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	<title>Entropia ! &#187; economia 2.0</title>
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		<title>A singularidade das multidões</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Aug 2011 03:19:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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<blockquote><p><span style="font-size: small;"><em><strong>multidão</strong></em></span><span style="font-size: x-small;"><em> (latim multitudo, -inis) s. f.</em></span></p>
<ol>
<li><span style="font-size: x-small;"><em>Grande número de pessoas (ou de coisas).</em></span></li>
<li><span style="font-size: x-small;"><em>Aglomeração; montão.</em></span></li>
<li><span style="font-size: x-small;"><em>Povo; populacho; turba.</em></span></li>
</ol>
</blockquote>
<p>Ao pensarmos em multidão imaginamos o caos, desorganização, confusão, contra produção. Assim foi por muitos anos no espaço da racionalidade. Práticas educacionais e corporativas buscaram na padronização o caminho para o progresso, alinhados à cultura da produção em massa da Revolução Industrial. Até mesmo o lema da nossa bandeira: Ordem e Progresso; parece nos remeter a esta lógica, uma lógica profundamente entremeada nos valores e princípios da sociedade do século XX. Praticamente uma verdade absoluta e intangível que serviu de base para a construção das estruturas sociais e organizacionais até então conhecidas: Hierarquia vertical, comando em cascata, broadcasting e o gênio solitário.</p>
<div id="attachment_713" class="wp-caption aligncenter" style="width: 730px"><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/08/multidao.jpg"><img class="size-full wp-image-713" title="multidao" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/08/multidao.jpg" alt="" width="720" height="356" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Afonso Lima</p></div>
<p>No final do século XX, os EUA abriram a Internet à humanidade, até então uma infra-estrutura tecnológica em rede que servia para a comunicação e armazenamento de dados entre acadêmicos e militares. <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tim_Berners-Lee">Tim Berners-Lee</a> adicionou à esta camada uma nova camada de comunicação, a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Www">WWW</a>. A apropriação da <a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=6287">WWW livre</a> e a consolidação dos conceitos de usabilidade e acessibilidade, pavimentaram o que hoje chamamos de web 2.0. Se observarmos “fora da caixa”, tudo que evoluiu na verdade configurou na redução da curva de aprendizagem, e consequentemente facilitou enormemente o acesso, tornando as camadas tecnológicas da rede invisíveis. A partir dai a Internet transformou-se em uma rede de pessoas, iniciando um processo sem retorno de profundas mudanças em todas as esferas da sociedade.</p>
<h2>Crowdsourcing, as multidões fazendo acontecer</h2>
<p>O Software Livre é sem dúvida nenhuma o caso mais notável de crowdsourcing. É uma construção caótica de software, com uma organização sem lideres, e sem hierarquias, jogando por terra valores e princípios “inegociáveis” do século passado. Muitos ainda não entendem como é possível produzir desta forma, outros tantos nunca irão entender, pois teriam de destituir-se de velhos e sedimentados princípios e valores, e muita gente não esta disposta à isto. Ainda são do tempo do “Em time que esta ganhando não se mexe”, azar o deles? Não, esta resistência à mudança tem sido a mola mestra do <a href="http://va.mu/DtV">ACTA</a> e outras práticas daninhas à rede como o <a href="http://meganao.wordpress.com/o-mega-nao/o-que-combatemos/">AI5 digital</a>. Estes <a href="http://entropia.blog.br/2010/04/23/acta-e-o-tripe-do-atraso/">neoludistas</a> enxergam a Internet como uma ameaça, e nós como uma oportunidade única. <strong>Estamos em rota de colisão</strong>.</p>
<p>A nosso favor estão as pessoas de mente aberta, como o Rob McEwen CEO da <a href="http://va.mu/Dtc">GoldCorp</a>, uma mina de ouro Canadense, que em 1999 estava à beira da falência. Depois de encantar-se pelo espírito livre e desbravador do Linux, que ele assistiu em uma conferência no MIT. Apesar de seus funcionários e especialista dizerem que não era mais possível extrair ouro da mina, ele acreditou que alguém poderia ter a solução. McEwen criou o concurso <a href="http://www.goldcorp.com/_resources/news_releases/2002/02-18-02.pdf: 503918www.goldcorp.com/_resources/news_releases/2002/02-18-02.pdf">Goldcorp Challenge</a>, que prometia distribuir U$575.000 aos que tivessem as melhores idéias para extrair ouro. Rob compartilhou dados secretos, como plantas, mapas, estudos e tudo mais que fosse necessário. O resultado do concurso foi fantástico, além da economia, equivalente a três anos de funcionamento, foram identificados 110 pontos de extração, e metade deles jamais haviam sido identificados pela Empresa. A GoldCorp pulou de um faturamento de U$ 100 milhões por ano para U$ 2 bilhões.</p>
<p>O caso da GoldCorp é emblemático porque é um caso que os analógicos entendem, é um exemplo incontestável do poder das multidões. Outros casos interessantes estão se construindo à nossa volta, como os diversos projetos de crowdfunding, onde indivíduos investem e decidem coletivamente como o capital será aplicado. A Wikipedia é outro caso fantástico, bem como as próprias redes sociais, elas não são nada sem nossa participação, sem nos o Facebook, Orkut, Youtube e outros não seriam nada, apenas uma boa idéia. E o mais incrível e que continuamos a agregar valor à estas redes, pois não visamos o retorno material, nossas motivações são outras. O documentário <a href="http://va.mu/DtM">Us Now</a> nos mostra vários casos de crowdsourcing, até mesmo um time de futebol, o <a href="http://va.mu/Dtj">Ebbsfleet united</a>, com mais de 30 mil donos e técnicos que decidem de forma colaborativa até mesmo a escalação do time. Us Now também mostra exemplos de auto-organização que apontam para novas formas de governo, de democracia participativa.</p>
<p>Na esfera do governo, temos projetos inovadores no Brasil, como as consultas públicas do <a href="http://va.mu/Dtl">Marco Civil da Internet</a> , <a href="http://va.mu/Dtn">Reforma da Lei de Direito Autoral</a> e outras. Estas consultas foram feitas de forma livre à população pela Internet, um caso digno de registro de crowdsourcing no processo legislativo. Por falar em processo legislativo, temos também no Brasil o <a href="http://edemocracia.camara.gov.br/">e-Democracia</a>, uma rede social ligada à <a href="http://www.camara.gov.br">Câmara dos Deputados</a>, que permite discutir temas em destaques e propor novos temas para debate. Ainda não temos nenhum projeto de colaboração como o <a href="http://va.mu/Dtz">Challenge</a> Americano, onde diferentes órgãos do governo, apresentam problemas à sociedade e recompensam financeiramente àqueles que apresentam as melhores soluções.</p>
<p>O <a href="http://www.crowdsourcing.org/">Crowdsourcing.org</a>  é uma rede social especializada no crowdsourcing, e identifica basicamente sete grupos de estudo do tema:</p>
<ul>
<li>Crowdfounding – Financiamento coletivo;</li>
<li>Cloud Labor (Trabalho em nuvem) – Aproveitamento de grupos virtuais de trabalho, disponíveis sob demanada para a realização de tarefas e projetos;</li>
<li>Collective Creativity (Criatividade coletiva) – Uso de grupos de talentos para desenvolvimento original de arte, design, mídia e conteúdo;</li>
<li>Open Innovation (Inovação aberta) – Uso de fontes externas à entidade ou grupo para gerar, desenvolver e implementar ideias;</li>
<li>Collective Knowledge (Conhecimento coletivo) – Desenvolvimento de células de conhecimento e informação a partir de grupos distribuidos de colaboradores;</li>
<li>Community Building (Construção de comunidades) – Desenvolvimento de comunidades através de grupos que compartilhem das mesmas paixões;</li>
<li>Civic Engagement (Engajamento cívico) &#8211; As ações coletivas que tratem de questões de interesse público.</li>
</ul>
<p>Como vemos, ainda estamos começando a usar o poder das multidões, as pessoas estão começando a entender que juntas possuem um poder ilimitado, que não dependem dos intermediários e representantes. Governos e corporações também estão entendendo&#8230;</p>
<h2>Individuo coletivo</h2>
<p>Nos meus tempos de criança acreditávamos na figura do gênio solitário, filmes e desenhos animados nos mostravam cientistas isolados do mundo e acompanhados de um assistente burro, uma bela metáfora. É impressionante, mas hoje em dia muita gente ainda acredita no gênio solitário, tivemos nossas subjetividades subjugadas como sempre. Felizmente o mito do gênio solitário esta sendo derrubado nos tempos digitais do século XXI, avise aos &#8220;analógicos&#8221; da sociedade! Scott Berkun, ex-engenheiro da Microsoft, em seu livro &#8220;<a href="http://www.amazon.com/gp/product/1449389627/ref=as_li_tf_tl?ie=UTF8&amp;tag=flashbrasil&amp;linkCode=as2&amp;camp=217145&amp;creative=399369&amp;creativeASIN=1449389627">The Myths of Innovation</a>&#8221; joga este conceito por água abaixo, e de quebra ainda enterra a idéia de que grande inovações vieram por epifania. Berkun explora uma questão muito importante, e que nos simplesmente sublimamos: Não estamos sozinhos, o ser humano é um ser social. Seja qual forma as idéias irão tomar, se produto material, imaterial ou bem cultural, elas são da coletividade. As idéias são construídas em coletividade, o &#8220;dono&#8221; dela tem sido aquele que consegue sistematiza-las ou utiliza-la para um propósito específico. O legado do século passado ainda insiste no fato de que as idéias são do primeiro a registrar a sua patente.</p>
