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	<title>Entropia ! &#187; Cibercultura</title>
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		<title>A singularidade das multidões</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Aug 2011 03:19:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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<blockquote><p><span style="font-size: small;"><em><strong>multidão</strong></em></span><span style="font-size: x-small;"><em> (latim multitudo, -inis) s. f.</em></span></p>
<ol>
<li><span style="font-size: x-small;"><em>Grande número de pessoas (ou de coisas).</em></span></li>
<li><span style="font-size: x-small;"><em>Aglomeração; montão.</em></span></li>
<li><span style="font-size: x-small;"><em>Povo; populacho; turba.</em></span></li>
</ol>
</blockquote>
<p>Ao pensarmos em multidão imaginamos o caos, desorganização, confusão, contra produção. Assim foi por muitos anos no espaço da racionalidade. Práticas educacionais e corporativas buscaram na padronização o caminho para o progresso, alinhados à cultura da produção em massa da Revolução Industrial. Até mesmo o lema da nossa bandeira: Ordem e Progresso; parece nos remeter a esta lógica, uma lógica profundamente entremeada nos valores e princípios da sociedade do século XX. Praticamente uma verdade absoluta e intangível que serviu de base para a construção das estruturas sociais e organizacionais até então conhecidas: Hierarquia vertical, comando em cascata, broadcasting e o gênio solitário.</p>
<div id="attachment_713" class="wp-caption aligncenter" style="width: 730px"><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/08/multidao.jpg"><img class="size-full wp-image-713" title="multidao" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/08/multidao.jpg" alt="" width="720" height="356" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Afonso Lima</p></div>
<p>No final do século XX, os EUA abriram a Internet à humanidade, até então uma infra-estrutura tecnológica em rede que servia para a comunicação e armazenamento de dados entre acadêmicos e militares. <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tim_Berners-Lee">Tim Berners-Lee</a> adicionou à esta camada uma nova camada de comunicação, a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Www">WWW</a>. A apropriação da <a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=6287">WWW livre</a> e a consolidação dos conceitos de usabilidade e acessibilidade, pavimentaram o que hoje chamamos de web 2.0. Se observarmos “fora da caixa”, tudo que evoluiu na verdade configurou na redução da curva de aprendizagem, e consequentemente facilitou enormemente o acesso, tornando as camadas tecnológicas da rede invisíveis. A partir dai a Internet transformou-se em uma rede de pessoas, iniciando um processo sem retorno de profundas mudanças em todas as esferas da sociedade.</p>
<h2>Crowdsourcing, as multidões fazendo acontecer</h2>
<p>O Software Livre é sem dúvida nenhuma o caso mais notável de crowdsourcing. É uma construção caótica de software, com uma organização sem lideres, e sem hierarquias, jogando por terra valores e princípios “inegociáveis” do século passado. Muitos ainda não entendem como é possível produzir desta forma, outros tantos nunca irão entender, pois teriam de destituir-se de velhos e sedimentados princípios e valores, e muita gente não esta disposta à isto. Ainda são do tempo do “Em time que esta ganhando não se mexe”, azar o deles? Não, esta resistência à mudança tem sido a mola mestra do <a href="http://va.mu/DtV">ACTA</a> e outras práticas daninhas à rede como o <a href="http://meganao.wordpress.com/o-mega-nao/o-que-combatemos/">AI5 digital</a>. Estes <a href="http://entropia.blog.br/2010/04/23/acta-e-o-tripe-do-atraso/">neoludistas</a> enxergam a Internet como uma ameaça, e nós como uma oportunidade única. <strong>Estamos em rota de colisão</strong>.</p>
<p>A nosso favor estão as pessoas de mente aberta, como o Rob McEwen CEO da <a href="http://va.mu/Dtc">GoldCorp</a>, uma mina de ouro Canadense, que em 1999 estava à beira da falência. Depois de encantar-se pelo espírito livre e desbravador do Linux, que ele assistiu em uma conferência no MIT. Apesar de seus funcionários e especialista dizerem que não era mais possível extrair ouro da mina, ele acreditou que alguém poderia ter a solução. McEwen criou o concurso <a href="http://www.goldcorp.com/_resources/news_releases/2002/02-18-02.pdf: 503918www.goldcorp.com/_resources/news_releases/2002/02-18-02.pdf">Goldcorp Challenge</a>, que prometia distribuir U$575.000 aos que tivessem as melhores idéias para extrair ouro. Rob compartilhou dados secretos, como plantas, mapas, estudos e tudo mais que fosse necessário. O resultado do concurso foi fantástico, além da economia, equivalente a três anos de funcionamento, foram identificados 110 pontos de extração, e metade deles jamais haviam sido identificados pela Empresa. A GoldCorp pulou de um faturamento de U$ 100 milhões por ano para U$ 2 bilhões.</p>
<p>O caso da GoldCorp é emblemático porque é um caso que os analógicos entendem, é um exemplo incontestável do poder das multidões. Outros casos interessantes estão se construindo à nossa volta, como os diversos projetos de crowdfunding, onde indivíduos investem e decidem coletivamente como o capital será aplicado. A Wikipedia é outro caso fantástico, bem como as próprias redes sociais, elas não são nada sem nossa participação, sem nos o Facebook, Orkut, Youtube e outros não seriam nada, apenas uma boa idéia. E o mais incrível e que continuamos a agregar valor à estas redes, pois não visamos o retorno material, nossas motivações são outras. O documentário <a href="http://va.mu/DtM">Us Now</a> nos mostra vários casos de crowdsourcing, até mesmo um time de futebol, o <a href="http://va.mu/Dtj">Ebbsfleet united</a>, com mais de 30 mil donos e técnicos que decidem de forma colaborativa até mesmo a escalação do time. Us Now também mostra exemplos de auto-organização que apontam para novas formas de governo, de democracia participativa.</p>
<p>Na esfera do governo, temos projetos inovadores no Brasil, como as consultas públicas do <a href="http://va.mu/Dtl">Marco Civil da Internet</a> , <a href="http://va.mu/Dtn">Reforma da Lei de Direito Autoral</a> e outras. Estas consultas foram feitas de forma livre à população pela Internet, um caso digno de registro de crowdsourcing no processo legislativo. Por falar em processo legislativo, temos também no Brasil o <a href="http://edemocracia.camara.gov.br/">e-Democracia</a>, uma rede social ligada à <a href="http://www.camara.gov.br">Câmara dos Deputados</a>, que permite discutir temas em destaques e propor novos temas para debate. Ainda não temos nenhum projeto de colaboração como o <a href="http://va.mu/Dtz">Challenge</a> Americano, onde diferentes órgãos do governo, apresentam problemas à sociedade e recompensam financeiramente àqueles que apresentam as melhores soluções.</p>
<p>O <a href="http://www.crowdsourcing.org/">Crowdsourcing.org</a>  é uma rede social especializada no crowdsourcing, e identifica basicamente sete grupos de estudo do tema:</p>
<ul>
<li>Crowdfounding – Financiamento coletivo;</li>
<li>Cloud Labor (Trabalho em nuvem) – Aproveitamento de grupos virtuais de trabalho, disponíveis sob demanada para a realização de tarefas e projetos;</li>
<li>Collective Creativity (Criatividade coletiva) – Uso de grupos de talentos para desenvolvimento original de arte, design, mídia e conteúdo;</li>
<li>Open Innovation (Inovação aberta) – Uso de fontes externas à entidade ou grupo para gerar, desenvolver e implementar ideias;</li>
<li>Collective Knowledge (Conhecimento coletivo) – Desenvolvimento de células de conhecimento e informação a partir de grupos distribuidos de colaboradores;</li>
<li>Community Building (Construção de comunidades) – Desenvolvimento de comunidades através de grupos que compartilhem das mesmas paixões;</li>
<li>Civic Engagement (Engajamento cívico) &#8211; As ações coletivas que tratem de questões de interesse público.</li>
</ul>
<p>Como vemos, ainda estamos começando a usar o poder das multidões, as pessoas estão começando a entender que juntas possuem um poder ilimitado, que não dependem dos intermediários e representantes. Governos e corporações também estão entendendo&#8230;</p>
<h2>Individuo coletivo</h2>
<p>Nos meus tempos de criança acreditávamos na figura do gênio solitário, filmes e desenhos animados nos mostravam cientistas isolados do mundo e acompanhados de um assistente burro, uma bela metáfora. É impressionante, mas hoje em dia muita gente ainda acredita no gênio solitário, tivemos nossas subjetividades subjugadas como sempre. Felizmente o mito do gênio solitário esta sendo derrubado nos tempos digitais do século XXI, avise aos &#8220;analógicos&#8221; da sociedade! Scott Berkun, ex-engenheiro da Microsoft, em seu livro &#8220;<a href="http://www.amazon.com/gp/product/1449389627/ref=as_li_tf_tl?ie=UTF8&amp;tag=flashbrasil&amp;linkCode=as2&amp;camp=217145&amp;creative=399369&amp;creativeASIN=1449389627">The Myths of Innovation</a>&#8221; joga este conceito por água abaixo, e de quebra ainda enterra a idéia de que grande inovações vieram por epifania. Berkun explora uma questão muito importante, e que nos simplesmente sublimamos: Não estamos sozinhos, o ser humano é um ser social. Seja qual forma as idéias irão tomar, se produto material, imaterial ou bem cultural, elas são da coletividade. As idéias são construídas em coletividade, o &#8220;dono&#8221; dela tem sido aquele que consegue sistematiza-las ou utiliza-la para um propósito específico. O legado do século passado ainda insiste no fato de que as idéias são do primeiro a registrar a sua patente.</p>
<p>Somos parte da multidão, somos construtores da subjetividade coletiva, assim como nossa subjetividade é produto desta construção. Para ser mais correto, podemos afirmar que somos prosumidores de nos mesmos e ao mesmo tempo de todos nossos peers, que também são nossos prosumidores. No século passado isto era entendido pelo provérbio que dizia que “o homem é produto do meio”, mas o meio mudou, e o provérbio mostrou-se incompleto. Hoje podemos dizer que “o homem é produto do meio e o meio é produto do homem”, isto num ciclo crescente de construção cognitiva e coletiva do conhecimento. Quanto mais conectada a sociedade, mas visíveis ficam velhos conceitos que estão sendo subjugados, estamos quebrando velhas regras com uma voracidade incrível. Hoje entendemos que somos feitos de células, e a nossa “alma” de colaboração. É preciso entender que somos todos “eu” coletivo, que carregamos em nos um pouco de cada um, e vice versa.. Isto vale para tudo, saber, negócios, política e informação, ninguém é alguém sozinho. É preciso entender que o conhecimento pertence à sociedade, e que esta, e somente esta, tem a capacidade e o direito de transforma-lo de forma nunca antes imaginada na história da humanidade.</p>
