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	<title>Entropia ! &#187; Ativismo</title>
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		<title>Saudades da gaiola dourada</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Apr 2012 05:18:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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<p><a title="Foto: Katie Tardiff" href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2012/04/453239_30781154.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-804" style="margin: 5px;" title="453239_30781154" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2012/04/453239_30781154-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Hoje vejo a velha roda do lado de fora da gaiola e fico pensando, para que fui fugir da gaiola?&#8230;</p>
<p>Olho para o lado vejo hamsters felizes girando a roda como se não houvesse amanhã, suas gaiolas, muitas douradas são equipadas com um monte de tralha, quanto mais bonita e vistosa a gaiola, mais rápido gira a roda. Impressiona ver o hamster cansado se jogar da roda no sofá e ligar  o Imbecilizador, onde uma programação audiovisual o leva para um mundo de sonhos e consumo, que mostra o quanto é bom consumir, consumir, consumir&#8230; Veja como são belos e felizes os hamster consumistas, veja só aquele hamster do lado, diz a esposa, eles tem um cagador turbo, grande e confortável, e nos aqui neste cagador pequeno, você não tem vergonha não?!</p>
<p>Vendo isto o hamster olha para o relógio e pula na roda de volta e corre como se fosse alcançar o próprio rabo, um desespero por um cagador&#8230; Chega finalmente o cagador novo na gaiola de nosso amigo hamster, um hamster sério e trabalhador que não tem tempo para muita prosa. Hoje é domingo, e o hamster vai tomar uma cervejinha e ver um futebol, afinal ele merece. Chega em casa bêbado e acorda de ressaca com a cabeça latejando toma um &#8220;estupidex&#8221; e vai para a roda, gira como ninguém, mas dai começa a pensar, para que pensar??? O hamster para, toma uma birita a volta para a roda, acha o maior barato girar junto com ela, toma outra e decide girar a roda ao contrario e logo toma um esporro do Bank hamster. Como assim, girar ao contrário, você tem noção do perigo que é ser diferente? Consuma, consuma! O bom e nobre hamster volta a girar a roda novamente, a esposa hamster respira aliviada, pois já esta pensando em pintar a gaiola de ouro.  O cagador turbo já &#8220;orkutizou&#8221;, chique agora é ter a gaiola dourada, é o novo conceito em moradia diz a esposa hamster. Conceito do caralho! Resmunga o marido hamster pensando em como foi divertido girar a roda ao contrário, ria da cara do Bank hamster.</p>
<p><a title="Foto: Sarah Dawn Nichols" href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2012/04/65882_8045.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-803" style="margin: 5px;" title="65882_8045" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2012/04/65882_8045-212x300.jpg" alt="" width="212" height="300" /></a>Neste domingo foi diferente, o hamster não foi tomar cerveja e nem assistir futebol, ficou apenas contemplando a roda pensativo&#8230;  Preocupada a esposa hamster o reprimiu: Você não sabe que pensar é perigoso?!  Em seguida ligou o Imbecilizador para tentar distrair o marido hamster,  este bateu a porta e saiu sem dizer para onde ia. Mais tarde ele voltou com um livro debaixo do braço: &#8220;A roda&#8221; de Hamster Max.  A esposa hamster aos prantos ajoelhou na frente do marido e implorou para que ele devolvesse aquele livro, ela lembrou o fim trágico  de todos que provaram daquela droga. Olha a miséria meu amor, eles abandonaram a roda e ficam debatendo e estudando o tempo todo, nem mesmo  possuem uma roda na gaiola, quando muito uma gaiola, são uns verdadeiros perdedores! A esposa implorou e o marido fingiu aceitar.  Mais tarde ele pegou as ferramentas e montou um dispositivo na roda, agora ele pode pedalar e ler enquanto faz a roda girar, a esposa morria de vergonha  afinal os maridos das amigas dela corriam elegantemente dentro da roda, já o nosso hamster parecia um pensador pedalando e debochando&#8230;</p>
<p>Nosso hamster saiu novamente e comprou livros e mais livros, lia e pedalava sem parar, a pobre esposa não sabia mais onde enfiar a cara.  O hamster comecou a pensar novamente, a esposa coitada, não podia comprar aquela ração &#8220;premium plus ultra du kacete&#8221;, teve de comer milho. O nosso hamster, resolveu sair e bateu de gaiola em gaiola convocando os vizinhos para conversar sobre uma idéia que ele teve.</p>
<p>No dia seguinte a esposa hamster acordou assustada pois tinham um monte de hamster na frente da gaiola, e o marido falou, fica calma vamos nos mudar, e começaram a alinhas as gaiolas, colocando uma ao lado da outra, mas o pesadelo estava por vir&#8230;. bom pelo menos para a visão consumista da esposa hamster, para o nosso heroi um sonho sendo posto em prática&#8230; Ela comeca a ver que os outros hamsters estavam retirando a roda de suas gaiolas e colocando na frente e enchendo de terra&#8230;.  chegam na gaiola de nosso hamster e ele encontra a esposa de malas prontas, dizendo você decide: ou a roda ou eu! Não preciso dizer que a Sra Hamster teve de ir para a casa da mãe dela. Enquanto isto os hamsters plantavam nas velhas rodas nosso heroi havia criado uma comunidade capaz de suprir-se sem a necessidade de girar a roda indefinidamente, ele percebeu que consumia um monte de bobagem inúteis, que na pratica ele não necessitava. O Imbecilizador foi trocado por um Inteligentador conectado na Internet. Pouco a pouco a idéia maluca de nosso heroi peludo foi sendo disseminada, o tempo vago agora era preenchido com leituras, debates e a produção de conteúdo para seus blogs, sem contar que tinham tempo de fazer o mais importante, de compartilhar amor e afeto e ver os filhotes crescerem e participar disto, sem ter de terceirizar com babas e escola como no passado.</p>
<p>Mas o Bank hamster não estava gostando nada disto, as redes de imbecilização falavam diariamente dos perigos da Internet e do compartilhamento. Precisavam calar os hamsters revolucionários! Os Bank hamsters discutiram várias estratégias e começaram a coloca-las em prática, primeiro junto com a rede de imbecilização tentaram confundir as pessoas.  Diziam que os hamsters revolucionários eram produtores de &#8220;ratotóxicos&#8221;, e em nome da segurança trabalharam o mito de que as sementes plantadas em casa eram perigosas e poderiam ate mesmo produzir alucinações, por isto quem as consumia eram diferentes, agiam diferente, pensavam! Não colou! Muita gente estava trocando o Imbecilizador pelo Inteligentador e viram que a rede de imbecilizacao estava mentindo. Maldita Internet pensavam os Bank Hamsters, temos de eliminar a concorrência!</p>
<p>Os velhos e gordos Bank hamsters reuniram se em seu covil para discutir formas de  parar estes hamsters revolucionarios. Chegaram a conclusão de que o maior perigo não eram aquelas tribos de hamsters &#8220;sem rodas&#8221;,  poder estava mesmo é na Internet. Descobriram que os hamsters comuns usavam seus inteligentadores conectados à interner com a mesma eficiência dos imbecilizadores e sua rede decadente.</p>
<p><a title="Foto: Tatiana Maksimova" href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2012/04/947881_86417171.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-805" style="margin: 5px;" title="947881_86417171" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2012/04/947881_86417171-262x300.jpg" alt="" width="262" height="300" /></a>Perceberam que apenas os velhos hamsters, eram os poucos ainda controlados pelo sistema de imbecilização. Iniciaram a mais implacável campanha contra os Inteligentadores e a Internet, inventaram o &#8220;vicio em internet&#8221;, e para dar consistência ao factóide mostravam hamsters que haviam abandonado a roda por causa da Internet. Mostravam hamsters esclarecidos como sendo uma terrível consequência do excesso de informação, teve ate mesmo o Hamster Keen que escreveu um livro criticando os &#8220;sem roda&#8221; conectados, tentando provar que o modelo imbecilizante era melhor.</p>
<p>Vendo que não estavam surtindo efeito, os Bank hamsters se reuniram novamente, desta vez teremos de ser mais efetivos, temos de pensar numa forma de usar dogmas inquestionáveis para ter motivos para controlar a Internet, e dai surgiram os &#8220;maleficios&#8221; da rede foi um tal de falar em pedofilia e que hamsters velhinhos perdiam suas economias por causa de golpes virtuais.  Isto parece ter colado, mas será o benedito que ninguém parou para pensar que não existe pedofilia na Internet, e que os velhinhos são vitimas do desconhecimento e não da Internet. O que tem na Internet é pornografia infantil, resultado de um crime de pedofillia cometido em algum lugar, combater a pornografia infantil somente não vai resolver o problema. A Universidade de Hamstarvard fez um estudo mostrando que o aliciamento de menores pela Internet era insignificante, e mesmo assim as vitimas em geral já foram vitimas de aliciamento presencial. A culpa não era da Internet e sim dos pais hamsters, que so se preocupavam em rodar a roda, e terceirizavam a criação dos filhotes! Se não fosse isto teriam tempo de conversar com seus filhotes para orienta-los na Internet, mas como se eles mesmo não sabem usa-la?</p>
<p>Os Bank hasmters estavam conseguindo avançar, disseminaram medo, incertezas e dúvidas. Novas leia para &#8220;proteger&#8221; os filhotes e o hamsters velhos surgiam, e eram combatidas pelos &#8220;sem rodas&#8221;, que passaram a usar a rede como um canal de contra-informação.</p>
<p>Mais uma vez os Bank hamsters se reuniram no covil, desta vez  decidiram montar um verdadeiro plano de guerra, contrataram os melhores especialistas em Internet para desenvolver suas estratégias, perceberam que tinham de atuar em novas arenas, pois na legislativa era complicado, pois os &#8220;sem roda&#8221; sempre conseguiam ser ouvidos. Descobriram que regulamentar era mais fácil do que legislar, pois regulamento não precisa ser debatido. Mudaram de foco, na verdade abriram outras frentes, descobriram a governança da Internet, agora precisavam de uma forma de centraliza-la, assim tomariam o controle da Internet antes mesmo que os &#8220;Sem roda&#8221; pudessem fazer alguma coisa.  E assim decidiram juntar esforços com as empresas de telecomunicações, dando a elas mais lucro em troca de mais controle da rede. Só bastava agora colocar o plano em prática.</p>
