornando  gigantes transnacionais, e não só isto, estão crescendo tanto  verticalmente como horizontalmente, transformando-se em oligopólios. Se  levarmos em conta que das 100 maiores economias do planeta, 51 são  corporações, não temos mais dúvidas de que elas estão se tornando muito  mais poderosas que as nações, sobrepujando de forma cruel os três  poderes do Estado.</p>
<p>Felizmente estamos assistindo nesta primeira década do século XXI, o  surgimento de forças transnacionais de cidadãos conectados, que estão  derrubando ditaduras e promovendo mudanças substanciais dentro de suas  nações. Finalmente um poder que poderá se opor ao poder das corporações!  Enquanto o capitalismo é tido por Bauman como um parasita que corroí a  sociedade, quero concluir que a sociedade organizada e conectada, a  e-Cidadania, transformou-se no parasita que corroí o capitalismo. Estas  duas forças, ou blocos de poder são transnacionais e eficientes, ou  seja, a globalização social parece ter se dado de forma mais rápida e  eficiente do que a globalização econômica, e pior, se deu de forma  descontrolada, fugiu ao controle do establishment.</p>
<p>Não podemos nos esquecer da globalização politica, da criação de  grandes blocos como o surgido na Europa, que parece ser uma forma dos  três poderes do Estado ganharem força e transnacionalidade, mas que vem  dando claros sinais de que não vai muito bem. Estamos querendo  homogenizar o que não pode ser homogenizado, a diversidade é saudável em  qualquer sistema. Mas de qualquer modo esta tendência de formação de  blocos transnacionais nos remete às duas distopias, e faz sentido,  quanto menos interlocutores são necessários, mais fácil é a negociação.</p>
<p>Este cenário promete ficar ainda pior, pois vários especialistas  estão prevendo o crescimento ainda maior das corporações, que tenderão a  se tornar “mega corporações”, e com isto poderão ter um poder  praticamente ilimitado. Mas existe o poder da e-Cidadania para  contrapor-se a isto, a sociedade conectada esta compartilhando  conhecimento, arte, entretenimento, e até mesmo amor e compaixão sem a  necessidade do intermediário, ou não? Redes sociais também são  corporações e para piorar o cenário, os servidores raiz de DNS da  Internet estão subordinados à OMC!</p>
<p>Estamos sendo manipulados, estão nos dando linha como uma pipa que  sobe ao sabor dos ventos ascendentes? O poder corporativo poderá de uma  hora para outra apertar um botão e desconectar os e-cidadãos? De que  lado estão as corporações online, e de quem é o conteúdo que produzimos e  publicamos online nestas redes sociais?</p>
<p>Estamos caminhando para um novo totalitarismo, o totalitarismo do  capital, e o poder corporativo sabe que desarticular a e-cidadania não é  tão simples como mandar desligar os servidores raiz. Por esta razão  cria-se, com a ajuda laborosa da mídia mainstream. o momento Hobbesiano  com o objetivo claro de fazer crer que a Internet é um espaço sem lei,  para forçar o Estado a criar formas de controla-lo. O poder corporativo  só não mandou desligar a Internet porque assim como a sociedade ele  também depende dela, e depende de um rígido sistema de controle de  propriedade intelectual e industrial para impedir que os e-cidadãos  deixem de ser seus parasitas e volte a parasita-los livremente.</p>
<p>Pelo exposto nos temos de tomar algumas atitudes essenciais para evitar que sejamos cooptados por um novo regime totalitarista.</p>
<ul>
<li>Nos politizarmos 	mais, nos preocuparmos com as questões de nossa sociedade;</li>
<li>Aumentar a 	influência da sociedade civil na governança da rede;</li>
<li>Nos aliarmos os 	poderes do Estado;</li>
<li>Desconstruir 	incansavelmente o momento hobbesiano;</li>
<li>Pensar e construir 	alternativas para uma Internet;</li>
<li>Pensar local e 	agir global;</li>
<li>Repensar nossa 	relação com o consumo;</li>
<li>Pensar e novas 	formas de organização social.</li>
</ul>
<p>Créditos: A imagem foi obtida no <a href="http://www.paleofuture.com/">Paleo Future</a></p>

<p>Related posts:<ol>
<li><a href='http://entropia.blog.br/2011/06/25/a-internet-sob-cerco-os-hackers-nao-sao-o-perigo-real/' rel='bookmark' title='A Internet sob cerco, os hackers não são o perigo real'>A Internet sob cerco, os hackers não são o perigo real</a></li>
<li><a href='http://entropia.blog.br/2011/08/31/a-singularidade-das-multidoes/' rel='bookmark' title='A singularidade das multidões'>A singularidade das multidões</a></li>
<li><a href='http://entropia.blog.br/2011/04/20/nao-alimente-os-trolls/' rel='bookmark' title='Não alimente os trolls&#8230;'>Não alimente os trolls&#8230;</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://entropia.blog.br/2011/04/14/orwell-huxley-um-ensaio-distopico/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>16</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Seu site por R$ 199,90</title>
		<link>http://entropia.blog.br/2010/04/07/seu-site-por-r-19990/</link>
		<comments>http://entropia.blog.br/2010/04/07/seu-site-por-r-19990/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 07 Apr 2010 03:22:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Economia 2.0]]></category>
		<category><![CDATA[Marketing emergente]]></category>
		<category><![CDATA[Ta Falado]]></category>
		<category><![CDATA[consumidor 2.0]]></category>
		<category><![CDATA[cultura digital]]></category>
		<category><![CDATA[economia 2.0]]></category>
		<category><![CDATA[estrategia]]></category>
		<category><![CDATA[marketing]]></category>
		<category><![CDATA[midias sociais]]></category>
		<category><![CDATA[monetizacao]]></category>
		<category><![CDATA[nova midia]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://entropia.blog.br/?p=312</guid>
		<description><![CDATA[ <p>Certo dia, após uma breve leitura dos classificado de Informática, um determinado empresário decide que esta na hora de ter sua presença na internet, e liga para um anuncio que lhe chamou a atenção: “Seu site por R$ 199,90“</p> <p>Empresário: &#8211; Alô ? Empresário: &#8211; De onde fala? Anunciante: &#8211; Ô tio, é o [...]