<h2>Os seis graus que nos separam</h2>
<p>O importante fator das profundas e definitivas mudanças que estamos passando em nossa sociedade é o fato de estarmos novamente conectados em rede, novamente porque muito provavelmente estivemos conectados em rede quando ainda selvagens. A natureza irracional e burra esta repleta de exemplos de estruturas em rede, colméias, formigueiros, movimentos dos mares, planetas, e até mesmo nossa estrutura celular e neural! O homem civilizado cometeu um grande equivoco ao confundir a seletividade evolutiva com a organização estrutural das diversas sociedades, aprendemos equivocadamente que necessitamos de uma estrutura de poder vertical, poucos pensam e muitos executam, mais uma bela metáfora do capitalismo. Estão sempre buscando lideres em tudo&#8230;</p>
<p>Albert-László Barabási é um estudioso de redes, matemático, sistematizou esta estrutura e conseguiu provar matematicamente a teoria dos seis graus de separação. Segundo Barabási, apesar de seremos milhões conectados em rede, estamos de fato, distantes de qualquer outro por apenas seis pessoas. Barabási explica que as estruturas de redes são complexas e os hubs são indispensáveis ao funcionamento destas estruturas. Hubs por exemplo são indivíduos com alto capital social, ou sites e serviços populares. Os hubs são atalhos entre os milhões de nós da rede, de qualquer rede.</p>
<p>Fritjof Capra, compila no livro “<a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/62024/teia+da+vida,+a&amp;franq=128026">A Teia da Vida</a>”, várias contribuições da física, da matemática e da biologia para a compreensão dos sistemas vivos e, especialmente, de seu padrão básico de organização. Capra identifica a rede como esse padrão comum a todos os organismos vivos. “Onde quer que encontremos sistemas vivos – organismos, partes de organismos ou comunidades de organismos – podemos observar que seus componentes estão arranjados a maneira de rede. Sempre que olhamos para a vida, olhamos para redes. (&#8230;) O padrão da vida, poderíamos dizer, é um padrão de rede capaz de auto-organização&#8221;. Em seu livro “<a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/253089/conexoes+ocultas,+as:+ciencia+para+uma+vida+sustentavel&amp;franq=128026">As Conexões Ocultas</a>”, Capra tenta aplicar os princípios apresentados em “A Teia da Vida” na análise de fenômenos sociais – como o capitalismo global, a sociedade da informação, a biotecnologia e os movimentos contra-hegemônicos da sociedade civil.</p>
<h2>A singularidade será das multidões</h2>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/08/matrix-800x600.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-720" style="margin: 5px;" title="matrix-800x600" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/08/matrix-800x600-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Conforme a Wikipedia, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Singularidade_tecnol%C3%B3gica">singularidade tecnológica</a> é a denominação dada a um evento histórico previsto para o futuro, no qual a humanidade atravessará um estágio de colossal avanço tecnológico em um curtíssimo espaço de tempo. Vários cientistas, entre eles Vernor Vinge e Raymond Kurzweil, e também alguns filósofos afirmam que a singularidade tecnológica é um evento histórico de importância semelhante ao aparecimento da inteligência humana na Terra. Ainda não existe consenso sobre quais seriam os agentes responsáveis pela singularidade tecnológica, alguns acreditam que ela decorrerá naturalmente, como conseqüência dos acelerados avanços científicos. Outros acreditam que o surgimento iminente de supercomputadores dotados da chamada superinteligência será a base de tais avanços.</p>
<p>Na minha opinião a singularidade não será tecnologia, e sim das multidões, quanto maior a penetração da Internet na sociedade e quanto mais intensa for apropriação do crowdsourcing, mais rapidamente teremos as mudanças. Estas mudanças tenderão a ser de forma exponencial, não significa que mais um participante produza um incremento unitário, mas sim que este incremento leve em conta que o crowdsourcing é um processo retro-alimentando. Desta forma, nesta equação temos de considerar o que já fora construído e o potencial agregador e construtor do novo player, considerando inclusive seu capital social. Capital social este determinado em função da rede de relacionamento e do poder interativo e comunicacional deste indivíduo. <strong>Esta singularidade se dará na intensa construção cognitiva e coletiva do saber, potencializando ao máximo o conceito da <a href="http://www.assoc-amazon.com/e/ir?t=flashbrasil&amp;l=as2&amp;o=1&amp;a=0738202614&amp;camp=217145&amp;creative=399369">Inteligência Coletiva</a> sistematizado pelo filósofo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pierre_L%C3%A9vy">Pierre Levy</a>.</strong> Este fenômeno se dará possivelmente no momento em que a geração digital atingir a maturidade. Esta geração terá todos os conjuntos de afinadades, dogmas e valores para o processo pleno da construção e uso da Inteligência Coletiva, caracteristicas estas que nos imigrantes digitais não temos e nunca teremos, mas teremos o privilégio de vislumbrar o nascimento de uma nova sociedade infinitamente mais inteligente que a nossa, e profundamente interconectada, mudando radicalmente o mundo que conhecemos.</p>
<p>Uma vez entendido isto, podemos imaginar o tamanho do poder que a sociedade conectada poderá vir a ter, numa matriz dos poderes instituídos, este seria o quinto poder. Hoje temos os três poderes do Estado: Executivo, Legislativo e Judiciário que são poderes locais, e o quarto poder que é o corporativo que é enorme e transnacional e atualmente exerce uma enorme força sobre os Estados. Se levarmos em conta de que das 100 maiores economias do mundo, 51 são <a href="http://va.mu/C5g">corporações</a>. Dá para sentir o tamanho da força do quarto poder, eles simplesmente são mais poderosos que as nações. Entretanto o poder das corporações é avaliado em função do capitalismo, e da cultura da escassez. <a href="http://www.rushkoff.com/">Douglas Rushkoff</a> avalia que o capitalismo é na verdade o “sistema operacional” da sociedade, e que assim como ele no passado substituiu o “sistema operacional” vigente, nada impede que ele venha a ser substituído em breve, e a minha tese da singularidade das multidões prevê isto como citado no parágrafo anterior. Thomas Greco, em seu livro “<a href="http://www.assoc-amazon.com/e/ir?t=flashbrasil&amp;l=as2&amp;o=1&amp;a=1603580786&amp;camp=217145&amp;creative=399369">The end of money and the future of civilization</a>” coloca mais lenha na fogueira, mostrando que o modelo capitalista é auto-destrutivo e insustentável e que a partir da crise de 2008, a coisa só tende a piorar. Greco aponta na direção que estamos tomando. Mas o que virá depois do capitalismo? Segundo o Professor Giuseppe Cocco o que esta se construindo é o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Capitalismo_cognitivo">Capitalismo Cognitivo</a>, uma forma de capitalismo que tem o conhecimento e a informação como principais riquezas e valoriza as competências cognitivas e relacionais.</p>
<p>Mesmo antes da troca do “sistema operacional” da sociedade, veremos o quinto poder chegar a um patamar de igualdade ao quarto. Se configurarem as previsões, as mudanças serão profundas e alavancarão o quinto poder como o maior poder da sociedade, ou seja, a própria sociedade conectada será o seu maior poder. Temos movimentos políticos e sociais acontecendo pelas multidões conectadas, o <a title="Ajude o Mega Não conquistar o Prêmio FRIDA" href="http://meganao.wordpress.com">Mega Não</a> e o Ficha Limpa no Brasil, 15-M na Espanha, o Stop Acta a nível mundial e troca de poder no Egito só para citar alguns. Os sinais estão por ai, e os envolvidos estão cientes e tomando suas providências, eles tem pressa. Em 2012 teremos a maior idade de uma parcela significativa da geração digital, eles tem pressa, muita pressa.</p>
<p>Texto ampliado e adaptado do que publiquei originalmente na <a href="http://www.revista.espiritolivre.org/?page_id=1296">Revista Espirito Livre numero 26</a>, de maio de 2011</p>

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		<title>Ajude o Mega Não conquistar o Prêmio FRIDA</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Aug 2011 03:53:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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</ol>]]></description>
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<p>Neste ano o <a href="http://premiofrida.org/por/projects/view/2136">Prêmio FRIDA</a> pretende reconhecer projetos e iniciativas que colaborem de forma significativa com o uso da Internet como catalisador para a mudança na América Latina e o Caribe. O movimento &#8220;Mega Não&#8221; tem participado intensamente na construção do processo democrático no Brasil através da luta pela liberdade na rede. O &#8220;Mega Não&#8221; como um meta manifesto atende e suporta esta luta e tem atuado fortemente através de estratégias de comunicação, suportes e subsídios e vem atuando junto ao Poder Legislativo e demais instituições e Empresas na busca dos ideais de liberdade.</p>
<p>É muito importante lembrarmos sempre, que esta luta e as vitórias que temos obtido são frutos de um intenso trabalho das multidões e das redes de suporte com o &#8220;Mega Não&#8221; sendo a principal delas. Conquistar o <a href="http://premiofrida.org/por/projects/view/2136">Prêmio FRIDA</a> será um grande passo para a nossa causa, ganharemos mais visibilidade e abrimos as portas para uma nova fase integrando a América Latina, para atuarmos em conjunto com outras redes na luta pela democracia e liberdade na rede.</p>
<p>Contamos com seu voto, e é muito simples votar, basta acessar nossa página no Prêmio FRIDA e clicar no botão votar logo abaixo da foto, como ilustrado a seguir. Não é necessário fazer nenhum cadastro.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://meganao.files.wordpress.com/2011/08/votofrida.jpg"><img class="aligncenter" title="votofrida" src="http://meganao.files.wordpress.com/2011/08/votofrida.jpg" alt="" width="592" height="576" /></a></p>
<p style="text-align: left;">

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		<title>Nota de falecimento</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jul 2011 14:48:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Acaba de falecer o CAPITALISMO! <p>Rituais de magia branca de olhos azuis e amarela de olhos puxados ainda tentarão dar sobrevida ao defunto inutilmente. Seus comparsas, a mídia golpista (PIG) tentarão ocultar o cadáver, mas a sociedade conectada, o quinto poder, irão mostrar a todos onde esta o corpo fétido. O establishment irá negar [...]