<p>Bank hamsters do mundo todo decidiram formar acordos internacionais para controlar a Internet, o controle é importante contra os &#8220;sem roda&#8221;.  Redes sociais encantadoras foram cooptadas por reunir milhares ou até milhões de hamsters, formando verdadeiros jardins murados&#8230;.  uma vez posicionados, em todas as arenas, os planos foram postos em pratica de forma simultânea, como se fosse uma verdadeira guerra, uma guerra desproporcional e com o objetivo de controlar o que antes era livre, uma guerra que tem por objetivo perpetuar o modelo da roda, o modelo que já não faz mais sentido. Não tem logica girar a roda continuamente, não queremos mais isto, fala o hamster revolucionario. Os ataques dos Bank hamsters são implacáveis, ao ponto do nosso revolucionário olhar para o lado e pensar: Quero voltar a ser um hamster burro, lobotomizado, não porque eu concorde com isto, mas porque já estou cansado desta guerra insana. Ao mesmo tempo percebe que sua mente não é mais a mesma, que agora ele é dono da própria subjetividade, e uma verdadeira dissonância cognitiva toma conta de seu corpo e sua alma, que o captura de seu momento de vacilo, para retornar a luta, a construção de um ideal, de um novo mundo do mundo dos hamsters sem roda&#8230;.</p>
<p>Nota: Este texto foi criado num momento em que eu estava com um bloqueio de escrita, e brincando no Twitter produzi este texto, em pequenas pilulas de 140 caracteres em poucas horas.</p>

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		<title>A Internet sob cerco, os hackers não são o perigo real</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Jun 2011 22:05:43 +0000</pubDate>
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<p>Para quem pensa que os ataques são o real perigo que ronda a Internet, vamos deixar claro que não, o perigo maior é a criação do <a href="http://www.fundaj.gov.br/docs/inpso/cpoli/JRego/TextosCPolitica/Hobfreud/hbcap2.htm">Momento Hobbesiano</a> que a <a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=6062">mídia esta fazendo</a>. Ela fala de &#8220;onda de ataques&#8221; antes mesmo dos sites brasileiros terem sido atacados, como quem segue um script, o clima midiatico nos faz ter esta percepção <a href="http://entropia.blog.br/2009/01/10/mantras-da-irracionalidade/">subjugando nossa subjetividade</a> como já sabemos. A mídia, ou melhor o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pig">PIG</a>, este mesmo que <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/a-vida-imita-a-midia">cria maniacos como o Assasino de Realengo</a>, agora esta querendo criar mais um factoide, factoide este <a href="http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/06/vazamentos-de-hackers-incluem-dados-falsos-ou-ja-divulgados-na-web.html">sumariamente dizimado</a> pelo Altiere Rohr.</p>
<p>Veja o video abaixo que produzi para o Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas com base na palestra que proferi no Encontro Estadual de Blogueiros Progressistas em Belo Horizonte no início deste mês, e entenda as reais ameaças que cercam a Internet, e surpreenda-se.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="http://player.vimeo.com/video/25104116" width="720" height="405" frameborder="0"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>

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		<title>Os perigos da recentralização do mundo de pontas</title>
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		<pubDate>Thu, 05 May 2011 21:00:50 +0000</pubDate>
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<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/05/crowdsourcing.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-661" title="crowdsourcing" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/05/crowdsourcing-300x167.jpg" alt="" width="300" height="167" /></a>A Internet foi concebida para ser operada de forma descentralizada,  justamente para resistir à um ataque nuclear, paranóia muito comum  durante o período da guerra fria. As maiores apropriações da rede foram  feitas justamente dentro desta premissa, tanto as apropriações  tecnológicas como o P2P como sociais como o crowdsourcing e o poder da  auto organização.  O P2P é um protocolo que permite a troca de pacotes  de pessoa à pessoa, ou melhor de muitas pessoas para muitas pessoas, com  isto é possivel transmitir uma considerável massa de dados, sem  sobrecarregar servidores ou braços da rede. O poder do crowdsourcing, da  inteligência coletiva e da auto organização continuam um mistério para  muitos, mas sabemos que sua base conceitual é justamente a  descentralização e a ausência de uma liderança e da ultrapassada  estrutura hierárquica.</p>
<p>Existem três manifestos que na minha opinião dizem muito a respeito  da  cibercultura, a nossa cultura, e das características fundamentais da   rede. São eles o <a href="http://www.cluetrain.com/portuguese/index.html">Manifesto Cluetrain</a>, o <a href="../2009/08/16/manifesto-da-cultura-livre/">Manifesto da Cultura Livre</a> e o <a href="http://brockerhoff.net/blog/2003/03/10/mundo-de-pontas-world-of-ends-2/">Mundo de Pontas</a>.</p>
<p>O mundo de pontas trata justamente desta questão da descentralização  que é a alma da cibercultura, a alma da internet. Ele mistura um pouco  da estrutura da rede com as pessoas, é um passeio pelas camadas da  conectividade como uma radiografia do complexo ecossistema social que se  forma no século XXI, e tudo de uma forma bem simples. O manifesto  destaca a clássica frase de John Gilmore: “A Internet interpreta a  censura como um defeito e roteia para  contorná-la”, numa constatação de  que é impossível censurar a Internet. Outro trecho interessante é na  declaração a seguir:</p>
<blockquote><p><strong>Não é o fim do mundo, é o mundo de pontas</strong></p>
<p>Quando Craig Burton descreve a arquitetura burra da Internet como uma   esfera oca composta inteiramente de pontas, ele está usando uma imagem   que mostra o que é mais extraordinário sobre a arquitetura da  Internet:  retire o valor do centro e você viabilizará um crescimento  louco de  valor nas pontas interconectadas. Porque, claro, se todas as  pontas  estão conectadas, cada uma com cada uma e cada uma a todas, as  pontas  deixam de ser pontos finais.</p>
<p>E o que nós, pontas, fazemos? Qualquer coisa que pode ser feita por qualquer um que quer mover bits.</p>
<p>Notou nosso orgulho em dizer “qualquer coisa” e “qualquer um”? Isso   decorre diretamente da arquitetura simples e burra da Internet.</p>
<p>Porque a Internet é um acordo, não pertence a nenhuma pessoa ou   grupo. Não às empresas estabelecidas que operam a espinha dorsal   (“backbone”). Não aos provedores que nos fornecem conexões. Não às   empresas de “hosting” que nos alugam servidores. Não às associações de   indústrias que acreditam que sua sobrevivência é ameaçada pelo que nós   outros fazemos na Internet. Não a qualquer governo, não interessa quão   sinceramente acredita que está tentando manter seus cidadãos seguros e   complacentes.</p>
<p>Conectar à Internet é concordar em crescer o valor na periferia. E aí   algo realmente interessante acontece. Todos estamos igualmente   conectados. A distância não importa. Os obstáculos desaparecem e pela   primeira vez a necessidade humana de conectar pode ser realizada sem   barreiras artificiais.</p>
<p>A Internet nos dá os meios de nos tornarmos um mundo de pontas pela primeira vez.</p></blockquote>
<p>Nos sabemos usar este ecossistema à nosso favor,  mas o establishment (<a href="../2010/04/23/acta-e-o-tripe-do-atraso/">Tripé do atraso</a>)  também sabe, ou melhor pode pagar para quem sabe trabalhar para ele.  Desde a campanha eleitoral, que venho afirmando categoricamente que a  Internet esta sofrendo um cerco técnico, altamente qualificado. São  verdadeiros profissionais que estão usando e analisando a estrutura da  rede e reduzindo comportamentos à modelos matemáticos, como um  derradeiro esforço para recuperar o poder do establishment, que vem se  diluindo rapidamente, e se não ficarmos atentos eles irão conseguir!</p>
<p>Os movimentos dos cercos técnicos, que é como chamo o movimento do establishment acima, atuam em diversas esferas, seja na <a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=5740">trollagem</a>,  ou seja na manipulação das percepções e também agora parecem estar  atacando como verdadeiros lobos em pele de cordeiro no sentido de  recentralizar a web. O bacana disto tudo é que as duas teses dos perigos  da recentralização vieram de meu filho, um típico representante da  geração digital, sinal de que esta geração esta atenta. A primeira tese é  o perigo das nuvens e agora os práticos serviços de download remoto de  torrents.</p>
<h3>Nuvens podem causar temporais</h3>
<p>A midiaticamente propalada computação nas nuvens vem aos poucos  mostrando a sua verdadeira face, que é a a de recentralizar o mundo de  pontas, eu nunca havia percebido isto até que um dia meu filho me  apresentou o <a href="http://www.onlive.com/">Onlive</a>,  um site de jogos nas nuvens que a partir do pagamento de uma  mensalidade permite que você jogue até mesmo a partir de um set top box  para a TV. A Som Livre também lançou um serviço nas nuvens, o <a href="http://www.escute.com/musicstore/">Escute</a>,  musicas com DRM que estão disponíveis por uma pequena mensalidade, uma  conveniência que pode aprisionar, basta que tenhamos dispositivos moveis  com custos de conexão mais baixos e velocidades mais altas, o próximo  passo poderia ser a redução da &#8220;desnecessária&#8221; memória dos mesmos em  detrimento da &#8220;performance&#8221;, isto sem contar da &#8220;<a href="http://macworldbrasil.uol.com.br/noticias/2011/04/26/consumidores-processam-apple-por-rastrear-usuarios-de-iphone-e-ipad/">conveniente</a>&#8221; conectividade permanente.</p>