<p>Somos parte da multidão, somos construtores da subjetividade coletiva, assim como nossa subjetividade é produto desta construção. Para ser mais correto, podemos afirmar que somos prosumidores de nos mesmos e ao mesmo tempo de todos nossos peers, que também são nossos prosumidores. No século passado isto era entendido pelo provérbio que dizia que “o homem é produto do meio”, mas o meio mudou, e o provérbio mostrou-se incompleto. Hoje podemos dizer que “o homem é produto do meio e o meio é produto do homem”, isto num ciclo crescente de construção cognitiva e coletiva do conhecimento. Quanto mais conectada a sociedade, mas visíveis ficam velhos conceitos que estão sendo subjugados, estamos quebrando velhas regras com uma voracidade incrível. Hoje entendemos que somos feitos de células, e a nossa “alma” de colaboração. É preciso entender que somos todos “eu” coletivo, que carregamos em nos um pouco de cada um, e vice versa.. Isto vale para tudo, saber, negócios, política e informação, ninguém é alguém sozinho. É preciso entender que o conhecimento pertence à sociedade, e que esta, e somente esta, tem a capacidade e o direito de transforma-lo de forma nunca antes imaginada na história da humanidade.</p>
<h2>Os seis graus que nos separam</h2>
<p>O importante fator das profundas e definitivas mudanças que estamos passando em nossa sociedade é o fato de estarmos novamente conectados em rede, novamente porque muito provavelmente estivemos conectados em rede quando ainda selvagens. A natureza irracional e burra esta repleta de exemplos de estruturas em rede, colméias, formigueiros, movimentos dos mares, planetas, e até mesmo nossa estrutura celular e neural! O homem civilizado cometeu um grande equivoco ao confundir a seletividade evolutiva com a organização estrutural das diversas sociedades, aprendemos equivocadamente que necessitamos de uma estrutura de poder vertical, poucos pensam e muitos executam, mais uma bela metáfora do capitalismo. Estão sempre buscando lideres em tudo&#8230;</p>
<p>Albert-László Barabási é um estudioso de redes, matemático, sistematizou esta estrutura e conseguiu provar matematicamente a teoria dos seis graus de separação. Segundo Barabási, apesar de seremos milhões conectados em rede, estamos de fato, distantes de qualquer outro por apenas seis pessoas. Barabási explica que as estruturas de redes são complexas e os hubs são indispensáveis ao funcionamento destas estruturas. Hubs por exemplo são indivíduos com alto capital social, ou sites e serviços populares. Os hubs são atalhos entre os milhões de nós da rede, de qualquer rede.</p>
<p>Fritjof Capra, compila no livro “<a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/62024/teia+da+vida,+a&amp;franq=128026">A Teia da Vida</a>”, várias contribuições da física, da matemática e da biologia para a compreensão dos sistemas vivos e, especialmente, de seu padrão básico de organização. Capra identifica a rede como esse padrão comum a todos os organismos vivos. “Onde quer que encontremos sistemas vivos – organismos, partes de organismos ou comunidades de organismos – podemos observar que seus componentes estão arranjados a maneira de rede. Sempre que olhamos para a vida, olhamos para redes. (&#8230;) O padrão da vida, poderíamos dizer, é um padrão de rede capaz de auto-organização&#8221;. Em seu livro “<a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/253089/conexoes+ocultas,+as:+ciencia+para+uma+vida+sustentavel&amp;franq=128026">As Conexões Ocultas</a>”, Capra tenta aplicar os princípios apresentados em “A Teia da Vida” na análise de fenômenos sociais – como o capitalismo global, a sociedade da informação, a biotecnologia e os movimentos contra-hegemônicos da sociedade civil.</p>
<h2>A singularidade será das multidões</h2>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/08/matrix-800x600.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-720" style="margin: 5px;" title="matrix-800x600" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/08/matrix-800x600-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Conforme a Wikipedia, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Singularidade_tecnol%C3%B3gica">singularidade tecnológica</a> é a denominação dada a um evento histórico previsto para o futuro, no qual a humanidade atravessará um estágio de colossal avanço tecnológico em um curtíssimo espaço de tempo. Vários cientistas, entre eles Vernor Vinge e Raymond Kurzweil, e também alguns filósofos afirmam que a singularidade tecnológica é um evento histórico de importância semelhante ao aparecimento da inteligência humana na Terra. Ainda não existe consenso sobre quais seriam os agentes responsáveis pela singularidade tecnológica, alguns acreditam que ela decorrerá naturalmente, como conseqüência dos acelerados avanços científicos. Outros acreditam que o surgimento iminente de supercomputadores dotados da chamada superinteligência será a base de tais avanços.</p>
<p>Na minha opinião a singularidade não será tecnologia, e sim das multidões, quanto maior a penetração da Internet na sociedade e quanto mais intensa for apropriação do crowdsourcing, mais rapidamente teremos as mudanças. Estas mudanças tenderão a ser de forma exponencial, não significa que mais um participante produza um incremento unitário, mas sim que este incremento leve em conta que o crowdsourcing é um processo retro-alimentando. Desta forma, nesta equação temos de considerar o que já fora construído e o potencial agregador e construtor do novo player, considerando inclusive seu capital social. Capital social este determinado em função da rede de relacionamento e do poder interativo e comunicacional deste indivíduo. <strong>Esta singularidade se dará na intensa construção cognitiva e coletiva do saber, potencializando ao máximo o conceito da <a href="http://www.assoc-amazon.com/e/ir?t=flashbrasil&amp;l=as2&amp;o=1&amp;a=0738202614&amp;camp=217145&amp;creative=399369">Inteligência Coletiva</a> sistematizado pelo filósofo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pierre_L%C3%A9vy">Pierre Levy</a>.</strong> Este fenômeno se dará possivelmente no momento em que a geração digital atingir a maturidade. Esta geração terá todos os conjuntos de afinadades, dogmas e valores para o processo pleno da construção e uso da Inteligência Coletiva, caracteristicas estas que nos imigrantes digitais não temos e nunca teremos, mas teremos o privilégio de vislumbrar o nascimento de uma nova sociedade infinitamente mais inteligente que a nossa, e profundamente interconectada, mudando radicalmente o mundo que conhecemos.</p>
<p>Uma vez entendido isto, podemos imaginar o tamanho do poder que a sociedade conectada poderá vir a ter, numa matriz dos poderes instituídos, este seria o quinto poder. Hoje temos os três poderes do Estado: Executivo, Legislativo e Judiciário que são poderes locais, e o quarto poder que é o corporativo que é enorme e transnacional e atualmente exerce uma enorme força sobre os Estados. Se levarmos em conta de que das 100 maiores economias do mundo, 51 são <a href="http://va.mu/C5g">corporações</a>. Dá para sentir o tamanho da força do quarto poder, eles simplesmente são mais poderosos que as nações. Entretanto o poder das corporações é avaliado em função do capitalismo, e da cultura da escassez. <a href="http://www.rushkoff.com/">Douglas Rushkoff</a> avalia que o capitalismo é na verdade o “sistema operacional” da sociedade, e que assim como ele no passado substituiu o “sistema operacional” vigente, nada impede que ele venha a ser substituído em breve, e a minha tese da singularidade das multidões prevê isto como citado no parágrafo anterior. Thomas Greco, em seu livro “<a href="http://www.assoc-amazon.com/e/ir?t=flashbrasil&amp;l=as2&amp;o=1&amp;a=1603580786&amp;camp=217145&amp;creative=399369">The end of money and the future of civilization</a>” coloca mais lenha na fogueira, mostrando que o modelo capitalista é auto-destrutivo e insustentável e que a partir da crise de 2008, a coisa só tende a piorar. Greco aponta na direção que estamos tomando. Mas o que virá depois do capitalismo? Segundo o Professor Giuseppe Cocco o que esta se construindo é o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Capitalismo_cognitivo">Capitalismo Cognitivo</a>, uma forma de capitalismo que tem o conhecimento e a informação como principais riquezas e valoriza as competências cognitivas e relacionais.</p>
<p>Mesmo antes da troca do “sistema operacional” da sociedade, veremos o quinto poder chegar a um patamar de igualdade ao quarto. Se configurarem as previsões, as mudanças serão profundas e alavancarão o quinto poder como o maior poder da sociedade, ou seja, a própria sociedade conectada será o seu maior poder. Temos movimentos políticos e sociais acontecendo pelas multidões conectadas, o <a title="Ajude o Mega Não conquistar o Prêmio FRIDA" href="http://meganao.wordpress.com">Mega Não</a> e o Ficha Limpa no Brasil, 15-M na Espanha, o Stop Acta a nível mundial e troca de poder no Egito só para citar alguns. Os sinais estão por ai, e os envolvidos estão cientes e tomando suas providências, eles tem pressa. Em 2012 teremos a maior idade de uma parcela significativa da geração digital, eles tem pressa, muita pressa.</p>
<p>Texto ampliado e adaptado do que publiquei originalmente na <a href="http://www.revista.espiritolivre.org/?page_id=1296">Revista Espirito Livre numero 26</a>, de maio de 2011</p>

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		<title>Nota de falecimento</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jul 2011 14:48:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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<h2>Acaba de falecer o <strong>CAPITALISMO</strong>!</h2>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/07/debitousa.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-689" style="margin: 5px;" title="debitousa" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/07/debitousa.jpg" alt="" width="360" height="668" /></a>Rituais de magia branca de olhos azuis e amarela de olhos puxados ainda tentarão dar sobrevida ao defunto inutilmente. Seus comparsas, a mídia golpista (<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pig">PIG</a>) tentarão ocultar o cadáver, mas a sociedade conectada, o quinto poder, irão mostrar a todos onde esta o corpo fétido. O establishment irá negar enfáticamente sua culpa no assassinato:</p>