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<h2>Acaba de falecer o <strong>CAPITALISMO</strong>!</h2>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/07/debitousa.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-689" style="margin: 5px;" title="debitousa" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/07/debitousa.jpg" alt="" width="360" height="668" /></a>Rituais de magia branca de olhos azuis e amarela de olhos puxados ainda tentarão dar sobrevida ao defunto inutilmente. Seus comparsas, a mídia golpista (<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pig">PIG</a>) tentarão ocultar o cadáver, mas a sociedade conectada, o quinto poder, irão mostrar a todos onde esta o corpo fétido. O establishment irá negar enfáticamente sua culpa no assassinato:</p>
<p>- Foram os emergentes!</p>
<p>- Foram os emergentes!</p>
<p>Eles dirão na mais manjada estratégia Maquiavélica, afinal o Inferno são os outros ja dizia Sartre.</p>
<p>Seus orfãos, os Bancos e Mega Corporações irão tentar, através do legado da privataria promovida pelo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Neoliberalismo">neoliberalismo,</a> instalar o &#8220;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Neocolonialismo">neocolonialismo</a>&#8220;, tentando extrair vorazmente da turma de baixo suas riquezas. Entretanto o povo de baixo já não é mais tão subserviente ao império, e a queda 2.0 da nobreza colocará o mundo de cabeça para baixo.</p>
<p>O <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Capitalismo_cognitivo">capitalismo cognitivo</a>, onde as pessoas são o centro e não o dinheiro, vazara de baixo para cima, trocando o &#8220;sistema operacional&#8221; da sociedade como prefetizou <a href="http://www.amazon.com/gp/product/0812978501/ref=as_li_tf_tl?ie=UTF8&amp;tag=flashbrasil&amp;linkCode=as2&amp;camp=217145&amp;creative=399369&amp;creativeASIN=0812978501">Rushkoff</a><img style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="http://www.assoc-amazon.com/e/ir?t=flashbrasil&amp;l=as2&amp;o=1&amp;a=0812978501&amp;camp=217145&amp;creative=399369" alt="" width="1" height="1" border="0" />, e veremos uma profunda e gratificante mudança na sociedade, onde o pensar e agir coletivo é a normalidade como bem diz <a href="http://www.amazon.com/gp/product/0143114948/ref=as_li_tf_tl?ie=UTF8&amp;tag=flashbrasil&amp;linkCode=as2&amp;camp=217145&amp;creative=399369&amp;creativeASIN=0143114948">Shirky</a>.</p>
<hr />
<p>A nota acima foi inspirada pelo <a href="http://www.wtfnoway.com/">infográfico da divida americana</a>, que mostra a divida total de 114,5 trilhões de dolares. Segundo o infográfico, um cidadão médio levaria 92 anos para acumular U$ 1 milhão, logo seriam necessário que 114.500.000 de americanos trabalhem 92 anos para pagar a dívida. Como a estimativa de vida do Americano esta em 78 anos, uma regra de três simples nos leva ao número de 135.051.282 cidadãos, o que equivale a quase 44% da população daquele país. Some-se a isto a crise que assola a Europa, onde a dívida impagável da <a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100506/not_imp547649,0.php">Grécia é apenas a ponta do Iceberg</a> e veremos um quadro dantesco.</p>
<p>Thomas Greco em seu livro &#8220;<a href="http://www.amazon.com/gp/product/1603580786/ref=as_li_tf_tl?ie=UTF8&amp;tag=flashbrasil&amp;linkCode=as2&amp;camp=217145&amp;creative=399369&amp;creativeASIN=1603580786">The End of Money and the Future of Civilization</a><img style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="http://www.assoc-amazon.com/e/ir?t=flashbrasil&amp;l=as2&amp;o=1&amp;a=1603580786&amp;camp=217145&amp;creative=399369" alt="" width="1" height="1" border="0" />&#8221; ja preconizava isto, afinal o capitalismo vive de endividamento, somos todos endividados e não prosperos como nos fazem crer. Estamos sempre trocando de dívidas, e isto leva a um ponto onde o endividamento se torna uma escala logarítmica, que tende ao infinito, promovendo uma verdadeiro &#8220;stall&#8221;.</p>
<p>Então prepare-se vamos entrar em uma grande turbulência, a aeronave vai cair, mas muitos sobreviverão&#8230;</p>
<p>Nota: Depois de publicar este texto aos sete ventos sem me certificar do valor da dívida americana, fui informado que ela é de U$ 15 trilhões e fui averiguar e vi que na verdade 114,5 trilhões de dolares é o valor emprestado a descoberto pelos bancos americanos, o que na prática acaba dando no mesmo. A figura acima mostra dois &#8220;edificios ao lado da estatua da liberdade, o menor é equivalente à pilha de cédulas de U$ 100,00 da dívida americana e o maior que o World Trade Center é o total do empréstimo à descoberto dos bancos americanos.</p>
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		<title>A Internet sob cerco, os hackers não são o perigo real</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Jun 2011 22:05:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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<p>Para quem pensa que os ataques são o real perigo que ronda a Internet, vamos deixar claro que não, o perigo maior é a criação do <a href="http://www.fundaj.gov.br/docs/inpso/cpoli/JRego/TextosCPolitica/Hobfreud/hbcap2.htm">Momento Hobbesiano</a> que a <a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=6062">mídia esta fazendo</a>. Ela fala de &#8220;onda de ataques&#8221; antes mesmo dos sites brasileiros terem sido atacados, como quem segue um script, o clima midiatico nos faz ter esta percepção <a href="http://entropia.blog.br/2009/01/10/mantras-da-irracionalidade/">subjugando nossa subjetividade</a> como já sabemos. A mídia, ou melhor o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pig">PIG</a>, este mesmo que <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/a-vida-imita-a-midia">cria maniacos como o Assasino de Realengo</a>, agora esta querendo criar mais um factoide, factoide este <a href="http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/06/vazamentos-de-hackers-incluem-dados-falsos-ou-ja-divulgados-na-web.html">sumariamente dizimado</a> pelo Altiere Rohr.</p>
<p>Veja o video abaixo que produzi para o Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas com base na palestra que proferi no Encontro Estadual de Blogueiros Progressistas em Belo Horizonte no início deste mês, e entenda as reais ameaças que cercam a Internet, e surpreenda-se.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="http://player.vimeo.com/video/25104116" width="720" height="405" frameborder="0"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>

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		<title>Os perigos da recentralização do mundo de pontas</title>
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		<pubDate>Thu, 05 May 2011 21:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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<div class="topsy_widget_data topsy_theme_mustard" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fentropia.blog.br%252F2011%252F05%252F05%252Fos-perigos-da-recentralizacao-do-mundo-de-pontas%252F%22%2C%20%22shorturl%22%3A%20%22http%3A%2F%2Fbit.ly%2FjTetF7%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22Os%20perigos%20da%20recentraliza%C3%A7%C3%A3o%20do%20mundo%20de%20pontas%22%20%7D);"></div>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/05/crowdsourcing.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-661" title="crowdsourcing" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/05/crowdsourcing-300x167.jpg" alt="" width="300" height="167" /></a>A Internet foi concebida para ser operada de forma descentralizada,  justamente para resistir à um ataque nuclear, paranóia muito comum  durante o período da guerra fria. As maiores apropriações da rede foram  feitas justamente dentro desta premissa, tanto as apropriações  tecnológicas como o P2P como sociais como o crowdsourcing e o poder da  auto organização.  O P2P é um protocolo que permite a troca de pacotes  de pessoa à pessoa, ou melhor de muitas pessoas para muitas pessoas, com  isto é possivel transmitir uma considerável massa de dados, sem  sobrecarregar servidores ou braços da rede. O poder do crowdsourcing, da  inteligência coletiva e da auto organização continuam um mistério para  muitos, mas sabemos que sua base conceitual é justamente a  descentralização e a ausência de uma liderança e da ultrapassada  estrutura hierárquica.</p>
<p>Existem três manifestos que na minha opinião dizem muito a respeito  da  cibercultura, a nossa cultura, e das características fundamentais da   rede. São eles o <a href="http://www.cluetrain.com/portuguese/index.html">Manifesto Cluetrain</a>, o <a href="../2009/08/16/manifesto-da-cultura-livre/">Manifesto da Cultura Livre</a> e o <a href="http://brockerhoff.net/blog/2003/03/10/mundo-de-pontas-world-of-ends-2/">Mundo de Pontas</a>.</p>
<p>O mundo de pontas trata justamente desta questão da descentralização  que é a alma da cibercultura, a alma da internet. Ele mistura um pouco  da estrutura da rede com as pessoas, é um passeio pelas camadas da  conectividade como uma radiografia do complexo ecossistema social que se  forma no século XXI, e tudo de uma forma bem simples. O manifesto  destaca a clássica frase de John Gilmore: “A Internet interpreta a  censura como um defeito e roteia para  contorná-la”, numa constatação de  que é impossível censurar a Internet. Outro trecho interessante é na  declaração a seguir:</p>
<blockquote><p><strong>Não é o fim do mundo, é o mundo de pontas</strong></p>
<p>Quando Craig Burton descreve a arquitetura burra da Internet como uma   esfera oca composta inteiramente de pontas, ele está usando uma imagem   que mostra o que é mais extraordinário sobre a arquitetura da  Internet:  retire o valor do centro e você viabilizará um crescimento  louco de  valor nas pontas interconectadas. Porque, claro, se todas as  pontas  estão conectadas, cada uma com cada uma e cada uma a todas, as  pontas  deixam de ser pontos finais.</p>
<p>E o que nós, pontas, fazemos? Qualquer coisa que pode ser feita por qualquer um que quer mover bits.</p>
<p>Notou nosso orgulho em dizer “qualquer coisa” e “qualquer um”? Isso   decorre diretamente da arquitetura simples e burra da Internet.</p>
<p>Porque a Internet é um acordo, não pertence a nenhuma pessoa ou   grupo. Não às empresas estabelecidas que operam a espinha dorsal   (“backbone”). Não aos provedores que nos fornecem conexões. Não às   empresas de “hosting” que nos alugam servidores. Não às associações de   indústrias que acreditam que sua sobrevivência é ameaçada pelo que nós   outros fazemos na Internet. Não a qualquer governo, não interessa quão   sinceramente acredita que está tentando manter seus cidadãos seguros e   complacentes.</p>
<p>Conectar à Internet é concordar em crescer o valor na periferia. E aí   algo realmente interessante acontece. Todos estamos igualmente   conectados. A distância não importa. Os obstáculos desaparecem e pela   primeira vez a necessidade humana de conectar pode ser realizada sem   barreiras artificiais.</p>
<p>A Internet nos dá os meios de nos tornarmos um mundo de pontas pela primeira vez.</p></blockquote>
<p>Nos sabemos usar este ecossistema à nosso favor,  mas o establishment (<a href="../2010/04/23/acta-e-o-tripe-do-atraso/">Tripé do atraso</a>)  também sabe, ou melhor pode pagar para quem sabe trabalhar para ele.  Desde a campanha eleitoral, que venho afirmando categoricamente que a  Internet esta sofrendo um cerco técnico, altamente qualificado. São  verdadeiros profissionais que estão usando e analisando a estrutura da  rede e reduzindo comportamentos à modelos matemáticos, como um  derradeiro esforço para recuperar o poder do establishment, que vem se  diluindo rapidamente, e se não ficarmos atentos eles irão conseguir!</p>