Related posts:<ol>
<li><a href='http://entropia.blog.br/2011/05/05/os-perigos-da-recentralizacao-do-mundo-de-pontas/' rel='bookmark' title='Os perigos da recentralização do mundo de pontas'>Os perigos da recentralização do mundo de pontas</a></li>
<li><a href='http://entropia.blog.br/2011/02/08/a-cauda-longa-do-jornalismo/' rel='bookmark' title='A Cauda Longa do Jornalismo'>A Cauda Longa do Jornalismo</a></li>
<li><a href='http://entropia.blog.br/2011/08/31/a-singularidade-das-multidoes/' rel='bookmark' title='A singularidade das multidões'>A singularidade das multidões</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_mustard" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fentropia.blog.br%252F2010%252F04%252F07%252Fseu-site-por-r-19990%252F%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Seu%20site%20por%20R%24%20199%2C90%22%20%7D);"></div>
<p>Certo dia, após uma breve leitura dos classificado de Informática, um  determinado empresário decide que esta na hora de ter sua presença na  internet, e liga para um anuncio que lhe chamou a atenção: “<strong>Seu  site por R$ 199,90</strong>“</p>
<blockquote><p>Empresário: &#8211; Alô ?<br />
Empresário: &#8211; De onde fala?<br />
Anunciante: &#8211; Ô tio, é o Marcão, o webdesigner.<br />
Empresário: &#8211; Marcão, eu vi seu anuncio que você promove empresas na  Internet.<br />
Anunciante: &#8211; Ô tiozão é isso mesmo, meu trabalho é bom e barato. Faço  um site irado e ainda divulgo ele pela web.<br />
Empresário: &#8211; E tudo isto por R$ 199,90?<br />
Anunciante: &#8211; Tio, este é o preço justo, mais que isto é um roubo. Estas  empresas  cobram uma grana  porque são mercenárias,  meu serviço é  irado.<br />
Empresário: &#8211; Mas vai ficar bom?<br />
Anunciante: &#8211; Tio, vamos usar tudo que é novidade:  AJAX, XHTML, Flash,  CSS e ainda vamo botá&#8221; um AdSensezinho.<br />
Empresário: &#8211; E vão divulgar?<br />
Anunciante: &#8211; Tio, webmarketing é nois! Tenho 10 milhões de e-mails  cadastrados, a gente avisa a todo mudo do seu site. Vai ser show!<br />
Empresário: &#8211; Ok, tá fechado.</p>
<p>Empresário pensa: &#8211; <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/AJAX_%28programa%C3%A7%C3%A3o%29">AJAX</a> para que? Será que precisa limpar o monitor?</p></blockquote>
<p>Diariamente, empresários mal informados são vitimas destes amadores.  Ferramentas de publicação na internet são cada dia mais interativas e  fáceis de usar, levando ao mercado uma enxurrada de curiosos  despreparados.</p>
<p>Para o mercado profissional isto não é novidade, me lembro dos idos  tempos de formação do <a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=44770">PROMIT</a> em 96, que este problema já existia. Alias o amadorismo é um problema  recorrente em nossa sociedade, já nos habituamos à informalidade, temos  amadores em basicamente todas as áreas. Com certeza ninguém se  submeteria à uma cirurgia com um médico amador, mas constroem casas com  base no know how prático de profissionais de construção, ou consertam  seus carros com o quebra galho da esquina que também faz manutenção no  aquecedor de gás.</p>
<p>Serviços amadores podem dar certo, o paciente pode sobreviver, a casa  pode não cair, o carro e o aquecedor podem não colocar vidas em risco,  mas não deixa de ser uma roleta russa. Para alguns  um risco calculado,  para a maioria pura ignorância.</p>
<p>Por que na hora da presença na internet isto tem de ser diferente?  Alguns podem argumentar que muitos clientes simplesmente não necessitam  de algo além do “site a R$ 199,90″. Pode até ser, mas estamos vivendo  cada vez mais conectados, e os tempos do “web site corporativo estático”  já eram. Hoje é preciso participar, interagir e relacionar. Um site  estático esta condenado à invisibilidade digital, se não possui valor  agregado e não presta nenhum serviço à seus visitantes então é um  natimorto.</p>
