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	<title>Entropia ! &#187; Propaganda emergente</title>
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		<title>A Campus Party que todo mundo vê, mas poucos enxergam</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Apr 2010 21:00:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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<p>Decidi fazer este post como um exercício, venho enfrentando um momento estranho, parece que perdi momentâneamente minha habilidade com a escrita, talvez seja porque tenho convivido com dinossauros mais do que o tolerável, tenho participado de reuniões onde as pessoas possuem pastas com email impresso!</p>
<p>Para tentar resgatar o meu verdadeiro eu, decidi me internar na Campus Party 2010. Fui convidado para uma <a href="http://blip.tv/file/3140656">palestra</a> no <a href="http://www.campus-party.com.br/campus-forum.html">Campus Forum</a> na terça (26/01) e aproveitei para ficar até sábado (30/01), foi ótimo, revi gente conectada, gente do meu mundo e pude voltar a sentir o sabor da evolução, o frescor da brisa tecnológica e o calor humano de uma rede de pessoas. Foram momentos de extremo prazer, conversas produtivas, palestras, planos e celebrações, tudo girando em torno de um só tema, a sociedade conectada e o futuro do Brasil.</p>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/Cparty10MarcoCivil021.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-323" title="Marco Civil Campus Party" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/Cparty10MarcoCivil021-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<h2>O que todo mundo vê e poucos enxergam?</h2>
<p>Esta foi a terceira edição da Campus Party, e cada edição possui características marcantes, esta por exemplo estava muito focada em cibercultura e aspectos legais e operacionais da Internet. Mas um pequeno detalhes estava o tempo todo pulando na cara de todo mundo, seja nos slogans, nas falas, no material, nos banners e no <a href="http://blog.campus-party.com.br/index.php/campus-party-brasil/">site oficial</a>: <strong>A Internet é uma rede de pessoas.</strong></p>
<p><strong><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/DSC03178.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-318" title="Campus Party" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/DSC03178-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><br />
</strong></p>
<p>Bom se esta frase não tem nenhum significado a mais para você, é porque você é um dos que viu e não enxergou, mas não se preocupe, muitos não enxergaram. O fato de afirmar que a Internet é uma rede de pessoas contraria o mantra midiatico de que a Internet é uma rede de computadores, a Internet já deixou de ser uma rede de computadores há quase 10 anos.</p>
<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/DSC03190.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-319" title="Campus Party camping" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/DSC03190-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>A afirmativa de que a Internet é uma rede de pessoas subverte o conceito anterior de que a internet é uma rede de computadores, assim como hoje estamos na era da participação que subverteu o conceito da era da informação, mas curiosamente ambos os conceitos ultrapassados são ainda utilizados pela nossa jurássica mídia.</p>
<p>Em outras palavras, a questão tecnológica da Internet já se naturalizou, de forma que é naturalmente ignorada pelo o usuário de tal forma que este já enxerga diretamente a parte social da rede. Nem mesmo a velha frase que diz que a Internet é uma rede de pessoas mediada por computador é mais uma afirmativa indiscutível, com o crescimento da ubiquidade do acesso fica difícil definir o que é de fato computador, um celular é um computador? Neste caso a rede poderia ser definida como uma rede de pessoas mediada por dispositivos conectáveis, mesmo assim esta afirmativa, apesar de correta, coloca uma barreira no seu entendimento, em um momento que a invisibilidade da tecnologia se faz necessária para dar valor ao aspecto humano da rede.</p>
<p>Há dois anos fiz uma <a href="http://entropia.blog.br/2008/03/16/o-novo-geek-e-maslow/">análise da pirâmide da pirâmide de Maslow aplicada as mídias sociais</a>, que orgulhosamente apelido de pirâmide de Caribé ou hierarquia das necessidades em mídias sociais. Nesta analise eu estabeleço que os dois primeiros degraus da pirâmide são o conhecimento tecnológico e o acesso, mas se olharmos pela ótica que venho tecendo acima, podemos dizer que na verdade a pirâmide esta se transformando em um losango, uma vez que estes dois primeiros degraus estão ficando cada dia mais invisíveis, o que de certa forma acelera a tão desejada &#8220;alfabetização digital&#8221;.<br />
<a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/piramidelosangouso.png"><img class="aligncenter size-large wp-image-328" title="piramidelosangouso" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/04/piramidelosangouso-1024x500.png" alt="" width="600" height="293" /></a><br />
Não tirando a questão tecnológica da Campus Party, afinal é sim de certa forma a tecnologia em seus diferentes niveis de visibilidade que as pessoas buscam encontrar no evento, mas principalmente as pessoas buscam encontrar pessoas, a Campus Party é na verdade uma grande rede social ao vivo de pessoas conectadas, uma tangibilização da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cauda_Longa">cauda longa</a>, um encontro de muitas tribos que habitam o ciberespaço e este planeta chamado terra, pense nisto.</p>
<h2>A miopia universitária</h2>
<p>Pouco antes da Campus Party, conversando com um amigo, o <a href="http://twitter.com/quimbanda">Ronald Stresser</a>, ele comentou que estava pensando em fazer um curso mais específico de mídias sociais, e respondi quase de imediato que a Campus Party era o melhor curso de mídias sociais que ele poderia fazer, foi uma resposta daquelas &#8220;bate pronto&#8221; e depois comecei a pensar no que falei e vi que havia acertado na mosca.</p>