<p>Bom, mas onde esta o problema disto? Imagine que a moda pegue, nossos  computadores voltariam a ser terminais quase burros, conectados à  inteligente e centralizada nuvem para a qual pagariamos mensalidades  para termos acesso à nossas produções, preferencialmente em formato  proprietário. Ou seja, a inteligência da rede migraria para o centro,  tornando-se vulnerável e mais facilmente controlável. José de Alcántara  disponibilizou o e-book &#8220;<a href="http://www.versvs.net/la-neutralidad-de-la-red/">La neutralidad de la Red</a>&#8221;  que dada a importância o disponibilizou sob a forma de domínio público,  abrindo mão de quaisquer direitos. Neste e-book Alcántara faz  exatamente esta abordagem, observem as topologias de rede abaixo:</p>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/05/topologias.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-660" title="topologias" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/05/topologias.png" alt="" width="537" height="337" /></a></p>
<p>No livro ele descreve que na rede centralizada, toda comunicação  passa necessáriamente por um ponto central, de modo que o  desaparecimento deste ponto irá desarticular totalmente a rede. A rede  descentralizada é compostas de várias redes centralizadas  interconectadas, entretanto a ruptura dos nós centrais das redes, ou a  desconexão destas irá facilmente desarticular toda a rede, por fim a  rede distribuída é radicalmente diferente das demais, não existe nó  central, e a supressão de um ou mais nós não afetara a comunicação de  forma alguma, esta é a Internet que temos hoje.</p>
<p>Jose também fala dos riscos da recentralização, apresentando-o como  os serviços, não só das nuvens, como podemos entender as redes sociais  privadas, APIs e protocolos fechados e proprietários, veja este trecho  do livro:</p>
<h4>La recentralización de la infraestructura</h4>
<blockquote><p>Aparte de los proveedores de acceso a Internet, cuyo  objetivo  principal es el de hacer valer su posición privilegiada  -actualmente son  la única puerta de acceso real a Internet- para  obtener un beneficio  desproporcionado, existe otro grupo de empresas  que pretenden  desequilibrar la balanza de la neutralidad de la Red a su  favor: se  trata de los grandes prestadores de servicios por Internet.</p>
<p>En esencia, estos prestadores de servicio actúan ofreciendo sus   computadoras al público general, de forma que éste utiliza la   infraestrectura como si de un servicio centralizado más se tratase, en   lo que se conoce por el nombre de Infraestructura como servicio (Iaas).<a name="tex2html54" href="http://lasindias.org/la-neutralidad-de-la-red#foot227"><sup>2.43</sup></a>.</p>
<p>Estos servicios de infraestructura centralizados funcionan de muy   diferente manera e incluyen desde los servicios de computación en la   nube,<a name="tex2html55" href="http://lasindias.org/la-neutralidad-de-la-red#foot147"><sup>2.44</sup></a> en los que el prestador de servicio alquila computadoras y potencia de   cálculo para el propósito que el cliente desee, hasta los servicios de   software centralizado en los que el prestador de servicio no sólo   centraliza la infraestructura sino también el software. En general,   tanto uno como otro disminuyen el grado de distribución de la Red.</p></blockquote>
<p>Acredito que tenha ficado mais claro o grande risco da  recentralização da rede, recomendo fortemente a leitura do e-book de  Alcántara.</p>
<h3>Centralizadores de torrents</h3>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/05/nuvemdomal.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-662" style="margin: 5px;" title="nuvemdomal" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2011/05/nuvemdomal-263x300.jpg" alt="" width="263" height="300" /></a>O genial protocolo P2P, que é a base fundamental para a manutenção da  liberdade na rede na construção de mecanismos anti-censura como  sistematizado <a href="https://www.eff.org/deeplinks/2010/12/constructive-direct-action-against-censorship">neste texto na EFF</a>.  Como citado no inicio deste texto, é um protocolo que permite a  transferência otimizada de uma grande massa de dados sem sobrecarregar  servidores e braços da rede. Com base neste protocolo surgiu o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/BitTorrent_%28protocol%29">BitTorrent</a> um protocolo de distribuição de arquivos. O BitTorrent funciona  basicamente assim: Para cada arquivo ele constroi um mapeamento e vai  capturando partes de arquivos de diversos usuários, os seeders. Todo  usuário ao mesmo tempo que baixa um arquivo por BitTorrent esta ao mesmo  tempo enviando partes dele para outros, quanto mais &#8220;seeders&#8221; mais  rapidamente os arquivos são transferidos.</p>
<p>Surge então o <a href="http://leechmonster.com/">LeechMonster</a>,  um &#8220;prático&#8221; serviço que baixa os torrents para você &#8220;anonimamente&#8221; e  permite que você posteriormente os baixe via http ou ftp em alta  velocidade. Um prático serviço a principio, mas veja que ele irá tirar  milhares de &#8220;seeders&#8221; e será apenas um &#8220;seeder&#8221;, e aos poucos justamente  por falta de &#8220;seeders&#8221; o serviço se tornará mais indispensável, e na  mesma proporção irá matar o BitTorrent que se tornará uma solução muito  lenta, recentralizando a rede mais uma vez.</p>
<p>Portanto, fique atento, não aceite &#8220;almoço gratis&#8221; com facilidade,  pense antes se ele vai ser uma alta conta a pagar no futuro&#8230;</p>
<p>Foto: a imagem do globo com as peças foi produzida por <a href="http://www.sxc.hu/profile/lusi">Sanja Gjenero</a></p>
<p>Postado originalmente no <a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=5814">Trezentos</a>.</p>

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		<title>Wikileaks, Payback e o oportunismo do tripé do atraso</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Dec 2010 22:50:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/12/1752932831.gif"><img class="size-medium wp-image-498 alignleft" style="margin: 5px;" title="175293283" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/12/1752932831-208x300.gif" alt="" width="208" height="300" /></a>Quem imaginaria que o <a href="http://wikileaks.ch">Wikileaks</a>, um site criado há quatro anos provocaria uma <a href="http://tsavkko.blogspot.com/2010/12/wikileaks-vazamentos-e-uma-nova.html">revolução nas relações diplomáticas</a> ao tornar público documentos de diversas embaixadas, em especial a dos Estados Unidos. A divulgação dos últimos &#8220;<a href="http://wikileaks.ch/cablegate.html">cables</a>&#8220;, respingaram a diplomacia Brasileira <a href="http://brasileducom.blogspot.com/2010/12/wikileaks-manipulacao-da-midia-global-e.html">colocando em xeque a idoneidade do Ministro da Defesa Nelson Jobim</a>. As informações divulgadas também deixaram o ex-presidenciavel <a href="http://cartacapitalwikileaks.wordpress.com/2010/12/13/nos-bastidores-o-lobby-pelo-pre-sal/">José Serra em uma situação delicada</a>, uma vez que Patrícia Padral, diretora da americana Chevron no Brasil afirmou que ele mudaria as regras do pre-Sal se fosse eleito.</p>
<p>As revelações seguem cumprindo seu papel social, citando fatos menores envolvendo o <a href="http://cartacapitalwikileaks.wordpress.com/">Brasil</a>. Por conta das revelações a <a href="http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-wikileaks-e-a-reacao-da-pfizer">Pfizer tirou correndo dois medicamentos de circulação</a>. Isto sem contar com a <a href="http://www.mst.org.br/Estados-Unidos-fazem-batalha-ideologica-contra-movimentos">pressão pela criminalização do MST</a>.   Muitas revelações ainda estão por vir, e é importante lembrar que uma única edição de domingo do The New York times possui mais  informações do que um homem que viveu durante o Iluminismo conquistou  durante toda a vida. O WikiLeaks, sozinho, já <a href="http://desabafopais.blogspot.com/2010/12/wikileaks-publicou-mais-documentos.html">publicou mais documentos  secretos do que toda a imprensa mundial junta</a>.</p>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/12/sanwiki.gif"><img class="alignright size-medium wp-image-506" style="margin: 5px;" title="sanwiki" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/12/sanwiki-199x300.gif" alt="" width="199" height="300" /></a>Esta  transparência que desnuda a diplomacia mundial provocou o pânico e a ira do alto  escalão estadunidense, que deu inicio à uma perseguição implacável e desproporcional ao  Wikileaks e a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Julian_Assange">Julian Assange</a> seu fundador.  Inicialmente tentando sufocar a organização bloquando suas receitas no PayPal e nos cartões de Mastercard e Visa. Posteriormente pressionou o EveryDNS para deixar de responder para o dominio wikileaks.org e ao mesmo tempo <a href="https://www.eff.org/deeplinks/2010/12/amazon-and-wikileaks-first-amendment-only-strong">fez com que a Amazon deixasse de hospeda-lo</a> em sua nuvem elástica. A ofensiva segue permeando a web e provocando bloqueio, muitas vezes involuntário ao acesso ao Wikileaks e seus mirrors através de denuncias às principais bases de dados que alimentam as feramentas de controle de acesso, <a href="http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-wikileaks-bloqueado-pela-serpro">como a usada no SERPRO</a>, e em diversas universidades e empresas do mundo todo. Neste meio tempo Assange entregou-se em Londres, procurado pela Interpol sob uma ainda <a href="http://ponto.outraspalavras.net/2010/12/09/estupro-de-assange-novo-sinal-de-farsa/">controversa acusão</a> de crime sexual, tornando-se o <a href="http://www.idelberavelar.com/archives/2010/12/wikileaks_o_1_preso_politico_global_da_internet_e_a_intifada_eletronica.php">primeiro preso politico global da Internet</a>.</p>
<p>Toda esta pressão motivou uma <a href="http://tsavkko.blogspot.com/2010/12/operacao-vingar-assange-hackers-em.html">forte ofensiva</a> denominada &#8220;Payback&#8221; (dar o troco) que vem deflagrando ataques de DDoS (<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ataque_de_nega%C3%A7%C3%A3o_de_servi%C3%A7o">Distributed Deniel of Service – Negação de serviço distribuída</a>), aos sites que  bloquearam o Wikileaks. É importante deixar claro que o ataque de DDoS não configura uma invasão, fazendo uma analogia é como se uma multidão ficasse parado na porta de uma empresa, de modo a bloquear o acesso à esta.</p>