<p>Os movimentos dos cercos técnicos, que é como chamo o movimento do establishment acima, atuam em diversas esferas, seja na <a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=5740">trollagem</a>,  ou seja na manipulação das percepções e também agora parecem estar  atacando como verdadeiros lobos em pele de cordeiro no sentido de  recentralizar a web. O bacana disto tudo é que as duas teses dos perigos  da recentralização vieram de meu filho, um típico representante da  geração digital, sinal de que esta geração esta atenta. A primeira tese é  o perigo das nuvens e agora os práticos serviços de download remoto de  torrents.</p>
<h3>Nuvens podem causar temporais</h3>
<p>A midiaticamente propalada computação nas nuvens vem aos poucos  mostrando a sua verdadeira face, que é a a de recentralizar o mundo de  pontas, eu nunca havia percebido isto até que um dia meu filho me  apresentou o <a href="http://www.onlive.com/">Onlive</a>,  um site de jogos nas nuvens que a partir do pagamento de uma  mensalidade permite que você jogue até mesmo a partir de um set top box  para a TV. A Som Livre também lançou um serviço nas nuvens, o <a href="http://www.escute.com/musicstore/">Escute</a>,  musicas com DRM que estão disponíveis por uma pequena mensalidade, uma  conveniência que pode aprisionar, basta que tenhamos dispositivos moveis  com custos de conexão mais baixos e velocidades mais altas, o próximo  passo poderia ser a redução da &#8220;desnecessária&#8221; memória dos mesmos em  detrimento da &#8220;performance&#8221;, isto sem contar da &#8220;<a href="http://macworldbrasil.uol.com.br/noticias/2011/04/26/consumidores-processam-apple-por-rastrear-usuarios-de-iphone-e-ipad/">conveniente</a>&#8221; conectividade permanente.</p>
<p>Bom, mas onde esta o problema disto? Imagine que a moda pegue, nossos  computadores voltariam a ser terminais quase burros, conectados à  inteligente e centralizada nuvem para a qual pagariamos mensalidades  para termos acesso à nossas produções, preferencialmente em formato  proprietário. Ou seja, a inteligência da rede migraria para o centro,  tornando-se vulnerável e mais facilmente controlável. José de Alcántara  disponibilizou o e-book &#8220;<a href="http://www.versvs.net/la-neutralidad-de-la-red/">La neutralidad de la Red</a>&#8221;  que dada a importância o disponibilizou sob a forma de domínio público,  abrindo mão de quaisquer direitos. Neste e-book Alcántara faz  exatamente esta abordagem, observem as topologias de rede abaixo:</p>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/05/topologias.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-660" title="topologias" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/05/topologias.png" alt="" width="537" height="337" /></a></p>
<p>No livro ele descreve que na rede centralizada, toda comunicação  passa necessáriamente por um ponto central, de modo que o  desaparecimento deste ponto irá desarticular totalmente a rede. A rede  descentralizada é compostas de várias redes centralizadas  interconectadas, entretanto a ruptura dos nós centrais das redes, ou a  desconexão destas irá facilmente desarticular toda a rede, por fim a  rede distribuída é radicalmente diferente das demais, não existe nó  central, e a supressão de um ou mais nós não afetara a comunicação de  forma alguma, esta é a Internet que temos hoje.</p>
<p>Jose também fala dos riscos da recentralização, apresentando-o como  os serviços, não só das nuvens, como podemos entender as redes sociais  privadas, APIs e protocolos fechados e proprietários, veja este trecho  do livro:</p>
<h4>La recentralización de la infraestructura</h4>
<blockquote><p>Aparte de los proveedores de acceso a Internet, cuyo  objetivo  principal es el de hacer valer su posición privilegiada  -actualmente son  la única puerta de acceso real a Internet- para  obtener un beneficio  desproporcionado, existe otro grupo de empresas  que pretenden  desequilibrar la balanza de la neutralidad de la Red a su  favor: se  trata de los grandes prestadores de servicios por Internet.</p>
<p>En esencia, estos prestadores de servicio actúan ofreciendo sus   computadoras al público general, de forma que éste utiliza la   infraestrectura como si de un servicio centralizado más se tratase, en   lo que se conoce por el nombre de Infraestructura como servicio (Iaas).<a name="tex2html54" href="http://lasindias.org/la-neutralidad-de-la-red#foot227"><sup>2.43</sup></a>.</p>
<p>Estos servicios de infraestructura centralizados funcionan de muy   diferente manera e incluyen desde los servicios de computación en la   nube,<a name="tex2html55" href="http://lasindias.org/la-neutralidad-de-la-red#foot147"><sup>2.44</sup></a> en los que el prestador de servicio alquila computadoras y potencia de   cálculo para el propósito que el cliente desee, hasta los servicios de   software centralizado en los que el prestador de servicio no sólo   centraliza la infraestructura sino también el software. En general,   tanto uno como otro disminuyen el grado de distribución de la Red.</p></blockquote>
<p>Acredito que tenha ficado mais claro o grande risco da  recentralização da rede, recomendo fortemente a leitura do e-book de  Alcántara.</p>
<h3>Centralizadores de torrents</h3>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/05/nuvemdomal.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-662" style="margin: 5px;" title="nuvemdomal" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/05/nuvemdomal-263x300.jpg" alt="" width="263" height="300" /></a>O genial protocolo P2P, que é a base fundamental para a manutenção da  liberdade na rede na construção de mecanismos anti-censura como  sistematizado <a href="https://www.eff.org/deeplinks/2010/12/constructive-direct-action-against-censorship">neste texto na EFF</a>.  Como citado no inicio deste texto, é um protocolo que permite a  transferência otimizada de uma grande massa de dados sem sobrecarregar  servidores e braços da rede. Com base neste protocolo surgiu o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/BitTorrent_%28protocol%29">BitTorrent</a> um protocolo de distribuição de arquivos. O BitTorrent funciona  basicamente assim: Para cada arquivo ele constroi um mapeamento e vai  capturando partes de arquivos de diversos usuários, os seeders. Todo  usuário ao mesmo tempo que baixa um arquivo por BitTorrent esta ao mesmo  tempo enviando partes dele para outros, quanto mais &#8220;seeders&#8221; mais  rapidamente os arquivos são transferidos.</p>
<p>Surge então o <a href="http://leechmonster.com/">LeechMonster</a>,  um &#8220;prático&#8221; serviço que baixa os torrents para você &#8220;anonimamente&#8221; e  permite que você posteriormente os baixe via http ou ftp em alta  velocidade. Um prático serviço a principio, mas veja que ele irá tirar  milhares de &#8220;seeders&#8221; e será apenas um &#8220;seeder&#8221;, e aos poucos justamente  por falta de &#8220;seeders&#8221; o serviço se tornará mais indispensável, e na  mesma proporção irá matar o BitTorrent que se tornará uma solução muito  lenta, recentralizando a rede mais uma vez.</p>
<p>Portanto, fique atento, não aceite &#8220;almoço gratis&#8221; com facilidade,  pense antes se ele vai ser uma alta conta a pagar no futuro&#8230;</p>
<p>Foto: a imagem do globo com as peças foi produzida por <a href="http://www.sxc.hu/profile/lusi">Sanja Gjenero</a></p>
<p>Postado originalmente no <a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=5814">Trezentos</a>.</p>

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		<title>Não alimente os trolls&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Apr 2011 13:00:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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<p>Trolls são velhos conhecidos desde antes do advento da Internet, já  existiam nos tempos do BBS, ou melhor sempre existiu na história da  humanidade alguem à debochar das pessoas e provoca-las. A trollagem é  uma característica inata da raça humana, tem gente dizendo até que o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Inri_Cristo">Inri Cristo</a> é um excentrico que leva a vida em trollar a humanidade, vai saber né?</p>
<blockquote><p>Um troll, na gíria da internet, designa uma pessoa cujo  comportamento tende sistematicamente a desestabilizar uma discussão,  provocar e enfurecer as pessoas envolvidas nelas. O termo surgiu na  Usenet, derivado da expressão trolling for suckers (lançando a isca para  os trouxas), identificado e atribuído ao(s) causador(es) das  sistemáticas flamewars e não os trolls, criaturas tidas como monstruosas  no folclore escandinavo.</p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Troll_%28internet%29">Wikipedia</a></p></blockquote>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/04/troll.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-628" title="troll" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/04/troll-290x300.jpg" alt="" width="290" height="300" /></a>Estamos  sempre sujeitos à interferência dos trolls, a melhor forma de lidar com  eles sempre foi a de não &#8220;alimenta-los&#8221;, sem &#8220;alimento&#8221; eles não  proliferam e acabam indo buscar atenção em outra freguesia. Nos anos 90  eram comuns as trollagens nas listas de discussão que provocavam muitas  vezes guerras inflamadas (flamewars) e era um &#8220;Deus nos acuda&#8221;,  perdia-se o foco do debate e muitas vezes até amigos. No verbete sobre <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Troll_%28internet%29">Trolls na Wikipedia</a> você vai encontrar as principais técnicas que eles utilizam, e vai ver  também que muitas vezes eles atacam em grupos e que os grupos podem ser  compostos por vários avatares controlados por uma única pessoa ou grupo  de pessoas.  As motivações que levam à trolagem são em geral:  auto-afirmação, ideologia, fanatismo, sacanagem, simplesmente  ociosidade. Muitos trolls buscam apenas diversão para combater o tédio,  mas a maioria deles também porta alguma característica mal-resolvida de  personalidade, como trauma, fracasso financeiro e amoroso e até  patologias psicológicas.</p>
<p>Os antigos  trolls de lista migraram para as redes sociais, em especial o Orkut e o  Twitter, sendo este último uma rede social com grande aderência à lógica  da rede. O Twitter hoje é a ferramenta mais eficiente para  articulações, em pouco tempo é possivel disseminar uma informação para  milhares de pessoas.</p>
<p>Não podemos deixar de registrar aqui os <strong>trolls políticos</strong>, que prefiro chamar de <strong>trolls profissionais</strong>,  consolidados em abundância nas eleições de 2010. Estes trolls  habilmente disseminavam inverdades, derrubavam trending topics, e  provocavam a militância oposta com o intuito de desarticula-la. Como  eles surgiram, e principalmente para onde foram são ainda perguntas sem  respostas, será que foram para algum lugar ou ainda estão ai &#8220;vivinhos&#8221;  da Silva? Uma coisa é certa, esta campanha teve uma participação  fundamental da sociedade conectada, estrategistas éticos usavam as boas  práticas da <a href="http://womma.org/main/">WOMMA</a>,  outros abusavam de scripts e subterfúgios condenáveis para atingir seus  objetivos. O trabalho das multidões serviu à uma fantástica onda de  desconstrução de factoides, foi uma campanha bem interessante, digna de  ser documentada e registrada nos anais da história do país.</p>