<p>Na Campus Party vivencia-se a cultura digital o tempo todo, é um paraiso para etnografos, profissionais e pesquisadores de comunicação e alias qualquer área profissional que de alguma forma envolva a Internet. Neste ano tivemos dezenas de palestras, com temas diversos e riquissimos, encontro dos cerebros da cibercultura brasileira, dos ativistas, legisladores e parlamentares da liberdade na rede, visita de presidenciaveis, debates de software livre, jogos, midias sociais, musica, video, multimidia, robotica, casemod e um monte de outras coisas. Na Campus Party você faz parte do contexto e não apenas lê sobre ele, o aspecto informal do evento reflete a informalidade e a liberdade da rede, onde você vai alem do livro, pode interagir com os autores, e isto não tem preço.</p>
<p>Mas onde estão as caravanas organizadas pelas universidades? Imagine o valor para uma faculdade de Direito em participar dos debates a cerca do Marco Civil, assistir à uma palestra do Lessig e de quebra ainda conversar com varios juristas, parlamentares, e representantes da sociedade civil que se fizeram presentes? Imagine o valor para uma faculdade de Comunicação participar de debates sobre cibercultura com os maiores estudiosos da área no Brasil? Ou quem sabe as faculdades de Pedagogia participarem da discussão a cerca do novo modelo de Universidade levantado pela pesquisadora <a href="http://twitter.com/ivanabentes">Ivana Bentes</a>?</p>
<p>Poderia enumerar dezenas de outros casos, eu nem falei da área técnica, mas foi de propósito, mas pergunto: Afinal porque as universidades ainda sofrem do mal de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADsifo">Sísifo</a>, e continuam seguindo o mesmo caminho secular ao invés de apresentar novas propostas e desafios?</p>

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		<title>Cluetrain 10 anos depois</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Apr 2010 04:09:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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<p><em>Este artigo é uma tradução livre do artigo “<a title="Artigo  original em Inglês" href="http://experiencecurve.com/archives/the-clue-train-10-years-on">The  Clue Train 10 years on</a>” de <a title="Twitter de Karl Long" href="http://twitter.com/karllong">Karl  long</a>, com a devida autorização do autor.</em></p>
<p>O <a title="Leia o manifesto Cluetrain" href="http://cluetrain.com/portuguese/index.html">manifesto  cluetrain</a>, um livro concebido 10 anos atrás, previu e descreveu  muitas das forças que foram disruptivas na economia, ativadas através da  web 2.0.</p>
<blockquote><p>Uma poderosa conversação global começou. Através da  Internet, pessoas estão descobrindo e inventando novas maneiras de  compartilhar rapidamente conhecimento relevante. Como um resultado  direto, mercados estão ficando mais espertos-e mais espertos que a  maioria das empresas.</p></blockquote>
<p>O ponto “mercados são conversações” sempre foi verdadeiro, mas o  impacto desta afirmação foi realizada bem lentamente pelos negócios  através dos últimos 10 anos. Fantásticamente, os conselhos e os insights  deste livro ainda continuam válidos, embora o tom seja um pouco  polêmico neste ponto, entretanto, ninguém mais precisa ser convencido a  cerca das verdades traçadas neste livro.</p>
<p>Houve recentemente um evento em New York para discutir a relevância  do manifesto cluetrain 10 anos, que foi <a title="Veja a cobertura de  Josh Bernoff - Em Inglês" href="http://blogs.forrester.com/charleneli/2008/02/cluetrain-rev-1.html">blogado  ao vivo por Josh Bernoff da Forrester</a>. Nesta conferência <a title="Blog de Doc Searls" href="http://blogs.law.harvard.edu/doc/">Doc  Searls</a> usou poucas palavras para falar de publicidade, o que  acredito não ser nenhuma novidade, mas pensei em como as empresas e  agências ainda estão viciados nos formatos incrementalmente ineficientes  e decadentes, e que ainda não acreditam no que Doc falou:</p>
<ol>
<li>A publicidade como conhecemos ira acabar.</li>
<li>Pessoas arrebanhadas em jardins emparedados e que acham que isto as  colocam em uma sociedade, verão como isto é um absurdo. (Facebook, Orkut  são exemplos.)</li>
<li>Nos iremos constatar que os mais importantes produtores são aquelas  que costumamos chamar de consumidores.</li>
<li>O valor da cadeia será substituído pelo valor da constelação.  (muitas conexões).</li>
<li>“Qual o seu modelo de negócios?” não será mais a pergunta  para  tudo. (Qual o modelo de negócios para suas crianças?)</li>
<li>Nos iremos fazer dinheiro maximizando o “efeito porque”.(”Efeito  porque” é o que acontece quando você faz mais dinheiro porque há alguma  coisa mais com ele) Ex: Pesquisar e blogar.</li>
<li>Nos teremos a habilidade de gerenciar as empresas da mesma forma  como elas nos gerenciam hoje. (Acordos entre empresas e consumidores não  serão mais favoráveis às empresas.) Na Escola de Direito de Harvard  eles chamam isto de VRM &#8211; Vendor Relationship Management, onde Doc  Searls esta trabalhando no <a title="Projeto VRM - Em Inglês" href="http://cyber.law.harvard.edu/projectvrm/Main_Page">projeto  VRM</a>.</li>
<li>Nos iremos casar a web viva com o valor da constelação. (A web viva  não é apenas sobre estrelas. Relacionamentos de todos com todos.)</li>
</ol>
<p>No caso da publicidade em redes sociais, dê uma lida no artigo da <a title="Leia o artigo na Business Week - Em Inglês" href="http://www.businessweek.com/magazine/content/08_07/b4071054390809.htm">Business  Week</a> sobre a eficiência da publicidade em redes sociais.</p>
<blockquote><p>Profissionais de marketing falam que pelo menos 4 em  10.000 pessoas que visualizam suas campanhas em sites de redes sociais  clicam nelas.</p></blockquote>