<p>Como era de se esperar, a operação PayBack deixou o <a href="http://entropia.blog.br/2010/04/23/acta-e-o-tripe-do-atraso/">Tripé do Atraso</a> em polvorosa, dado a dimensão e quantidade de fatos que podem ser explorados  por aqueles que desejam controlar a Internet. A estratégia usada por eles é a velha conhecida, de  confundir e desinformar, colocando Wikileaks, Assange, PayBack e ataques hackers em um só lugar, e intencionalmente colocando hackers e crackers como sinônimo, com o objetivo de criminalizar o movimento social que é o hacktivismo. Este mecanismo pode ser claramente percebido no trecho abaixo, retirado do <a href="http://www.senado.gov.br/atividade/plenario/sessao/disc/listaDisc.asp?s=217.4.53.Ohttp://www.senado.gov.br/atividade/plenario/sessao/disc/listaDisc.asp?s=217.4.53.O">discurso</a> que o <a href="http://meganao.wordpress.com/o-mega-nao/o-que-combatemos/">Eduardo Azeredo</a> fez ainda como senador no dia 09/12:</p>
<blockquote><p>[..]–  a proposta de  combate aos crimes digitais, que tantas vezes me trouxe a  esta tribuna.  Trata-se de um texto que construímos democraticamente e  que modifica e  amplia leis brasileiras, no sentido de modernizá-las e  de tipificar  treze novos delitos cometidos com o uso das tecnologias da  informação.</p>
<p>Esse debate é de suma importância. Os delitos cibernéticos crescem   exponencialmente no Brasil e no mundo, e a questão precisa ser tratada   com seriedade sem histrionismos, sem redução do debate ao nível do   baixar músicas ou de falsa ideia de censura. Já basta. Vamos retomar   esse assunto da forma séria como ele merece.</p>
<p><strong>Estamos vendo aí, agora, do ponto de vista internacional, os hackers  invadindo os sites da Mastecard e da Visa.  No Brasil, hoje, já existe  uma utilização em massa de cartões de  crédito. Estamos todos vulneráveis  aos hackers, que não podem ser  punidos porque o Brasil não tem  tipificação de crimes cibernéticos</strong>.</p>
<p>Nós já fizemos a nossa obrigação aqui no Senado, já aprovamos o projeto,   mas ele também permanece pendente de uma decisão da Câmara, com   interpretações errôneas e que são, como eu gosto de dizer, de um nível   que não compete, que não pode ser aceito, pois se diz que vai se   criminalizar a questão de baixar música, quando não existe nada em   relação a isso no projeto. E esse assunto já é tratado na Lei de   Direitos Autorais.[..]</p></blockquote>
<p>Como todos podem perceber, o Azeredo esta falando ai do <a href="http://meganao.wordpress.com/o-mega-nao/o-que-combatemos/">AI5 digital</a> que além de <a href="http://meganao.wordpress.com/o-mega-nao/estudos/">não cumprir  que promete, traz enormes danos à Internet como a conhecemos hoje</a>, uma inédita e potente ferramenta democrática, e refere-se aos ataques de DDoS como invasão, o termo ataque em sí já é um equivoco.</p>
<p>O PIG também aproveitou a situação, alguns veículos se preocuparam em dar mais visibilidade aos ataques do PayBack do que a questão central e os detalhes dos telegramas vazados e a prisão de Assange. Curiosa e divertida foi esta <a href="http://cbn.globoradio.globo.com/programas/cbn-total/2010/12/09/HACKERS-DEPURAM-SEGURANCA-EM-SITES-QUE-INVADEM.htm">entrevista que a radio CBN fez com o advogado Amaro Morais e Silva Neto</a>, preste atenção na insistência da entrevistadora em querer trazer o tema para uma ótica pró AI5 digital e veja as respostas do Amaro, é de lavar a alma de qualquer ciberativista.</p>
<h3>Conectando os fatos</h3>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/12/wikileaks.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-490" style="margin: 5px;" title="wikileaks" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/12/wikileaks-300x187.jpg" alt="" width="300" height="187" /></a>Pablo Ortelado ressaltou que precisamos ficar de olho nos documentos vazados pela Wikileaks: O jornal inglês The Guardian soltou uma lista com as tags de todos os telegramas das embaixadas americanas que foram vazados. Cruzando os dados com duas das tags <a href="http://wikileaks.ch/tag/KIPR_0.html">KIPR</a> (Propriedade Intelectual) e <a href="http://wikileaks.ch/tag/BR_0.html">BR</a> (Brasil) chegamos a cerca de cem documentos que certamente delimitam as estratégias dos EUA para promover políticas de propriedade intelectual no Brasil. Até o momento, nenhum desses documentos foi lançado, mas podemos ter notícias nos próximos dias. A lista dos documentos já é indicativa do que virá. O documento mais antigo é de 26 de setembro de 2003 e o mais recente de 21 de dezembro de 2009. A fonte dos documentos são telegramas da embaixada de Brasília e do consulado de São Paulo, mas há também um do consulado do Recife (de 10 de maio de 2007) e um da embaixada de Ottawa (de 7 de maio de 2007). Muitos documentos se concentram no período de maio a agosto de 2006. Pedro Paranaguá lembra que este período antecedeu a <a href="http://www.helium.com/items/317516-brazil-issues-compulsory-license-for-merck-aids-drug-efavirenz">licença compulsória do Efavirenz, da Merck</a>.</p>
<p>Começamos a entender a razão de tanta preocupação, certamente alguns destes telegramas devem revelar detalhes relacionada ao AI5 digital, como já é revelado no <a href="http://www.publicknowledge.org/node/3047">Relatório 301 do USTR</a>, confirmando o que todos já sabemos, o AI5 digital serve aos interesses da &#8220;Máfia autoral&#8221; e dos Bancos. Alias segundo Laerte Braga existem diversos projetos de lei similares ao AI5 Digital mundo afora, que <a href="http://brasileducom.blogspot.com/2010/12/laerte-braga-eua-compraram-google-para.html">foram produzidos em Washington</a>. Mas a questão não para ai, além do risco das próximas revelações desqualificarem definitivamente o AI5 digital, podem colocar o ACTA em cheque . Com isto começa a ficar claro a razão da desproporcionalidade da reação aos vazamentos do Wikileaks. Veja que a minha tese já começou a confirmar-se, uma vez que os vazamentos da <a href="http://arstechnica.com/tech-policy/news/2010/12/how-wikileaks-killed-spains-anti-p2p-law.ars">Wikileaks livraram a Espanha de uma lei contra o P2P</a>.</p>
<h3>As reações e final imprevisível</h3>
<p>A reação ao Wikileaks esta numa balança que pode pender para grandes modificações nas relações diplomaticas e nos valores existentes ou deflagrar uma insana <a href="http://hiperficie.wordpress.com/2010/12/03/wikileaks-e-a-protecao-internacional-de-direitos-fundamentais/">caça aos direitos fundamentais na Internet</a>. Alguns especialistas acreditam que as <a href="http://www.brasileconomico.com.br/noticias/wikileaks-pode-ser-ameaca-para-sociedade-civil_95769.html">relações diplomáticas não necessitam de transparência</a>, outros como <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_castells">Manuel Castells</a> alertam que o <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=620IMQ020">que esta em jogo é o poder</a>, e a comunicação é o poder.</p>
<p>Um excelente e breve <a href="http://www.revistaforum.com.br/noticias/2010/12/10/brancaleone_contra-ataca/">artigo na Revista Forum</a> apresenta um final imprevisivel:</p>
<blockquote><p>[..]Começam a se inverter as posições no conflito entre o governo dos Estados Unidos e a organização WikiLeaks, fundada pelo australiano Julian Assange. Do jornalista americano Jay Rosen, professor da Universidade de Nova York e crítico de mídia, ao presidente do Brasil, Lula da Silva, passando pelo jornal britânico The Guardian, cresce o movimento de apoio ao WikiLeaks, ao mesmo tempo em que surgem as primeiras análises sobre o papel da imprensa na fiscalização do poder.[..]</p>
<p>[..]Como já se afirmou <a href="http://observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=619IMQ017" target="_blank">neste Observatório</a>,  o fenômeno WikiLeaks pode estar inaugurando um novo tempo. Contra todos  os prognósticos, o exército de Brancaleone pode ganhar essa guerra.[..]</p></blockquote>
<p>Uma possibilidade preocupante, quase apocaliptica é exposta pelo Ronaldo Lemos, que cogita que o governo estadunidense pode simplesmente <a href="http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/podcasts/844620-ronaldo-lemos-reacao-ao-wikileaks-poe-internet-em-risco.shtml">tirar qualquer dominio do ar via ICANN</a>. Neste caso, ja temos de pensar já em <a href="http://www.eff.org/deeplinks/2010/12/constructive-direct-action-against-censorship">alternativas para a questão de nomes, e DNS, configurando uma Internet alternativa</a>.</p>
<p>Recomendo a leitura do artigo completissimo: WIkileaks e os conflitos no ciberespaço &#8211; <a href="http://passapalavra.info/?p=33369">parte 1</a> e <a href="http://passapalavra.info/?p=33413">parte 2</a></p>
<p>Crédito das Imagens:</p>
<ul>
<li><a href="http://twitpic.com/3e81m9">The Wikileaks Effect</a> &#8211; Charge de Carlos Latuff</li>
<li><a href="http://wikileaks.ch/Support.html">Wallpaper Wikileaks</a></li>
<li><a href="http://twitpic.com/2wd55v">O Retorno do Monstro da privatização</a> &#8211; Charge de Carlos Latuff</li>
</ul>

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		<title>Chega de trololó parte 3</title>
		<link>http://entropia.blog.br/2010/10/28/chega-de-trololo-parte-3/</link>
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		<pubDate>Thu, 28 Oct 2010 17:00:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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<p><a href="http://ilustrebob.com.br/2010/10/lula-vs-fhc-3/"><br />
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		<title>Chega de Trololó parte 2</title>
		<link>http://entropia.blog.br/2010/10/27/chega-de-trololo-parte-2/</link>
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		<pubDate>Wed, 27 Oct 2010 16:50:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ <p>Mais fatos comparando os dois governos FHC+Serra X Lula+Dilma</p> <p> Veja o panfleto num tamanho maior! Via @IlustreBOB</p> <p>Related posts: A Internet sob cerco, os hackers não são o perigo real A singularidade das multidões </p>