<p>Ainda é comum as empresas delegarem assuntos de internet para seus  departamentos de TI, mas existe uma tendência crescente de empresas que  passaram seus assuntos de internet à seus departamentos de marketing. É  preciso encarar um projeto de internet como um investimento, que irá  proporcionar um retorno (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Return_on_Investment">ROI</a>)  de 300% em um ano,  segundo a <a href="http://www.closed-loop-marketing.com/">Closed  Loop Marketing</a>. Obviamente este ROI não é uma afirmativa, e sim uma  probabilidade que tem como  componentes mais importantes quem contrata e  quem é contratado. Internet hoje em dia é assunto do departamento de  marketing das corporações, e deve ser tratado com empresas  especializadas em marketing digital, desta forma um ROI de 300% torna-se  bem plausível.</p>
<p>Segundo a pesquisa “Business to business survey 2007″ da <a href="http://www.enquiroresearch.com/">Enquiro</a>,  83% das empresas usam a Internet para localizar potenciais  fornecedores. Um site bem construído  é “achavel”, “usável”  e  “acessível”, para isto é necessário uma equipe especializada e não mais  um profissional que sozinho produza todo resultado. Gerente de projetos,  Arquiteto de informação, Webdesigner com enfase em webstandards,  webdeveloper com ênfase em aplicações client e server side, Gerente de  Marketing digital com ênfase em SEO, além de outros especialistas formam  uma equipe para desenvolver um projeto de internet de resultados, e  você ainda acha que dá para fazer isto tudo à R$ 199,90 ?</p>

<p>Related posts:<ol>
<li><a href='http://entropia.blog.br/2011/05/05/os-perigos-da-recentralizacao-do-mundo-de-pontas/' rel='bookmark' title='Os perigos da recentralização do mundo de pontas'>Os perigos da recentralização do mundo de pontas</a></li>
<li><a href='http://entropia.blog.br/2011/02/08/a-cauda-longa-do-jornalismo/' rel='bookmark' title='A Cauda Longa do Jornalismo'>A Cauda Longa do Jornalismo</a></li>
<li><a href='http://entropia.blog.br/2011/08/31/a-singularidade-das-multidoes/' rel='bookmark' title='A singularidade das multidões'>A singularidade das multidões</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://entropia.blog.br/2010/04/07/seu-site-por-r-19990/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Cluetrain 10 anos depois</title>
		<link>http://entropia.blog.br/2010/04/03/cluetrain-10-anos-depois/</link>
		<comments>http://entropia.blog.br/2010/04/03/cluetrain-10-anos-depois/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 03 Apr 2010 04:09:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cibercultura]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Economia 2.0]]></category>
		<category><![CDATA[Marketing emergente]]></category>
		<category><![CDATA[Propaganda emergente]]></category>
		<category><![CDATA[cluetrain]]></category>
		<category><![CDATA[consumidor 2.0]]></category>
		<category><![CDATA[crowdsourcing]]></category>
		<category><![CDATA[cultura digital]]></category>
		<category><![CDATA[economia 2.0]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência coletiva]]></category>
		<category><![CDATA[marketing]]></category>
		<category><![CDATA[midias sociais]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://entropia.blog.br/?p=310</guid>
		<description><![CDATA[ <p>Este artigo é uma tradução livre do artigo “The Clue Train 10 years on” de Karl long, com a devida autorização do autor.</p> <p>O manifesto cluetrain, um livro concebido 10 anos atrás, previu e descreveu muitas das forças que foram disruptivas na economia, ativadas através da web 2.0.</p> <p>Uma poderosa conversação global começou. Através [...]