<p>- Foram os emergentes!</p>
<p>- Foram os emergentes!</p>
<p>Eles dirão na mais manjada estratégia Maquiavélica, afinal o Inferno são os outros ja dizia Sartre.</p>
<p>Seus orfãos, os Bancos e Mega Corporações irão tentar, através do legado da privataria promovida pelo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Neoliberalismo">neoliberalismo,</a> instalar o &#8220;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Neocolonialismo">neocolonialismo</a>&#8220;, tentando extrair vorazmente da turma de baixo suas riquezas. Entretanto o povo de baixo já não é mais tão subserviente ao império, e a queda 2.0 da nobreza colocará o mundo de cabeça para baixo.</p>
<p>O <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Capitalismo_cognitivo">capitalismo cognitivo</a>, onde as pessoas são o centro e não o dinheiro, vazara de baixo para cima, trocando o &#8220;sistema operacional&#8221; da sociedade como prefetizou <a href="http://www.amazon.com/gp/product/0812978501/ref=as_li_tf_tl?ie=UTF8&amp;tag=flashbrasil&amp;linkCode=as2&amp;camp=217145&amp;creative=399369&amp;creativeASIN=0812978501">Rushkoff</a><img style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="http://www.assoc-amazon.com/e/ir?t=flashbrasil&amp;l=as2&amp;o=1&amp;a=0812978501&amp;camp=217145&amp;creative=399369" alt="" width="1" height="1" border="0" />, e veremos uma profunda e gratificante mudança na sociedade, onde o pensar e agir coletivo é a normalidade como bem diz <a href="http://www.amazon.com/gp/product/0143114948/ref=as_li_tf_tl?ie=UTF8&amp;tag=flashbrasil&amp;linkCode=as2&amp;camp=217145&amp;creative=399369&amp;creativeASIN=0143114948">Shirky</a>.</p>
<hr />
<p>A nota acima foi inspirada pelo <a href="http://www.wtfnoway.com/">infográfico da divida americana</a>, que mostra a divida total de 114,5 trilhões de dolares. Segundo o infográfico, um cidadão médio levaria 92 anos para acumular U$ 1 milhão, logo seriam necessário que 114.500.000 de americanos trabalhem 92 anos para pagar a dívida. Como a estimativa de vida do Americano esta em 78 anos, uma regra de três simples nos leva ao número de 135.051.282 cidadãos, o que equivale a quase 44% da população daquele país. Some-se a isto a crise que assola a Europa, onde a dívida impagável da <a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100506/not_imp547649,0.php">Grécia é apenas a ponta do Iceberg</a> e veremos um quadro dantesco.</p>
<p>Thomas Greco em seu livro &#8220;<a href="http://www.amazon.com/gp/product/1603580786/ref=as_li_tf_tl?ie=UTF8&amp;tag=flashbrasil&amp;linkCode=as2&amp;camp=217145&amp;creative=399369&amp;creativeASIN=1603580786">The End of Money and the Future of Civilization</a><img style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="http://www.assoc-amazon.com/e/ir?t=flashbrasil&amp;l=as2&amp;o=1&amp;a=1603580786&amp;camp=217145&amp;creative=399369" alt="" width="1" height="1" border="0" />&#8221; ja preconizava isto, afinal o capitalismo vive de endividamento, somos todos endividados e não prosperos como nos fazem crer. Estamos sempre trocando de dívidas, e isto leva a um ponto onde o endividamento se torna uma escala logarítmica, que tende ao infinito, promovendo uma verdadeiro &#8220;stall&#8221;.</p>
<p>Então prepare-se vamos entrar em uma grande turbulência, a aeronave vai cair, mas muitos sobreviverão&#8230;</p>
<p>Nota: Depois de publicar este texto aos sete ventos sem me certificar do valor da dívida americana, fui informado que ela é de U$ 15 trilhões e fui averiguar e vi que na verdade 114,5 trilhões de dolares é o valor emprestado a descoberto pelos bancos americanos, o que na prática acaba dando no mesmo. A figura acima mostra dois &#8220;edificios ao lado da estatua da liberdade, o menor é equivalente à pilha de cédulas de U$ 100,00 da dívida americana e o maior que o World Trade Center é o total do empréstimo à descoberto dos bancos americanos.</p>
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		<title>Os perigos da recentralização do mundo de pontas</title>
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		<pubDate>Thu, 05 May 2011 21:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/05/crowdsourcing.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-661" title="crowdsourcing" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/05/crowdsourcing-300x167.jpg" alt="" width="300" height="167" /></a>A Internet foi concebida para ser operada de forma descentralizada,  justamente para resistir à um ataque nuclear, paranóia muito comum  durante o período da guerra fria. As maiores apropriações da rede foram  feitas justamente dentro desta premissa, tanto as apropriações  tecnológicas como o P2P como sociais como o crowdsourcing e o poder da  auto organização.  O P2P é um protocolo que permite a troca de pacotes  de pessoa à pessoa, ou melhor de muitas pessoas para muitas pessoas, com  isto é possivel transmitir uma considerável massa de dados, sem  sobrecarregar servidores ou braços da rede. O poder do crowdsourcing, da  inteligência coletiva e da auto organização continuam um mistério para  muitos, mas sabemos que sua base conceitual é justamente a  descentralização e a ausência de uma liderança e da ultrapassada  estrutura hierárquica.</p>
<p>Existem três manifestos que na minha opinião dizem muito a respeito  da  cibercultura, a nossa cultura, e das características fundamentais da   rede. São eles o <a href="http://www.cluetrain.com/portuguese/index.html">Manifesto Cluetrain</a>, o <a href="../2009/08/16/manifesto-da-cultura-livre/">Manifesto da Cultura Livre</a> e o <a href="http://brockerhoff.net/blog/2003/03/10/mundo-de-pontas-world-of-ends-2/">Mundo de Pontas</a>.</p>
<p>O mundo de pontas trata justamente desta questão da descentralização  que é a alma da cibercultura, a alma da internet. Ele mistura um pouco  da estrutura da rede com as pessoas, é um passeio pelas camadas da  conectividade como uma radiografia do complexo ecossistema social que se  forma no século XXI, e tudo de uma forma bem simples. O manifesto  destaca a clássica frase de John Gilmore: “A Internet interpreta a  censura como um defeito e roteia para  contorná-la”, numa constatação de  que é impossível censurar a Internet. Outro trecho interessante é na  declaração a seguir:</p>
<blockquote><p><strong>Não é o fim do mundo, é o mundo de pontas</strong></p>
<p>Quando Craig Burton descreve a arquitetura burra da Internet como uma   esfera oca composta inteiramente de pontas, ele está usando uma imagem   que mostra o que é mais extraordinário sobre a arquitetura da  Internet:  retire o valor do centro e você viabilizará um crescimento  louco de  valor nas pontas interconectadas. Porque, claro, se todas as  pontas  estão conectadas, cada uma com cada uma e cada uma a todas, as  pontas  deixam de ser pontos finais.</p>
<p>E o que nós, pontas, fazemos? Qualquer coisa que pode ser feita por qualquer um que quer mover bits.</p>
<p>Notou nosso orgulho em dizer “qualquer coisa” e “qualquer um”? Isso   decorre diretamente da arquitetura simples e burra da Internet.</p>
<p>Porque a Internet é um acordo, não pertence a nenhuma pessoa ou   grupo. Não às empresas estabelecidas que operam a espinha dorsal   (“backbone”). Não aos provedores que nos fornecem conexões. Não às   empresas de “hosting” que nos alugam servidores. Não às associações de   indústrias que acreditam que sua sobrevivência é ameaçada pelo que nós   outros fazemos na Internet. Não a qualquer governo, não interessa quão   sinceramente acredita que está tentando manter seus cidadãos seguros e   complacentes.</p>
<p>Conectar à Internet é concordar em crescer o valor na periferia. E aí   algo realmente interessante acontece. Todos estamos igualmente   conectados. A distância não importa. Os obstáculos desaparecem e pela   primeira vez a necessidade humana de conectar pode ser realizada sem   barreiras artificiais.</p>
<p>A Internet nos dá os meios de nos tornarmos um mundo de pontas pela primeira vez.</p></blockquote>
<p>Nos sabemos usar este ecossistema à nosso favor,  mas o establishment (<a href="../2010/04/23/acta-e-o-tripe-do-atraso/">Tripé do atraso</a>)  também sabe, ou melhor pode pagar para quem sabe trabalhar para ele.  Desde a campanha eleitoral, que venho afirmando categoricamente que a  Internet esta sofrendo um cerco técnico, altamente qualificado. São  verdadeiros profissionais que estão usando e analisando a estrutura da  rede e reduzindo comportamentos à modelos matemáticos, como um  derradeiro esforço para recuperar o poder do establishment, que vem se  diluindo rapidamente, e se não ficarmos atentos eles irão conseguir!</p>
<p>Os movimentos dos cercos técnicos, que é como chamo o movimento do establishment acima, atuam em diversas esferas, seja na <a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=5740">trollagem</a>,  ou seja na manipulação das percepções e também agora parecem estar  atacando como verdadeiros lobos em pele de cordeiro no sentido de  recentralizar a web. O bacana disto tudo é que as duas teses dos perigos  da recentralização vieram de meu filho, um típico representante da  geração digital, sinal de que esta geração esta atenta. A primeira tese é  o perigo das nuvens e agora os práticos serviços de download remoto de  torrents.</p>
<h3>Nuvens podem causar temporais</h3>
