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	<title>Entropia ! &#187; campus party</title>
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		<title>A Campus Party que todo mundo vê, mas poucos enxergam</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Apr 2010 21:00:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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<p>Decidi fazer este post como um exercício, venho enfrentando um momento estranho, parece que perdi momentâneamente minha habilidade com a escrita, talvez seja porque tenho convivido com dinossauros mais do que o tolerável, tenho participado de reuniões onde as pessoas possuem pastas com email impresso!</p>
<p>Para tentar resgatar o meu verdadeiro eu, decidi me internar na Campus Party 2010. Fui convidado para uma <a href="http://blip.tv/file/3140656">palestra</a> no <a href="http://www.campus-party.com.br/campus-forum.html">Campus Forum</a> na terça (26/01) e aproveitei para ficar até sábado (30/01), foi ótimo, revi gente conectada, gente do meu mundo e pude voltar a sentir o sabor da evolução, o frescor da brisa tecnológica e o calor humano de uma rede de pessoas. Foram momentos de extremo prazer, conversas produtivas, palestras, planos e celebrações, tudo girando em torno de um só tema, a sociedade conectada e o futuro do Brasil.</p>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/Cparty10MarcoCivil021.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-323" title="Marco Civil Campus Party" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/Cparty10MarcoCivil021-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<h2>O que todo mundo vê e poucos enxergam?</h2>
<p>Esta foi a terceira edição da Campus Party, e cada edição possui características marcantes, esta por exemplo estava muito focada em cibercultura e aspectos legais e operacionais da Internet. Mas um pequeno detalhes estava o tempo todo pulando na cara de todo mundo, seja nos slogans, nas falas, no material, nos banners e no <a href="http://blog.campus-party.com.br/index.php/campus-party-brasil/">site oficial</a>: <strong>A Internet é uma rede de pessoas.</strong></p>
<p><strong><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/DSC03178.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-318" title="Campus Party" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/DSC03178-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><br />
</strong></p>
<p>Bom se esta frase não tem nenhum significado a mais para você, é porque você é um dos que viu e não enxergou, mas não se preocupe, muitos não enxergaram. O fato de afirmar que a Internet é uma rede de pessoas contraria o mantra midiatico de que a Internet é uma rede de computadores, a Internet já deixou de ser uma rede de computadores há quase 10 anos.</p>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/DSC03190.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-319" title="Campus Party camping" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/DSC03190-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>A afirmativa de que a Internet é uma rede de pessoas subverte o conceito anterior de que a internet é uma rede de computadores, assim como hoje estamos na era da participação que subverteu o conceito da era da informação, mas curiosamente ambos os conceitos ultrapassados são ainda utilizados pela nossa jurássica mídia.</p>
<p>Em outras palavras, a questão tecnológica da Internet já se naturalizou, de forma que é naturalmente ignorada pelo o usuário de tal forma que este já enxerga diretamente a parte social da rede. Nem mesmo a velha frase que diz que a Internet é uma rede de pessoas mediada por computador é mais uma afirmativa indiscutível, com o crescimento da ubiquidade do acesso fica difícil definir o que é de fato computador, um celular é um computador? Neste caso a rede poderia ser definida como uma rede de pessoas mediada por dispositivos conectáveis, mesmo assim esta afirmativa, apesar de correta, coloca uma barreira no seu entendimento, em um momento que a invisibilidade da tecnologia se faz necessária para dar valor ao aspecto humano da rede.</p>