Related posts:<ol>
<li><a href='http://entropia.blog.br/2011/05/05/os-perigos-da-recentralizacao-do-mundo-de-pontas/' rel='bookmark' title='Os perigos da recentralização do mundo de pontas'>Os perigos da recentralização do mundo de pontas</a></li>
<li><a href='http://entropia.blog.br/2011/02/08/a-cauda-longa-do-jornalismo/' rel='bookmark' title='A Cauda Longa do Jornalismo'>A Cauda Longa do Jornalismo</a></li>
<li><a href='http://entropia.blog.br/2011/04/14/orwell-huxley-um-ensaio-distopico/' rel='bookmark' title='Orwell &amp; Huxley um ensaio distópico'>Orwell &#038; Huxley um ensaio distópico</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_mustard" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fentropia.blog.br%252F2010%252F04%252F03%252Fcluetrain-10-anos-depois%252F%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Cluetrain%2010%20anos%20depois%22%20%7D);"></div>
<p><em>Este artigo é uma tradução livre do artigo “<a title="Artigo  original em Inglês" href="http://experiencecurve.com/archives/the-clue-train-10-years-on">The  Clue Train 10 years on</a>” de <a title="Twitter de Karl Long" href="http://twitter.com/karllong">Karl  long</a>, com a devida autorização do autor.</em></p>
<p>O <a title="Leia o manifesto Cluetrain" href="http://cluetrain.com/portuguese/index.html">manifesto  cluetrain</a>, um livro concebido 10 anos atrás, previu e descreveu  muitas das forças que foram disruptivas na economia, ativadas através da  web 2.0.</p>
<blockquote><p>Uma poderosa conversação global começou. Através da  Internet, pessoas estão descobrindo e inventando novas maneiras de  compartilhar rapidamente conhecimento relevante. Como um resultado  direto, mercados estão ficando mais espertos-e mais espertos que a  maioria das empresas.</p></blockquote>
<p>O ponto “mercados são conversações” sempre foi verdadeiro, mas o  impacto desta afirmação foi realizada bem lentamente pelos negócios  através dos últimos 10 anos. Fantásticamente, os conselhos e os insights  deste livro ainda continuam válidos, embora o tom seja um pouco  polêmico neste ponto, entretanto, ninguém mais precisa ser convencido a  cerca das verdades traçadas neste livro.</p>
<p>Houve recentemente um evento em New York para discutir a relevância  do manifesto cluetrain 10 anos, que foi <a title="Veja a cobertura de  Josh Bernoff - Em Inglês" href="http://blogs.forrester.com/charleneli/2008/02/cluetrain-rev-1.html">blogado  ao vivo por Josh Bernoff da Forrester</a>. Nesta conferência <a title="Blog de Doc Searls" href="http://blogs.law.harvard.edu/doc/">Doc  Searls</a> usou poucas palavras para falar de publicidade, o que  acredito não ser nenhuma novidade, mas pensei em como as empresas e  agências ainda estão viciados nos formatos incrementalmente ineficientes  e decadentes, e que ainda não acreditam no que Doc falou:</p>
<ol>
<li>A publicidade como conhecemos ira acabar.</li>
<li>Pessoas arrebanhadas em jardins emparedados e que acham que isto as  colocam em uma sociedade, verão como isto é um absurdo. (Facebook, Orkut  são exemplos.)</li>
<li>Nos iremos constatar que os mais importantes produtores são aquelas  que costumamos chamar de consumidores.</li>
<li>O valor da cadeia será substituído pelo valor da constelação.  (muitas conexões).</li>
<li>“Qual o seu modelo de negócios?” não será mais a pergunta  para  tudo. (Qual o modelo de negócios para suas crianças?)</li>
<li>Nos iremos fazer dinheiro maximizando o “efeito porque”.(”Efeito  porque” é o que acontece quando você faz mais dinheiro porque há alguma  coisa mais com ele) Ex: Pesquisar e blogar.</li>
<li>Nos teremos a habilidade de gerenciar as empresas da mesma forma  como elas nos gerenciam hoje. (Acordos entre empresas e consumidores não  serão mais favoráveis às empresas.) Na Escola de Direito de Harvard  eles chamam isto de VRM &#8211; Vendor Relationship Management, onde Doc  Searls esta trabalhando no <a title="Projeto VRM - Em Inglês" href="http://cyber.law.harvard.edu/projectvrm/Main_Page">projeto  VRM</a>.</li>
<li>Nos iremos casar a web viva com o valor da constelação. (A web viva  não é apenas sobre estrelas. Relacionamentos de todos com todos.)</li>
</ol>
<p>No caso da publicidade em redes sociais, dê uma lida no artigo da <a title="Leia o artigo na Business Week - Em Inglês" href="http://www.businessweek.com/magazine/content/08_07/b4071054390809.htm">Business  Week</a> sobre a eficiência da publicidade em redes sociais.</p>