<p>A midiaticamente propalada computação nas nuvens vem aos poucos  mostrando a sua verdadeira face, que é a a de recentralizar o mundo de  pontas, eu nunca havia percebido isto até que um dia meu filho me  apresentou o <a href="http://www.onlive.com/">Onlive</a>,  um site de jogos nas nuvens que a partir do pagamento de uma  mensalidade permite que você jogue até mesmo a partir de um set top box  para a TV. A Som Livre também lançou um serviço nas nuvens, o <a href="http://www.escute.com/musicstore/">Escute</a>,  musicas com DRM que estão disponíveis por uma pequena mensalidade, uma  conveniência que pode aprisionar, basta que tenhamos dispositivos moveis  com custos de conexão mais baixos e velocidades mais altas, o próximo  passo poderia ser a redução da &#8220;desnecessária&#8221; memória dos mesmos em  detrimento da &#8220;performance&#8221;, isto sem contar da &#8220;<a href="http://macworldbrasil.uol.com.br/noticias/2011/04/26/consumidores-processam-apple-por-rastrear-usuarios-de-iphone-e-ipad/">conveniente</a>&#8221; conectividade permanente.</p>
<p>Bom, mas onde esta o problema disto? Imagine que a moda pegue, nossos  computadores voltariam a ser terminais quase burros, conectados à  inteligente e centralizada nuvem para a qual pagariamos mensalidades  para termos acesso à nossas produções, preferencialmente em formato  proprietário. Ou seja, a inteligência da rede migraria para o centro,  tornando-se vulnerável e mais facilmente controlável. José de Alcántara  disponibilizou o e-book &#8220;<a href="http://www.versvs.net/la-neutralidad-de-la-red/">La neutralidad de la Red</a>&#8221;  que dada a importância o disponibilizou sob a forma de domínio público,  abrindo mão de quaisquer direitos. Neste e-book Alcántara faz  exatamente esta abordagem, observem as topologias de rede abaixo:</p>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/05/topologias.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-660" title="topologias" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/05/topologias.png" alt="" width="537" height="337" /></a></p>
<p>No livro ele descreve que na rede centralizada, toda comunicação  passa necessáriamente por um ponto central, de modo que o  desaparecimento deste ponto irá desarticular totalmente a rede. A rede  descentralizada é compostas de várias redes centralizadas  interconectadas, entretanto a ruptura dos nós centrais das redes, ou a  desconexão destas irá facilmente desarticular toda a rede, por fim a  rede distribuída é radicalmente diferente das demais, não existe nó  central, e a supressão de um ou mais nós não afetara a comunicação de  forma alguma, esta é a Internet que temos hoje.</p>
<p>Jose também fala dos riscos da recentralização, apresentando-o como  os serviços, não só das nuvens, como podemos entender as redes sociais  privadas, APIs e protocolos fechados e proprietários, veja este trecho  do livro:</p>
<h4>La recentralización de la infraestructura</h4>
<blockquote><p>Aparte de los proveedores de acceso a Internet, cuyo  objetivo  principal es el de hacer valer su posición privilegiada  -actualmente son  la única puerta de acceso real a Internet- para  obtener un beneficio  desproporcionado, existe otro grupo de empresas  que pretenden  desequilibrar la balanza de la neutralidad de la Red a su  favor: se  trata de los grandes prestadores de servicios por Internet.</p>
<p>En esencia, estos prestadores de servicio actúan ofreciendo sus   computadoras al público general, de forma que éste utiliza la   infraestrectura como si de un servicio centralizado más se tratase, en   lo que se conoce por el nombre de Infraestructura como servicio (Iaas).<a name="tex2html54" href="http://lasindias.org/la-neutralidad-de-la-red#foot227"><sup>2.43</sup></a>.</p>
<p>Estos servicios de infraestructura centralizados funcionan de muy   diferente manera e incluyen desde los servicios de computación en la   nube,<a name="tex2html55" href="http://lasindias.org/la-neutralidad-de-la-red#foot147"><sup>2.44</sup></a> en los que el prestador de servicio alquila computadoras y potencia de   cálculo para el propósito que el cliente desee, hasta los servicios de   software centralizado en los que el prestador de servicio no sólo   centraliza la infraestructura sino también el software. En general,   tanto uno como otro disminuyen el grado de distribución de la Red.</p></blockquote>
<p>Acredito que tenha ficado mais claro o grande risco da  recentralização da rede, recomendo fortemente a leitura do e-book de  Alcántara.</p>
<h3>Centralizadores de torrents</h3>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/05/nuvemdomal.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-662" style="margin: 5px;" title="nuvemdomal" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/05/nuvemdomal-263x300.jpg" alt="" width="263" height="300" /></a>O genial protocolo P2P, que é a base fundamental para a manutenção da  liberdade na rede na construção de mecanismos anti-censura como  sistematizado <a href="https://www.eff.org/deeplinks/2010/12/constructive-direct-action-against-censorship">neste texto na EFF</a>.  Como citado no inicio deste texto, é um protocolo que permite a  transferência otimizada de uma grande massa de dados sem sobrecarregar  servidores e braços da rede. Com base neste protocolo surgiu o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/BitTorrent_%28protocol%29">BitTorrent</a> um protocolo de distribuição de arquivos. O BitTorrent funciona  basicamente assim: Para cada arquivo ele constroi um mapeamento e vai  capturando partes de arquivos de diversos usuários, os seeders. Todo  usuário ao mesmo tempo que baixa um arquivo por BitTorrent esta ao mesmo  tempo enviando partes dele para outros, quanto mais &#8220;seeders&#8221; mais  rapidamente os arquivos são transferidos.</p>
<p>Surge então o <a href="http://leechmonster.com/">LeechMonster</a>,  um &#8220;prático&#8221; serviço que baixa os torrents para você &#8220;anonimamente&#8221; e  permite que você posteriormente os baixe via http ou ftp em alta  velocidade. Um prático serviço a principio, mas veja que ele irá tirar  milhares de &#8220;seeders&#8221; e será apenas um &#8220;seeder&#8221;, e aos poucos justamente  por falta de &#8220;seeders&#8221; o serviço se tornará mais indispensável, e na  mesma proporção irá matar o BitTorrent que se tornará uma solução muito  lenta, recentralizando a rede mais uma vez.</p>
<p>Portanto, fique atento, não aceite &#8220;almoço gratis&#8221; com facilidade,  pense antes se ele vai ser uma alta conta a pagar no futuro&#8230;</p>
<p>Foto: a imagem do globo com as peças foi produzida por <a href="http://www.sxc.hu/profile/lusi">Sanja Gjenero</a></p>
<p>Postado originalmente no <a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=5814">Trezentos</a>.</p>

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		<title>A Cauda Longa do Jornalismo</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Feb 2011 09:45:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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<p>Esta é uma atualização de um artigo meu <a href="http://www.jornalistasdaweb.com.br/index.php?pag=displayConteudo&amp;idConteudoTipo=2&amp;idConteudo=3118#">publicado no Jornalistas da Web</a> em 2008.</p>
<p>É curioso como a humanidade tende a tratar transições e evoluções de  forma apocalíptica. Foi assim com a chegada do rádio, da TV, e não  poderia ser diferente com a Internet. O tema ficou em &#8220;banho maria&#8221; por  alguns anos, pois além de não haver uma penetração considerável, ainda  não haviam soluções que dessem margem ao jornalismo colaborativo, ou  melhor, ao <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Crowdsourcing" target="_blank">jornalismo crowdsourcing</a>.  Os anos se passaram, e a população conectada cresceu de forma  surpreendente. Nos Estados Unidos, 95% dos jovens estão conectados. No  Brasil, praticamente 50% da população acessa a Internet. Este  crescimento associado a ferramentas como blogs, microblogging,  fotoblogs, videoblogs, mapas, mashups e tudo isto potencializado pela  computação cada vez mais ubiqua, deu espaço a um novo jornalismo, ao  jornalismo crowdsourcing. E conseqüentemente ao interminável debate  entre o jornalismo tradicional e o jornalismo crowdsourcing. O primeiro  argumenta que o segundo é imaturo, e este, que o jornalismo tradicional é  jurássico.</p>
<p>É uma comparação impossível, é preciso levar em  consideração que uma grande mudança nas relações pessoais e econômicas  foi provocada pela Internet. Esta mudança foi sistematizada por <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Chris_Anderson_%28writer%29" target="_blank">Chris Anderson</a>, em seu best seller &#8220;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Cauda_Longa" target="_blank">A Cauda Longa</a>&#8220;.  A Internet possibilitou uma capilaridade nunca antes vista, atingindo  nichos renegados e muitas vezes totalmente desconhecidos. A principio, o  estudo de Anderson provocou surpresa, mostrando a todos que a cauda  longa é maior do que o mainstream, e engorda cada vez mais por conta  daqueles que viviam no mainstream e agora podem se juntar às suas  tribos. É preciso levar em conta que a imprensa tradicional esta focando  no mainstream, e que a imprensa social está focando na cauda longa.</p>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/01/imagem_artigo_caudalonga1.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-574" title="imagem_artigo_caudalonga1" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/01/imagem_artigo_caudalonga1.gif" alt="" width="470" height="301" /></a></p>
<p>É  como se os leitores de fanzines habitassem a cauda longa, e os leitores  dos grande jornais, a cabeça da cauda, o mainstream, e isto não quer  dizer que esta relação seja excludente. Na prática, a capilaridade da  Internet permitiu conectar nichos com interesses similares, formando os  meganichos, que habitam o inicio da cauda, próximo ao mainstream. Quanto  maior o nicho, mais genérica a informação. A tendência do crescimento  dos meganichos, tanto em quantidades, como em tamanho, provoca dois  movimentos na cauda: ela engorda e se alonga. Engorda por conta  crescimento dos meganichos, e se alonga por conta dos novos nichos que  surgem.</p>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/01/imagem_artigo_caudalonga2.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-575" title="imagem_artigo_caudalonga2" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/01/imagem_artigo_caudalonga2.gif" alt="" width="470" height="301" /></a></p>