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<p>Mais fatos comparando os dois governos FHC+Serra X Lula+Dilma</p>
<p><a href="http://ilustrebob.com.br/2010/10/lula-vs-fhc-2/"><br />
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		<title>Chega de trololó! Vamos aos fatos e Dilma na cabeça!</title>
		<link>http://entropia.blog.br/2010/10/08/chega-de-trololo-vamos-aos-fatos-e-dilma-na-cabeca/</link>
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		<pubDate>Fri, 08 Oct 2010 19:50:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ <p>Interessante infográfico feito pelo Designer Bruno O. Barros, ele mostra de forma simples, consistente e objetiva as grandes diferenças de feitos dos governos FCH+Serra X Lula + Dilma.</p> <p> Veja o panfleto num tamanho maior! Via @IlustreBOB</p> <p>Related posts: A Internet sob cerco, os hackers não são o perigo real A singularidade das multidões </p>
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<p>Interessante infográfico feito pelo <a href="http://ilustrebob.com.br/2010/10/lula-vs-fhc/">Designer Bruno O. Barros</a>, ele  mostra de forma simples, consistente e objetiva as grandes diferenças de  feitos dos governos FCH+Serra X Lula + Dilma.</p>
<p><a href="http://ilustrebob.com.br/2010/10/lula-vs-fhc/"><br />
<img src="http://ilustrebob.com.br/wp-content/uploads/2010/10/Colocando-na-balan%C3%A7a-low-res.jpg" alt="" width="600" /></a><br />
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		<item>
		<title>Desculpe, mas eu te enganei este tempo todo&#8230;</title>
		<link>http://entropia.blog.br/2010/09/30/desculpe-mas-eu-te-enganei-este-tempo-todo/</link>
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		<pubDate>Thu, 30 Sep 2010 05:03:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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<p>Quem não perde o chão com uma confissão destas? Dá logo um frio na barriga, a testa começa a transpirar, as mãos ficam geladas, a respiração forte e o coração parece querer sair pela boca. A expressão de incredulidade se mistura com a do ódio, o chão desaparece e você sai juntando os cacos, porque suas convicções acabaram de se despedaçar.</p>
<p>Se você passa dos trinta, só usa a Internet para funções básicas e costuma pautar suas opiniões pela mídia recomendo que pare de ler este post agora ou prepare seu coração para a revelação que vem a seguir.</p>
<p>Antes do advento da Internet quase todas as informações nos chegavam pela mídia, rádio, TV, jornais e revistas, e alguma informação exclusiva do papo de bar ou de algum amigo bem informado. Não existia comunicação em rede, a maioria das informações nos chegavam via veículos de massa. Nossas escolhas se davam entre poucos veículos, e a diversidade era praticamente nenhuma. Em linha gerais elegíamos nossos veículos de confiança e pronto, não existia como confronta-los para saber se determinada informação era plausível e correta ou não, tinhamos de confiar, éramos da <strong>geração cultura da confiança</strong>.</p>
<p>Para esta geração os assuntos giram em torno dos fatos apresentados pelos veículos da grande mídia, as opiniões sempre dadas por especialistas no tema, e raramente se questionava o grau de conhecimento dos especialistas e a imparcialidade do veículo, a geração da confiança acredita nos seus e pronto. Bastavam que dois veículos de confiança apresentassem a mesma posição à cerca de um tema e pronto, era a verdade absoluta!</p>
<p>Mas o quanto se pode confiar neles de fato? Para isto temos de voltar para o início da década de 60, quando houve o Golpe de 64. Muitos veículos foram úteis para criar um clima favorável ao Golpe, seja por inocência ou por interesse, e muitos veículos e grupos de comunicação cresceram exponencialmente durante a ditadura.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/KxpP5F7NF5g" frameborder="0" allowFullScreen="true"> </iframe></p>
<p>Dentro das estratégias dos golpistas, havia uma necessidade de levar rápida e eficientemente informação e entretenimento à maior parte da população, foi nesta época que foram instaladas o maior número de repetidoras de TV, e enquanto a venda dos aparelhos de TV disparavam o preço do aparelho despencava, a razão manifesta era para a nação torcer na copa da 70. Todos juntos vamos pra frente Brasil&#8230;. Brasil Ame-o ou deixe-o&#8230; Uma festa! mas a motivação latente, aquela que não se percebe de primeira, era manter o povo entretido e (de)informado enquanto as coisas aconteciam no alto comando lá no Planalto Central, e ninguém ouvisse os gritos vindo dos porões da ditadura ou questionasse suas motivações, tudo não passava de um maniqueismo fantasioso bem planejado para a implantação da Ditadura.</p>
<p>A estética sempre foi um fator aliado à confiança, veja por exemplo o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=LQee_J0K4BY">Manifesto porta na cara</a>, quanto melhor a estética maior a confiança, dai a necessidade de estabelecer um padrão de qualidade como nos mostra o documentário <a href="http://video.google.com/videoplay?docid=-570340003958234038#">Muito Além do Cidadão Kane</a>, a manutenção de um padrão de qualidade esta intimamente relacionado à seriedade e confiabilidade. Não vá me dizer que aquela revista semanal em papel couchê com fotos bem feitas, diagramação impecável e infográficos lindos não parece mais confiável que outra publicação feita em papel reciclado e com tinta a base de soja, e é justamente o contrário! Eu não quero dizer que não se tenha de investir na estética, mas é justamente neste caminho que os veículos se distanciam e o problema não é necessariamente a estética e sim a percepção, a relação latente que se tem com ela, e é ai que o Brasileiro entra bem. Esta relação com a estética, entretenimento e informação atuam na nossa subjetividade, é quase um canal subliminar para manipular-nos.</p>
<p>Estas estratégias aliadas a tantas outras que foram apontadas pelos grandes filósofos da comunicação transformaram a comunicação e uma arma, junte isto à <a href="http://www.youtube.com/watch?v=lgmTfPzLl4E">cultura de consumo</a> de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Victor_Lebow">Victor Lebow</a> e presto! Conseguimos tudo, o povo vai estar bem ocupado neste ciclo vazio e irracional e nos do poder podemos nos manter seguros onde estamos.  Se estes detentores do quarto poder tivessem um ataque de sinceridade eles falariam para você: <strong>Desculpe, mas eu te enganei este tempo todo&#8230;</strong></p>
<p>Sinto muito meu amigo, você chamava seu filho, sobrinho ou seja lá quem for de alienado só porque ele ou ela passavam muito tempo frente ao computador, agora vai ter de admitir que alienado era você, afinal acima de tudo também não via nada de errado em passar muito tempo em frente a TV ou lendo jornais coloridos e revistas em papel couchê não é?</p>
<p>Uma nova sociedade esta surgindo com o advento da Internet, esta maldita Internet segundo o <a href="http://entropia.blog.br/2010/04/23/acta-e-o-tripe-do-atraso/">tripé do atraso</a>, esta sociedade conectada não assiste muito TV, não gosta nem de jornais e nem de revistas, mas nem por isto é desinformada, é alias muito mais bem informada que você. Eles nasceram e cresceram no meio de uma tsunami de informação, dentro de uma cultura da abundância e entendem o ciberespaço como uma extensão de sua memória. Esta nova geração lê muito, aprende muito, debate muito, mas tudo na tela, no metaverso, no reverso da lógica e na contramão do passado. Não confiam em nada e nem ninguém, suas relações se dão por muitos laços fracos, suas convicções por muita desconfiança e suas amizades por afinidade ideológica. Como bom espécime da pós modernidade este novo individuo se permite mudar de opinião quantas vezes julgar necessário. A construção de seu conhecimento e sua subjetividade se dá através da comparação, faz uso da inteligência coletiva como se fosse sua, e no fim chegam a uma conclusão que pode mudar mais adiante sem culpas nem ressentimento, eles são a geração da <strong>cultura da desconfiança</strong>.</p>
<p>Por fim, a <a href="http://entropia.blog.br/2007/12/16/a-instantaneidade-o-crowdsourcing-e-o-jornalismo-social/">mídia como conhecemos precisa se reciclar</a>, ela sempre focou na mensagem média para o usuário médio padronizado, mas em tempos de cauda longa o que mais temos é a diversidade, clusters e mais clusters com participantes tão diferentes e ao mesmo tempo tão iguais e igualmente voláteis e nem tão volúveis como se imagina. Se a mídia não se reciclar ela se tornará obsoleta quando a geração da cultura da confiança for maioria, daqui pouco menos de duas décadas&#8230;</p>
<p>&#8212;</p>
<p>Recomendo a leitura do meu artigo: <a href="http://www.revista.espiritolivre.org/?p=625">A matriz de forças da sustentabilidade na página 37 da edição 17 da Espirito Livre</a>.</p>

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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>A melhor democracia que o dinheiro pode comprar</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Sep 2010 22:03:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/09/fhc-serra.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-423" title="fhc-serra" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/09/fhc-serra.jpg" alt="" width="470" height="313" /></a>É um titulo perfeito para o momento onde o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/PIG">PIG</a> se junta com os militares para organizar um ato esquizofrênico intitulado a democracia ameaçada. Como sempre tem um monte de trouxa que cai nesta, afinal o PIG é o propagador dos <a href="http://entropia.blog.br/2009/01/10/mantras-da-irracionalidade/">mantras da irracionalidade</a>, e sabemos muito bem que <a href="http://www.sejaditaverdade.net/blog2/?p=2043">não existe democracia ameaçada nenhuma</a>, e que na verdade o PIG se sentiu intimidado porque a <a href="http://mariafro.com.br/wordpress/?p=19472">sociedade se organizou para cobrar mais responsabilidade de seus veículos</a> que agem como se fosse imparciais mas que possuem uma clara preferência partidária.</p>