<blockquote><p>Profissionais de marketing falam que pelo menos 4 em  10.000 pessoas que visualizam suas campanhas em sites de redes sociais  clicam nelas.</p></blockquote>
<p>Voltando ao tema “mercados são conversações” seguramente na pior das  hipótese é uma publicidade falsa, sem autenticidade, monólogo,  porque  empresas tem pavor de manter uma conversação, é isto que as pessoas  percebem? O que elas percebem? Provavelmente o volume de publicidade,  será que a melhor destas campanhas pode provocar ao menos uma centelha  de conversação?</p>
<p>Então me diga que mecanismos a sua agência de propaganda proporciona  para ajudar a “continuar a conversação” ?</p>
<p>Fonte: <a href="http://experiencecurve.com/archives/the-clue-train-10-years-on">The  Clue Train 10 years on at ExperienceCurve</a></p>

<p>Related posts:<ol>
<li><a href='http://entropia.blog.br/2011/05/05/os-perigos-da-recentralizacao-do-mundo-de-pontas/' rel='bookmark' title='Os perigos da recentralização do mundo de pontas'>Os perigos da recentralização do mundo de pontas</a></li>
<li><a href='http://entropia.blog.br/2011/02/08/a-cauda-longa-do-jornalismo/' rel='bookmark' title='A Cauda Longa do Jornalismo'>A Cauda Longa do Jornalismo</a></li>
<li><a href='http://entropia.blog.br/2011/04/14/orwell-huxley-um-ensaio-distopico/' rel='bookmark' title='Orwell &amp; Huxley um ensaio distópico'>Orwell &#038; Huxley um ensaio distópico</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://entropia.blog.br/2010/04/03/cluetrain-10-anos-depois/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>10</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>SIVA, o mix de marketing 2.0</title>
		<link>http://entropia.blog.br/2008/03/29/siva-o-mix-de-marketing-20/</link>
		<comments>http://entropia.blog.br/2008/03/29/siva-o-mix-de-marketing-20/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 29 Mar 2008 03:22:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cibercultura]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Economia 2.0]]></category>
		<category><![CDATA[Marketing emergente]]></category>
		<category><![CDATA[Propaganda emergente]]></category>
		<category><![CDATA[cluetrain]]></category>
		<category><![CDATA[consumidor 2.0]]></category>
		<category><![CDATA[economia 2.0]]></category>
		<category><![CDATA[marketing]]></category>
		<category><![CDATA[midias sociais]]></category>
		<category><![CDATA[nova midia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://entropia.blog.br/2008/03/29/siva-o-mix-de-marketing-20/</guid>
		<description><![CDATA[ <p>Uma coisa interessante é que desde que foi implantado por Jerome McCarthy em 1960, o mix de marketing, os 4 Ps, sempre foi o framework mais importante no entendimento do marketing.</p> <p>Isto foi assim até que o artigo &#8220;In the Mix: A Customer-Focused Approach Can Bring the Current Marketing Mix into the 21st Century&#8221; [...]
Related posts:<ol>
<li><a href='http://entropia.blog.br/2011/08/31/a-singularidade-das-multidoes/' rel='bookmark' title='A singularidade das multidões'>A singularidade das multidões</a></li>
<li><a href='http://entropia.blog.br/2011/02/08/a-cauda-longa-do-jornalismo/' rel='bookmark' title='A Cauda Longa do Jornalismo'>A Cauda Longa do Jornalismo</a></li>
<li><a href='http://entropia.blog.br/2011/05/05/os-perigos-da-recentralizacao-do-mundo-de-pontas/' rel='bookmark' title='Os perigos da recentralização do mundo de pontas'>Os perigos da recentralização do mundo de pontas</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_mustard" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fentropia.blog.br%252F2008%252F03%252F29%252Fsiva-o-mix-de-marketing-20%252F%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22SIVA%2C%20o%20mix%20de%20marketing%202.0%22%20%7D);"></div>
<p>Uma coisa interessante é que desde que foi <a href="http://www.administradores.com.br/artigos/_os_4_ps_do_marketing_e_a_sopa_de_letrinhas/21464/">implantado por Jerome McCarthy em 1960</a>, o mix de marketing, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Marketing#Four_Ps">os 4 Ps</a>, sempre foi o framework mais importante no entendimento do marketing.</p>
<p><img src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2008/03/siva4ps.jpg" alt="SIVA e os 4Ps" align="left" hspace="10" vspace="10" />Isto foi assim até que o artigo &#8220;<strong>In the Mix: A Customer-Focused Approach Can Bring the Current Marketing Mix into the 21st Century</strong>&#8221; por <strong>Chekitan S. Dev</strong> e <strong>Don E. Schultz</strong>  saiu na edição de janeiro/fevereiro de 2005 da revista Marketing Management.</p>