<p>Voltando à  questão dos trolls profissionais, eles diferente do tradicional, seguem  em geral uma estratégia e conhecem bem a dinâmica de rede. Para derrubar  um trending topic no Twitter, por exemplo, basta configurar um perfil  bot para retuitar tudo que encontrar em uma determinada hashtag. Com  isto o Twitter percebe que o crescimento de uma hashtag não é orgânico,  ou seja proveniente de vários usuários, e a penaliza retirando dos trend  topics. Isto aconteceu recentemente com a tag <a href="http://search.twitter.com/search?q=%23foraAnadeHollanda">#foraAnaDeHollanda</a>,  para atender à este objetivo basta monitorar determinada tag ou os  trends no Twitter e ativar o bot como e quando for necessário, nada  ético, mas bastante usado.</p>
<h3>A dinâmica da rede</h3>
<p>Para entender  como os trolls profissionais conseguem se disseminar no Twitter, vamos  entender um pouco da dinâmica da rede. Observe a figura abaixo, do lado  esquerdo, em verde, temos um perfil forte. Este perfil em geral é  seguido e segue outros perfis fortes (2º nível) e com eles possui uma  boa interação e atingem facilmente os seguidores de 3º e 4º niveis,  podemos dizer que este perfil é bastante influente e que possui um &#8220;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Capital_social">capital social</a>&#8221;  elevado, a construção de sua rede de relacionamento é orgânica e se dá  de forma gradual e sólida com base em uma relação de confiança. Do lado  direito temos um perfil fraco, que possui muitos seguidores de 2º nível,  que em geral foram adicionados por script e não possuem com ele nenhuma  afinidade, estão ali apenas fazendo número. Poucos seguidores interagem  com este perfil, e em geral eles não possuem um alcance significativo,  mal chegam ao 3º nível e possuem um &#8220;capital social&#8221; muito baixo. Isto  demonstra que o número de seguidores não é um indicador seguro de  capital social, é bem possível por exemplo que um perfil com 1000  seguidores seja muito mais influente que um com mais de 100.000,  reforçando a tese de que em mídias sociais a qualidade das relações é  mais importante que a quantidade.</p>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/04/grafico01.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-627" title="grafico01" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/04/grafico01.jpg" alt="" width="691" height="311" /></a></p>
<p>Mas então  como os fakes, que em geral são perfis fracos e inócuos fazem para  atingir seus objetivos ? Eles contaminam os perfis fortes trolando-os,  vamos tentar entender como isto funciona.</p>
<p>Cada um de  nos temos em termos de informação um &#8220;Twitter&#8221; diferente, a única forma  de possuirmos a mesma timeline seria seguirmos exatamente as mesmas  pessoas, mas isto não existe. Cada um de nos segue diversas pessoas e  muitos seguem as mesmas pessoas, são estes que conectam os diferentes  &#8220;clusters&#8221; no caso o meu e o seu. Da mesma forma as demais pessoas de  sua timeline seguem pessoas em comum e pessoas diferentes e isto é que é  sensacional, pois permite o transito de informações entre diferentes  clusters. Quando uma mesma informação é comum em diversos clusters ela  em geral tem relevância suficiente para se tornar um trending topic, e  quando ela é repetida freneticamente também consegue aumentar a chance  de ser vista. No Twitter que é baseado em uma timeline, mesmo sendo  assincrono, uma mensagem tuitada há uma hora por alguém que você segue  provavelmente não será mais vista por você, a não ser que ele o cite na  mensagem ou que ela seja repetida pelo mesmo emitente ou retuitada por  outro que você siga. Um tema muito retuitado por muitas pessoas vira um &#8220;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Meme">meme</a>&#8221;  e transcende os clusters a ponto de invadir diversos outros, atingindo  um público incomensurável. No Brasil a mídia tem se pautada muito pelo  Twitter, em geral as redações de diversos veículos ficam monitorando os  trending tópics e vão atrás da história para fazer a matéria, neste  ponto o meme já transcendeu a comunicação em rede, e foi arrebatado pelo  mainstream.</p>
<p>O troll  profissional que em geral possui um perfil fraco conhece esta dinâmica e  provoca de forma agressiva, em geral com ofensas e crimes verbais  diversos formadores de opinião que indignam-se e dão inicio ao meme  esperado por ele. Transforma-lo em um meme, seja lá por que razão ou  meio, é em linhas gerais o objetivo do troll, e denuncia-lo  silenciosamente e comunicar aos seus peers de forma discreta é a melhor  estratégia, um troll que não contamina, não se cria. Não alimente os  trolls&#8230;</p>
<p>UPDATE:</p>
<ol>
<li>Aparentemente não ficou claro no texto, então é importante ressaltar que nem todo troll é fake, e nem todo fake é um troll.</li>
<li>Na figura que representa os perfis fracos e fortes, apesar de ser  uma estrutura visivelmente vertical, esta relação se da de forma  horizontal, a perfeita representação gráfica ser daria de forma radial,  só não a fiz assim por falta de tempo e habilidade técnica.</li>
</ol>
<p>Este post foi publicado originalmente no <a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=5740">Trezentos</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>

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		<title>Orwell &amp; Huxley um ensaio distópico</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Apr 2011 20:59:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografando]]></category>
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<blockquote><p>Uma Distopia ou Antiutopia é o pensamento, a filosofia ou o processo discursivo baseado numa ficção cujo valor representa a antítese da utópica ou promove a vivência em uma &#8220;utopia negativa&#8221;. São geralmente caracterizadas pelo totalitarismo, autoritarismo bem como um opressivo controle da sociedade. Nelas, caem-se as cortinas, e a sociedade mostra-se corruptível; as normas criadas para o bem comum mostram-se flexíveis. Assim, a tecnologia é usada como ferramenta de controle, seja do Estado, de instituições ou mesmo de corporações.</p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Distopia">Wikipédia </a></p>
</blockquote>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/04/paleofuture.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-639" title="paleofuture" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/04/paleofuture.jpg" alt="" width="800" height="622" /></a></p>
<p>Nos meus tempos de criança costumava viajar no tempo assistindo às  séries espetaculares de ficção, nos anos 60 e 70 era o que tinha de mais  comum: Perdidos no Espaço, Viagem ao Centro da Terra, Terra de Gigantes  dentre outros. Nasci na década que o homem foi à lua e assisti junto  com minha família a transmissão ao vivo desta façanha, sempre fui <a href="../2006/01/02/o-moleque-chato/">fascinado pelo futuro</a>, pelo espetáculo da evolução e pelo avanço da tecnologia. O blog <a href="http://www.paleofuture.com/">Paleo Future</a> me remete àqueles tempos, onde a visão futurística nunca se  concretizou. Sempre curti ficção científica, mas ela sempre erra, é  muito difícil prever o futuro, afinal o futuro não é feito apenas por  idéias e conceitos, a sociedade é o grande determinante deste futuro,  quem poderia imaginar um smartphone há dez anos? Quem poderia imaginar a  Internet atual há dez anos? Eu tenho ousado imaginar como viveremos  daqui há vinte anos, <a href="http://pt.scribd.com/doc/20095761/2030-Rascunho-do-capitulo-1">estou escrevendo uma ficção</a>,  mas só o tempo irá me dizer se estava certo. Imagine então autores de  1932 e 1949 escrevendo sobre o futuro, devem ter errado feio!  Infelizmente não é o que parece. Em 1932 <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Aldous_Huxley">Aldous Huxley</a> escreveu a distopia “Admirável Mundo Novo” e em 1949 <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/George_orwell">George Orwell</a> escreveu “1984″.</p>
<p>Huxley descreve um mundo futurista com um país transcontinental, onde  os indivíduos são todos de proveta e manipulados geneticamente para que  se encaixem em determinada casta e nela permaneça satisfeito por toda  vida. No mundo de Aldous, a luxuria e o prazer são extremamente  estimulados e não existem vínculos afetivos, que são combatidos com o  estimulo à busca individual pela auto-realização. Neste mundo  hipotético, vive-se para o consumo e o prazer. Depressões e pensamentos  “negativos”, inclusive os de solidariedade, são combatidos com drogas de  consumo livre e estimulado. Em Admirável Mundo Novo, existem países que  não foram “civilizados” onde sua sociedade, dita selvagem, constrói  famílias e vínculos afetivos de forma natural, os sentimentos de  solidariedade, família e pertinência são muito comuns no mundo dos  selvagens.</p>
<p>Em 1984 o mundo futurístico também é compostos por países  transcontinentais, e o cenário é de total vigilantismo e totalitarismo.  Todas as residências são vigiadas pela “teletela” que pela descrição se  assemelha à uma TV que também transmite audio e video à uma central, livros e a  escrita privada eram proibidos. Ao contrário do cenário de Huxley, o de  Orwell prevê a manutenção da estrutura familiar, e coíbe veemente a  luxuria e o prazer. No mundo de Orwell todos trabalham pelo coletivo e  em sua maioria são funcionários do Estado. O lazer é coletivo, cidadãos  são praticamente obrigados a frequentarem clubes públicos, da mesma forma  que são obrigados à assistirem os discursos do “Grande Irmão”, que  parece ser um personagem criado para representar o lider supremo, mas  que ninguém nunca viu o rosto. Assim como a vida não tem valor algum na  distopia de Huxley, na de Orwell ela além de não ter valor, corre o  risco de nunca ter existido, pois o Ministério da Verdade, tem  por função apagar os registros históricos em todos os meios, de pessoas e  fatos que possam colocar o regime do Grande Irmão em risco.</p>
<p>Se analisarmos pela ótica econômica, o mundo de Huxley é o pior  cenário do capitalismo, enquanto que o mundo de Orwell o pior do  socialismo. Mas o que mais impressiona nas duas distopias, é sua  aderência ao cenário socio-cultural do século XXI, seguindo a máxima de  “Tostines” não saberemos dizer que Huxley e Orwell acertaram suas visões  ou se foram seguidos como quem segue uma cartilha.</p>
<p>No século XXI, ou melhor na sociedade pós-moderna, o capitalismo  segue em franca atividade, apesar da crise de 2008, por conta do  consumismo insano, que leva a sociedade a ver no consumo seu maior  objetivo de vida, quase uma religião. As pessoas são avaliadas por seus  padrões de consumo e o processo de obsolescência programada e percebida  criam constantemente signos e indicadores que acabam expondo quem esta  ou não dentro destes padrões.  O sistema financeiro  sustenta a vida  útil deste sistema perverso, adicionando novos entrantes sempre que  necessários.</p>