<p>Há dois anos fiz uma <a href="http://entropia.blog.br/2008/03/16/o-novo-geek-e-maslow/">análise da pirâmide da pirâmide de Maslow aplicada as mídias sociais</a>, que orgulhosamente apelido de pirâmide de Caribé ou hierarquia das necessidades em mídias sociais. Nesta analise eu estabeleço que os dois primeiros degraus da pirâmide são o conhecimento tecnológico e o acesso, mas se olharmos pela ótica que venho tecendo acima, podemos dizer que na verdade a pirâmide esta se transformando em um losango, uma vez que estes dois primeiros degraus estão ficando cada dia mais invisíveis, o que de certa forma acelera a tão desejada &#8220;alfabetização digital&#8221;.<br />
<a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/piramidelosangouso.png"><img class="aligncenter size-large wp-image-328" title="piramidelosangouso" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/piramidelosangouso-1024x500.png" alt="" width="600" height="293" /></a><br />
Não tirando a questão tecnológica da Campus Party, afinal é sim de certa forma a tecnologia em seus diferentes niveis de visibilidade que as pessoas buscam encontrar no evento, mas principalmente as pessoas buscam encontrar pessoas, a Campus Party é na verdade uma grande rede social ao vivo de pessoas conectadas, uma tangibilização da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cauda_Longa">cauda longa</a>, um encontro de muitas tribos que habitam o ciberespaço e este planeta chamado terra, pense nisto.</p>
<h2>A miopia universitária</h2>
<p>Pouco antes da Campus Party, conversando com um amigo, o <a href="http://twitter.com/quimbanda">Ronald Stresser</a>, ele comentou que estava pensando em fazer um curso mais específico de mídias sociais, e respondi quase de imediato que a Campus Party era o melhor curso de mídias sociais que ele poderia fazer, foi uma resposta daquelas &#8220;bate pronto&#8221; e depois comecei a pensar no que falei e vi que havia acertado na mosca.</p>
<p>Na Campus Party vivencia-se a cultura digital o tempo todo, é um paraiso para etnografos, profissionais e pesquisadores de comunicação e alias qualquer área profissional que de alguma forma envolva a Internet. Neste ano tivemos dezenas de palestras, com temas diversos e riquissimos, encontro dos cerebros da cibercultura brasileira, dos ativistas, legisladores e parlamentares da liberdade na rede, visita de presidenciaveis, debates de software livre, jogos, midias sociais, musica, video, multimidia, robotica, casemod e um monte de outras coisas. Na Campus Party você faz parte do contexto e não apenas lê sobre ele, o aspecto informal do evento reflete a informalidade e a liberdade da rede, onde você vai alem do livro, pode interagir com os autores, e isto não tem preço.</p>
<p>Mas onde estão as caravanas organizadas pelas universidades? Imagine o valor para uma faculdade de Direito em participar dos debates a cerca do Marco Civil, assistir à uma palestra do Lessig e de quebra ainda conversar com varios juristas, parlamentares, e representantes da sociedade civil que se fizeram presentes? Imagine o valor para uma faculdade de Comunicação participar de debates sobre cibercultura com os maiores estudiosos da área no Brasil? Ou quem sabe as faculdades de Pedagogia participarem da discussão a cerca do novo modelo de Universidade levantado pela pesquisadora <a href="http://twitter.com/ivanabentes">Ivana Bentes</a>?</p>
<p>Poderia enumerar dezenas de outros casos, eu nem falei da área técnica, mas foi de propósito, mas pergunto: Afinal porque as universidades ainda sofrem do mal de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADsifo">Sísifo</a>, e continuam seguindo o mesmo caminho secular ao invés de apresentar novas propostas e desafios?</p>