<p>Este artigo muda totalmente o paradigma do mix de marketing, que antes era visto da empresa em direção ao mercado alvo, conforme figura ao lado.</p>
<p>No artigo, Schultz e Chekitan, literalmente viram o mix de ponta cabeça, e avaliam a oferta pela ótica do consumidor, e nesta ótica, o que antes eram os 4Ps, viram o SIVA (Solução, Informação, Valor e Acesso).</p>
<p>Para efeito comparativo temos:</p>
<table height="108" width="223">
<tr>
<td><strong> 4 Ps</strong></td>
<td><strong> SIVA</strong></td>
</tr>
<tr>
<td valign="top">Produto</td>
<td valign="top">Solução</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top">Preço</td>
<td valign="top">Valor</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top">Promoção</td>
<td valign="top">Informação</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top">Praça</td>
<td valign="top">Acesso</td>
</tr>
</table>
<h3>SIVA em detalhes</h3>
<ul>
<li><strong>Solução</strong> &#8211; Como a solução é apropriada para solucionar os problemas e necessidades do consumidor?</li>
<li><strong>Informação</strong> &#8211; O consumidor conhece bem sobre a oferta, se sim, através de quem ? Ele sabe o suficiente para permitir ao consumidor fazer uma boa decisão de compras?</li>
<li><strong>Valor</strong> &#8211; O consumdor percebe o valor da transação, quanto ela custa, qual serão os beneficios, o que ele terá de sacrificar, qual será a sua recompensa?</li>
<li><strong>Acesso</strong> &#8211; Onde o consumidor pode encontrar a solução? O quanto facilmente, local ou remotamente ele pode compra-la ou recebe-la via delivery?</li>
</ul>
<h3>SIVA e Marketing 2.0</h3>
<p>Quem esta na internet há pelo menos oito anos deve lembrar que o grande propulsor de tudo que esta acontecendo hoje, que chamamos de web 2.0, comecou com uma grande mudança de paradigma na construção e implementação web.  Em torno de 2001 dois assuntos comecaram a dominar este ambiente: Usabilidade e Acessibilidade. O tema bateu de frente com a questão estética, até então dominante e acabou encaminhando para um entendimento de que o usuário é elemento mais importante na internet. Dai para frente, descobrir que os usuários queriam mais do que simplesmente ser um leitor, foi um pulo.</p>
<p>Quem sabe a classica pergunta de um milhão de dolares: &#8220;Qual o futuro da comunicação e do marketing&#8221; possa comecar a ser respondida? Até então uma incógnita e muitas hipóteses, simplesmente porque existe uma grande possibilidade de estarmos cometendo o erro de avaliar um novo mercado com velhas ferramentas&#8230;</p>

<p>Related posts:<ol>
<li><a href='http://entropia.blog.br/2011/08/31/a-singularidade-das-multidoes/' rel='bookmark' title='A singularidade das multidões'>A singularidade das multidões</a></li>
<li><a href='http://entropia.blog.br/2011/02/08/a-cauda-longa-do-jornalismo/' rel='bookmark' title='A Cauda Longa do Jornalismo'>A Cauda Longa do Jornalismo</a></li>
<li><a href='http://entropia.blog.br/2011/05/05/os-perigos-da-recentralizacao-do-mundo-de-pontas/' rel='bookmark' title='Os perigos da recentralização do mundo de pontas'>Os perigos da recentralização do mundo de pontas</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://entropia.blog.br/2008/03/29/siva-o-mix-de-marketing-20/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Triangulação, ou efeito decoy</title>
		<link>http://entropia.blog.br/2007/04/10/triangulacao-ou-efeito-decoy/</link>
		<comments>http://entropia.blog.br/2007/04/10/triangulacao-ou-efeito-decoy/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 11 Apr 2007 02:38:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Marketing emergente]]></category>
		<category><![CDATA[Ta Falado]]></category>
		<category><![CDATA[estrategia]]></category>
		<category><![CDATA[marketing]]></category>
		<category><![CDATA[reflexoes]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://entropia.blog.br/2007/04/10/triangulacao-ou-efeito-decoy/</guid>
		<description><![CDATA[ <p>Seth Godin publicou recentemente um post sobre triangulação no blog dele, na verdade o post de Seth era para chamar a atenção de uma interessante matéria do Shankar Vedantam no Washington Post que fala do Efeito Decoy e o marketing politico.</p> <p>O que vem a ser triangulação ? Seth coloca um exemplo muito simples [...]