<p>Neste sistema que corrompe e aprisiona, seus participantes lembram os  hamsters que giram as rodas em suas gaiolas na expectativa de  encontrarem o seu final, tal como a maldição de Sisifo. Presos neste  sistema, pouco tempo sobra para os valores realmente importantes da  vida. Nossos filhos ainda não são produzidos em escala industrial como  na distopia de Huxley, mas os prisioneiros do consumismo estão sempre  terceirizando o afeto e educação de seus filhos, e de quebra estão  minando os laços afetivos, que passam a ser substituídos por laços de  consumo. Troca-se o afeto pelos presentes, estamos ensinando desde cedo a  nossos filhos que o consumo é ainda mais importante que as relações  cosanguineas, e que fazer girar a roda de Sisifo é a tarefa mais  importante de todas, custe o que custar! Não sei dizer se o alto índice  de divórcios se deve ao rompimento com valores conservadores ou se hoje  também tratamos nossos pares como produtos.</p>
<p>Constatar que nossa sociedade trata pessoas como bens de consumo, e  laços afetivos estão cada vez mais enfraquecidos, potencializados por  relações hedonicamente fúteis e luxuriosas, nos leva a pintar um cenário  muito parecido com o de Huxley, quanto mais se adicionarmos o estilo de  vida citado nos parágrafos anteriores.</p>
<p>Paradoxalmente, o capitalismo tido como o grande paladino que iria  salvar a humanidade do totalitarismo do socialismo, tem se tornado cada  vez mais um regime totalitário, mas como isto pode acontecer?</p>
<p>Estamos presenciando hoje em dia o surgimento de um quinto poder, o  do e-Cidadão, que vem a somar-se aos três poderes do Estado e o poder  das corporações. Os poderes do Estado estão limitados às fronteiras  geográficas das nações, por outro lado as corporações estão se tornando  gigantes transnacionais, e não só isto, estão crescendo tanto  verticalmente como horizontalmente, transformando-se em oligopólios. Se  levarmos em conta que das 100 maiores economias do planeta, 51 são  corporações, não temos mais dúvidas de que elas estão se tornando muito  mais poderosas que as nações, sobrepujando de forma cruel os três  poderes do Estado.</p>
<p>Felizmente estamos assistindo nesta primeira década do século XXI, o  surgimento de forças transnacionais de cidadãos conectados, que estão  derrubando ditaduras e promovendo mudanças substanciais dentro de suas  nações. Finalmente um poder que poderá se opor ao poder das corporações!  Enquanto o capitalismo é tido por Bauman como um parasita que corroí a  sociedade, quero concluir que a sociedade organizada e conectada, a  e-Cidadania, transformou-se no parasita que corroí o capitalismo. Estas  duas forças, ou blocos de poder são transnacionais e eficientes, ou  seja, a globalização social parece ter se dado de forma mais rápida e  eficiente do que a globalização econômica, e pior, se deu de forma  descontrolada, fugiu ao controle do establishment.</p>
<p>Não podemos nos esquecer da globalização politica, da criação de  grandes blocos como o surgido na Europa, que parece ser uma forma dos  três poderes do Estado ganharem força e transnacionalidade, mas que vem  dando claros sinais de que não vai muito bem. Estamos querendo  homogenizar o que não pode ser homogenizado, a diversidade é saudável em  qualquer sistema. Mas de qualquer modo esta tendência de formação de  blocos transnacionais nos remete às duas distopias, e faz sentido,  quanto menos interlocutores são necessários, mais fácil é a negociação.</p>
<p>Este cenário promete ficar ainda pior, pois vários especialistas  estão prevendo o crescimento ainda maior das corporações, que tenderão a  se tornar “mega corporações”, e com isto poderão ter um poder  praticamente ilimitado. Mas existe o poder da e-Cidadania para  contrapor-se a isto, a sociedade conectada esta compartilhando  conhecimento, arte, entretenimento, e até mesmo amor e compaixão sem a  necessidade do intermediário, ou não? Redes sociais também são  corporações e para piorar o cenário, os servidores raiz de DNS da  Internet estão subordinados à OMC!</p>
<p>Estamos sendo manipulados, estão nos dando linha como uma pipa que  sobe ao sabor dos ventos ascendentes? O poder corporativo poderá de uma  hora para outra apertar um botão e desconectar os e-cidadãos? De que  lado estão as corporações online, e de quem é o conteúdo que produzimos e  publicamos online nestas redes sociais?</p>
<p>Estamos caminhando para um novo totalitarismo, o totalitarismo do  capital, e o poder corporativo sabe que desarticular a e-cidadania não é  tão simples como mandar desligar os servidores raiz. Por esta razão  cria-se, com a ajuda laborosa da mídia mainstream. o momento Hobbesiano  com o objetivo claro de fazer crer que a Internet é um espaço sem lei,  para forçar o Estado a criar formas de controla-lo. O poder corporativo  só não mandou desligar a Internet porque assim como a sociedade ele  também depende dela, e depende de um rígido sistema de controle de  propriedade intelectual e industrial para impedir que os e-cidadãos  deixem de ser seus parasitas e volte a parasita-los livremente.</p>
<p>Pelo exposto nos temos de tomar algumas atitudes essenciais para evitar que sejamos cooptados por um novo regime totalitarista.</p>
<ul>
<li>Nos politizarmos 	mais, nos preocuparmos com as questões de nossa sociedade;</li>
<li>Aumentar a 	influência da sociedade civil na governança da rede;</li>
<li>Nos aliarmos os 	poderes do Estado;</li>
<li>Desconstruir 	incansavelmente o momento hobbesiano;</li>
<li>Pensar e construir 	alternativas para uma Internet;</li>
<li>Pensar local e 	agir global;</li>
<li>Repensar nossa 	relação com o consumo;</li>
<li>Pensar e novas 	formas de organização social.</li>
</ul>
<p>Créditos: A imagem foi obtida no <a href="http://www.paleofuture.com/">Paleo Future</a></p>

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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>A Cauda Longa do Jornalismo</title>
		<link>http://entropia.blog.br/2011/02/08/a-cauda-longa-do-jornalismo/</link>
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		<pubDate>Tue, 08 Feb 2011 09:45:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cibercultura]]></category>
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		<category><![CDATA[Economia 2.0]]></category>
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<p>Esta é uma atualização de um artigo meu <a href="http://www.jornalistasdaweb.com.br/index.php?pag=displayConteudo&amp;idConteudoTipo=2&amp;idConteudo=3118#">publicado no Jornalistas da Web</a> em 2008.</p>
<p>É curioso como a humanidade tende a tratar transições e evoluções de  forma apocalíptica. Foi assim com a chegada do rádio, da TV, e não  poderia ser diferente com a Internet. O tema ficou em &#8220;banho maria&#8221; por  alguns anos, pois além de não haver uma penetração considerável, ainda  não haviam soluções que dessem margem ao jornalismo colaborativo, ou  melhor, ao <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Crowdsourcing" target="_blank">jornalismo crowdsourcing</a>.  Os anos se passaram, e a população conectada cresceu de forma  surpreendente. Nos Estados Unidos, 95% dos jovens estão conectados. No  Brasil, praticamente 50% da população acessa a Internet. Este  crescimento associado a ferramentas como blogs, microblogging,  fotoblogs, videoblogs, mapas, mashups e tudo isto potencializado pela  computação cada vez mais ubiqua, deu espaço a um novo jornalismo, ao  jornalismo crowdsourcing. E conseqüentemente ao interminável debate  entre o jornalismo tradicional e o jornalismo crowdsourcing. O primeiro  argumenta que o segundo é imaturo, e este, que o jornalismo tradicional é  jurássico.</p>
<p>É uma comparação impossível, é preciso levar em  consideração que uma grande mudança nas relações pessoais e econômicas  foi provocada pela Internet. Esta mudança foi sistematizada por <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Chris_Anderson_%28writer%29" target="_blank">Chris Anderson</a>, em seu best seller &#8220;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Cauda_Longa" target="_blank">A Cauda Longa</a>&#8220;.  A Internet possibilitou uma capilaridade nunca antes vista, atingindo  nichos renegados e muitas vezes totalmente desconhecidos. A principio, o  estudo de Anderson provocou surpresa, mostrando a todos que a cauda  longa é maior do que o mainstream, e engorda cada vez mais por conta  daqueles que viviam no mainstream e agora podem se juntar às suas  tribos. É preciso levar em conta que a imprensa tradicional esta focando  no mainstream, e que a imprensa social está focando na cauda longa.</p>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/01/imagem_artigo_caudalonga1.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-574" title="imagem_artigo_caudalonga1" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/01/imagem_artigo_caudalonga1.gif" alt="" width="470" height="301" /></a></p>
<p>É  como se os leitores de fanzines habitassem a cauda longa, e os leitores  dos grande jornais, a cabeça da cauda, o mainstream, e isto não quer  dizer que esta relação seja excludente. Na prática, a capilaridade da  Internet permitiu conectar nichos com interesses similares, formando os  meganichos, que habitam o inicio da cauda, próximo ao mainstream. Quanto  maior o nicho, mais genérica a informação. A tendência do crescimento  dos meganichos, tanto em quantidades, como em tamanho, provoca dois  movimentos na cauda: ela engorda e se alonga. Engorda por conta  crescimento dos meganichos, e se alonga por conta dos novos nichos que  surgem.</p>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/01/imagem_artigo_caudalonga2.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-575" title="imagem_artigo_caudalonga2" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/01/imagem_artigo_caudalonga2.gif" alt="" width="470" height="301" /></a></p>
<p>Existe  um outro elemento importante, que é a informação. Abundante no  ciberespaço, é o catalizador da evolução. O crowdsourcing é a  personificação desta evolução. O cidadão conectado tem pressa, muita  pressa. A <a href="http://entropia.blog.br/2007/12/16/a-instantaneidade-o-crowdsourcing-e-o-jornalismo-social/">instantaneidade</a> é o resultado, ele quer saber agora, o que  acontece agora, quer interagir com a noticia. O Jornalismo cidadão é  visto como ruído pelo público mainstream, mas é extremamente eficiente  para seus apreciadores, e isto a velha mídia precisa entender e estudar.</p>
<p><strong>A questão da confiabilidade</strong></p>
<p>Constantemente  a credibilidade do jornalismo social é posta em xeque, os veículos  tradicionais defendem que somente eles estão aptos a noticiarem com  credibilidade, e que o jornalismo social não é confiável. Trata-se de  uma meia verdade, uma vez que os veículos tradicionais cometem  verdadeiras gafes, como o caso do &#8220;<a href="http://a8000.blogspot.com/2007/09/homem-diminui-dedo-para-usar-iphone.html" target="_blank">Homem diminui o dedo para usar o iPhone</a>&#8220;, noticiado pelo <a href="http://www.estadao.com.br/" target="_blank">Estadão</a>.  A confiabilidade do jornalismo social é diretamente proporcional ao  número de fontes, ou a credibilidade conquistada por algumas delas. Um  grande número de fontes permite ao leitor avaliar por amostragem o que é  ou não confiável, e assim construir a sua percepção de confiabilidade  de algumas fontes. Muitos blogs publicam matérias de alta qualidade e  confiabilidade, uma vez que, para alguns, o blog é uma fonte de status  e/ou receita, e o leitor é o seu mais valioso ativo.</p>
