Sunergeo !

Sunergeo é uma palavra Grega que significa:

1. Ser parceiro no trabalho para trabalhar em conjunto, ajudam no trabalho.
2. Prestar assistência para juntamente poder colocar algo adiante.

Este foi o nome que escolhi para batizar minha técnica de gestão, doravante chamado método Sunergeo de gestão corporativa para MPEs(Micro e pequenas e médias empresas).

Decidi publicar sobre gestão, pois há anos, venho sistematizando coisas, processos, idéias, muitas das quais fez efetivamente muita gente ganhar dinheiro. Decidi que agora quem vai ganhar dinheiro como o meu cerebro sou eu, desta forma me lanço oficialmente como consultor de negócios, não só em mídias sociais, mas como consultor de negócios no sentido gerencial, de marketing, de tecnologia, sou um cara holistico!

Como surgiu o método Sunergeo

Tudo começou há mais de 10 anos, em 1992 para ser mais preciso. Nesta época era sócio minoritário na empresa de engenharia do meu pai, e estava assumindo o cargo de gerente técnico ou gerente operacional, como for melhor para você compreender.

Como é natural, a medida em que você sobe na cadeia evolutiva corporativa, você vai trocando as mãos pelo cérebro, o trabalho imersivo pelo trabalho contemplativo. Isto porque quem gerencia deve fazer exatamente isto, gerenciar, observar, analisar, planejar.

Como premissa básica para assumir meu cargo, propus fazer um levantamento da empresa, de forma a estabelecer um workflow, e assim entender todos os processos e aumentar meu campo de visão.

Iniciei entrevistando os funcionários administrativos, e depois os sócios e alguns funcionários operacionais. Queria entender o processo pelas duas óticas, de quem faz e de quem manda. O Contador da empresa teve uma participação valorosa, pois como entendia de informática era quase um interprete para as estranhas siglas e procedimentos que nos imputam a burocracia nacional, agregando um valor enorme ao trabalho.

Deste levantamento surgiram observações no mínimo inusitadas, mas estranhamente comuns no ambiente corporativo, não só da empresa em questão, mas da maioria das empresas que conheço, e que talvez você também conheça:

  1. Micro gestão – Cada departamento, ou setor tinha uma micro gestão, com seus arquivos próprios, métodos próprios, workflow próprio. É como se fossem diversas micro gerências dentro da gerência.  O maior problema da micro gestão é que ela provoca desperdício de tempo e dinheiro e uma pseudo-independência que leva à miopia operacional.
  2. Miopia operacional – “Isto não é minha atribuição, ou isto não é atribuição do meu setor” Estes são os sinais mais claros de miopia operacional. Os diversos setores da empresa simplesmente não se enxergam, e não se relacionam, parecem competir entre si, e jogam constantemente o jogo da “batata quente”. O prejudicado mais uma vez é a empresa com a falta da necessária sinergia.
  3. Funcionário de ouro – Sabe aquele seu funcionário pró-ativo, que resolve tudo para você? Pois é, nada contra funcionários pró-ativos, muito pelo contrário, eles são os melhores funcionários, mas é preciso sistematizar o trabalho dele. Em geral renegamos isto a segundo plano, e a empresa deixa o departamento literalmente na mão do funcionário. Tudo vai muito bem até o dia em que ela perde o funcionário de ouro.
  4. Capital intelectual volátil – Raras as MPEs no Brasil que convertem conhecimento tácito em implícito, e mais raras ainda as que sistematizam o conhecimento implícito convertendo-os em conhecimento explícito. Desta forma um bom funcionário agregara valor ao capital intelectual da empresa apenas durante sua permanência, com sua saída, pouco se aproveita do conhecimento tácito e implícito dele.
  5. Redundância – Uma herança da Micro Gestão, arquivos redundantes, controles redundantes, registros redundantes. Já contabilizou o custo desta redundância? Então coloca na conta as horas desperdiçadas, o custo material e principalmente o custo para resgatar uma informação em um ambiente destes.
  6. Desastre ecológico – Precisa explicar? Hoje em dia este impacto é menor, mas antigamente tudo que se arquivava era impresso, e isto somado à redundância das micro gestões, pode custar muitas arvores por mês.
  7. Work-no-flow– É isto mesmo, como conseqüência dos problemas apresentados o “Work no flow”, ou melhor flui somente dentro dos ambientes micro-gestores, resgatar a informação que não flui é um trabalho adicional, que em geral tem ainda um custo adicional.
  8. Falta de sinergia – Sintetiza tudo que foi falado, é o que acontece no ambiente corporativo das MPEs, em especial no Brasil, onde planejamento é mais discurso do que prática.

A questão agora, depois do levantamento feito e devidamente sistematizado, o que produziu um belo manual de procedimentos, era como administrar os ambientes micro políticos para implantar as normas recém registradas?

A idéia inicial, foi a mais fácil, simplesmente dar uma cópia do manual para cada gestor, e dizer: Agora funcionamos assim. Foi um passo, o manual resolveu o problema da miopia operacional, e outros, mas a Micro-gestão e o funcionário de ouro ainda precisavam ser resolvidos.

A solução ja estava pronta, na verdade, para elaborar o manual tive de separar os procedimentos dos fluxos de documentos, era um manual orientado ao procedimento, e a solução estava justamente ai. A empresa precisaria apenas ser orientada ao procedimento, as barreiras entre os setores ruiram, o que importava era as pessoas executarem os procedimentos e os gestores fiscalizar e endossar os procedimentos executados.