Related posts:<ol>
<li><a href='http://entropia.blog.br/2011/08/31/a-singularidade-das-multidoes/' rel='bookmark' title='A singularidade das multidões'>A singularidade das multidões</a></li>
<li><a href='http://entropia.blog.br/2011/04/14/orwell-huxley-um-ensaio-distopico/' rel='bookmark' title='Orwell &amp; Huxley um ensaio distópico'>Orwell &#038; Huxley um ensaio distópico</a></li>
<li><a href='http://entropia.blog.br/2011/02/08/a-cauda-longa-do-jornalismo/' rel='bookmark' title='A Cauda Longa do Jornalismo'>A Cauda Longa do Jornalismo</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_mustard" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fentropia.blog.br%252F2007%252F04%252F10%252Ftriangulacao-ou-efeito-decoy%252F%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Triangula%C3%A7%C3%A3o%2C%20ou%20efeito%20decoy%22%20%7D);"></div>
<p><a href="http://sethgodin.typepad.com/about.html" title="Seth Godin">Seth Godin</a> publicou recentemente um <a href="http://sethgodin.typepad.com/seths_blog/2007/04/triangulation.html" title="post sobre triangulação no blog dele">post sobre triangulação no blog dele</a>, na verdade o post de Seth era para chamar a atenção de uma interessante <a href="http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2007/04/01/AR2007040100973.html" title="matéria do Shankar Vedantam no Washington Post">matéria do Shankar Vedantam no Washington Post</a> que fala do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Decoy_Effect" title="Efeito Decoy">Efeito Decoy</a> e o marketing politico.</p>
<p>O que vem a ser triangulação ? Seth coloca um exemplo muito simples e o chama de triangulação ou Efeito Decoy, onde ele exemplifica:</p>
<blockquote><p>&#8220;Temos duas variedades de vinho para vender no jantar, um de 9 dolares e outro de 16. Qual você compraria?</p>
<p>Agora, imagine que existe um terceito, e o terceiro custa 34 dolares. Você ficou tentado à comprar a garrafa de 16 dolares agora? A maioria ficaria.&#8221;</p></blockquote>
<p>Shankar explica que os psicólogos chamam a triangulação de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Decoy_Effect" title="Efeito Decoy">Efeito Decoy</a>, e cita o exemplo de Joel Huber, professor de Marketing da Duke Universtity: Imagine que tenhamos dois restaurantes, um de 3 estrelas próximo de você e um de 5 estrelas um pouco mais distante, se o 5 estrelas estivesse próximo não haveria dúvidas, mas por outro lado muita gente escolheria um 4 estrelas, mesmo que este ficasse um pouco mais distante que o 5 estrelas. O mesmo efeito teria para o 3 estrelas se na composição inicial tivesse um 2 estrelas mais próximo. Joel explica que a mente humana sempre busca pelas respostas mais simples e usualmente não trabalha com decisões complexas no dia-a-dia.</p>
<p>Mas afinal o que vem a ser um <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Decoy" title="Decoy">decoy</a>? <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Decoy" title="Decoy"></a>Não encontrei uma tradução direta para decoy, mas podemos entender que decoy é alguem ou algo que tem por objetivo distrair o interlocutor. Por exemplo em jogos, é aquele NPC (Non playable character) que muitas vezes só serve para distrair o jogador, ou ainda decoy pode ser <a href="http://www.spaceforspecies.ca/glossary/d.htm" title="aquele que atrai para uma armadilha">aquele que atrai para uma armadilha</a>. Em malas diretas, que em geral são processadas por terceiros, o cliente costuma inserir alguns endereços falsos para verificar se o processamento e a entrega das malas diretas foi feito corretamente, ou se a empresa esta usando o seu banco de dados para terceiros, este endereço falso é um decoy.</p>
<p>Seria o decoy uma isca ??</p>

<p>Related posts:<ol>
<li><a href='http://entropia.blog.br/2011/08/31/a-singularidade-das-multidoes/' rel='bookmark' title='A singularidade das multidões'>A singularidade das multidões</a></li>
<li><a href='http://entropia.blog.br/2011/04/14/orwell-huxley-um-ensaio-distopico/' rel='bookmark' title='Orwell &amp; Huxley um ensaio distópico'>Orwell &#038; Huxley um ensaio distópico</a></li>
<li><a href='http://entropia.blog.br/2011/02/08/a-cauda-longa-do-jornalismo/' rel='bookmark' title='A Cauda Longa do Jornalismo'>A Cauda Longa do Jornalismo</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://entropia.blog.br/2007/04/10/triangulacao-ou-efeito-decoy/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Você tem certeza que sabe o que é uma marca ?</title>
		<link>http://entropia.blog.br/2006/08/27/voce-tem-certeza-que-sabe-o-que-e-uma-marca/</link>
		<comments>http://entropia.blog.br/2006/08/27/voce-tem-certeza-que-sabe-o-que-e-uma-marca/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 27 Aug 2006 14:42:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
				<category><![CDATA[Marketing emergente]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[consumidor 2.0]]></category>
		<category><![CDATA[economia 2.0]]></category>
		<category><![CDATA[marketing]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://entropia.blog.br/?p=148</guid>
		<description><![CDATA[ <p>Quanto mais aprendo, mais sei que nada sei. Eu ja me esqueci quem foi o autor desta frase, mas ela é a pura verdade. Até pouco tempo atras eu tinha certeza de que logomarca e marca eram a mesma coisa.</p> <p>Lendo o livro “The Brand Gap“, logo na primeira página o autor mostra o [...]