<p>Existe  um outro elemento importante, que é a informação. Abundante no  ciberespaço, é o catalizador da evolução. O crowdsourcing é a  personificação desta evolução. O cidadão conectado tem pressa, muita  pressa. A <a href="http://entropia.blog.br/2007/12/16/a-instantaneidade-o-crowdsourcing-e-o-jornalismo-social/">instantaneidade</a> é o resultado, ele quer saber agora, o que  acontece agora, quer interagir com a noticia. O Jornalismo cidadão é  visto como ruído pelo público mainstream, mas é extremamente eficiente  para seus apreciadores, e isto a velha mídia precisa entender e estudar.</p>
<p><strong>A questão da confiabilidade</strong></p>
<p>Constantemente  a credibilidade do jornalismo social é posta em xeque, os veículos  tradicionais defendem que somente eles estão aptos a noticiarem com  credibilidade, e que o jornalismo social não é confiável. Trata-se de  uma meia verdade, uma vez que os veículos tradicionais cometem  verdadeiras gafes, como o caso do &#8220;<a href="http://a8000.blogspot.com/2007/09/homem-diminui-dedo-para-usar-iphone.html" target="_blank">Homem diminui o dedo para usar o iPhone</a>&#8220;, noticiado pelo <a href="http://www.estadao.com.br/" target="_blank">Estadão</a>.  A confiabilidade do jornalismo social é diretamente proporcional ao  número de fontes, ou a credibilidade conquistada por algumas delas. Um  grande número de fontes permite ao leitor avaliar por amostragem o que é  ou não confiável, e assim construir a sua percepção de confiabilidade  de algumas fontes. Muitos blogs publicam matérias de alta qualidade e  confiabilidade, uma vez que, para alguns, o blog é uma fonte de status  e/ou receita, e o leitor é o seu mais valioso ativo.</p>
<p>Em termos de número de fontes, velocidade e interação, o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Micro-blogging" target="_blank">microblogging</a> revelou-se um grande aliado do jornalismo social, e o <a href="http://twitter.com/caribe" target="_blank">Twitter</a> é de longe a mais popular ferramenta de microblogging. O caso do  incêndio na Califórnia foi notório, mas não o único coberto via Twitter.  A grande &#8220;sacada&#8221; é que em microblogging o texto é limitado a 140  caracteres e o <a href="http://boo-box.com/link/aff:submarinoid/uid:128026/tags:celular" target="_blank">celular</a> é uma potencial ferramenta jornalística. Textos via SMS para o Twitter, fotos e vídeos via email para o <a href="http://www.flickr.com/photos/buzzmakers" target="_blank">Flickr</a> e <a href="http://www.youtube.com/jccaribe" target="_blank">YouTube</a> respectivamente e, na outra ponta, temos a noticia em qualquer dispositivo. É o verdadeiro crowdsourcing jornalístico.</p>
<p><strong>Conectando os dois mundos</strong></p>
<p>Existem diversos projetos com o objetivo de conectar os dois mundos. O mais notório deles é o <a href="http://international.ohmynews.com/" target="_blank">OhmyNews</a>, um jornal colaborativo com &#8220;cara&#8221; de jornal. Outro projeto bem interessante é o <a href="http://paper.li/caribe" target="_blank">Paper.li</a>, que produz um jornal diário automático com base no que você e quem você segue tuitam, ou listas ou ainda tags específicas. Tem também o <a href="http://tabbloid.com/" target="_blank">Tabbloid</a> que produzr um Jornal em PDF de acordo com feeds específicos. No Brasil, temos o próprio Jornalistas da Web, o <a href="http://www.jornaldedebates.com.br/" target="_blank">Jornal de Debates</a> e as redes de blogs que estão se formando, numa tendência a universalizar o jornalismo crowdsourcing.</p>
<p>&nbsp;</p>

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		<title>Chega de Trololó parte 2</title>
		<link>http://entropia.blog.br/2010/10/27/chega-de-trololo-parte-2/</link>
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		<pubDate>Wed, 27 Oct 2010 16:50:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ <p>Mais fatos comparando os dois governos FHC+Serra X Lula+Dilma</p> <p> Veja o panfleto num tamanho maior! Via @IlustreBOB</p> <p>Related posts: A Internet sob cerco, os hackers não são o perigo real A singularidade das multidões Os perigos da recentralização do mundo de pontas </p>
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<p>Mais fatos comparando os dois governos FHC+Serra X Lula+Dilma</p>
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<a href="http://ilustrebob.com.br/wp-content/uploads/2010/10/Colocando-na-balan%C3%A7a-2-low-res.jpg">Veja o panfleto num tamanho maior!</a><br />
Via @<a href="http://twitter.com/ilustrebob">IlustreBOB</a></p>

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		<title>Desculpe, mas eu te enganei este tempo todo&#8230;</title>
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		<comments>http://entropia.blog.br/2010/09/30/desculpe-mas-eu-te-enganei-este-tempo-todo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 30 Sep 2010 05:03:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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<p>Quem não perde o chão com uma confissão destas? Dá logo um frio na barriga, a testa começa a transpirar, as mãos ficam geladas, a respiração forte e o coração parece querer sair pela boca. A expressão de incredulidade se mistura com a do ódio, o chão desaparece e você sai juntando os cacos, porque suas convicções acabaram de se despedaçar.</p>
<p>Se você passa dos trinta, só usa a Internet para funções básicas e costuma pautar suas opiniões pela mídia recomendo que pare de ler este post agora ou prepare seu coração para a revelação que vem a seguir.</p>
<p>Antes do advento da Internet quase todas as informações nos chegavam pela mídia, rádio, TV, jornais e revistas, e alguma informação exclusiva do papo de bar ou de algum amigo bem informado. Não existia comunicação em rede, a maioria das informações nos chegavam via veículos de massa. Nossas escolhas se davam entre poucos veículos, e a diversidade era praticamente nenhuma. Em linha gerais elegíamos nossos veículos de confiança e pronto, não existia como confronta-los para saber se determinada informação era plausível e correta ou não, tinhamos de confiar, éramos da <strong>geração cultura da confiança</strong>.</p>
<p>Para esta geração os assuntos giram em torno dos fatos apresentados pelos veículos da grande mídia, as opiniões sempre dadas por especialistas no tema, e raramente se questionava o grau de conhecimento dos especialistas e a imparcialidade do veículo, a geração da confiança acredita nos seus e pronto. Bastavam que dois veículos de confiança apresentassem a mesma posição à cerca de um tema e pronto, era a verdade absoluta!</p>
<p>Mas o quanto se pode confiar neles de fato? Para isto temos de voltar para o início da década de 60, quando houve o Golpe de 64. Muitos veículos foram úteis para criar um clima favorável ao Golpe, seja por inocência ou por interesse, e muitos veículos e grupos de comunicação cresceram exponencialmente durante a ditadura.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/KxpP5F7NF5g" frameborder="0" allowFullScreen="true"> </iframe></p>
<p>Dentro das estratégias dos golpistas, havia uma necessidade de levar rápida e eficientemente informação e entretenimento à maior parte da população, foi nesta época que foram instaladas o maior número de repetidoras de TV, e enquanto a venda dos aparelhos de TV disparavam o preço do aparelho despencava, a razão manifesta era para a nação torcer na copa da 70. Todos juntos vamos pra frente Brasil&#8230;. Brasil Ame-o ou deixe-o&#8230; Uma festa! mas a motivação latente, aquela que não se percebe de primeira, era manter o povo entretido e (de)informado enquanto as coisas aconteciam no alto comando lá no Planalto Central, e ninguém ouvisse os gritos vindo dos porões da ditadura ou questionasse suas motivações, tudo não passava de um maniqueismo fantasioso bem planejado para a implantação da Ditadura.</p>
<p>A estética sempre foi um fator aliado à confiança, veja por exemplo o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=LQee_J0K4BY">Manifesto porta na cara</a>, quanto melhor a estética maior a confiança, dai a necessidade de estabelecer um padrão de qualidade como nos mostra o documentário <a href="http://video.google.com/videoplay?docid=-570340003958234038#">Muito Além do Cidadão Kane</a>, a manutenção de um padrão de qualidade esta intimamente relacionado à seriedade e confiabilidade. Não vá me dizer que aquela revista semanal em papel couchê com fotos bem feitas, diagramação impecável e infográficos lindos não parece mais confiável que outra publicação feita em papel reciclado e com tinta a base de soja, e é justamente o contrário! Eu não quero dizer que não se tenha de investir na estética, mas é justamente neste caminho que os veículos se distanciam e o problema não é necessariamente a estética e sim a percepção, a relação latente que se tem com ela, e é ai que o Brasileiro entra bem. Esta relação com a estética, entretenimento e informação atuam na nossa subjetividade, é quase um canal subliminar para manipular-nos.</p>
<p>Estas estratégias aliadas a tantas outras que foram apontadas pelos grandes filósofos da comunicação transformaram a comunicação e uma arma, junte isto à <a href="http://www.youtube.com/watch?v=lgmTfPzLl4E">cultura de consumo</a> de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Victor_Lebow">Victor Lebow</a> e presto! Conseguimos tudo, o povo vai estar bem ocupado neste ciclo vazio e irracional e nos do poder podemos nos manter seguros onde estamos.  Se estes detentores do quarto poder tivessem um ataque de sinceridade eles falariam para você: <strong>Desculpe, mas eu te enganei este tempo todo&#8230;</strong></p>