<p>O título é na verdade o título do <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/230284/melhor+democracia+que+o+dinheiro+pode+comprar,+a&amp;franq=128026">livro</a> de <a href="http://www.gregpalast.com/">Greg Palast</a>,  jornalista investigativo que se especializou em investigar as entranhas do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Neoliberalismo">Neoliberalismo</a>, e botar para fora todo tipo de excremência que esta turma produz mundo afora. Não me surpreendi nem um pouco quando li o primeiro capítulo, dedicado ao Brasil!</p>
<h3>Sua Excelência Robert Rubin, Presidente do Brasil</h3>
<p>O <a href="http://www.doutrina.linear.nom.br/historia/Hist%F3ria_Sua%20Excel%EAncia%20Robert%20Rubin,%20Presidente%20do%20Brasil.htm">capítulo</a> fala da reeleição de Fernando Henrique Cardoso como presidente marionete do Brasil, marionete esta comandada por Robert Rubin, não esta entendendo? Bom então vamos dar uma ajuda.</p>
<blockquote><p>Em outubro de 1998, o presidente nominal do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, foi reeleito para o cargo por um único motivo: tinha estabilizado o valor da moeda brasileira e, portanto, contido a inflação. Na verdade, não tinha. O real brasileiro estava ridiculamente supervalorizado. Mas, com a aproximação das eleições, sua taxa de câmbio contra o dólar simplesmente desafiava a gravidade. Esse milagre levou Cardoso à linha de chegada com 54% dos votos.</p>
<p>Mas, não existem milagres.</p>
<p>Quinze dias depois da posse de FHC. o real despencou e morreu. Seis meses depois da eleição, ele tinha aproximadamente a metade de seu valor no dia da eleição. A inflação está aumentando e a economia implodindo. A taxa de aprovação de Cardoso, que se revelou um incompetente e uma farsa, caiu para 23% do eleitorado. Tarde demais. Ele já havia colocado a presidência no bolso.</p>
<p>Quer dizer, mais ou menos. Não restava muito da presidência de Cardoso além do título. Todas as políticas importantes do orçamento ao emprego, são ditadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e seu órgão irmão, o Banco Mundial. E por trás deles, dando as cartas, estava o secretário do tesouro, Rubin que governou de fato como presidente do Brasil sem precisar perder uma única festa em Mahattan. Mas esse é o preço que Cardoso pagou pelos serviços de Rubin na campanha eleitoral. Pois foi o secretário do Tesouro quem, junto com o FMI, manteve a moeda brasileira alta.</p>
<p>Rubin tem bons motivos para manter a dúbia moeda brasileira, além de ajudar FHC. Sabendo muito bem que a moeda seria destroçada logo depois da eleição, o Tesouro dos EUA garantiu que os Bancos Americanos conseguissem tirar seu dinheiro do país em condições favoráveis. Entre julho de 2002 e a posse em janeiro do ano seguinte, as reservas em dólar do Brasil caíram de 70 bilhões de dólares para 26 bilhões de dólares, um sinal de que os banqueiros pegaram seu dinheiro e fugiram. Mas, a moeda permaneceu em alta antes da eleição porque os EUA deixaram clara sua intenção de substituir as reservas perdidas por um pacote de empréstimos do FMI.</p>
<p>E também se deixou muito claro para os eleitores que os fundos seriam entregues a FHC, e jamais ao Partido dos Trabalhadores, da oposição. O apoio da elite internacional a FHC foi selado pela presença em julho, no Rio, de Peter Mandelson, cão-de-caça político do primeiro ministro britânico, Tony Blair. O estranho e inédito apoio de Mandelson a FHC marcou o ingresso oficial de Cardoso no projeto da Terceira Via de Clinton e Blair.</p>
<p>Um mês após a reeleição de Cardoso, o FMI ofereceu devidamente ao Brasil, um crédito no total de 41 bilhões de dólares. O Brasil não ficou com nada disso, é claro. Qualquer parcela que tenha realmente pingado no país embarcou no primeiro avião com os investidores e especuladores que o abandonaram.</p>
<p>Agora, os brasileiros têm que pagar a dívida. Mas essa é a menor de suas preocupações. Como parte da magia negra para manter a taxa de câmbio antes da eleição, Washington pressionou o Banco do Brasil a elevar a taxa de juros básica para 39%. O FMI pressionou por 70%. Nas ruas de São Paulo, isso se traduziu de taxas de juros de até 200% sobre empréstimos privados e créditos a empresas.</p>
<p>A confirmação do esquema de Rubin para salvar tanto FHC quanto os Bancos Americanos vem de uma fonte das mais interessantes: Jeffrey Sachs, da Universidade de Harvard. Sachs é mais lembrado como a Mary Tifóide do neoliberalismo, que disseminou teoremas do mercado livre e a depressão econômica pela extinta URSS. Sachs, que continua entre o falante grupo de atores no circulo das finanças internacionais, disse-me: “Você podia ver a economia [brasileira] caindo do precipício. Foi uma câmera-lenta. Mas, em vez de evitar a queda pela desvalorização controlada Washinton e o FMI incentivaram vigorosamente taxas de juros acima de 50%”, ele disse. “Washington queria a reeleição de FHC” , dando seis meses aos financistas americanos para vender os títulos e moeda do Brasil em condições favoráveis.</p>
<p>Se o Golpe de Estado de Rubin pareceu bem praticado, foi porque ele usou o mesmo método em 1994 para tornar-se presidente de fato do México. Mais uma vez, um partido governante sem credibilidade voltou ao poder pela força de sua moeda e das promessas de apoio dos EUA. Quatro semanas depois da posse do presidente Ernesto Zedillo o peso despencou, enquanto os credores americanos do México foram salvos por um fundo de empréstimo especial dos EUA.</p>
<p>FHC sabe que não adianta culpar as manipulações de Rubin pelos problemas do Brasil. Em vez disso, com ajuda de uma imprensa de direita (marrom), ele e o FMI atribuem o colapso econômico a vilões conhecidos: funcionários públicos, aposentados e sindicatos. São acusados de estourar o orçamento do governo.</p>
<p>Isso é maluquice. Os pagamentos dos juros, comenta Sachs, equivalem a monstruosos 10% dos gastos do país e são totalmente responsáveis pela duplicação do déficit federal. Comparadas a isso, as aposentadorias dos funcionários, principal alvo dos cortadores de orçamento, são uma gota no oceano.</p>
<p>Mas a analise de Sach é incompleta, ele diz que o “FMI falhou” porque os juros altos causaram a crise e a depressão. Está enganado. A crise é um elemento deliberado do plano.</p>
<p>A crise tem suas utilidades. Somente em caso de pânico econômico Rubin e o FMI podem soltar os Quatro Cavaleiros da Reforma: eliminar os gastos sociais, cortar a folha de pagamento do governo, quebrar os sindicatos e, o verdadeiro prêmio, privatizar empresas publicas lucrativas.</p>
<p>Mas, FHC não estava contente no papel de marionete de Rubin. Originalmente um sociólogo especialista em Teoria da Dependência, Cardoso deve ter lamentado pessoalmente a perda da soberania financeira de seu país.</p>
<p>Ele sobreviveu às eleições, mas a oposição varreu seu partido dos principais Estados, os novos governadores não lamentaram. Mostraram os dentes. Em janeiro de 1999, o ex-presidente Itamar Franco, recém-eleito Governador do Estado de Minas Gerais, recusou-se a pagar as dívidas com o Tesouro Nacional. Então outros seis governadores disseram a FHC o que qualquer pessoa sensata diria a um agiota que aumenta as taxas de juros de 10% para 60%: vá para o inferno. A imprensa mostra Franco como um bufão, enciumado de Cardoso. Seu objetivo é desviar a atenção da verdadeira ameaça a FHC e ao FMI: Olívio Dutra, popular governador do Rio Grande do Sul, era a estrela ascendente do Partido dos Trabalhadores. Filho de agricultores sem-terra, um militante jovem e educado da era da televisão, Dutra transformou a capital do estado em vitrine de desenvolvimento para o país.</p>
<p>Eles atacam Franco, mas é a Dutra que temem. FHC. Fez o possível para punir os gaúchos por sua eleição. Dutra não suspendeu os pagamentos ao governo federal, mas pagou os fundos, cerca de 27 milhões de libras, nos tribunais. FHC. reagiu com crueldade, retendo 37 milhões de libras em impostos coletados para o Estado de Dutra. O FMI bloqueou empréstimos para o Rio Grande do Sul. Contatado por telefone em seu escritório em Porto Alegre, Dutra disse-me que aceitava o fato de a crise exigir sacrifícios. Ele demitiu funcionários públicos, mas teve à audácia de sugerir à General Motors e à Ford que participassem do sacrifício e desistissem de isenções fiscais, que agora sangravam os cofres do estado.</p>
<p>O Brasil é um país rico, com um PIB, mesmo em depressão, de meio trilhão de dólares. Mas, como um hamster frenético na rodinha, está perdendo a corrida para captar seu próprio capital em fuga, que deve recomprar com taxas de juros de usura. Foi por isso que Dutra se esforçou tanto contra a privatização do banco de desenvolvimento de seu Estado, um motor da expansão autofinanciada do Rio Grande do Sul.</p>
<p>O Governador, que não é bobo, não desperdiçou balas contra o humilhado FHC. Ao organizar a resistência às exigências de Rubin e às condições de crédito do FMI, Dutra habilmente não visou as marionetes, mas seus manipuladores.</p>
<p>Dutra foi derrotado, e embora seu Partido dos Trabalhadores esteja na presidência (com Dutra como ministro), Lula está na prisão dos devedores, algemado pelas obrigações com o Citibank e seu braço policial, o FMI. E Rubin foi eleito para o cargo muito mais alto que o de presidente-sombra do Brasil: é presidente do comitê executivo do Citigroup, a corporação que é dona do Citibank, que é dono do Brasil.</p></blockquote>
<p>Esta vendo ai? Veja como fomos enganados, e manipulados. Não sou eu quem esta falando da imprensa manipuladora e golpista é o reporter investigativo Greg Palast, mas não acabou não, vamos ver como a história se desenrola.</p>
<blockquote><p>POSTAIS DO CARNAVAL DA DESVALORIZAÇÃO</p>
<p>Eu acabara de me servir mais uma dose da pinga caseira dE Zeb. Era dezembro de 1998. Estava brindando a três conquistas extraordinárias do Brasil que haviam ocorrido naquele dia.</p>
<p>A primeira era a aprovação de uma linha de crédito de 42 bilhões de dólares do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial para o Brasil. A segunda, relacionada à primeira, era um salto de 4% no valor das ações na Bolsa do país. A terceira era o anúncio pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) de que o Brasil finalmente havia superado o Chile como economia mais desigual do hemisfério.</p>