Related posts:<ol>
<li><a href='http://entropia.blog.br/2011/08/31/a-singularidade-das-multidoes/' rel='bookmark' title='A singularidade das multidões'>A singularidade das multidões</a></li>
<li><a href='http://entropia.blog.br/2011/04/14/orwell-huxley-um-ensaio-distopico/' rel='bookmark' title='Orwell &amp; Huxley um ensaio distópico'>Orwell &#038; Huxley um ensaio distópico</a></li>
<li><a href='http://entropia.blog.br/2011/02/08/a-cauda-longa-do-jornalismo/' rel='bookmark' title='A Cauda Longa do Jornalismo'>A Cauda Longa do Jornalismo</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_mustard" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fentropia.blog.br%252F2006%252F08%252F27%252Fvoce-tem-certeza-que-sabe-o-que-e-uma-marca%252F%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Voc%C3%AA%20tem%20certeza%20que%20sabe%20o%20que%20%C3%A9%20uma%20marca%20%3F%22%20%7D);"></div>
<p><a href="http://www.amazon.com/exec/obidos/redirect?link_code=as2&amp;path=ASIN/0321348109&amp;tag=flashbrasil&amp;camp=1789&amp;creative=9325" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://images.amazon.com/images/P/0321348109.01._AA_SCMZZZZZZZ_V62063916_.jpg" border="0" alt="" /></a>Quanto mais aprendo, mais sei que nada sei. Eu ja me esqueci quem foi o autor desta frase, mas ela é a pura verdade. Até pouco tempo atras eu tinha certeza de que logomarca e marca eram a mesma coisa.</p>
<p>Lendo o livro “<a href="http://www.amazon.com/exec/obidos/redirect?link_code=as2&amp;path=ASIN/0321348109&amp;tag=flashbrasil&amp;camp=1789&amp;creative=9325">The Brand Gap</a>“, logo na primeira página o autor mostra o logo da <a href="http://www.nike.com/">Nike</a> e afirma que aquilo não é uma marca, depois de estraçalhar os conceitos equivocados de marca, Marty Neumeier explica:</p>
<p>“Marca é um <span style="font-weight: bold;">sentimento visceral pessoal</span> sobre um produto, serviço ou empresa. <span style="font-weight: bold;">Sentimento visceral</span> por quê todos somos emocionais. A intuição sobrepõe-se aos nossos esforços para sermos racionais. <span style="font-weight: bold;">Sentimento visceral pessoal</span>, porquê no final de tudo, uma marca é definida individualmente, e não pelas empresas, mercados ou pelo assim falado público geral. Cada pessoa cria sua própria versão da marca. Como as empresas não podem controlar este processo, elas podem influencia-lo comunicando as qualidades que fazem seu produto tornar-se diferente dos demais. Quando um número significativo de sentimentos viscerais pessoais são construidos, a empresa pode dizer que ela possui uma marca. Em outras palavras, <span style="font-weight: bold; font-style: italic;">uma marca não é o que você diz que ela é. É o que ela diz que ela é</span>.</p>
<p>Marca tem um pouco do ideal de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Platao">Platão</a>, um conceito compartilhado pela sociedade para identificar uma classe específica de coisas. Para usar um exemplo de Platão, sempre que ouvimos a palavra “cavalo” visualizamos uma criatura majestosa, com quatro pernas, uma longa cauda, uma forte musculatura, transmitindo uma imagem de força e graça, e na mente desta pessoa, ela pode viajar longas distâncias montada neste animal. Cavalos individuais são diferentes, mas em nossas mentes podemos reconhecer o senso comum de “<a href="http://br.geocities.com/mcrost08/o_mundo_de_sofia_09.htm">idéia cavalo</a>“. Vendo pelo outro lado da equação, quando adicionamos as partes que compõem um cavalo, a soma é suficientemente distintiva para pensarmos cavalo, não vaca ou bicicleta.</p>
<p>Uma marca, assim como o cavalo de Platão, é um aproximado, apesar de distinto, entendimento de um produto, serviço, ou empresa. “</p>
<p>É isso ai….</p>

<p>Related posts:<ol>
<li><a href='http://entropia.blog.br/2011/08/31/a-singularidade-das-multidoes/' rel='bookmark' title='A singularidade das multidões'>A singularidade das multidões</a></li>
<li><a href='http://entropia.blog.br/2011/04/14/orwell-huxley-um-ensaio-distopico/' rel='bookmark' title='Orwell &amp; Huxley um ensaio distópico'>Orwell &#038; Huxley um ensaio distópico</a></li>
<li><a href='http://entropia.blog.br/2011/02/08/a-cauda-longa-do-jornalismo/' rel='bookmark' title='A Cauda Longa do Jornalismo'>A Cauda Longa do Jornalismo</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://entropia.blog.br/2006/08/27/voce-tem-certeza-que-sabe-o-que-e-uma-marca/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