<p>Em termos de número de fontes, velocidade e interação, o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Micro-blogging" target="_blank">microblogging</a> revelou-se um grande aliado do jornalismo social, e o <a href="http://twitter.com/caribe" target="_blank">Twitter</a> é de longe a mais popular ferramenta de microblogging. O caso do  incêndio na Califórnia foi notório, mas não o único coberto via Twitter.  A grande &#8220;sacada&#8221; é que em microblogging o texto é limitado a 140  caracteres e o <a href="http://boo-box.com/link/aff:submarinoid/uid:128026/tags:celular" target="_blank">celular</a> é uma potencial ferramenta jornalística. Textos via SMS para o Twitter, fotos e vídeos via email para o <a href="http://www.flickr.com/photos/buzzmakers" target="_blank">Flickr</a> e <a href="http://www.youtube.com/jccaribe" target="_blank">YouTube</a> respectivamente e, na outra ponta, temos a noticia em qualquer dispositivo. É o verdadeiro crowdsourcing jornalístico.</p>
<p><strong>Conectando os dois mundos</strong></p>
<p>Existem diversos projetos com o objetivo de conectar os dois mundos. O mais notório deles é o <a href="http://international.ohmynews.com/" target="_blank">OhmyNews</a>, um jornal colaborativo com &#8220;cara&#8221; de jornal. Outro projeto bem interessante é o <a href="http://paper.li/caribe" target="_blank">Paper.li</a>, que produz um jornal diário automático com base no que você e quem você segue tuitam, ou listas ou ainda tags específicas. Tem também o <a href="http://tabbloid.com/" target="_blank">Tabbloid</a> que produzr um Jornal em PDF de acordo com feeds específicos. No Brasil, temos o próprio Jornalistas da Web, o <a href="http://www.jornaldedebates.com.br/" target="_blank">Jornal de Debates</a> e as redes de blogs que estão se formando, numa tendência a universalizar o jornalismo crowdsourcing.</p>
<p>&nbsp;</p>

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		<title>Mantras da irracionalidade &#8211; direito autoral</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Dec 2010 03:58:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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<p>Você já parou para pensar sobre o direito autoral e a propriedade intelectual? Bom eu venho pensando muito a respeito há anos, e tenho chegado à conclusões surpreendentes, verdadeiras aberrações que são aceitas e replicadas pela sociedade como verdadeiros <a href="http://entropia.blog.br/2009/01/10/mantras-da-irracionalidade/">mantras da irracionalidade</a>, aqueles mantras que foram imputados em sua mente por muito tempo, pela grande e dominadora mídia, e hoje você os repete sem pensar e com toda convicção. Você não os repete?  Ótimo, então vamos à algumas provocações:</p>
<ul>
<li>Se um acadêmico não é remunerado permanentemente por uma Tese, porque o autor de um livro tem de ser?</li>
<li>Se um publicitário não é remunerado permanentemente por uma peça que criou, porque o produtor de cinema tem de ser?</li>
<li>Se um engenheiro não é permanentemente remunerado por um projeto que ele fez, porque o musico tem de ser?</li>
</ul>
<p>Quando um engenheiro faz um projeto, ele assina a responsabilidade por ele, seja este engenheiro independente, funcionário ou responsável por uma Empresa. Este projeto tem um preço que é ditado por um mercado e é pago na forma combinada apenas uma vez. E por toda vida, este engenheiro pode ser responsabilizado por algum dano que seja comprovado como falha de projeto, e isto pode ter custos indetermináveis. Por outro lado, o músico não tem este risco enorme, afinal qual a chance de sua música provocar dano à alguém? Se ele não falar mal de ninguém e nem criar polêmica com a letra e não copiar outro músico, o risco é zero. Quando acaba um projeto o engenheiro já tem de estar fazendo outro, a vida dele é fazer projetos, ele se remunera por um projeto atrás do outro, até que chega ao fim de sua carreira. A partir dai ele vai ter de viver com suas economias, e sua pensão do INSS, e se foi previdente, da sua previdência privada. Com o músico é diferente, ele tem todos estes direitos do engenheiro e ainda tem a chance de criar &#8220;projetos&#8221; que irão sustenta-lo e a sua familia por muitos anos. Entendemos que cada música é um projeto, ou cada CD, e suas músicas proporcionam renda através de shows e da venda de CDs e faixas avulsas, mas não é só isto, tem mais!</p>
<p>Temos no caso da música o ECAD, que é uma entidade que fiscaliza e taxa qualquer estabelecimento que ouse tocar música! Não sei se existe transparência nesta arrecadação e nem se tem garantia de que todos os músicos serão remunerados de forma justa. Para mim o ECAD é uma aberração socialmente aceita, os estabelecimentos estão divulgando a música e ainda pagam por isto! Mas imaginemos se tivesse um ECAD na engenharia. Ele iria avaliar uma obra e cobraria uma taxa pela provável utilização dos projetos, ou seja, cada vez que um projeto fosse consultado, la estaria o ECAD da engenharia cobrando mais um níquel, acharíamos isto normal?</p>
<p>Acadêmicos investem anos de suas vidas em estudos e pesquisas, produzem teses e mais teses que são largamente utilizadas pela sociedade e industria de modo geral, algumas destas teses se transformam em livros, mas é a excessão e não a regra. Os resultados das pesquisas são utilizados em benefício da sociedade, são de fatos uteis em todas as esferas da humanidade, seja na economia, na saúde, educação, poder público, e etc.. A remuneração do acadêmico em geral vem das universidades, e de bolsas de pesquisa, e quando se aposentam tem o mesmo destino do engenheiro que citei logo acima. Quanto ao ECAD da academia, bom imagine você mesmo&#8230;</p>
<p>Mas e os autores de livros, bom assim como os músicos e pintores eles possuem o dom da arte, autores trabalham bem para escrever livros, não posso negar, mas nem todos os autores são realmente autores de seus livros, mas isto é outro papo. Por este livro o autor recebe a remuneração da sua venda, e também de palestras e eventos que participa. E quando se aposenta tem os mesmos direitos do engenheiro e do acadêmico, e ainda recebe os direitos por seus livros por muitos anos. Ainda bem que não tem ECAD dos livros, mas ja tem gente pensando em criar algo parecido e cobrar uma taxa das copiadoras&#8230;</p>
<p>Bom não vamos falar de publicitários e cineastas, seria mais um parágrafo comparando laranjas com maças, e daria mais trabalho para a minha conclusão, então vamos falar dos pintores de arte.</p>
<p>O pintor de arte ganha dinheiro vendendo suas obras, a atendendo à pedidos especiais, e ganha uma remuneração do &#8220;ECAD&#8221; dos pintores cada vez que alguém admira suas obras&#8230; ué? Não é assim não? Mas pô! Pintor não é artista? Porque este preconceito?</p>
<p>Bom que tem o músico e o autor de livro que o engenheiro, acadêmico e pintores de arte não tem? Vamos dar um tempo para você pensar&#8230;. pensou?</p>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/12/divisaogravadoras.gif"><img class="size-full wp-image-524 alignleft" title="divisaogravadoras" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/12/divisaogravadoras.gif" alt="" width="350" height="329" /></a><br />
Uma indústria intermediadora! Afinal lançar livros e discos tem um alto custo e demanda uma forte estratégia de marketing, por isto que os intermediários ficam com pelo menos 90% da arrecadação. Isto se justificava no século passado, antes do advento da Internet. Nos anos 80 os equipamentos e a produção de um disco eram impossíveis às pequenas bandas e livros tinham altos custos de diagramação e impressão.</p>
<p>Hoje pequenos estúdios que custam menos de R$ 100,00 a hora podem produzir CDs com ótima qualidade e temos a Internet para divulgar o trabalho, então para que precisamos das gravadoras? Nos não precisamos, quem precisa são os dinossauros, os músicos desconectados, os músicos da antiga. É importante lembrar que se você tem mais de 16 anos, então você é um imigrante digital, e para ser entendido precisa falar com os dois mundos.</p>
<p>Gravadoras são poderosas, movimentam verdadeiras fortunas, segundo o relatório mais recente da <a href="http://www.abpd.org.br">APBD</a>, no ano passado (2009) o mercado movimentou R$ 358.432 milhões com a venda de música nos formatos físicos (CD, DVD e Blu-ray) e formatos digitais (via Internet e telefonia móvel), e registrou um crescimento de 159,4% das vendas digitais via Internet, e ainda reclamam. E segundo a <a href="http://www.ifpi.org">IFPI</a>, neste mesmo ano o mercado fonográfico girou U$ 140 bilhões, ou quase 5% do PIB Brasileiro no mesmo período, e ainda culpam a pirataria por não arrecadarem mais, <a href="http://www.lazermusica.com/blog/2009-11-24/numeros-que-nao-convem-as-gravadoras">pois sim</a>&#8230;</p>
<p>Com este dinheiro todo eles tem um poder gigantesco e esta é a unica explicação para esta diferença entre o tratamento dos nossos atores aqui citados, mas afinal estamos aqui defendendo o direito autoral pô! Como assim? Olha aquele disco ali em cima, o suposto direito autoral que falamos é na verdade o direito do intermediário sobre os direitos do autor, e este em muitos casos não tem nem o direito de reproduzir suas próprias músicas, o <a href="http://oteatromagico.mus.br/">Teatro Mágico</a> que o diga&#8230;</p>
<p>Pois é e olha que eu ainda não entrei na questão da propriedade intelectual! E nem vou. Para isto pretendo fazer outro texto educativo como este, por enquanto vamos jogar pedras no meu blog, que venham os comentários!</p>
<p>&nbsp;</p>

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		<title>Wikileaks, Payback e o oportunismo do tripé do atraso</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Dec 2010 22:50:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/12/1752932831.gif"><img class="size-medium wp-image-498 alignleft" style="margin: 5px;" title="175293283" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/12/1752932831-208x300.gif" alt="" width="208" height="300" /></a>Quem imaginaria que o <a href="http://wikileaks.ch">Wikileaks</a>, um site criado há quatro anos provocaria uma <a href="http://tsavkko.blogspot.com/2010/12/wikileaks-vazamentos-e-uma-nova.html">revolução nas relações diplomáticas</a> ao tornar público documentos de diversas embaixadas, em especial a dos Estados Unidos. A divulgação dos últimos &#8220;<a href="http://wikileaks.ch/cablegate.html">cables</a>&#8220;, respingaram a diplomacia Brasileira <a href="http://brasileducom.blogspot.com/2010/12/wikileaks-manipulacao-da-midia-global-e.html">colocando em xeque a idoneidade do Ministro da Defesa Nelson Jobim</a>. As informações divulgadas também deixaram o ex-presidenciavel <a href="http://cartacapitalwikileaks.wordpress.com/2010/12/13/nos-bastidores-o-lobby-pelo-pre-sal/">José Serra em uma situação delicada</a>, uma vez que Patrícia Padral, diretora da americana Chevron no Brasil afirmou que ele mudaria as regras do pre-Sal se fosse eleito.</p>