<p>Sinto muito meu amigo, você chamava seu filho, sobrinho ou seja lá quem for de alienado só porque ele ou ela passavam muito tempo frente ao computador, agora vai ter de admitir que alienado era você, afinal acima de tudo também não via nada de errado em passar muito tempo em frente a TV ou lendo jornais coloridos e revistas em papel couchê não é?</p>
<p>Uma nova sociedade esta surgindo com o advento da Internet, esta maldita Internet segundo o <a href="http://entropia.blog.br/2010/04/23/acta-e-o-tripe-do-atraso/">tripé do atraso</a>, esta sociedade conectada não assiste muito TV, não gosta nem de jornais e nem de revistas, mas nem por isto é desinformada, é alias muito mais bem informada que você. Eles nasceram e cresceram no meio de uma tsunami de informação, dentro de uma cultura da abundância e entendem o ciberespaço como uma extensão de sua memória. Esta nova geração lê muito, aprende muito, debate muito, mas tudo na tela, no metaverso, no reverso da lógica e na contramão do passado. Não confiam em nada e nem ninguém, suas relações se dão por muitos laços fracos, suas convicções por muita desconfiança e suas amizades por afinidade ideológica. Como bom espécime da pós modernidade este novo individuo se permite mudar de opinião quantas vezes julgar necessário. A construção de seu conhecimento e sua subjetividade se dá através da comparação, faz uso da inteligência coletiva como se fosse sua, e no fim chegam a uma conclusão que pode mudar mais adiante sem culpas nem ressentimento, eles são a geração da <strong>cultura da desconfiança</strong>.</p>
<p>Por fim, a <a href="http://entropia.blog.br/2007/12/16/a-instantaneidade-o-crowdsourcing-e-o-jornalismo-social/">mídia como conhecemos precisa se reciclar</a>, ela sempre focou na mensagem média para o usuário médio padronizado, mas em tempos de cauda longa o que mais temos é a diversidade, clusters e mais clusters com participantes tão diferentes e ao mesmo tempo tão iguais e igualmente voláteis e nem tão volúveis como se imagina. Se a mídia não se reciclar ela se tornará obsoleta quando a geração da cultura da confiança for maioria, daqui pouco menos de duas décadas&#8230;</p>
<p>&#8212;</p>
<p>Recomendo a leitura do meu artigo: <a href="http://www.revista.espiritolivre.org/?p=625">A matriz de forças da sustentabilidade na página 37 da edição 17 da Espirito Livre</a>.</p>

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		<title>ACTA e o tripé do atraso</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Apr 2010 21:44:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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<div class="topsy_widget_data topsy_theme_mustard" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fentropia.blog.br%252F2010%252F04%252F23%252Facta-e-o-tripe-do-atraso%252F%22%2C%20%22shorturl%22%3A%20%22http%3A%2F%2Fbit.ly%2F9Uo4xt%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22ACTA%20e%20o%20trip%C3%A9%20do%20atraso%22%20%7D);"></div>
<p>Os <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Neo-Luddism">neoludistas</a> estão lutando pela manutenção dos valores &#8220;analógicos&#8221;, a industria do copyright briga para ampliar seu poder e a midia tenta a todo custo prorrogar a sua morte já anunciada. Este três grupos atacam compulsivamente seu maior inimigo, que é ao mesmo tempo a maior invenção de todos os tempos: a Internet. Tudo por causa de uma <a href="http://blogcidadao.wordpress.com/2007/10/17/o-incrivel-bicho-papao-tecnologico/">ambição miope</a> que se resume em manter-se na &#8220;zona de conforto&#8221;.</p>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/FrameBreaking-1812.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-369" style="margin: 10px;" title="FrameBreaking-1812" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/FrameBreaking-1812-300x287.jpg" alt="" width="300" height="287" /></a>Os neoludistas não significam uma organização estruturada para manter os &#8220;velhos valores&#8221; em detrimento da tecnologia, é na verdade um conjunto não organizado de pessoas (políticos, juristas, empresários e até mesmo cidadãos comuns)  que possuem um alinhamento ideológico neoludista, e que exercem sua influência e são influenciados com base na <a href="http://blogcidadao.wordpress.com/2007/10/17/o-incrivel-bicho-papao-tecnologico/">ignorância tecnológica</a> intencional ou não. A indústria do copyright vem compulsivamente atirando no próprio pé desde o momento da popularização da Internet, transformando seus consumidores em vitimas do próprio consumo.  Na tentativa de manter seu super ultra lucrativo modelo de negócios, a indústria do copyright procura posicionar-se acima de qualquer mortal estendendo seus tentáculos além dos direitos fundamentais e civis. Enquanto morre de dentro para fora, a midia vem tentando sobreviver num momento em que o jornalismo atinge sua melhor fase, é a implosão anunciada. Esta para se manter viva alinha-se com a indústria do copyright , fornecendo munição para os neoludistas atacarem os conectados que já são maioria no Brasil (<a href="http://www.cetic.br/usuarios/tic/2009-total-brasil/rel-int-01.htm">já que em 2009 eram 45%</a>), isto num ciclo interminável a ponto de não se conseguir saber mais onde tudo começou ou até mesmo quem influencia quem.</p>
<p>Os neoludistas, a indústria do copyright e a mídia formam o <strong>tripé do atraso</strong>, uma estrutura poderosa que sustenta o atraso que assola principalmente o terceiro mundo.</p>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/nobredecadente.gif"><img class="size-medium wp-image-368 alignleft" style="margin: 10px;" title="Nobre decadente" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/nobredecadente-300x188.gif" alt="" width="300" height="188" /></a></p>
<p>Pela ótica dos conectados é como se o tripé do atraso fosse o nobre decadente, que ainda se sente provido de poder e credibilidade com base em velhos dogmas e valores que aos poucos vão sendo suplantados, o resultado disto é uma exposição caricata de um ícone do passado. O tripé do atraso recusa-se a adaptar-se aos novos valores, acredita ainda ter poder para muda-los ou ignorá-los, propala um discurso patético que começa a fazer sentido somente para mentes conservadoras do próprio tripé, encerrando o discurso dentro do espaço do emissor retro alimentando-o. O tripé do atraso ainda enxerga as estruturas verticalmente, acredita que eles é quem produzem cultura, e não o povo. Não fazem a menor idéia do que seja a inteligência coletiva, que vem constantemente desmascarando as tentativas manipulatórias da mídia. Ainda pensam que existe alguém por trás disto, e não uma multidão como de fato é. O tripé do atraso ainda enxerga as velhas formas de comunicação, um emissor e muitos receptores, ignoram a comunicação em rede, obviamente porque não enxergam estruturas verticais e ainda buscam lideranças em tudo que combatem.</p>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/caveirapiratas.jpg"><img class="size-medium wp-image-367 alignright" style="margin: 10px;" title="caveirapiratas" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/caveirapiratas-300x244.jpg" alt="" width="300" height="244" /></a></p>
<p>Na prática não podemos subestimar o tripé do atraso, eles são poderosos e não estão tão por fora da cultura digital como imaginamos, a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Convention_on_Cybercrime">Convenção de Budapeste</a>, o <a href="http://meganao.wordpress.com/o-mega-nao/o-que-combatemos/">AI5 digital</a> e o ACTA [<a href="http://diplo.org.br/Dossie-ACTA-para-desvendar-a">1</a>],[<a href="http://www.outraspalavras.net/?p=1098">2</a>],[<a href="http://a2kbrasil.org.br/Texto-do-ACTA-e-publicado-sem-as">3</a>] e [<a href="http://xocensura.wordpress.com/?s=acta">4</a>] são indícios de que eles estão sendo assessorados por quem sabe. Em linhas gerais querem criminalizar a Internet como conhecemos, transformando-nos em criminosos do dia para a noite. Legislações deste tipo darão um tremendo aborrecimento e trarão um terrível atraso e um nível insuportável de controle.</p>
<p>O Ciberativismo da sociedade conectada no Brasil <a href="http://entropia.blog.br/2010/04/14/a-revolucao-nao-esta-sendo-televisionada/">conseguiu paralisar a tramitação do AI5 digital</a>, o Itamarati já se posicionou que não assina convenções de que não participa de sua elaboração, apesar disto, a <a href="http://www.iprofesional.com/notas/96532-La-Argentina-adhiere-a-una-convencion-sobre-ciberdelito.html">Argentina assinou a convenção de Budapeste</a>, mas ainda falta a decisão tramitar no congresso de lá, torceremos para que os ciberativistas Argentinos saibam se mobilizar para bloquear isto.</p>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/noactaselo.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-370" style="margin: 10px;" title="noactaselo" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/noactaselo.gif" alt="" width="170" height="320" /></a>O caráter secreto do ACTA, assim como foi com o AI5 digital no inicio, é um dos fatores mais preocupantes. Pelo que foi divulgado e vazado anteriormente, o ACTA pretende justamente mudar os valores citados acima para alegria dos neoludistas, fazendo voltar tudo como era antes, a figura do intermediário, o controle da produção e a volta da economia da escassez, uma vez que as maliciosas cláusulas do ACTA irão literalmente acabar com o remix, com a criação, e principalmente com a liberdade na rede, senão com a própria rede.</p>
<p>Somos uma das nações mais promissoras em termos de cultura digital, temos um povo criativo, e livres seremos imbativeis, imagina unidos com nossos irmãos latinos, alias já deveríamos ter feito esta união há muito tempo. Temos três trunfos em andamento que temos de participar, pois o <a href="http://culturadigital.br/marcocivil/">Marco Civil</a> servirá de barreira contra o ACTA (temos de corrigir o que precisa ser corrigido), juntamente com a <a href="http://culturadigital.org.br/site/lda">Reforma da Lei de Direito Autoral</a>, e por fim o <a href="http://www.mc.gov.br/plano-nacional-para-banda-larga">Plano nacional de Banda larga</a> irá proporcionar uma intensa aceleração da inclusão e alfabetização digital, facilitando ainda mais nossa resistência.</p>