<p>Voltando ao tema “mercados são conversações” seguramente na pior das  hipótese é uma publicidade falsa, sem autenticidade, monólogo,  porque  empresas tem pavor de manter uma conversação, é isto que as pessoas  percebem? O que elas percebem? Provavelmente o volume de publicidade,  será que a melhor destas campanhas pode provocar ao menos uma centelha  de conversação?</p>
<p>Então me diga que mecanismos a sua agência de propaganda proporciona  para ajudar a “continuar a conversação” ?</p>
<p>Fonte: <a href="http://experiencecurve.com/archives/the-clue-train-10-years-on">The  Clue Train 10 years on at ExperienceCurve</a></p>

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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>O marketing de hoje, de amanhã e depois de amanhã</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Nov 2008 02:11:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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<p><a title="Marketing Depois de Amanhã" href="http://www.depoisdeamanha.com.br/"><img class="size-medium wp-image-138 alignleft" style="margin: 10px;" title="Capa do Livro Marketing depois e amanhã" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2008/10/depoisdeamanha1-212x300.jpg" alt="" width="170" height="240" /></a>Como faço questão de não esconder, sou um leitor voraz, daqueles que esta sempre carregando um livro na pasta, e tem pelo menos dois na mesa de cabeceira, alem é claro, de centenas na estante. Este livro sobre o qual pretendo falar aqui é diferente, não me custou literalmente nada, e é um dos melhores livros sobre marketing emergente que li em português até então, trata-se do &#8220;best downloaded&#8221; <a href="http://www.depoisdeamanha.com.br/">Marketing depois de amanhã</a>, do <a href="http://www.coxacreme.com.br/">Ricardo Cavallini</a>.</p>
<p><a href="http://twitter.com/cavallini">Cavallini</a> é um cara que sabe o que fala, o livro explica de forma quase didática os temas emergentes do marketing, do novo paradigma da comunicação, é uma habilidade e tanto e uma prova de conhecimento. Einstein ja falava que uma forma de testar seu conhecimento sobre qualquer coisa é tentar ensina-la para a sua avó, acredito que a avó de Cavallini ja esteja entendendo de marketing e saiba diferenciar um viral de um buzz, ou que a midia de massa esteja em queda por conta dos prosumers que foram preconizados no Manifesto Clue train, é claro.</p>
<p>Gosto do jeito de escrever do Ricardo, descontraido, claro e sem muitos rodeios, mas sem deixar de ser bem fundamentado. O livro é um verdadeiro guia para diversos públicos:</p>
<ul>
<li>Para os estudantes de comunicação para conhecerem um pouco além do que usualmente aprendem nas faculdades, algumas até explicam alguma coisa, mas se bobear formam &#8220;recém obsoletos&#8221;;</li>
<li>Aos profissionais experientes para poderem se reciclar e não perderem o equilibrio quando puxarem a escada que os sustenta no topo da cadeia da comunicação;</li>
<li>Aos curiosos para saberem um pouco mais sobre tudo que nos cerca em termos de marketing;</li>
<li>Aos empreendedores para descobrirem novas formas de ganhar dinheiro;</li>
<li>E finalmente aos avessos à publicidade para saberem o que mais devem evitar para não serem incomodados, se bem que como Cavallini diz no livro, o marketing de interrupção vem em franca decadência.</li>
</ul>
<p>O livro, prefaciado por Washington Olivetto, é dividido em dez capitulos, começando por uma panorâmica atual, uma breve olhada no contexto da internet e em seguida levanta voo em direção a coisas muito interessantes como TV Digital, Advergaming, Mobile, Dispositivos de conexão ( a internet das coisas), novos displays, micropagamentos e finalmente novas possibilidades. Para quem gosta do assunto é um daqueles livros para se ler em um fim de semana chuvoso, na tela do computador enquanto os novos displays ainda não estão acessíveis. Não tem porquê não ler, o <a href="http://www.depoisdeamanha.com.br/">livro é gratuito</a> e vale cada byte consumido em seu download.</p>

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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Pérolas da cibercultura, um post que vale por um cursinho</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Apr 2008 19:30:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ <p>Depois do meu último post, me convenci de que realmente precisamos de novas ferramentas e novos conceitos para entender o que esta acontecendo hoje no mercado da comunicação. Para isto decidi reunir e publicar aqui os links para as principais pérolas da cibercultura na minha opinião. São elas definições, conceitos, textos e até e-books [...]
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<p>Depois do <a href="http://entropia.blog.br/2008/03/29/siva-o-mix-de-marketing-20/">meu último post</a>, me convenci de que realmente precisamos de novas ferramentas e novos conceitos para entender o que esta acontecendo hoje no mercado da comunicação. Para isto decidi reunir e publicar aqui os links para as principais pérolas da cibercultura na minha opinião. São elas definições, conceitos, textos e até e-books completos.</p>
<h3>Redes</h3>
<p>O entendimento de redes no sentido mais amplo, e não técnico, é teoria fundamental para o entendimento de tudo na cibercultura. É necessário entender que somos &#8220;nós&#8221; desta rede, e que nossos grupos são &#8220;clusters&#8221; e que tudo em termos de rede possui comportamento em rede, com grande capilaridade e com grande entropia.</p>
<p>Um entendimento técnico necessário é o proprio conceito original da Internet, criada na época da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_fria">Guerra Fria</a>, sua estrutura foi concebida para resistir à um bombardeio atômico, e desta forma pavimenta o conceito hoje conhecido como <a href="http://brockerhoff.net/blog/2003/03/10/mundo-de-pontas-world-of-ends-2/">Mundo de Pontas</a> (<a href="http://worldofends.com/">World of Ends</a>).</p>