<p>As revelações seguem cumprindo seu papel social, citando fatos menores envolvendo o <a href="http://cartacapitalwikileaks.wordpress.com/">Brasil</a>. Por conta das revelações a <a href="http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-wikileaks-e-a-reacao-da-pfizer">Pfizer tirou correndo dois medicamentos de circulação</a>. Isto sem contar com a <a href="http://www.mst.org.br/Estados-Unidos-fazem-batalha-ideologica-contra-movimentos">pressão pela criminalização do MST</a>.   Muitas revelações ainda estão por vir, e é importante lembrar que uma única edição de domingo do The New York times possui mais  informações do que um homem que viveu durante o Iluminismo conquistou  durante toda a vida. O WikiLeaks, sozinho, já <a href="http://desabafopais.blogspot.com/2010/12/wikileaks-publicou-mais-documentos.html">publicou mais documentos  secretos do que toda a imprensa mundial junta</a>.</p>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/12/sanwiki.gif"><img class="alignright size-medium wp-image-506" style="margin: 5px;" title="sanwiki" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/12/sanwiki-199x300.gif" alt="" width="199" height="300" /></a>Esta  transparência que desnuda a diplomacia mundial provocou o pânico e a ira do alto  escalão estadunidense, que deu inicio à uma perseguição implacável e desproporcional ao  Wikileaks e a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Julian_Assange">Julian Assange</a> seu fundador.  Inicialmente tentando sufocar a organização bloquando suas receitas no PayPal e nos cartões de Mastercard e Visa. Posteriormente pressionou o EveryDNS para deixar de responder para o dominio wikileaks.org e ao mesmo tempo <a href="https://www.eff.org/deeplinks/2010/12/amazon-and-wikileaks-first-amendment-only-strong">fez com que a Amazon deixasse de hospeda-lo</a> em sua nuvem elástica. A ofensiva segue permeando a web e provocando bloqueio, muitas vezes involuntário ao acesso ao Wikileaks e seus mirrors através de denuncias às principais bases de dados que alimentam as feramentas de controle de acesso, <a href="http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-wikileaks-bloqueado-pela-serpro">como a usada no SERPRO</a>, e em diversas universidades e empresas do mundo todo. Neste meio tempo Assange entregou-se em Londres, procurado pela Interpol sob uma ainda <a href="http://ponto.outraspalavras.net/2010/12/09/estupro-de-assange-novo-sinal-de-farsa/">controversa acusão</a> de crime sexual, tornando-se o <a href="http://www.idelberavelar.com/archives/2010/12/wikileaks_o_1_preso_politico_global_da_internet_e_a_intifada_eletronica.php">primeiro preso politico global da Internet</a>.</p>
<p>Toda esta pressão motivou uma <a href="http://tsavkko.blogspot.com/2010/12/operacao-vingar-assange-hackers-em.html">forte ofensiva</a> denominada &#8220;Payback&#8221; (dar o troco) que vem deflagrando ataques de DDoS (<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ataque_de_nega%C3%A7%C3%A3o_de_servi%C3%A7o">Distributed Deniel of Service – Negação de serviço distribuída</a>), aos sites que  bloquearam o Wikileaks. É importante deixar claro que o ataque de DDoS não configura uma invasão, fazendo uma analogia é como se uma multidão ficasse parado na porta de uma empresa, de modo a bloquear o acesso à esta.</p>
<p>Como era de se esperar, a operação PayBack deixou o <a href="http://entropia.blog.br/2010/04/23/acta-e-o-tripe-do-atraso/">Tripé do Atraso</a> em polvorosa, dado a dimensão e quantidade de fatos que podem ser explorados  por aqueles que desejam controlar a Internet. A estratégia usada por eles é a velha conhecida, de  confundir e desinformar, colocando Wikileaks, Assange, PayBack e ataques hackers em um só lugar, e intencionalmente colocando hackers e crackers como sinônimo, com o objetivo de criminalizar o movimento social que é o hacktivismo. Este mecanismo pode ser claramente percebido no trecho abaixo, retirado do <a href="http://www.senado.gov.br/atividade/plenario/sessao/disc/listaDisc.asp?s=217.4.53.Ohttp://www.senado.gov.br/atividade/plenario/sessao/disc/listaDisc.asp?s=217.4.53.O">discurso</a> que o <a href="http://meganao.wordpress.com/o-mega-nao/o-que-combatemos/">Eduardo Azeredo</a> fez ainda como senador no dia 09/12:</p>
<blockquote><p>[..]–  a proposta de  combate aos crimes digitais, que tantas vezes me trouxe a  esta tribuna.  Trata-se de um texto que construímos democraticamente e  que modifica e  amplia leis brasileiras, no sentido de modernizá-las e  de tipificar  treze novos delitos cometidos com o uso das tecnologias da  informação.</p>
<p>Esse debate é de suma importância. Os delitos cibernéticos crescem   exponencialmente no Brasil e no mundo, e a questão precisa ser tratada   com seriedade sem histrionismos, sem redução do debate ao nível do   baixar músicas ou de falsa ideia de censura. Já basta. Vamos retomar   esse assunto da forma séria como ele merece.</p>
<p><strong>Estamos vendo aí, agora, do ponto de vista internacional, os hackers  invadindo os sites da Mastecard e da Visa.  No Brasil, hoje, já existe  uma utilização em massa de cartões de  crédito. Estamos todos vulneráveis  aos hackers, que não podem ser  punidos porque o Brasil não tem  tipificação de crimes cibernéticos</strong>.</p>
<p>Nós já fizemos a nossa obrigação aqui no Senado, já aprovamos o projeto,   mas ele também permanece pendente de uma decisão da Câmara, com   interpretações errôneas e que são, como eu gosto de dizer, de um nível   que não compete, que não pode ser aceito, pois se diz que vai se   criminalizar a questão de baixar música, quando não existe nada em   relação a isso no projeto. E esse assunto já é tratado na Lei de   Direitos Autorais.[..]</p></blockquote>
<p>Como todos podem perceber, o Azeredo esta falando ai do <a href="http://meganao.wordpress.com/o-mega-nao/o-que-combatemos/">AI5 digital</a> que além de <a href="http://meganao.wordpress.com/o-mega-nao/estudos/">não cumprir  que promete, traz enormes danos à Internet como a conhecemos hoje</a>, uma inédita e potente ferramenta democrática, e refere-se aos ataques de DDoS como invasão, o termo ataque em sí já é um equivoco.</p>
<p>O PIG também aproveitou a situação, alguns veículos se preocuparam em dar mais visibilidade aos ataques do PayBack do que a questão central e os detalhes dos telegramas vazados e a prisão de Assange. Curiosa e divertida foi esta <a href="http://cbn.globoradio.globo.com/programas/cbn-total/2010/12/09/HACKERS-DEPURAM-SEGURANCA-EM-SITES-QUE-INVADEM.htm">entrevista que a radio CBN fez com o advogado Amaro Morais e Silva Neto</a>, preste atenção na insistência da entrevistadora em querer trazer o tema para uma ótica pró AI5 digital e veja as respostas do Amaro, é de lavar a alma de qualquer ciberativista.</p>
<h3>Conectando os fatos</h3>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/12/wikileaks.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-490" style="margin: 5px;" title="wikileaks" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/12/wikileaks-300x187.jpg" alt="" width="300" height="187" /></a>Pablo Ortelado ressaltou que precisamos ficar de olho nos documentos vazados pela Wikileaks: O jornal inglês The Guardian soltou uma lista com as tags de todos os telegramas das embaixadas americanas que foram vazados. Cruzando os dados com duas das tags <a href="http://wikileaks.ch/tag/KIPR_0.html">KIPR</a> (Propriedade Intelectual) e <a href="http://wikileaks.ch/tag/BR_0.html">BR</a> (Brasil) chegamos a cerca de cem documentos que certamente delimitam as estratégias dos EUA para promover políticas de propriedade intelectual no Brasil. Até o momento, nenhum desses documentos foi lançado, mas podemos ter notícias nos próximos dias. A lista dos documentos já é indicativa do que virá. O documento mais antigo é de 26 de setembro de 2003 e o mais recente de 21 de dezembro de 2009. A fonte dos documentos são telegramas da embaixada de Brasília e do consulado de São Paulo, mas há também um do consulado do Recife (de 10 de maio de 2007) e um da embaixada de Ottawa (de 7 de maio de 2007). Muitos documentos se concentram no período de maio a agosto de 2006. Pedro Paranaguá lembra que este período antecedeu a <a href="http://www.helium.com/items/317516-brazil-issues-compulsory-license-for-merck-aids-drug-efavirenz">licença compulsória do Efavirenz, da Merck</a>.</p>
<p>Começamos a entender a razão de tanta preocupação, certamente alguns destes telegramas devem revelar detalhes relacionada ao AI5 digital, como já é revelado no <a href="http://www.publicknowledge.org/node/3047">Relatório 301 do USTR</a>, confirmando o que todos já sabemos, o AI5 digital serve aos interesses da &#8220;Máfia autoral&#8221; e dos Bancos. Alias segundo Laerte Braga existem diversos projetos de lei similares ao AI5 Digital mundo afora, que <a href="http://brasileducom.blogspot.com/2010/12/laerte-braga-eua-compraram-google-para.html">foram produzidos em Washington</a>. Mas a questão não para ai, além do risco das próximas revelações desqualificarem definitivamente o AI5 digital, podem colocar o ACTA em cheque . Com isto começa a ficar claro a razão da desproporcionalidade da reação aos vazamentos do Wikileaks. Veja que a minha tese já começou a confirmar-se, uma vez que os vazamentos da <a href="http://arstechnica.com/tech-policy/news/2010/12/how-wikileaks-killed-spains-anti-p2p-law.ars">Wikileaks livraram a Espanha de uma lei contra o P2P</a>.</p>
<h3>As reações e final imprevisível</h3>
<p>A reação ao Wikileaks esta numa balança que pode pender para grandes modificações nas relações diplomaticas e nos valores existentes ou deflagrar uma insana <a href="http://hiperficie.wordpress.com/2010/12/03/wikileaks-e-a-protecao-internacional-de-direitos-fundamentais/">caça aos direitos fundamentais na Internet</a>. Alguns especialistas acreditam que as <a href="http://www.brasileconomico.com.br/noticias/wikileaks-pode-ser-ameaca-para-sociedade-civil_95769.html">relações diplomáticas não necessitam de transparência</a>, outros como <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_castells">Manuel Castells</a> alertam que o <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=620IMQ020">que esta em jogo é o poder</a>, e a comunicação é o poder.</p>
<p>Um excelente e breve <a href="http://www.revistaforum.com.br/noticias/2010/12/10/brancaleone_contra-ataca/">artigo na Revista Forum</a> apresenta um final imprevisivel:</p>
<blockquote><p>[..]Começam a se inverter as posições no conflito entre o governo dos Estados Unidos e a organização WikiLeaks, fundada pelo australiano Julian Assange. Do jornalista americano Jay Rosen, professor da Universidade de Nova York e crítico de mídia, ao presidente do Brasil, Lula da Silva, passando pelo jornal britânico The Guardian, cresce o movimento de apoio ao WikiLeaks, ao mesmo tempo em que surgem as primeiras análises sobre o papel da imprensa na fiscalização do poder.[..]</p>
<p>[..]Como já se afirmou <a href="http://observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=619IMQ017" target="_blank">neste Observatório</a>,  o fenômeno WikiLeaks pode estar inaugurando um novo tempo. Contra todos  os prognósticos, o exército de Brancaleone pode ganhar essa guerra.[..]</p></blockquote>
<p>Uma possibilidade preocupante, quase apocaliptica é exposta pelo Ronaldo Lemos, que cogita que o governo estadunidense pode simplesmente <a href="http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/podcasts/844620-ronaldo-lemos-reacao-ao-wikileaks-poe-internet-em-risco.shtml">tirar qualquer dominio do ar via ICANN</a>. Neste caso, ja temos de pensar já em <a href="http://www.eff.org/deeplinks/2010/12/constructive-direct-action-against-censorship">alternativas para a questão de nomes, e DNS, configurando uma Internet alternativa</a>.</p>
<p>Recomendo a leitura do artigo completissimo: WIkileaks e os conflitos no ciberespaço &#8211; <a href="http://passapalavra.info/?p=33369">parte 1</a> e <a href="http://passapalavra.info/?p=33413">parte 2</a></p>
<p>Crédito das Imagens:</p>
<ul>
<li><a href="http://twitpic.com/3e81m9">The Wikileaks Effect</a> &#8211; Charge de Carlos Latuff</li>
<li><a href="http://wikileaks.ch/Support.html">Wallpaper Wikileaks</a></li>
<li><a href="http://twitpic.com/2wd55v">O Retorno do Monstro da privatização</a> &#8211; Charge de Carlos Latuff</li>
</ul>

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</ol></p>]]></content:encoded>
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