<p>Formar uma rede popular de resistência ao ACTA esta sendo um grande desafio, esta rede terá de ser muito grande e terá de atravessar fronteiras, acredito que a partir deste momento esta sendo formada a rede mundial de ciberativismo contra o ACTA, vamos mostrar mais uma vez que a globalização social foi muito mais efetiva do que a globalização econômica, e que precisamos cada vez menos de intermediários.  Você pode não estar percebendo ainda, mas estamos caminhando pelo tabuleiro, onde a jogada final irá colocar em xeque o modelo econômico atual, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=OHMvknT_uk4">os sinais já estão por ai</a>, o momento agora é de leitura e debate, vamos entender o que é o ACTA, e agir com Sun Tzu fala em seu livro a arte da guerra: <strong><em>Se você conhecer a si mesmo e a seu inimigo nunca perderá a guerra</em></strong>. A corrida já começou, é a corrida do conhecimento, esta esperando o que?</p>
<p>Este post é uma resposta tardia à convocação para a <a href="http://meganao.wordpress.com/2010/04/20/stop-acta-convocacao-para-blogagem-coletiva/">blogagem coletiva contra o ACTA</a>.</p>
<p>Créditos das fotos</p>
<ul>
<li><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Luddismo">Luddistas &#8211; Wikipedia</a></li>
<li><a href="http://www.gutenberg.org/wiki/Main_Page">Nobres decadentes &#8211; Projeto Gutemberg</a></li>
<li><a href="http://www.sxc.hu/profile/penywise">Caveira pirata &#8211; Dani Simmonds</a></li>
</ul>

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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Seu site por R$ 199,90</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Apr 2010 03:22:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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<p>Certo dia, após uma breve leitura dos classificado de Informática, um  determinado empresário decide que esta na hora de ter sua presença na  internet, e liga para um anuncio que lhe chamou a atenção: “<strong>Seu  site por R$ 199,90</strong>“</p>
<blockquote><p>Empresário: &#8211; Alô ?<br />
Empresário: &#8211; De onde fala?<br />
Anunciante: &#8211; Ô tio, é o Marcão, o webdesigner.<br />
Empresário: &#8211; Marcão, eu vi seu anuncio que você promove empresas na  Internet.<br />
Anunciante: &#8211; Ô tiozão é isso mesmo, meu trabalho é bom e barato. Faço  um site irado e ainda divulgo ele pela web.<br />
Empresário: &#8211; E tudo isto por R$ 199,90?<br />
Anunciante: &#8211; Tio, este é o preço justo, mais que isto é um roubo. Estas  empresas  cobram uma grana  porque são mercenárias,  meu serviço é  irado.<br />
Empresário: &#8211; Mas vai ficar bom?<br />
Anunciante: &#8211; Tio, vamos usar tudo que é novidade:  AJAX, XHTML, Flash,  CSS e ainda vamo botá&#8221; um AdSensezinho.<br />
Empresário: &#8211; E vão divulgar?<br />
Anunciante: &#8211; Tio, webmarketing é nois! Tenho 10 milhões de e-mails  cadastrados, a gente avisa a todo mudo do seu site. Vai ser show!<br />
Empresário: &#8211; Ok, tá fechado.</p>
<p>Empresário pensa: &#8211; <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/AJAX_%28programa%C3%A7%C3%A3o%29">AJAX</a> para que? Será que precisa limpar o monitor?</p></blockquote>
<p>Diariamente, empresários mal informados são vitimas destes amadores.  Ferramentas de publicação na internet são cada dia mais interativas e  fáceis de usar, levando ao mercado uma enxurrada de curiosos  despreparados.</p>
<p>Para o mercado profissional isto não é novidade, me lembro dos idos  tempos de formação do <a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=44770">PROMIT</a> em 96, que este problema já existia. Alias o amadorismo é um problema  recorrente em nossa sociedade, já nos habituamos à informalidade, temos  amadores em basicamente todas as áreas. Com certeza ninguém se  submeteria à uma cirurgia com um médico amador, mas constroem casas com  base no know how prático de profissionais de construção, ou consertam  seus carros com o quebra galho da esquina que também faz manutenção no  aquecedor de gás.</p>
<p>Serviços amadores podem dar certo, o paciente pode sobreviver, a casa  pode não cair, o carro e o aquecedor podem não colocar vidas em risco,  mas não deixa de ser uma roleta russa. Para alguns  um risco calculado,  para a maioria pura ignorância.</p>
<p>Por que na hora da presença na internet isto tem de ser diferente?  Alguns podem argumentar que muitos clientes simplesmente não necessitam  de algo além do “site a R$ 199,90″. Pode até ser, mas estamos vivendo  cada vez mais conectados, e os tempos do “web site corporativo estático”  já eram. Hoje é preciso participar, interagir e relacionar. Um site  estático esta condenado à invisibilidade digital, se não possui valor  agregado e não presta nenhum serviço à seus visitantes então é um  natimorto.</p>
<p>Ainda é comum as empresas delegarem assuntos de internet para seus  departamentos de TI, mas existe uma tendência crescente de empresas que  passaram seus assuntos de internet à seus departamentos de marketing. É  preciso encarar um projeto de internet como um investimento, que irá  proporcionar um retorno (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Return_on_Investment">ROI</a>)  de 300% em um ano,  segundo a <a href="http://www.closed-loop-marketing.com/">Closed  Loop Marketing</a>. Obviamente este ROI não é uma afirmativa, e sim uma  probabilidade que tem como  componentes mais importantes quem contrata e  quem é contratado. Internet hoje em dia é assunto do departamento de  marketing das corporações, e deve ser tratado com empresas  especializadas em marketing digital, desta forma um ROI de 300% torna-se  bem plausível.</p>
<p>Segundo a pesquisa “Business to business survey 2007″ da <a href="http://www.enquiroresearch.com/">Enquiro</a>,  83% das empresas usam a Internet para localizar potenciais  fornecedores. Um site bem construído  é “achavel”, “usável”  e  “acessível”, para isto é necessário uma equipe especializada e não mais  um profissional que sozinho produza todo resultado. Gerente de projetos,  Arquiteto de informação, Webdesigner com enfase em webstandards,  webdeveloper com ênfase em aplicações client e server side, Gerente de  Marketing digital com ênfase em SEO, além de outros especialistas formam  uma equipe para desenvolver um projeto de internet de resultados, e  você ainda acha que dá para fazer isto tudo à R$ 199,90 ?</p>

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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>A Campus Party que todo mundo vê, mas poucos enxergam</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Apr 2010 21:00:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Cibercultura]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Economia 2.0]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Exercício futurista]]></category>
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<div class="topsy_widget_data topsy_theme_mustard" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fentropia.blog.br%252F2010%252F04%252F03%252Fa-campus-party-que-todo-mundo-ve-mas-poucos-enxergam%252F%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22A%20Campus%20Party%20que%20todo%20mundo%20v%C3%AA%2C%20mas%20poucos%20enxergam%22%20%7D);"></div>
<p>Decidi fazer este post como um exercício, venho enfrentando um momento estranho, parece que perdi momentâneamente minha habilidade com a escrita, talvez seja porque tenho convivido com dinossauros mais do que o tolerável, tenho participado de reuniões onde as pessoas possuem pastas com email impresso!</p>
<p>Para tentar resgatar o meu verdadeiro eu, decidi me internar na Campus Party 2010. Fui convidado para uma <a href="http://blip.tv/file/3140656">palestra</a> no <a href="http://www.campus-party.com.br/campus-forum.html">Campus Forum</a> na terça (26/01) e aproveitei para ficar até sábado (30/01), foi ótimo, revi gente conectada, gente do meu mundo e pude voltar a sentir o sabor da evolução, o frescor da brisa tecnológica e o calor humano de uma rede de pessoas. Foram momentos de extremo prazer, conversas produtivas, palestras, planos e celebrações, tudo girando em torno de um só tema, a sociedade conectada e o futuro do Brasil.</p>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/Cparty10MarcoCivil021.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-323" title="Marco Civil Campus Party" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/Cparty10MarcoCivil021-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<h2>O que todo mundo vê e poucos enxergam?</h2>
<p>Esta foi a terceira edição da Campus Party, e cada edição possui características marcantes, esta por exemplo estava muito focada em cibercultura e aspectos legais e operacionais da Internet. Mas um pequeno detalhes estava o tempo todo pulando na cara de todo mundo, seja nos slogans, nas falas, no material, nos banners e no <a href="http://blog.campus-party.com.br/index.php/campus-party-brasil/">site oficial</a>: <strong>A Internet é uma rede de pessoas.</strong></p>
<p><strong><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/DSC03178.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-318" title="Campus Party" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/DSC03178-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><br />
</strong></p>