<p>Uma boa dica para entendimento de redes é o e-book &#8220;<a href="http://www.wwf.org.br/informacoes/bliblioteca/index.cfm?uNewsID=3960">Redes &#8211; uma introdução às dinamicas da conectividade e da auto-organização</a>&#8221; publicado pelo <a href="http://www.wwf.org.br/">WWF Brasil</a>.</p>
<h3>Comportamento</h3>
<p>Uma das mais sensacionais pérolas do comportamento no ciberespaço é o <a href="http://www.cluetrain.com/portuguese/index.html">Manifesto Cluetrain</a> (O manifesto do trem de evidências) que trata de forma simples e direta o comportamento social e de consumo na Internet. Veja também o post &#8220;<a title="Post sobre o manisfeto cluetrain 10 anos depois" href="http://www.thebuzzmakers.com/br/2008/04/23/cluetrain-10-anos-depois/">Cluetrain 10 anos depois</a>&#8221; publicado no Buzz Makers.</p>
<p>Outro texto muito interessante é o <a href="http://www.burburinho.com/20060422.html">Mundos em colisão</a>, que narra de uma forma simpática o choque cultural que se reflete como a dicotomia &#8220;nova x velha mídia&#8221; ou &#8220;real x virtual&#8221; passando pelo contraste &#8220;Copyright x <a href="http://creativecommons.org/">Creative Commons</a>&#8221; com bastante propriedade. Por falar em Copyright x Creative Commons, um bom e-book sobre isto é o <a href="http://www.rau-tu.unicamp.br/nou-rau/softwarelivre/document/?code=144">Cultura Livre</a> (uma excelente tradução do <a title="Baixe o e-book free culture" href="http://www.free-culture.cc/freeculture.pdf">Free Culture</a>). A cultura open source faz parte do DNA do ciberespaço, já o habitava no seu núcleo, na sua camada técnica, e foi fundamentalmente o propulsor da WWW.</p>
<p>Por falar em Free, este será o novo livro do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Chris_Anderson_%28The_Long_Tail%29">Chris Anderson</a>, o autor do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Long_Tail">Cauda Longa</a>. O <a href="http://www.longtail.com/the_long_tail/2007/05/my_next_book_fr.html">Free</a> promete ser um profundo estudo sobre a cultura atual, onde empresas lucram cada vez mais cobrando cada vez menos, ou até nada. Na <a href="http://www.wired.com/images/press/pdf/free.pdf">Wired tem um PDF que já da uma ideia de como será o livro</a>, mas se preferir <a href="http://www.wired.com/techbiz/it/magazine/16-03/ff_free">pode ler na web mesmo</a>.</p>
<p>Existem ainda os clássicos teóricos da comunicação como <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Manuel_Castells">Manuel Castells</a> e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Marshall_McLuhan">Marshal McLunhan</a> que não podem ficar de fora.</p>
<h3><strong>Midias sociais</strong></h3>
<p>Não podemos deixar de falar da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Six_degrees">teoria dos seis graus de separação</a>, que fundamenta diversas redes sociais, onde em sintese, você esta ligado à qualquer outra pessoa no mundo, por outras seis. Existem outras, inclusive a que descrevi aqui mesmo no blog, relacionando <a title="Post sobre Maslow  e as midias sociais" href="http://entropia.blog.br/2008/03/16/o-novo-geek-e-maslow/">Maslow e as midias sociais</a>.</p>
<p>O assunto não esgota aqui, é apenas um começo, mas te garanto que boa parte já foi citada, convido você à completar a lista ai nos comentários.</p>
<p>update 02/05 &#8211; O Marco Gomes fez um post sensacional, praticamente um manifesto, se você leu os textos acima com cuidado, veja a personificação do estudo no post: <a title="Veja o post do Marco Gomes" href="http://marcogomes.com/blog/2008/eu-faco-parte-da-revolucao/">Eu faço parte da revolução</a></p>

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		<title>SIVA, o mix de marketing 2.0</title>
		<link>http://entropia.blog.br/2008/03/29/siva-o-mix-de-marketing-20/</link>
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		<pubDate>Sat, 29 Mar 2008 03:22:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ <p>Uma coisa interessante é que desde que foi implantado por Jerome McCarthy em 1960, o mix de marketing, os 4 Ps, sempre foi o framework mais importante no entendimento do marketing.</p> <p>Isto foi assim até que o artigo &#8220;In the Mix: A Customer-Focused Approach Can Bring the Current Marketing Mix into the 21st Century&#8221; [...]
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			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_mustard" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fentropia.blog.br%252F2008%252F03%252F29%252Fsiva-o-mix-de-marketing-20%252F%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22SIVA%2C%20o%20mix%20de%20marketing%202.0%22%20%7D);"></div>
<p>Uma coisa interessante é que desde que foi <a href="http://www.administradores.com.br/artigos/_os_4_ps_do_marketing_e_a_sopa_de_letrinhas/21464/">implantado por Jerome McCarthy em 1960</a>, o mix de marketing, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Marketing#Four_Ps">os 4 Ps</a>, sempre foi o framework mais importante no entendimento do marketing.</p>
<p><img src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2008/03/siva4ps.jpg" alt="SIVA e os 4Ps" align="left" hspace="10" vspace="10" />Isto foi assim até que o artigo &#8220;<strong>In the Mix: A Customer-Focused Approach Can Bring the Current Marketing Mix into the 21st Century</strong>&#8221; por <strong>Chekitan S. Dev</strong> e <strong>Don E. Schultz</strong>  saiu na edição de janeiro/fevereiro de 2005 da revista Marketing Management.</p>
<p>Este artigo muda totalmente o paradigma do mix de marketing, que antes era visto da empresa em direção ao mercado alvo, conforme figura ao lado.</p>
<p>No artigo, Schultz e Chekitan, literalmente viram o mix de ponta cabeça, e avaliam a oferta pela ótica do consumidor, e nesta ótica, o que antes eram os 4Ps, viram o SIVA (Solução, Informação, Valor e Acesso).</p>