<p>O BID calcula que 10% das famílias mais ricas do Brasil, hoje, recebam 47% da renda do país. Os 10% mais pobres recebem menos de 1%.</p>
<p>A expectativa de vida no Brasil é hoje a mais alta das Américas. Menos de uma em cada cinco crianças mais pobres do país completam a escola primária, menos ainda que na Bolívia e no Peru.</p>
<p>No entanto, o economista-chefe do Banco Mundial aplaudiu as “boas condições dos fundamentos econômicos do Brasil”. A pergunta é: boas para quem?</p>
<p>O que marca os que visitam São Paulo não é a pobreza, mas sua riqueza organizada: fileiras e fileiras de luxuosos prédios de apartamentos, shopping centers e torres de escritórios – frutos de um BIP quase tão grande quanto o da Grã-Bretanha.</p>
<p>Se eu deixar cair um copo pela janela do meu hotel de luxo, matarei uma galinha na favela lá embaixo, uma das numerosas cidades de barracos que inundam os espaços entre as extravagantes torres urbanas.</p>
<p>A pinga me ajuda a entender essa louca mistura de pobreza e riqueza. Assim como um cartão-postal do Rio de Janeiro completamente preto. Os moradores do Rio, a Cidade Luz, enviaram centenas desses cartões escuros aos políticos locais, num protesto contra a light, a companhia de eletricidade do Rio, hoje apelidada de Dark.</p>
<p>Em 1997, o governo federal privatizou a Rio Light, vendendo-a para a Electricité de France e a Houston Industries, do Texas. Os novos proprietários, que haviam prometido melhorar o serviço, rapidamente eliminaram 40% da força de trabalho da empresa.</p>
<p>Infelizmente, o sistema elétrico do Rio não está totalmente mapeado. Os funcionários d companhia elétrica guardavam na cabeça a localização dos cabos e transformadores. Quando foram demitidos, levaram consigo os mapas mentais.</p>
<p>Quase todos os dias um novo bairro ficava às escuras. Os proprietários estrangeiros culpavam o clima no oceano Pacífico. O Rio fica no Atlântico, é claro.</p>
<p>Mas para os proprietários em Paris e no Texas nem tudo era escuridão. As conseqüências dos cortes de salários e aumento de tarifas ajudaram os donos estrangeiros a obter dividendos de mil por cento. O preço da ação da Rio Light saltou de 194 reais para 259 reais.</p>
<p>Em 1998, o governo brasileiro pôs em leilão a empresa de eletricidade de São Paulo. Apesar de gritos e processos movidos por organizações de consumidores, a companhia foi ganha pelo único licitante, que pagou o preço mínimo pedido: o mesmo consórcio corrupto Houston-Paris. Imediatamente os novos donos anunciaram um excesso de mil funcionários.</p>
<p>O objetivo desta história de privatização é esclarecer os detalhes sórdidos, raramente relatados, do que o Banco Mundial chama de “criar um ambiente amigo do mercado”.</p>
<p>As condições dessa liquidação de ativos brasileiros são ditadas por um volumoso documento da consultoria americana Coopers &amp; Lybrand (hoje chamada Price Waterhouse-Coopers). Enquanto o termo “mercado” é borrifado por todo o texto, o projeto é feudal e não capitalista. A Coopers divide a infra-estrutura vendável do país em monopólios legalmente aceitáveis, destinados a garantir superlucros aos novos donos, na maioria estrangeiros, sem empecilhos do controle do governo ou da concorrência.</p>
<p>Ele tem como modelo o sistema medieval de “arrendamento fiscal”, em que, por um único pagamento, os reis permitiam que coletores de impostos limpassem os camponeses. Os termos da privatização beneficiaram outros clientes da Coopers, as mesmas companhias que faziam ofertas pelos ativos brasileiros.</p>
<p>O Banco Mundial afirma que a liquidação de todas as empresas públicas do Brasil foi lançada pelo governo brasileiro. “sem pressão externa”. Ah, claro!</p>
<p>A venda acelerada dos bens brasileiros – no valor de 40 bilhões de dólares em 2003 – é uma condição inegociável das linhas de crédito de banco e agências internacionais.</p>
<p>Supostamente, a venda de empresas públicas, portos e rodovias reduz as dívidas do país. Não é verdade. Privatizar a infra-estrutura reduz a dívida do governo, mas não a dívida pública. A menos que os cidadãos desistam da eletricidade e da água, o público ainda é responsável pelas dívidas desses serviços. Na verdade, o governo está cobrindo os custos dos seus empréstimos por meio de um terrível imposto regressivo, na forma de aumento dos preços da eletricidade e da água cobrados aos trabalhadores do país (e aos desempregados das favelas)</p>
<p>É claro que a elite brasileira recebe uma parte do saque. O governo exige que qualquer consórcio estrangeiro que compre propriedade estatal inclua um sócio da língua portuguesa. Provavelmente, você não ficará chocado ao saber que amigos do partido governante estão recebendo tratamento especial.</p>
<p>Em 1998, o Ministério das Comunicações e o diretor do programa de privatizações demitiram-se depois que transcrições de conversas em telefones celulares interceptadas revelaram suas tentativas de influenciar as ofertas por companhias telefônicas estatais, para favorecer amigos ligados a operadoras européias.</p>
<p>O processo de “reformas” imposto por credores externos não se limita à tomadas de bens estatais.</p>
<p>O Brazilian Council da Grã-Bretanha promoveu uma reunião em Londres, em novembro de 1998, sobre os serviços públicos do Brasil. Foi apresentado um plano para “melhorar a eficiência no mercado de trabalho”, financiado pelo Banco Mundial. Os brasileiros não deveriam ver o documento. Mas eu obtive uma cópia e decidi contar o que há nele.</p>
<p>O Plano Mestre do Banco Mundial propõe cinco aperfeiçoamentos para esse país que tem o menor compromisso com a educação e outros serviços públicos do hemisfério. Ele diz claramente;</p>
<ul>
<li>Reduzir salários e benefícios</li>
<li>Cortar pensões</li>
<li>Aumentar as horas de trabalho</li>
<li>Reduzir a estabilidade no emprego e o emprego.</li>
</ul>
<p>Mas a recompensa, a linha de crédito de 42 bilhões de dólares, não vai, em última instância, pingar sobre pessoas nos barracos?</p>
<p>Não, diz Ildo Sauer, professor de energia da Universidade de São Paulo (licenciou-se para exercer o cargo de diretor de Gás e Energia da Petrobrás – N.E.). “Tudo vai para saldar os prejuízos do jogo”. – o esforço frenético do governo para manter a taxa de câmbio do real contra o ataque de especuladores.</p>
<p>O Brasil está pagando juros incríveis de 40% sobre sua dívida interna para convencer sua elite a guardar o dinheiro em São Paulo, em vez de Miami. Os 42 bilhões de dólares não vão cobrir os juros de um ano.</p>
<p>Estive hospedado numa casa maravilhosa na praia, perto de Santos (por motivos de pesquisa, legitimamente cobrada do The Observer). O proprietário diz que a residência vale cerca de 500 mil dólares. É sua terceira casa. Ele paga imposto de propriedade de apenas mil dólares por ela.</p>
<p>Os pobres do município não mandam seus filhos à escola porque a captação de impostos não é suficiente para pagar livros, uniformes ou o transporte dos alunos.</p>
<p>E agora, dois anos depois, vemos que os 42 bilhões de dólares do FMI simplesmente permitiram que o banco americano deixasse o Brasil e os ricos espertos mandassem seu dinheiro para o exterior.</p>
<p>É março de 2000. Com a aproximação de terça-feira de carnaval, as conversas políticas ao som da batucada são sobre o salário mínimo, que a Constituição do país efetivamente fixa em 100 dólares pro mês. Com a desvalorização da moeda e a inflação maciça dos bens básicos (a eletricidade aumentou 250%), o mínimo deveria subir automaticamente de 130 reais para menos 170 reais</p>
<p>Sobre esse socorro à população de baixa renda, o presidente Fernando Henrique Cardoso, portados da tocha da Terceira Via na América Latina, permanecia inescrutavelmente perplexo. Mas seus ministros, as câmaras de comércio e seus acadêmicos encheram colunas de jornais com argumentos para se eliminar a “inflexibilidade” da Constituição.</p>
<p>Como tudo o mais durante o carnaval, o debate sobre o salário mínimo é uma farsa. A questão já fora decidida e anunciada em novembro de 1998 pelo Banco Mundial e seu primo, o Banco Interamericano de Desenvolvimento, em um relatório ao British Council em Londres (cujo segredo agora violo com alegria).</p>
<p>Em troca dos empréstimos usados para sustentar o valor do real – um completo fracasso -, o Brasil teria de cortar os salários e aposentadorias do governo e, em especial, fazer cortes nos serviços básicos como saúde e educação. Alguns salários e aposentadorias do Estrado são definidos como múltiplos do salário mínimo – por isso tem de ser cortado sem piedade.</p>
<p>Para aplicar sua decisão (ou, como diz o banco, para “ajudar”), o BID transferiu 160 milhões de dólares das verbas de saúde e seguridade social do Brasil para esse projeto “estrutural”. Nem todo o dinheiro foi desperdiçado. Minha própria dispendiosa viagem pelo Brasil foi paga com essas verbas, numa coordenação do Departamento de Estado dos Estados Unidos e da velha frente da CIA, a USIA. (Não pergunte)</p>
<p>Meu trabalho era instruir os brasileiros em processo democráticos para consumidores e sindicatos dentro dos direitos básicos de uma sociedade civil. Isso é bem americano: primeiro atire em suas pernas, depois dê a eles aulas de samba.</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p>A disputa sobre o salário mínimo é um tanto teórica nos estados do Norte do Brasil que cercam a bacia Amazônica, onde qualquer salário é um luxo. Por isso fiquei especialmente tocado pela batalha de um grupo, na maior parte dessa área da Amazônia, conhecido simplesmente como Donas da Casa. As mulheres, cujo trabalho típico consiste em colocar alimentos e roupas para os mais pobres dos pobres do país, deram um susto no complexo bio-industrial internacional com uma ação legal, aberta para elas pelos advogados do IDEC, uma associação de consumidores do Brasil, para impedir a venda pela Monsanto de soja “Round Up Ready”.</p>
<p>A Monsanto modifica o DNA dessas sementes mágicas para sobreviver a uma forte dosagem do herbicida da companhia, Round Up. Andréa Libério, uma líder da Casa, enfurece-se diante da alegação condescendente da indústria de que esse produto vai alimentar os pobres brasileiros, enquanto ela lê que os supermercados britânicos Tesco se recusam vender produtos contaminados por ele. No início, a briga das Donas de Casa parecia a de um peixe de aquário contra Godzilla. Mas os peixinhos estão ganhando.</p>