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		<title>Campus Party e os mundos em colisão</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Feb 2008 20:44:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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<p>Confesso que fiquei morrendo de inveja do pessoal que foi ao <a href="http://www.campusparty.com.br/">Campus Party</a>, para me manter informado montei um  <a href="http://twitter.com/cpartybr">live stream</a> no <a href="http://twitter.com/">Twitter</a> usando o <a href="http://twitterfeed.com">TwitterFeed</a>. Vi várias coisas, li diversos posts e fiquei por dentro dos acontecimentos, até dei meus palpites via <a href="http://twitter.com/caribe">twitter</a>, interferindo em tempo real com o que acontecia.</p>
<p><img src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2008/02/imprensajurrasica.jpg" alt="Imprensa Jurrássica" align="right" hspace="5" vspace="5" />A cobertura do <a href="http://entropia.blog.br/2007/12/16/a-instantaneidade-o-crowdsourcing-e-o-jornalismo-social/">Jornalismo Social</a> foi bem eficiente, permitindo à qualquer um acompanhar ao vivo todo o evento. <a href="http://www.technorati.com/search/campus+party?authority=a4&amp;language=pt">Posts</a>, <a href="http://twitter.com/cpartybr">twitts</a>, <a href="http://br.youtube.com/results?search_query=campus+party&amp;search_type=&amp;search=Pesquisar">videos</a> e <a href="http://www.flickr.com/groups/campuspartybr/">fotos</a> publicados em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Social_media">midias sociais</a> deram o tom, proporcionando-me  uma sensação de estar lá, sem ter saido do home office. Isto não quer dizer que eu não tenha acompanhado algo sobre o Campus Party na mídia tradicional, acompanhei sim, pelo <a href="http://g1.globo.com/Noticias/0,,LTM0-5597-16096,00.html">G1</a>, <a href="http://idgnow.uol.com.br/internet/campus-party/">IDG Now!</a>, e outros que apareciam no meu live stream. Infelizmente percebi que os mais tradicionais da  velha midia estavam mais interessados em retratar o aspecto bizzaro e inusitado do evento, deixando de mostrar o que realmente interessava. Algumas destas reportagens  deixaram transparecer <a href="http://www.bluebus.com.br/show.php?p=2&amp;id=81824">um estereótipo Geek completamente desatualizado no imaginário coletivo de seus autores e editores</a>.</p>
<p>Os campuzeiros fizeram muitas <a href="http://www.brainstorm9.com.br/2008/02/14/campus-party-dinossauro-invade-aquario-dos-jornalistas/">brincadeiras</a> com a imprensa, e até foram hostis vaiando os palestrantes no painel &#8220;<a href="http://willpubli.blogspot.com/2008/02/debatedeira-entre-jornalistas-e.html">A Imprensa e o meio digital</a>&#8220;, quando a blogosfera foi colocada na berlinda. Alias durante todo o evento, os mundos estavam literalmente em colisão, como sabiamente retrata este <a href="http://www.burburinho.com/20060422.html">clássico de Nemo Nox</a>.</p>
<p>E natural que isto aconteça, mas estávamos acostumados com choques culturais à cada geração, à cada dez anos em média, mas agora na era da geração conectada, isto acontece com uma freqüência cada vez maior, e com uma intensidade muito maior, talvez um ano seja um período de tempo muito grande agora.</p>
<p>Eu ja havia decidido que não escreveria sobre o Campus Party, até que vi este <a href="http://www.viuisso.com.br/2008/02/15/quando-a-blogosfera-vira-ruido-e-a-tinta-vira-marrom-ou-rapidas-reflexoes-sobre-o-campus-party/">post do Michel Lent</a>, no inicio pensei que o Michel havia se tornado um dinossauro, sempre o admirei por sua visão de vanguarda, mas o que estava acontecendo? Foi quando eu percebi que na verdade ele soube narrar com perfeição, o que um leigo enxergaria na blogosfera. É  neste dilúvio informacional, que ele chama de ruído, que estamos habituados à nos informar, para isto usamos ferramentas que nos ajudam à enxergar na neblina. Os leitores mais tradicionais, enxergam este ruído e acabam buscando referências do mundo real, que são as mídias tradicionais.</p>