<p>Bom se esta frase não tem nenhum significado a mais para você, é porque você é um dos que viu e não enxergou, mas não se preocupe, muitos não enxergaram. O fato de afirmar que a Internet é uma rede de pessoas contraria o mantra midiatico de que a Internet é uma rede de computadores, a Internet já deixou de ser uma rede de computadores há quase 10 anos.</p>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/DSC03190.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-319" title="Campus Party camping" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/DSC03190-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>A afirmativa de que a Internet é uma rede de pessoas subverte o conceito anterior de que a internet é uma rede de computadores, assim como hoje estamos na era da participação que subverteu o conceito da era da informação, mas curiosamente ambos os conceitos ultrapassados são ainda utilizados pela nossa jurássica mídia.</p>
<p>Em outras palavras, a questão tecnológica da Internet já se naturalizou, de forma que é naturalmente ignorada pelo o usuário de tal forma que este já enxerga diretamente a parte social da rede. Nem mesmo a velha frase que diz que a Internet é uma rede de pessoas mediada por computador é mais uma afirmativa indiscutível, com o crescimento da ubiquidade do acesso fica difícil definir o que é de fato computador, um celular é um computador? Neste caso a rede poderia ser definida como uma rede de pessoas mediada por dispositivos conectáveis, mesmo assim esta afirmativa, apesar de correta, coloca uma barreira no seu entendimento, em um momento que a invisibilidade da tecnologia se faz necessária para dar valor ao aspecto humano da rede.</p>
<p>Há dois anos fiz uma <a href="http://entropia.blog.br/2008/03/16/o-novo-geek-e-maslow/">análise da pirâmide da pirâmide de Maslow aplicada as mídias sociais</a>, que orgulhosamente apelido de pirâmide de Caribé ou hierarquia das necessidades em mídias sociais. Nesta analise eu estabeleço que os dois primeiros degraus da pirâmide são o conhecimento tecnológico e o acesso, mas se olharmos pela ótica que venho tecendo acima, podemos dizer que na verdade a pirâmide esta se transformando em um losango, uma vez que estes dois primeiros degraus estão ficando cada dia mais invisíveis, o que de certa forma acelera a tão desejada &#8220;alfabetização digital&#8221;.<br />
<a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/piramidelosangouso.png"><img class="aligncenter size-large wp-image-328" title="piramidelosangouso" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/piramidelosangouso-1024x500.png" alt="" width="600" height="293" /></a><br />
Não tirando a questão tecnológica da Campus Party, afinal é sim de certa forma a tecnologia em seus diferentes niveis de visibilidade que as pessoas buscam encontrar no evento, mas principalmente as pessoas buscam encontrar pessoas, a Campus Party é na verdade uma grande rede social ao vivo de pessoas conectadas, uma tangibilização da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cauda_Longa">cauda longa</a>, um encontro de muitas tribos que habitam o ciberespaço e este planeta chamado terra, pense nisto.</p>
<h2>A miopia universitária</h2>
<p>Pouco antes da Campus Party, conversando com um amigo, o <a href="http://twitter.com/quimbanda">Ronald Stresser</a>, ele comentou que estava pensando em fazer um curso mais específico de mídias sociais, e respondi quase de imediato que a Campus Party era o melhor curso de mídias sociais que ele poderia fazer, foi uma resposta daquelas &#8220;bate pronto&#8221; e depois comecei a pensar no que falei e vi que havia acertado na mosca.</p>
<p>Na Campus Party vivencia-se a cultura digital o tempo todo, é um paraiso para etnografos, profissionais e pesquisadores de comunicação e alias qualquer área profissional que de alguma forma envolva a Internet. Neste ano tivemos dezenas de palestras, com temas diversos e riquissimos, encontro dos cerebros da cibercultura brasileira, dos ativistas, legisladores e parlamentares da liberdade na rede, visita de presidenciaveis, debates de software livre, jogos, midias sociais, musica, video, multimidia, robotica, casemod e um monte de outras coisas. Na Campus Party você faz parte do contexto e não apenas lê sobre ele, o aspecto informal do evento reflete a informalidade e a liberdade da rede, onde você vai alem do livro, pode interagir com os autores, e isto não tem preço.</p>
<p>Mas onde estão as caravanas organizadas pelas universidades? Imagine o valor para uma faculdade de Direito em participar dos debates a cerca do Marco Civil, assistir à uma palestra do Lessig e de quebra ainda conversar com varios juristas, parlamentares, e representantes da sociedade civil que se fizeram presentes? Imagine o valor para uma faculdade de Comunicação participar de debates sobre cibercultura com os maiores estudiosos da área no Brasil? Ou quem sabe as faculdades de Pedagogia participarem da discussão a cerca do novo modelo de Universidade levantado pela pesquisadora <a href="http://twitter.com/ivanabentes">Ivana Bentes</a>?</p>
<p>Poderia enumerar dezenas de outros casos, eu nem falei da área técnica, mas foi de propósito, mas pergunto: Afinal porque as universidades ainda sofrem do mal de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADsifo">Sísifo</a>, e continuam seguindo o mesmo caminho secular ao invés de apresentar novas propostas e desafios?</p>

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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Cluetrain 10 anos depois</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Apr 2010 04:09:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cibercultura]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
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<p><em>Este artigo é uma tradução livre do artigo “<a title="Artigo  original em Inglês" href="http://experiencecurve.com/archives/the-clue-train-10-years-on">The  Clue Train 10 years on</a>” de <a title="Twitter de Karl Long" href="http://twitter.com/karllong">Karl  long</a>, com a devida autorização do autor.</em></p>
<p>O <a title="Leia o manifesto Cluetrain" href="http://cluetrain.com/portuguese/index.html">manifesto  cluetrain</a>, um livro concebido 10 anos atrás, previu e descreveu  muitas das forças que foram disruptivas na economia, ativadas através da  web 2.0.</p>
<blockquote><p>Uma poderosa conversação global começou. Através da  Internet, pessoas estão descobrindo e inventando novas maneiras de  compartilhar rapidamente conhecimento relevante. Como um resultado  direto, mercados estão ficando mais espertos-e mais espertos que a  maioria das empresas.</p></blockquote>
<p>O ponto “mercados são conversações” sempre foi verdadeiro, mas o  impacto desta afirmação foi realizada bem lentamente pelos negócios  através dos últimos 10 anos. Fantásticamente, os conselhos e os insights  deste livro ainda continuam válidos, embora o tom seja um pouco  polêmico neste ponto, entretanto, ninguém mais precisa ser convencido a  cerca das verdades traçadas neste livro.</p>
<p>Houve recentemente um evento em New York para discutir a relevância  do manifesto cluetrain 10 anos, que foi <a title="Veja a cobertura de  Josh Bernoff - Em Inglês" href="http://blogs.forrester.com/charleneli/2008/02/cluetrain-rev-1.html">blogado  ao vivo por Josh Bernoff da Forrester</a>. Nesta conferência <a title="Blog de Doc Searls" href="http://blogs.law.harvard.edu/doc/">Doc  Searls</a> usou poucas palavras para falar de publicidade, o que  acredito não ser nenhuma novidade, mas pensei em como as empresas e  agências ainda estão viciados nos formatos incrementalmente ineficientes  e decadentes, e que ainda não acreditam no que Doc falou:</p>
<ol>
<li>A publicidade como conhecemos ira acabar.</li>
<li>Pessoas arrebanhadas em jardins emparedados e que acham que isto as  colocam em uma sociedade, verão como isto é um absurdo. (Facebook, Orkut  são exemplos.)</li>
<li>Nos iremos constatar que os mais importantes produtores são aquelas  que costumamos chamar de consumidores.</li>
<li>O valor da cadeia será substituído pelo valor da constelação.  (muitas conexões).</li>
<li>“Qual o seu modelo de negócios?” não será mais a pergunta  para  tudo. (Qual o modelo de negócios para suas crianças?)</li>
<li>Nos iremos fazer dinheiro maximizando o “efeito porque”.(”Efeito  porque” é o que acontece quando você faz mais dinheiro porque há alguma  coisa mais com ele) Ex: Pesquisar e blogar.</li>
<li>Nos teremos a habilidade de gerenciar as empresas da mesma forma  como elas nos gerenciam hoje. (Acordos entre empresas e consumidores não  serão mais favoráveis às empresas.) Na Escola de Direito de Harvard  eles chamam isto de VRM &#8211; Vendor Relationship Management, onde Doc  Searls esta trabalhando no <a title="Projeto VRM - Em Inglês" href="http://cyber.law.harvard.edu/projectvrm/Main_Page">projeto  VRM</a>.</li>
<li>Nos iremos casar a web viva com o valor da constelação. (A web viva  não é apenas sobre estrelas. Relacionamentos de todos com todos.)</li>
</ol>
<p>No caso da publicidade em redes sociais, dê uma lida no artigo da <a title="Leia o artigo na Business Week - Em Inglês" href="http://www.businessweek.com/magazine/content/08_07/b4071054390809.htm">Business  Week</a> sobre a eficiência da publicidade em redes sociais.</p>
<blockquote><p>Profissionais de marketing falam que pelo menos 4 em  10.000 pessoas que visualizam suas campanhas em sites de redes sociais  clicam nelas.</p></blockquote>
<p>Voltando ao tema “mercados são conversações” seguramente na pior das  hipótese é uma publicidade falsa, sem autenticidade, monólogo,  porque  empresas tem pavor de manter uma conversação, é isto que as pessoas  percebem? O que elas percebem? Provavelmente o volume de publicidade,  será que a melhor destas campanhas pode provocar ao menos uma centelha  de conversação?</p>
<p>Então me diga que mecanismos a sua agência de propaganda proporciona  para ajudar a “continuar a conversação” ?</p>
<p>Fonte: <a href="http://experiencecurve.com/archives/the-clue-train-10-years-on">The  Clue Train 10 years on at ExperienceCurve</a></p>

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