<p>Para efeito comparativo temos:</p>
<table height="108" width="223">
<tr>
<td><strong> 4 Ps</strong></td>
<td><strong> SIVA</strong></td>
</tr>
<tr>
<td valign="top">Produto</td>
<td valign="top">Solução</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top">Preço</td>
<td valign="top">Valor</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top">Promoção</td>
<td valign="top">Informação</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top">Praça</td>
<td valign="top">Acesso</td>
</tr>
</table>
<h3>SIVA em detalhes</h3>
<ul>
<li><strong>Solução</strong> &#8211; Como a solução é apropriada para solucionar os problemas e necessidades do consumidor?</li>
<li><strong>Informação</strong> &#8211; O consumidor conhece bem sobre a oferta, se sim, através de quem ? Ele sabe o suficiente para permitir ao consumidor fazer uma boa decisão de compras?</li>
<li><strong>Valor</strong> &#8211; O consumdor percebe o valor da transação, quanto ela custa, qual serão os beneficios, o que ele terá de sacrificar, qual será a sua recompensa?</li>
<li><strong>Acesso</strong> &#8211; Onde o consumidor pode encontrar a solução? O quanto facilmente, local ou remotamente ele pode compra-la ou recebe-la via delivery?</li>
</ul>
<h3>SIVA e Marketing 2.0</h3>
<p>Quem esta na internet há pelo menos oito anos deve lembrar que o grande propulsor de tudo que esta acontecendo hoje, que chamamos de web 2.0, comecou com uma grande mudança de paradigma na construção e implementação web.  Em torno de 2001 dois assuntos comecaram a dominar este ambiente: Usabilidade e Acessibilidade. O tema bateu de frente com a questão estética, até então dominante e acabou encaminhando para um entendimento de que o usuário é elemento mais importante na internet. Dai para frente, descobrir que os usuários queriam mais do que simplesmente ser um leitor, foi um pulo.</p>
<p>Quem sabe a classica pergunta de um milhão de dolares: &#8220;Qual o futuro da comunicação e do marketing&#8221; possa comecar a ser respondida? Até então uma incógnita e muitas hipóteses, simplesmente porque existe uma grande possibilidade de estarmos cometendo o erro de avaliar um novo mercado com velhas ferramentas&#8230;</p>

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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>A imensa distância entre o que você vê e o que você compra</title>
		<link>http://entropia.blog.br/2007/09/23/a-imensa-distancia-entre-o-que-voce-ve-e-o-que-voce-compra/</link>
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		<pubDate>Sun, 23 Sep 2007 17:49:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Propaganda emergente]]></category>
		<category><![CDATA[Cibercultura]]></category>
		<category><![CDATA[cluetrain]]></category>
		<category><![CDATA[publicidade]]></category>

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		<description><![CDATA[ <p>A essência da foto publicitária está em retratar da melhor forma o produto anunciado. Obviamente na fotografia de alimentos, todos os ingredientes são cuidadosamente escolhidos, e na composição do produto vários artifícios são utilizados para dar ao alimento uma bela aparência, tornando-o ainda mais apetitoso. A prática de vender sonhos, transformar necessidades em desejos [...]
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			<content:encoded><![CDATA[
<div class="topsy_widget_data topsy_theme_mustard" style="float: right;margin-left: 0.75em; background: url(data:,%7B%20%22url%22%3A%20%22http%253A%252F%252Fentropia.blog.br%252F2007%252F09%252F23%252Fa-imensa-distancia-entre-o-que-voce-ve-e-o-que-voce-compra%252F%22%2C%20%22style%22%3A%20%22big%22%2C%20%22title%22%3A%20%22A%20imensa%20dist%C3%A2ncia%20entre%20o%20que%20voc%C3%AA%20v%C3%AA%20e%20o%20que%20voc%C3%AA%20compra%22%20%7D);"></div>
<p>A essência da foto publicitária está em retratar da melhor forma o produto anunciado. Obviamente na <a href="http://boo-box.com/link/aff:submarinoid/uid:128026/tags:foto+camera" class="bbli">fotografia<img src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" class="bbic" /></a><script src="http://stable.boo-box.com/"></script> de alimentos, todos os ingredientes são cuidadosamente escolhidos, e na composição do produto vários artifícios são utilizados para dar ao alimento uma bela aparência, tornando-o ainda mais apetitoso. A prática de vender sonhos, transformar necessidades em desejos é comum na publicidade, e para isto vale maquiar a realidade para transforma-la em algo um pouco fantasioso estimulando o consumidor.</p>
<p align="center"><img src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2008/02/wysisnwyg01.jpg" alt="wysisnwyg01.jpg" /></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center"><img src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2008/02/wysisnwyg02.jpg" alt="wysisnwyg02.jpg" /></p>
<p>Geralmente, estes lindos alimentos fotografados são incomíveis. Segundo  site <a href="http://pbskids.org/dontbuyit/">Don&#8217;t Buy It</a>, cuja <a href="http://pbskids.org/dontbuyit/about.html">missão é tornar os futuros consumidores mais espertos</a>, os <a href="http://pbskids.org/dontbuyit/advertisingtricks/foodadtricks.html">estilistas alimentares utilizam práticas nada apetitosas</a>:</p>
<ul>
<li>Quando fotografar sanduiches com sementes, como milho ou ervilhas, cole-as com cola tudo ou fixe-as com alfinetes.</li>
<li>Aplique spray a prova d&#8217;agua nas superfícies para evitar que elas fiquem úmidas.</li>
<li>Cozinhe apenas o lado externo das carnes e deixe o centro crú para deixa-la com uma bela aparência e aspecto de frescor.</li>
<li>Pinte as carnes, em especial hamburguers com óleo e pigmento marrom.</li>
<li>Para fazer as marcas de grill, use um metal bem quente como um ferro de solda por exemplo.</li>
<li>Utilize apenas as fatias centrais dos mais belos tomates e aplique neles uma mistura de glicerina e água para dar uma aparência de frescor.</li>