<p>A Monsanto, em vez de apresentar evidências num tribunal, entregou a defesa da companhia ao juiz em sua casa, à noite. Mas escolheu o juiz errado. Este, aparentemente, lembrava-se de um tempo não muito distante em que o governo militar ia à noite entregar as decisões “certas” aos juízes, ou os levava embora. O juiz Antonio Souza Prudente decidiu que os brasileiros não lutaram pára depor a ditadura militar e vê-a substituída por um comercial. Em seu tribunal, denunciou os visitantes noturnos e proibiu a venda das sementes manipuladas.</p>
<p>A decisão de agosto de 1999 encorajou o diretor da agência ambiental do país a aliar-se aos consumidores e às donas de casa. Não foi uma decisão profissional acertada – o presidente Cardoso o demitiu do cargo. Depois, o governo FHC foi favorável na apelação da Monsanto.</p>
<p>Mas a decisão do juiz parece juridicamente intocável. O Brasil, segundo meus conselheiros da embaixada americana, tem leis ambientais mais rígidas que os Estados Unidos ou a Grã-Bretanha, com multas maiores contra os poluidores. Olhei pela janela do carro para as colunas de fumaça cáustica que dá a partes de São Paulo a aparência do terceiro anel de Hades, “ah&#8230; Todo ano o presidente Cardoso decreta uma anistia, assim ninguém paga as multas”.</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p>Antes de me reunir com o vice-presidente da Justiça do Estado de São Paulo, meu guia do Departamento de Estado sugere que eu use a nova linguagem criada por consultorias de grupos de interesse. Os cidadãos não são mais cidadãos, e sim “clientes”. O poder do mercado substitui os direitos humanos. “Existe toda uma atitude no Brasil em relação ao público”. Passamos por cima de alguns “clientes” que dormiam sobre as saídas de ventilação do hotel.</p>
<p>O secretário ficou contente ao me ver. Isso lhe deu uma desculpa para escapar de duras negociações com líderes dos Sem-Terra e Sem-Teto que haviam ameaçado montar um acampamento permanente em volta da Secretaria. Eu comentei em inglês: “The roofles meet the rubles” [ Os sem-teto encontram os sem-piedade]. Acho que a tradução foi difícil.</p>
<p>Enquanto garçons serviam xícaras de café, o homem do Departamento de Estado estava ansioso para me mostrar o lado progressista de FHC.. Apontou para a maquete de um grande edifício que ocupava a mesa do secretário. “Acho que é o novo projeto habitacional do governo”.</p>
<p>O secretário sorriu. “Na verdade, é nossa nova prisão. O mais moderno projeto americano. Imagino que seja colocar os “clientes” em ALGUM LUGAR.</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p>Notas da entrevista.</p>
<p>Por que aquele homem estava cortando árvores? Para obter lenha para cozinha. Ele não pode comprar gás engarrafado. O preço aumentou 150% em um ano.</p>
<p>E por que? Porque o governo FHC. Eliminou os subsídios e controles do gás engarrafado.</p>
<p>Por que aumentou o preço do gás do país? Para que os que podem pagar prefiram o gás encanado ao engarrafado.</p>
<p>Por que o governo não promoveu o gás encanado? Para tornar a privatização da companhia estatal, Comgás, mais interessante aos investidores estrangeiros.</p>
<p>Por que vender a Comgás? Cardoso precisava de dez bilhões de dólares por mês só para pagar os empréstimos para salvar a moeda.</p>
<p>Quem a comprou? A Shell Oil e a British Gás.</p>
<p>Quando? Em 1997, pouco depois que Tony Blair mandou seu principal assessor em visita ao presidente Cardoso.</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p>“Relaxe, é carnaval” , me diz a embaixada. Lá está o presidente Cardoso num pequeno fio-dental verde, ajoelhado na frente de Bill Clinton. Ele cantando a balada de Jobim “Eu serei palhaço&#8230;”. De certa forma, os humoristas do desfile são mais verossímeis que a coisa real. Bem, chega. Tenho de vestir minhas plumas. Como diz o Departamento de Estado, “se você não consegue enriquecer, pelo menos pode ficar nu”.</p></blockquote>
<p>Entendeu por que não se deve votar em um neoliberalista ou você gosta de grande emoções? Se você gostou do texto vai adorar o livro <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/230284/melhor+democracia+que+o+dinheiro+pode+comprar,+a&amp;franq=128026">A Melhor democracia que o dinheiro pode comprar de Greg Palast.</a></p>
<p><em>Greg Palast é um dos mais importantes jornalistas investigativos Americanos, trabalha para o &#8220;The Guardian&#8221;, &#8220;The Observer&#8221;, asssim como a BBC, destaca-se entre os jornalistas, com suas obsessões pelas provas documentadas e seus minucioso métodos de pesquisa. Autor do Livro &#8221; &#8220;A melhor democracia que o dinheiro pode comprar&#8221;</em></p>
<p><em>Foto surrupiada do blog do &#8220;<a href="http://hariprado.wordpress.com/2010/02/07/so-a-implantacao-de-uma-ditadura-chavista-no-brasil-impede-a-vitoria-de-serra/">Prof Hariovaldo</a>&#8221;<br />
</em></p>

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		<title>Tirem os olhos da Internet!</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 19:58:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/08/avatarolho.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-416" title="Mega Não" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/08/avatarolho.jpg" alt="" width="250" height="250" /></a>Há mais de três anos estamos fazendo um intenso <a href="http://meganao.wordpress.com/o-mega-nao/o-que-combatemos/">ativismo contra o AI5Digital</a>, ou <a href="http://www.camara.gov.br/internet/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=15028">PL 84/99</a> e também conhecido por projeto de Cibecrimes. A sociedade organizada gritou, protestou e disse um Mega Não ao AI5Digital, e até mesmo o <a href="http://xocensura.wordpress.com/2009/06/27/lula-e-contra-o-ai5-digital/">Presidente Lula chamou o projeto de censura</a>,  e ele ficou paralisado na Câmara dos Deputados desde março do ano passado. Conseguimos <a href="http://xocensura.wordpress.com/2009/05/22/a-revolucao-nao-esta-sendo-televisionada/">vencer mais uma batalha</a>, mas sabíamos que ainda não havíamos vencido a guerra, até porque não é só o AI5digital que é nocivo à Internet, existem dezenas de outros projetos com esta mesma ótica vigilantista e controladora tramitando no Senado e na Câmara. Inclusive um da <a href="http://xocensura.wordpress.com/2009/02/14/mantras-da-irracionalidade-pedofilia-na-internet/">CPI da Pedofilia</a> que é um rival em monstruosidade e ineficiência ao AI5Digital, e por isto longe de ajudar no combate da monstruosidade que é a Pedofilia.</p>
<p>No <a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=3343">lançamento do Marco Civil</a> perguntei ao Deputado Julio Semeghini (PSDB) qual seria o futuro do PL84/99 e ele falou que se retirassem os artigos críticos, pouca coisa sobraria para ser votada, e completou dizendo que ele e outros projetos ligados à Internet só seriam apreciados após a tramitação do Marco Civil. Entretanto o Marco Civil ainda nem entrou em tramitação e o &#8220;ilustre&#8221; Deputado Pinto Itamaraty (PSDB) deu parecer favorável colocando o AI5digital em tramitação depois de quase um ano e meio paralisado. Não me surpreendi quando seis dias depois uma matéria publicada no site da Câmara dos Deputados dizia que <a href="http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/150005-DEPUTADOS-BUSCARAO-ACORDO-PARA-VOTAR-LEI-DE-CRIMES-NA-INTERNET.html">Deputados buscarão acordo para votar lei de crimes na Internet</a>. Na minha opinião o único acordo plausivel é enterrar de vez o AI5Digital.</p>
<p>O problema não para ai, <a href="http://meganao.wordpress.com/2010/08/27/blogagem-coletiva-de-repudio-ao-ai5-digital/">a motivação da blogagem coletiva foi a de retornar a militância contra o AI5Digital</a> que já esta claro que será usado como moeda de troca para a votação do <a href="http://culturadigital.br/marcocivil/">Marco Civil</a>, e este tem de ser aprovado tal qual foi consolidado no final da consulta pública, para isto um grupo de ativistas criou o <a href="http://twitter.com/vigiasdomarco">Twitter Vigias do Marco</a>, que tem por objetivo fiscalizar a tramitação do Marco Civil. Mas tem cenário pior, depois das eleições uns Deputados continuarão, outros não, e nada mais perigoso para o processo democrático do que um Deputado desiludido com os seus eleitores, e neste clima ainda tem um risco do Ai5Digital entrar em pauta, não gosto nem de pensar&#8230;</p>
<p>Já conhecemos o <a href="http://entropia.blog.br/2010/04/23/acta-e-o-tripe-do-atraso/">tripé do atraso</a>, que é o responsável pelo atravancamento no progresso do país, a começar pela Internet. Os grande grupos de intermediação e controle como o PIG, os Bancos, a Mafia Autoral, e outros não querem de jeito nenhum uma Internet livre estão se esforçando ao máximo para que a sociedade repita os seus <a href="http://entropia.blog.br/2009/01/10/mantras-da-irracionalidade/">mantras da irracionalidade</a> e através da técnica do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/FUD">FUD</a> (Fear, Uncertainty and Doubt) querem nos fazer crer que o preço da segurança é a intensa vigilância. Trata-se de um enorme cinismo, primeiro porque não existe tamanha insegurança na rede, <a href="http://xocensura.wordpress.com/2008/09/19/cade-os-numeros-relativos-dos-cibercrimes/">os números relativos dos cibercrimes são insignificantes</a>, assim como a <a href="http://cyber.law.harvard.edu/sites/cyber.law.harvard.edu/files/ISTTF_Final_Report.pdf">Pedofilia na Internet praticamente não existe</a>, o que existe é um grande mito criado. A cultura da vigilância é falha em todos os aspectos, primeiro por não sabermos quem esta nos vigiando, e nem o que se passa na cabeça destas pessoas. Crime se resolve com prevenção e não com vigilância e punição. A politica da bisbilhotice não para por ai, querem implantar RFID nos carros e até mesmo nas nossas identidades com o RIC. A tecnologia é ambigua, ao mesmo tempo que serve para a liberdade serve para a vigilancia, temos de gritar sempre e repetir o novo mantra: O preço da liberdade é nenhuma vigilância!!!</p>

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