Estava criada ai a metodologia de orientação ao procedimento, metodologia que publiquei na Internet em 96, e que teve seguidores, um deles me mandou um email agradecendo, pena que não guardei este email para hoje ter uma base de cases para mostrar.

Somando a metodologia de orientação ao procedimento, com a web 2.0 e aspectos comportamentais, esta criado o método Sunergeo, pronto para ser desenvolvido e implantado nas empresas interesadas. Que venham agora os convites e contratos. Como anda a sinergia da sua empresa?

    6 comentários sobre “Sunergeo !

    1. Pingback: Buzz Makers !

    2. Eita!!! O que há nas entrelinhas deste discurso, heim?!1

      1. “Isto porque quem gerencia deve fazer exatamente isto, gerenciar, observar, analisar, planejar”.
      Tudo bem você falar isso. Pode ser a realidade do seu caso, mas, por outro lado é um deserviço para os estudantes de Administração. Não é só isso. Aliás, em tempos de capitalismo informacional, certamente há realidades de gestão que desconhecemos totalmente.

      2. No que difere a sua metodologia de oriencação ao procedimento, da metodologia de orientação ao processo do pessoal da Reengenharia e seguidores na década de 90?

      Abração, Mais novo consultor. Boto Fé em várias coisas que você mencionou aí pro Sunergeo, viu?! Por isso tò discutindo. Pra ampliar percepções.

    3. Fala Orlando, vamos por partes:

      Na verdade neste discurso não tem entrelinhas. Depois precisamos posicionar meu discurso, o universo é das MPEs, que em geral são empresas familiares e empresas pequenas, que em geral estão fora do foco dos “altos sistemas” de gerenciamento. Dai criei um modelo para elas.

      1. Você acha? Não creio que seja crucificado pelas escolas de Administração, mas gerenciar esta totalmente dissociado de fazer. Se fazemos não gerenciamos, podemos ate fazer, mas com tempo para gerenciar. O bom gestor, gerencia, coordena, colabora motiva. Não sei se te respondi, na verdade sua afirmativa ficou meio confusa para mim: [..]por outro lado é um deserviço para os estudantes de Administração[..]

      2. Na época nos chamamos o “Orientação ao procedimento” (OP) de a Reengenharia das MPEs. O orientação ao procedimento é uma metodologia focada no workflow, quebrando o conceito de rotina de departamento. A orientação aos processos da reengenharia tinha outro target. O OP esta mais para gestão por competências do que para orientação aos processos da reengenharia. Na prática a reengenharia usava do argumento de O&M para modificar os cargos, o objetivo central acabou sendo na redução de custos pelo metodo mais equivocado, da redução da mão de obra. O foco da OP é na otimização dos procedimentos e redução de custos.

      Mais novo velho consultor você quer dizer né :) Ja fiz alguns trabalhos bem legais.

    4. Caribé,

      tenho que aprender a revisar as coisas que escrevo antes de publicar. A pressa, em breves espaços de tempo, de contribuir com discussões boas como esta tem me levado a deixar um monte de erros de digitação e ortografia pelo meio do caminho. Depois eu fico morrendo de vergonha. Rs. Onde eu escrevi deserviço, leia desserviço.

      Mas não é só isto. Aqui nesta discussão acho que também há uma questão política. Então vamos por partes.

      “universo é das MPEs, que em geral são empresas familiares e empresas pequenas, que em geral estão fora do foco dos “altos sistemas” de gerenciamento”.

      Entendo e acho válido, apesar da minha experiência mostrar que em empresas familiares, ou aquelas onde o dono é centralizador de decisões, há muitas disfunções por conta de intervenções dos poderes instituídos. Geralmente com critérios essencialmente subjetivos e contrariando a experiência e percepção dos operadores da situação.

      “mas gerenciar esta totalmente dissociado de fazer”
      Isto é um paradigma clássico na Administração, inaugurado pela chamada “Administração Científica” e tornado “verdade” na percepção geral de quem pensa em gerenciamento. Entretanto já está evidenciado na pesquisa em Administração que esta separação entre mente e mãos é contextual e que não cabe a muitos contextos contemporâneos. Por isso eu falo em desserviço para os estudantes.

      “O foco da OP é na otimização dos procedimentos e redução de custos”.
      Ok. Entendo então que a coisa está num ponto cego da minha compreensão, principalmente em relação às diferencas com as outras práticas clássicas de otimização como a Gestão por Processos ou a Pesquisa Operacional. Fiquei interessado agora em compreender a novidade por traz da prática.

      O novo consultor que mencionei foi por conta da sua afirmação: “desta forma me lanço oficialmente como consultor de negócios”. Mas entendo que é apenas o lançamento de uma prática já amadurecida. Não é isso?

      Tô acompanhando!!!!
      Sucesso. :)

    5. João,

      Li seu artigo na Feed-se e concordo do início ao fim. Canso de alertar, falar, abordar e informar o assunto no Criativo!

      Oxalá, um dia, que o brasileiro tome consciência do seu verdadeiro papel em cobrar os políticos nefastos brasileiros.

      Um abraço e parabéns,

      Marcus, Criativo de Galochas

    6. Pingback: João Carlos Caribé

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