<li>Use toalhas de papel dobradas como fraldas para que a gordura e o sangue das carnes não escorram para o pão.</li>
<li>Escolhas folhas bem verdes, saudáveis sem marcas marrons ou falhas.</li>
</ul>
<p>Quando <a href="http://www.rageboy.com/index2.html">Chris                      Locke</a>, <a href="http://www.searls.com/">Doc Searls</a>,                      <a href="http://www.evident.com/">David Weinberger</a> escreveram em 1999 o <a href="http://cluetrain.com/portuguese/index.html">Manifesto Cluetrain</a>, estavam informando ao mundo que o consumidor estava mudando, e  conectados e juntos ficaram muito mais inteligente que a soma de suas inteligências. O novo consumidor esta ficando cada vez mais refratário à publicidade. Veja que o filme sincero da Dove Evolution, que transformou-se em um imenso buzz, acabou por ganhar o <a href="http://www.brainstorm9.com.br/archives/2007/06/cannes_lions_2007_cyber_grand_prix.html">Gran Prix de Cannes este ano, sem ter sido veiculado na TV</a>. Este comportamento escancara para quem quer ver, que o consumidor quer sinceridade e transparência, quer interagir com pessoas e não com super-heróis ou ficção., quer realidade e não fantasia.</p>
<p>Para comprovar isto, basta uma simples <a href="http://www.google.com/search?num=100&amp;hl=en&amp;newwindow=1&amp;c2coff=1&amp;safe=off&amp;client=firefox-a&amp;rls=org.mozilla%3Apt-BR%3Aofficial&amp;hs=b2T&amp;q=food+advertising+reality&amp;btnG=Search">busca no Google</a> e econtrará centenas de posts e artigos que falam do tema &#8220;food advertising x reality&#8221;. Uma das respostas que me chamou a atenção foi um <a href="http://digg.com/offbeat_news/Fast_Food_Ads_vs_Reality">link no Digg</a>, cujo post recebeu até o momento 3866 votos e nada menos que 274 comentários.</p>
<p>Voltando ao aspecto dos alimentos, fica pergunta: Será que teremos de colocar fotos reais nas peças publicitárias ou teremos de fazer um bom marketing de serviços aliado a P&amp;D para produzir alimentos cada vez mais parecidos com a suas fotografias?</p>
<p>Fontes: <a href="http://www.boingboing.net/2007/04/19/photos-of-fast-food-.html">Boing Boing</a> e <a href="http://www.thewvsr.com/adsvsreality.htm">Jeff Kay&#8217;s the West Virginia Surf Report</a></p>

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		<title>Apertem os cintos, o consumidor mudou!</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Sep 2007 17:55:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ <p>Não se trata de uma nova versão da classica comedia pastelão, e sim de mais uma constatação de que o mercado mudou e continua mudando numa velocidade cada vez maior. Os sinais estão por toda parte: Este ano as verbas publicitárias digitais estão superando as mais tradicionais mídias, o mercado da comunicação está mudando, [...]
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<p>Não se trata de uma nova versão da classica comedia pastelão, e sim de mais uma constatação de que o mercado mudou e continua mudando numa velocidade cada vez maior. Os sinais estão por toda parte: Este ano <a href="http://www.flash-brasil.com.br/?q=node/331">as verbas publicitárias digitais estão superando as mais tradicionais mídias</a>, <a href="http://www.coxacreme.com.br/2007/03/01/como-explicar-o-que-vivemos-hoje-no-mercado-de-comunicacao/">o mercado da comunicação está mudando</a>, <a href="http://entropia.blog.br/2007/08/10/publicitarios-nao-entendem-de-internet/">os publicitários não entendem  de internet</a> e <a href="http://www.cluetrain.com/portuguese/index.html">o consumidor fica cada  dia mais sabido e exigente</a>, isto sem falar na quebra da comunicação corporativa por conta das  redes sociais que ja são usadas como <a href="http://ppgmkt.blogspot.com/2007/04/falando-em-o-maior-crm-do-brasil.html">potentes ferramentas de CRM</a>.</p>
<p>O perfil do novo consumidor vem sendo traçado com frequencia,  alias cada dia fica mais dificil traçar algum perfil, o consumidor esta &#8220;derretendo&#8221; engordando a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Cauda_Longa">cauda longa</a> que não para de crescer. Este novo consumidor é a antintese do consumidor de  massa do passado. Antes   consumia-se para pertencer à uma &#8220;tribo&#8221;, hoje também!  Só que as &#8220;tribos&#8221; diminuiram e ficaram mais diversificadas.</p>
<p>O agente catalizador da evolução sempre foi a infomação, hoje temos isto de sobra, alias temos em excesso.  Com o advento da Internet cada consumidor de informação passa a ser um emissor de uma comunicação em rede, um ambiente liquido, onde a informação pode ser fragmentada, reconstruida, fundida e novamente  fragmentada&#8230; No meio do ecossistema da nova comunicação, a publicidade é interpretada como ruído e é descartada na primeira fragmentação, ou pior, muitas vezes totalmente descartada antes mesmo de ser exibida.</p>
<p>Quem viveu os primórdios da Internet no Brasil deve lembrar como este mercado se comportava. Era um imenso latifundio a ser explorado, projetos e ideias mirabolantes surgiam a todo instante, o espirito empreendedor ganhava auras de desbravador, e a Internet parecia  uma infidável mina de ouro. Vivemos hoje entropia semelhante no mercado da comunicação, a diferença é que encontrar a formula ideal pode ser a chave da sobrevivência em um futuro muito próximo.</p>
<p><span style="font-size: 130%">Quebrando paradigmas</span></p>
<p>Tem muito profissional de comunicação que nunca vai entender o novo consumidor, e muito menos o que houve com o mercado de comunicação. Não que ele não tenha capacidade intelectual para isto, ele não conseguirá entender isto com os fundamentos teóricos e ferramentas usuais ele não possui uma vivência que permita este entendimento, não faz parte da sua cultura. Muitos paradigmas precisam ser quebrados:</p>
<ul>