<p>Depois o <a href="http://www.usina.com/rodaeavisa/004959.html">René de Paula Jr, publicou um podcast falando dos erros e riscos da guerra nova x velha mídia</a>. Na percepção dele, não existe motivação para tal, e mesmo se existisse o embate poderia se dar de outra forma, até porque da maneira que vem sendo conduzido a credibilidade da blogosfera pode ser colocada em xeque. René fala da importância de conhecer o &#8220;inimigo&#8221; por dentro, para que se possa ter uma visão desprovida de preconceitos acredito eu. Sun Tzu em seu classico a Arte da Guerra fala algo parecido: &#8220;Conheça  si e seu inimigo e ganhe todas as batalhas&#8221;.</p>
<p>Mas não existe guerra, não existe batalha, nem é possível comparar a Imprensa Tradicional com a Imprensa Social, apesar do objetivo de ambas ser a informação, as motivações, aspirações, e estrutura socio-econômica-organizacional das duas são totalmente diferentes, é como querer comparar cebolas com laranjas.</p>
<p>Mas então porque existe esta hostilidade ? Lembra do <a href="http://www.brainstorm9.com.br/2007/08/09/campanha-do-estadao-contra-os-blogs/">caso Estadão x Blogs</a>?  Foi uma campanha do Estadão que subestimava os blogueiros, onde um macaco &#8220;Bruno&#8221; fazia um blog de economia e outras peças com a mesma tônica. Segundo a Talent, a agência que bolou as campanhas, uma parcela significativa da blogosfera é fútil, o que é verdade, mas as peças não faziam esta distinção e a coisa pegou muito mal.</p>
<p>A repercussão foi tão negativa que o Estadão organizou um debate, debate este que tinha por objetivo comparar cebolas com laranjas, ou seja o corporativismo da mídia tradicional com o crowdsourcing da blogosfera. Ou seja continuaram errando, e de certa forma hostilizaram ainda mais os blogueiros no debate, e a &#8220;lava&#8221; continuou fervendo. Nem mesmo o &#8220;<a href="http://www.pvision.com.br/blog/2007/11/28/estadao-espreme-limao-nos-olhos-dos-usuarios/">Limão</a>&#8220;, projeto do Estadão amenizou este &#8220;ranço&#8221;.</p>
<p>Notáveis representantes da blogosfera acham que esta discussão não vai levar a lugar nenhum. Edney  fala que <a href="http://www.interney.net/?p=9761727">este assunto esta ficando chato</a>, <a href="http://www.interney.net/blogs/inagaki/2008/02/16/campus_party_blogueiros_x_jornalistas_o_/">opinião compartilhada pelo Inagaki</a>, e Jonny Ken mostra que <a href="http://www.jonnyken.com/infoblog/2008/02/16/campus-party-substitua-a-palavra-jornalista-por-blogueiro-e-veja-se-nao-faz-sentido/">a discussão é inocua</a> e quem tem telhado de vidro não deve jogar pedra para o alto.   Mas toda esta confusão acaba sendo requentada por mais preconceitos, como o fato ocorrido com Fugita, que relata um <a href="http://www.techbits.com.br/2008/02/16/campus-party-falhas-falhas-e-falhas/">flagrante de preconceito com a blogosfera</a> na coletiva de imprensa de encerramento do Campus Party.</p>
<p>E quem pensa que os motivos acabaram, então fique atento à <a href="http://www.bluebus.com.br/show.php?p=1&amp;id=81941">nova campanha da Leo Burnet</a> que pode requentar a discussão. Uma coisa importante é que a blogosfera tenha em mente que seus <a href="http://rohitbhargava.typepad.com/weblog/2008/02/blog-marketing.html">blogs são seus alter EGO</a>, e que levar todo tipo de provação à ponta de faca, acaba deixando a blogosfera igual o &#8220;Bobão do play&#8221;,  aquele cara que todo mundo gosta de implicar. Pense nisso&#8230;</p>
<p>20/02/08 &#8211; Saiu um <a href="http://www.edelman.com.br/blog.asp?mes_c=2&amp;ano_c=2008">post bem interessante por Thiane Loureiro no blog da Edelman</a></p>
<p>Referências : Linkadas ao longo do texto e f<a href="http://imasters.uol.com.br/podcast/video/8047/debate_campus_party_blogueiros_x_jornalistas_-_parte_1/"></a>otos: <a href="http://www.flickr.com/photos/radarcultura/">Flickr do  Radar Cultura, editadas e disponíveis na mesma licença<br />
</a></p>

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