<li><span style="font-weight: bold">Mídia</span> &#8211; Esqueça mídia, para de pensar em mídia, pare de tentar tangibilizar um conceito que não se aplica ao novo consumidor. Mídia simplesmente não faz sentido para um público que tem a liberdade de escolher se quer ou não ser impactado pela propaganda. Lembre-se em tempos de comunicação líquida, o meio é a mensagem.</li>
</ul>
<ul>
<li><span style="font-weight: bold">Internet não é midia &#8211; </span>Internet não é midia, quem te disse isto? Internet hoje é um complexo ecossistema social que chamamos de ciberespaço. Chamar a internet de mídia é subestimar a sua capacidade, ela não chega a ser o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Metaverse">metaverso</a> em si, afinal ela esta muito presente no mundo real, mas possui autonomia suficiente para sê-lo. Temos de &#8220;destangibilizar&#8221; nosso conceito de mídia, a  Internet congrega informações, serviços, lembranças  e emoções, tudo em bits, tudo líquido.</li>
</ul>
<ul>
<li><span style="font-weight: bold">Internauta é  mãe ! &#8211; </span>Tratar um usuário de internet por internauta é uma forma de distancia-lo, é trata-lo como um ser diferente. As interpretações podem ser desde uma forte dose latente do emitente em tentar manter seu status quo, como a simples tentativa de rotular um grupo de pessoas. Descontando a face emocional do discursso, sobra a ignorância. A nova cultura é a cibercultura, é a cultura da geração conectada, que a cada dia expande tanto horizontalmente quanto verticalmente atingindo indivíduos cada vez mais novos e mais velhos. Se sou um internauta posso afirmar que em muito  breve todos seremos, então os diferentes serão os desconectados.</li>
</ul>
<ul>
<li><span style="font-weight: bold">Vivemos cada vez mais conectados &#8211; </span>Quem pensa que a internet fica no computador precisa rever seus conceitos. Foi <a href="http://fantastico.globo.com/Jornalismo/Fantastico/0,,AA1624973-4005,00.html">risível a matéria do Fantástico deste fim de semana</a>, onde uma mãe desesperada &#8220;desligou a internet&#8221; do filho viciado. Enquanto existir esta &#8220;guerra&#8221; entre o real e o virtual vão existir interpretações tendenciosas como estas. O problema é psicológico, o vício poderia ser em qualquer coisa. Mas voltando ao assunto, há muito a internet &#8220;saiu&#8221; do computador, hoje ela é acessível por wap (celular), pelo telefone (VXML) e integrando soluções com dispositivos como o RFID, além é claro da TV Digital que corre um sério risco de ser engolida pela IPTV. O certo é que vivemos cada vez mais conectados, nossas casas, carros, eletrodomésticos e o que mais for possivel imaginar estarão conectados.</li>
</ul>
<p>Este artigo não tem a ambição de ser conclusivo, nem tem uma visão generalista, apenas tem por objetivo apontar fortes tendências. Ele foi motivado por <a href="http://www.mundodomarketing.com.br/2006/ver_entrevistas.asp?cod=1995">um artigo</a> que retrata a visão de profissional que é muito parecida com a minha, e como me  resaltou o <a href="http://techboogie.blogspot.com">Gilberto Pavoni</a>, ele possui a grife &#8220;Forrester Research&#8221;.  Eu na verdade pesquiso para montar a minha pequena agência que vai nascer mês que vem, mas construi um background suficiente para um cargo executivo em uma grande agência. O futuro? <a href="http://www.youtube.com/group/whoknowsthefuture">Who Knows the future</a>?</p>

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		<title>Publicitários não entendem de Internet ?</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Aug 2007 16:09:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ <p>A mudança de paradigma, a quebra do status-quo, o impacto disruptivo eminente tem deixado muitos publicitários completamente perdidos. Eu ja havia preconizado que nos próximos anos veremos a queda da propaganda e a ascensão do marketing, não que eu seja um guru, ou esteja rogando uma praga, mas as evidências estão ai para quem [...]
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<p>A mudança de paradigma, a quebra do status-quo, o impacto disruptivo eminente tem deixado muitos publicitários completamente perdidos. Eu ja havia preconizado que nos próximos anos veremos a queda da propaganda e a ascensão do marketing, não que eu seja um guru, ou esteja rogando uma praga, mas as evidências estão ai para quem quiser ver.</p>
<p>O antigo modelo de negócios das agência de publicidade esta sendo aos poucos delapidado, anunciantes querem o <a href="http://d2dbr.free.fr/dicionariopublicitario/b.php">BV</a>, agencias dividem suas <a href="http://d2dbr.free.fr/dicionariopublicitario/c.php">comissões</a>, anunciantes criam suas <a href="http://d2dbr.free.fr/dicionariopublicitario/h.php">houses</a> cada vez mais. Mas ainda bem que o bom e velho anuncio de 30&#8243; gera uma boa receita&#8230; Mas até quando?</p>
<p>Esta por enquanto é uma pergunta sem resposta, a resposta que posso dar é que as agências precisarão se reconfigurar para sobreviverem, se estão contando com a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Televis%C3%A3o_digital_no_Brasil">TV Digital</a> para isto, esquecam, o tempo previsto para implantação no Pais de 10 anos é uma eternidade em termos de &#8220;Internet time&#8221;. Até la ela ja estará obsoleta pela <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/IPTV">IPTV</a> que estará acessível a todos. E se você acha que estou enganado, apostando na Internet para a classe C, então é porque você não leu a ultima <a href="http://www.fnazca.com.br/news/news.php?id_news=302">pesquisa publicada pela Datafolha e encomendada pela F/Nazca</a> que aponta um contigente de 49 milhões de usuários a partir de 12 anos, contigente este que pode chegar á 60 milhões se levarmos em conta usuários abaixo desta idade, e com uma <a href="http://www.coxacreme.com.br/2007/07/30/e-agora-jose/">penetração de quase 40% na classe C</a>.</p>
<p>Quem foi ao Digital Age 2.0 (e eu infelizmente não fui) pôde assistir ao &#8220;debate&#8221; entre o Luis Grottera &#8211; CEO da TBWA\BR com a Suzanna Apelbaum sócia da Hello!. O debate levantou polêmicas como pode ver:</p>
<p>No <a href="http://www.techbits.com.br/2007/08/09/publicidade-20-o-fim-do-comercial-de-30-segundos/">Techbits</a>:</p>
<blockquote><p>É possível perceber claramente que Grottera é conservador, estilo  antigo e a Suzana mais antenada nas novas tecnologias. Em uma discussão  que perguntava se o comercial de 30 segundos da TV estaria com os dias  contados, Groterra defendeu que uma campanha na TV gera recall  (lembrança por parte dos consumidores) ao redor de 20 a 30%. Então se  você investir 10 milhões de reais, 8 milhões foram jogados fora, mas 2  milhões aproveitados. E, segundo ele, essa é uma boa média. Ainda  segundo o Grottera, vale mais investir na TV do que na internet, mídia  que ficará cara tanto quanto a TV daqui alguns anos.</p>
<p>Peraí… acho que ele não leu a <a href="http://www.techbits.com.br/2006/08/21/a-cauda-longa/">Cauda Longa</a>. Peraí… 8 milhões jogados fora e somente 2 aproveitados? Peraí… Claro, já entendi. Ele está defendendo o seu peixe.</p>
<p>Já a Suzana Apelbaum defendeu a internet. Não sei como não saiu uma  briga mais feia, hehe! Na internet é possível direcionar totalmente os  esforços publicitários. Cem mil reais investidos no Google dão retorno  de porcentagem muito maior. Não há desperdício com o ruído como o fato  dos consumidores zapearem entre os canais.</p></blockquote>
<p>No <a href="http://www.tecnocracia.com.br/arquivos/digital-age-20-os-dinassauros-que-me-perdoem-mas">Tecnocracia</a>:</p>
<blockquote><p><a href="http://www.techbits.com.br/2007/01/19/web-20-nao-e-uma-besteira-sem-tamanho/" title="TechBits : Web 2.0 não é uma besteira sem tamanho">Hypes à parte</a>, a Internet está revolucionando a forma de fazer propaganda. Aliás, a Internet está finalmente sendo feita <strong>por</strong> pessoas, <strong>sobre</strong> pessoas e <strong>para</strong> pessoas e com isso está revolucionando a forma com que as pessoas fazem  e absorvem propaganda, TV, conteúdo, notícias, entretenimento, etc. O  consumidor não quer mais assistir comerciais na TV &#8211; o próprio <strong>Martin Lindstrom</strong> em <a href="http://www.tecnocracia.com.br/arquivos/digital-age-20-primeira-sessao-de-palestras" title="Tecnocracia : Digital Age 2.0 - primeira sessão de palestras">sua palestra</a> afirmou que a criança de hoje é capaz de acompanhar <strong>5.4 canais de TV simultaneamente</strong>,  contra 1.7 canais de um adulto médio. Nós mudamos de canal durante as  propagandas; Nós compramos canais por assinatura para fugir da  propaganda da TV aberta; Nós assistimos ao Joost, baixamos episódios  pela Internet, vemos vídeos no YouTube. <strong>Nós selecionamos a propaganda que queremos ver</strong>.</p></blockquote>
<p>No <a href="http://www.techbits.com.br/2007/08/09/publicidade-20-o-fim-do-comercial-de-30-segundos/">Techbits</a>, Fugita lembra que o <a href="http://www.brainstorm9.com.br/archives/2007/06/cannes_lions_2007_cyber_grand_prix.html">Grand Prix de Cannes este ano foi um filme que nunca foi à TV</a>.</p>
<p>Se você não concorda comigo então una-se ao <a href="http://www.coxacreme.com.br/2007/08/01/quem-apoiaria-o-elton-john/">Elton John</a>, que esta liderando uma campanha para fechar a Internet.</p>

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		<title>Os dinossauros são miopes !</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Mar 2007 02:52:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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<p>Já tem algum tempo que venho ensaiando um post, ou uma série de posts, sobre o que chamo de a nova extinção dos dinossauros. A cada ação desesperada do <a href="http://www.riaa.com/">RIAA</a>, <a href="http://www.viacom.com/">Viacom</a> e outros dinossauros do Copyright, esta motivação volta a tona e se reforça.</p>
<p>Uma noticia no <a href="http://info.abril.com.br/aberto/infonews/032007/15032007-1.shl">Info Online</a>, sobre uma produtora que processou o <a href="http://www.youtube.com">YouTube</a>, usando o mesmo advogado do namorado da Cicarelli, teve seu pedido acatado pela 10ª Câmara de Direito Privado do TJSP e condenou o YouTube a pagar uma multa diária enquanto os &#8220;pedaços&#8221; do video <a href="http://www.submarino.com.br/dvds_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=6&amp;ProdId=252918&amp;ST=SR&amp;franq=128026">Pelé Eterno</a> não forem retirados do ar.</p>
<p>Quando os dinossauros vão entender que eles serão responsáveis pela sua propria extinção ?</p>
<p>Não adianta lutar contra a corrente, é que nem nadar em mar aberto, se você nadar contra a corrente você morre afogado, se segui-la, com um pouco de esforço se salva. O consumidor e sua relação com o consumo mudaram!</p>
<p>Os dinossauros do Copyright vivem querendo &#8220;matar&#8221; todos que &#8220;ousam&#8221; infrigir seus &#8220;direitos&#8221;.  Por conta desta visão miope e imediatista, a produtora Anima Produções deixou de faturar muitos caraminguás por conta da venda e/ou locação do video.</p>
<p>Na minha opinião, estes &#8220;pedaços&#8221; são a maior propaganda do video, quem gosta de futebol e Pelé vai procurar o video inteiro para comprar e/ou alugar, deixaram de fazer uso de um excelente <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Buzz_marketing">Buzz </a> que tinham a disposição, tudo por conta de uma visão imediatista e miope do mercado.</p>
<p>So para fechar, a <a href="http://www.microsoft.com.br">Microsoft</a> é a Microsoft de hoje graças à Pirataria, pois se não fosse a pirataria eles não teriam a imensa base instalada e nem a cultura de seus produtos tão cristalizada.</p>
<p>Acordem dinossauros, voces serão extintos, os sinais estão por todos os lados&#8230;.</p>

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